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Monday, October 27, 2008

Propaganda razzista

Tosi condannato per propaganda razzista
Sara Milanese

Una sentenza della corte d’appello di Venezia conferma per la terza volta il reato di propaganda razzista a Flavio Tosi, oggi sindaco di Verona, e ad altri 5 leghisti. Nel 2001 lanciarono una campagna contro i sinti di Boscomantico.


Condanna confermata. Per “propaganda di idee fondate sulla superiorità e sull’odio razziale”, in base alla legge Mancino. Confermata anche la condanna al risarcimento dei sinti che si sono costituiti parte civile (seguiti dagli avvocati Picotti, Panizzo, Malavolta, Varali), e confermate (anche se entrambe sospese) la condanna a 2 mesi di carcere e il divieto di partecipare a competizioni elettorali politiche e amministrative per 3 anni.
È un duro colpo quello incassato oggi dal sindaco di Verona Flavio Tosi e da altri 5 compagni di partito (gli assessori Enrico Corsi, Matteo Bragantini, Luca Coletto, la capogruppo in Comune Barbara Tosi e il militante Maurizio Filippi) : la Corte d’Appello di Venezia ha ribadito la precedente sentenza, annullata nel dicembre scorso dalla Cassazione, a proposito della vicenda dei nomadi di Boscomantico, che risale al 2001, quando Tosi era consigliere regionale.
manifesto lega

Uno dei manifesti leghisti per lo sgombero dei rom

La prima condanna per la raccolta firme che invitava i cittadini a sottoscrivere "per mandare via gli zingari da Verona", affermando che “tutti gli zingari sono ladri”, arrivò il 30 gennaio 2007, con una sentenza di primo grado del tribunale civile penale di Verona che condannava tutti a 6 mesi e al risarcimento delle parti civili per “propaganda di idee razziste ed incitamento alla commissione di atti di discriminazione”. Una sentenza che era stata già confermata anche in appello, dalla Corte d’appello di Venezia, (con pena ridotta però a due mesi), ma bloccata dalla Cassazione, che il 13 dicembre 2007 ha annullato il grado precedente con rinvio, richiedendo al giudice del merito, quindi ad un’altra sezione della Corte d’Appello, di motivare nuovamente le tesi dell’accusa. La sentenza della Cassazione ha annullato il reato di istigazione, ma confermato quello per propaganda.
''Faremo ricorso in Cassazione.” È stato chiaramente il primo commento di Flavio Tosi alla notizia della sentenza. Ma la parte civile è pronta ad affrontare anche quest’ennesimo momento del processo. “Noi non ci muoviamo" afferma l’avv. Federica Panizzo, "Il passo più importante per noi è stato sicuramente il fatto che le famiglie sinte e l’Opera Nazionale Nomadi siano stati riconosciuti come parte civile, cosa che ci ha permesso di dare il via al processo” continua, “Ma oggi segniamo un altro importante risultato: questa sentenza ha confermato nuovamente che quella fu una propaganda di stampo razzista.”

Júlia e as luzes da vida

— Avó?

Júlia abre devagarinho a porta do quarto da avó. Já é meio-dia e a avó ainda está na cama. Nem sequer abriu as cortinas. Júlia entra no quarto em bicos de pés. A avó está com os olhos fechados. A cabeça escorregou um pouco para o lado como se tivesse torcido o pescoço. Júlia nunca tinha vindo da escola e encontrado a avó a dormir!

— Avó, porque é que não dizes nada?

Júlia assusta-se com a sua voz no quarto silencioso e mergulhado na penumbra.

— Avó, não estás doente, pois não?

Mas a avó não responde.

De repente, Júlia sente medo, medo de que alguma coisa horrível tenha acontecido à avó. Corre para a sala e disca o número de telefone da mãe.

— Júlia? Já sabes que não deves telefonar-me para o escritório!

A voz da mãe soa impaciente e irritada.

— Sim — Júlia engole em seco. — É por causa da avó — diz muito baixinho. — Ela está na cama e não responde.

— A avó ainda está na cama? E não responde?

A mãe respira rápido e com força.

— Espera, eu vou para casa! — diz, e desliga.

Júlia fica sentada na sala. Não se atreve a ir outra vez junto da avó adormecida, que está tão diferente, tão estranha. E sente uma saudade muito grande da avó, com os olhos a piscar afavelmente por detrás dos óculos, e com a barriga redonda, contra a qual Júlia tanto gostava de se encostar.

Assim que ouve os passos da mãe, levanta-se de um salto, mais aliviada.

— Mamã!

Júlia quer abraçá-la mas a mãe afasta-a e corre para o quarto da avó. Depois é tudo muito rápido, como num sonho mau. A mãe telefona para o hospital, uma ambulância chega e dois homens vestidos de branco levam a avó. A mãe também vai e Júlia fica sozinha.

Quando a mãe regressa, já está escuro lá fora. Pendura o casaco no bengaleiro e senta-se à mesa da cozinha. Parece estar com a cara pálida e cansada.

— Agora tens de ser muito forte, Júlia — diz ela.

Júlia não percebe o que ela está a dizer.

— E a avó? — pergunta. — O que se passa com ela?

— A avó adormeceu para sempre — responde a mãe.

— Não é verdade! — exclama Júlia.

— É, Júlia — diz a mãe. — A avó nunca mais vai poder regressar.

— Não acredito! — grita Júlia.

— A avó já era velha — diz a mãe. — No próximo ano ia fazer setenta anos.

— A avó não era velha… para mim, não.

Saltam-lhe lágrimas dos olhos e rolam-lhe pela face.

— E o coração da avó também já estava velho — continua a mãe. — Já não trabalhava muito bem e agora parou. Como um relógio que parou.

— Não, não, não!

Júlia tapa os ouvidos.

Não é possível que a avó esteja morta! A avó não pode estar morta. Olha por entre as lágrimas para a mãe. Porque é que ela está tão calma? Porque é que não está a chorar? Não gostava da avó?

— Júlia! — diz-lhe a mãe. — A vida continua. E acredita no que te digo: não vais ficar sempre triste.

— Vou! — grita ela. — Sempre!

A mãe suspira.

— Júlia, tudo isto também não é nada fácil para mim. Não piores ainda mais as coisas.

Levanta-se e deixa a cozinha.

Júlia ouve a porta do quarto de banho bater atrás da mãe, depois a água corre durante muito tempo. Quando sai do quarto de banho, a mãe tem o mesmo aspecto de sempre. Escovou os cabelos, a pele brilha, rosada e até sorri um pouco.

— Vou fazer agora alguma coisa para comermos — diz. — De certeza que estás com fome.

— Fome? — Júlia abana com a cabeça. — Não!

A mãe tira farinha e ovos do armário e começa a fazer uma massa. Já não estará a pensar no que aconteceu à avó?

Os olhos de Júlia voltam a encher-se de lágrimas.

"Avó!", soluça ela e corre para o quarto. Atira-se a chorar para cima da cama e esconde a cara na almofada. A mãe devia vir agora consolá-la, como a avó sempre costumava fazer! Mas a mãe não vem e Júlia acaba por adormecer.

Dois dias mais tarde, tem lugar o enterro da avó. Júlia queria ir ao cemitério. Gostava de ver o caixão e a sepultura onde a avó vai ser enterrada ao lado do avô, mas a mãe não deixa.

— Um enterro é uma coisa muito, muito triste — diz. — Demasiado triste para uma criança.

"Mas o que é que ela percebe de estar triste?", pensa Júlia. Nem no enterro a mãe chora. Parece só muito pálida e magra com o fato preto, as meias de vidro e os sapatos pretos. E está cansada, muito mais cansada do que de costume. Deita-se imediatamente no sofá e sacode as perguntas de Júlia com um seco "Agora não, Júlia, por favor!"

Na manhã seguinte, a mãe não tem tempo nenhum para Júlia. Tem de estar no escritório mais cedo do que o costume, porque a espera um trabalho urgente.

— O teu pequeno-almoço está em cima da mesa. Promete-me que comes alguma coisa! — diz ela da porta.

Júlia promete. Mas quando se vê sozinha em frente do prato com as sandes, não consegue comer nada. Vai ao quarto da avó. Tudo parece triste e abandonado: a cama por usar, a cadeira vazia, o robe da avó no armário, dependurado numa cruzeta.

— Avó! — diz baixinho.

Se a avó aqui estivesse…

Mas Júlia podia ir visitar a campa da avó!

Apressa-se a ir buscar o casaco e põe-se a caminho.

A porta do cemitério não está trancada. Júlia abre-a e entra. Como tudo, de repente, ficou silencioso! E ninguém está ali, só ela. Sente-se um pouco perdida.

Além, junto do salgueiro grande, está a lápide do avô. Júlia pára em frente do pequeno monte ao lado da lápide do avô. É por debaixo daquele monte, por debaixo de todas aquelas flores e coroas que a avó está agora?

Júlia não acredita. Mas lá está o nome da avó na fita presa à coroa.

PARA A QUERIDA AVÓ, COMO ÚLTIMA LEMBRANÇA DA JÚLIA, lê ela num dos laços.

Foi a mãe que fez isto? Para a avó como última lembrança…

As lágrimas vêm-lhe aos olhos.

— Avó, porque estás tão longe? — soluça ela. — Volta! Eu gosto tanto de ti!

As folhas do salgueiro sussurram levemente. Júlia levanta a cabeça. Um sopro de vento acaricia-lhe a face – muito suavemente. A avó acariciava-a sempre assim!

— Avó, estás aqui? — pergunta.

As folhas voltam a sussurrar, baixinho e misteriosamente, como se tivessem uma mensagem para Júlia.

Em seguida, os ramos afastam-se e aparece uma figura. É uma criança com uma cara pálida, quase transparente.

— Quem és tu? — pergunta Júlia.

A criança sorri e começa a sussurrar uma melodia. É a melodia da caixa de música da avó!

— Conheces a minha avó? — a voz de Júlia treme.

— Sim — responde ela. — E vim até aqui porque quero ajudar-te.

— Ajudar-me? — pergunta Júlia.

— Eu sei que perdeste a tua avó — responde a criança. — Mas se quiseres muito, posso mostrar-te que, apesar disso, ela ainda está contigo.

— Oh, sim! — exclama Júlia.

— Então fecha os olhos!

Júlia fecha os olhos e ouve uma música suave: a melodia da avó.

— Abre agora os olhos — diz a criança.

Júlia pestaneja. Tudo ficou diferente. O céu tornou-se negro e, à sua frente, está um lago onde ardem inúmeras velas. As velas bóiam na água como ilhas de cera branca.

— Onde é que eu estou? — pergunta.

— Estás no Lago das Luzes da Vida — responde a criança.

— E a avó? Onde é que está a avó?

— Aqui só está a sua luz da vida — diz a criança.

Entra para um barco que está na margem do lago e faz sinal a Júlia.

— Anda!

Júlia segue-a, hesitante.

O barco desliza pelo lago, junto às velas, sem lhes tocar. Júlia olha em volta admirada. Algumas das velas bóiam na água sozinhas, outras estão todas juntas. E todas têm tamanhos diferentes: algumas parecem acabadas de acender, outras já arderam muito e outras já estão apagadas.

— Cada luz é a vida de uma pessoa — diz a criança. — Quando uma pessoa morre, a sua luz também morre.

— Então, todas as velas que já não estão a arder são… pessoas que morreram? — pergunta Júlia.

— Sim — responde a criança.

— E a luz da avó?

— Também já não está a arder.

O barco continua a vogar.

Júlia quase não se atreve a respirar com medo de apagar uma das luzes da vida.

— As chamas não se apagam — diz a criança suavemente.

— Apagam! — exclama Júlia. — Uma acabou agora mesmo de se apagar!

— Sim, mas não foi por nossa causa.

— Então ela não se apagou porque… a pessoa morreu?

— Sim.

— E as outras luzes que estão a tremer… Essas pessoas também vão morrer?

— Talvez sim, talvez não — responde a criança. — Quando uma pessoa adoece gravemente ou quando tem muitas aflições… então a sua luz começa a tremer.

— A luz da avó também tremeu?

— Sim. E até a tua!

— A minha luz também?

— Sim, ora olha: ainda está a tremer!

O barco pára.

— Como é que tu sabes qual é a minha luz? — pergunta Júlia.

— É a minha tarefa — responde a criança.

Aponta para uma ilha com quatro velas.

— Aquela ilha além é a tua ilha da vida. E a luz que está a tremer é a tua luz da vida.

Júlia sente um calafrio.

Na ilha, só há uma vela a arder calmamente e com força. Duas já se apagaram e a maior, a luz da vida de Júlia, tremula como numa corrente de ar.

— Está a tremer desde que a luz da vida da tua avó se extinguiu — diz a criança.

— É porque estou tão triste! — responde Júlia com a voz a tremer. — Porque tenho tantas saudades da avó!

— Mas a tua avó ainda está à tua beira — diz a criança. — A luz da vida dela ainda está ao lado da tua na ilha da vida.

— Avó! — murmura Júlia.

— Enquanto a amares, a sua luz da vida nunca se vai afundar — diz a criança.

— Afundar? — pergunta Júlia, assustada.

— Sim. Quando não houver ninguém que ame a tua avó… a luz da vida dela vai para o fundo do lago.

— Mas eu continuo a gostar da avó! — exclama Júlia.

— Eu sei — diz a criança. — Só porque gostas dela de todo o coração é que tive autorização para trazer-te até aqui e mostrar-te a ilha da vida e as luzes da vida.

— E a avó? — diz Júlia. — Levas-me até ela?

— Ainda não — responde a criança.

— Porque não?

— Só posso fazer isso quando a tua luz da vida também se tiver apagado.

— Então tu és… a morte? — pergunta Júlia.

— Tenho muitos nomes — diz a criança.

— Mas és uma criança!

— Apareço aos homens sob muitas formas.

Olha para Júlia e sorri.

— Não preciso de ter nenhum medo de ti! — diz Júlia.

Calam-se as duas por um momento.

— Ora olha! — diz a criança. — A tua luz da vida já não está a tremer!

E é verdade: a luz de Júlia arde calma e claramente como a da mãe. Júlia olha para as chamas.

De repente, começa a soar uma música. É a música da caixinha da avó.

— Agora fecha os olhos — disse a criança.

Júlia fecha os olhos. A música vai soando cada vez mais baixinho até que pára.

Volta a abrir os olhos. Está sozinha.

As flores e as coroas na campa cheiram bem – um cheiro doce e pesado, como o perfume da avó.

— Agora sei que continuas ao meu lado — diz Júlia baixinho.

Depois volta-se e vai embora.

Tuesday, October 21, 2008

HUG

Regardless of religious beliefs or lack of them, this blog is wonderfully well thought!
Sometimes we feel our cross a little heavy, but God knows what reason.
















Friday, October 17, 2008

Psalm 46:19‏

GOOD MORNING TO ALL OF YOU MAY GOD BLESS YOU AND YOUR FAMILY

Psalm 46:19


"Be Still and Know that I AM GOD"

Please don't break this even if you only send it to one person. Look at the date when this was started.



NOTICE AT THE END, THE DATE
THIS CANDLE WAS
STARTED.


I am not going to be the one who lets it die. I found it believable -
Angels have walked beside me all my life-and they still do.

*********************

This is to all of you who mean something to me, I pray for your happiness. The Candle Of Love, Hope & Friendship



15th of September, 1998.


Someone who loves you has helped keep it alive by sending it to you.
Don't let The Candle of Love, Hope and Friendship die! Pass It On To All Your Friends and Everyone You Love! May God richly bless you as you keep this candle burning. I received this today for the 1st time and I hope it comes back someday again. Please keep this candle alive!

Saturday, October 11, 2008

Africa: aumenta la “buona governance”

Benedetta Pagotto

Migliorano le performance di gran parte dei paesi subsahariani, soprattutto in materia di diritti umani e partecipazione della società civile. Al primo posto le isole Mauritius con 85,1 punti su 100, sempre peggio la situazione nel corno d’Africa.


Quasi assente dalle pagine internazionali dei quotidiani, la conferenza stampa organizzata il 6 ottobre ad Addis Abeba, in Etiopia, dalla Fondazione Mo Ibrahim ha annunciato delle ottime notizie per l’Africa sub-saharaiana. I dati del rapporto annuale, che analizza lo stato di salute della governance, mostrano infatti che 31 paesi sui 48 considerati hanno migliorato la loro posizione rispetto agli anni 2005-2006, in particolare per quanto riguarda i diritti umani e la partecipazione della società civile.

L’indice Ibrahim, sulla base del quale già lo scorso anno si costruisce la classifica, è stato creato in collaborazione con la Scuola Kennedy dell’Università di Harvard per valutare la governance in Africa, quantificando realtà complesse e interdipendenti prese in considerazione attraverso ben 57 indicatori. Questi dati sono raggruppabili in cinque ambiti principali: sicurezza, sviluppo umano ed economico, partecipazione e diritti umani, applicazione della legge, trasparenza e lotta alla corruzione.

La classifica conferma il deterioramento della situazione politica nel corno d’Africa, la sola regione in cui si registra un calo della media degli indici rispetto ai dati del 2007. Pessimi i risultati della Somalia, all’ultimo posto con un indice di 18,9 punti su 100. Peggiora anche l’Etiopia, al 31° posto, soprattutto a causa delle violazioni dei diritti dell’uomo e delle tensioni con l’Eritrea, che si colloca invece al 41°. Anche negli altri paesi che occupano le ultime posizioni sono in corso conflitti legati alla presenza di gruppi armati ribelli: Repubblica democratica del Congo, Ciad e Sudan. Al contrario i miglioramenti più significativi si sono avuti in Liberia, paese che ha guadagnato ben 10,4 punti e che occupa oggi il 38° posto della classifica. Ai vertici si collocano le Mauritius, con 85,1 punti, seguite da Seychelles, Capo Verde, Botswana e Sudafrica al 5° posto.

L’indice Ibrahim rientra in un progetto più ampio e ambizioso, nato dalla volontà dell’imprenditore sudanese Mo Ibrahim, proprietario della Celtel, che nel 2006 ha deciso di investire in una fondazione che stimoli il dibattito relativo alla buona governance, fornendo criteri oggettivi che permettano ai cittadini di chiedere i conti ai loro governi e riconoscendo gli sforzi dei dirigenti africani che hanno agito in questo senso. A loro è viene attribuito un premio di 5 milioni di dollari, vinto lo scorso anno da Joaquim Chissano, ex-presidente del Mozambico. Il prossimo vincitore sarà annunciato il 20 ottobre. Il progetto vanta l’appoggio di grandi leader africani e non solo, della portata di Kofi Annan, Alpha Omar Konaré, Nelson Mandela, Amartya Sen e il direttore generale dell’Aiea El Baradei, che dal 30 settembre fa parte della commissione incaricata di attribuire il premio.


Angolagate: aperto il processo

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Vendute a Dos Santos forniture per 790 milioni di dollari

Si è aperto oggi a Parigi il cosiddetto processo "Angolagate", che vede coinvolte una 40 di persone per il traffico d' armi e corruzione verso l'Angola negli anni Novanta. Il processo, che durerà cinque mesi, vede come principali imputati l'uomo d'affari franco-brasiliano Pierre Falcone e il miliardario israeliano di origine russa Arcadi Gaydamac.

I due, che rischiano fino a 10 anni di carcere, sono accusati di aver organizzato, tra il1993 e il 1997, un vasto traffico illegale d' armi dall’Europa verso l' Angola, dove era in corso un conflitto civile che contrapponeva l’Mpla del presidente Jose Edoardo Dos Santos (attualmente al potere) all’Unita, movimento “ribelle” filo-occidentale guidato da Jonas Savimbi. Dos Santos avrebbe barattato le future vendite di petrolio angolano, in cambio di materiale bellico per almeno 790 milioni di dollari: elicotteri da combattimento russi, blindati e anche navi da guerra, grazie al fornitore slovacco, l’azienda Zts-Osos. Quella del contrabbando era per Dos Santos l’unica via per l’acquisto di armi: sull’Angola vigeva l’embargo imposto dall’Onu in base ad un accordo di pace firmato nel 1991 a Bicesse, in Portogallo.

Nello scandalo sono coinvolte personalità di spicco della politica francese, come l'ex ministro dell'interno Charles Pasqua, il figlio dell'ex presidente Francois Mitterrand, Jean-Christophe, l’economista ed ex-consigliere di Stato Jacques Attali, tutti accusati di aver ricevuto tangenti per coprire la compravendita illegale di armi. A Mitterand sono contestati i reati di corruzione e appropriazione indebita di beni pubblici. Il denaro angolano veniva trasferito su conti di diverse società, a Parigi, Ginevra o Tel Aviv, prima di partire per società ombra a Jersey, nelle Isole Vergini britanniche, o Monaco.

Tra i 42 imputati del processo non c’è al momento nessun angolano, ma la procura francese ritiene che siano almeno una trentina gli ufficiali coinvolti nel traffico. Il governo angolano, che dopo le recenti elezioni legislative di settembre, è sempre più saldamente in mano al presidente Dos Santos ed il suo partito, l’Mpla, ha deciso di fare ricorso al processo, in nome del “rispetto del secreto di stato”. Luanda si oppone alla discussione pubblica di informazioni di interessi dello stato angolano e della sua difesa nazionale. E che metterebbe a nudo vicende strettamente legate ai vertici politici ancora in carica.

Il processo si apre in un momento molto delicato per i rapporti tra Francia e Angola: Parigi è in attesa di concludere l’accordo per una nuova licenza petrolifera nel 2009. il risultato del processo potrebbe far perdere punti preziosi alla multinazionale francese Total, attualmente la terza compagnia straniera presente in Angola.

Sara Milanese

Democrazie senza cittadini

È da ingenui pensare che la democrazia, per intrinseca virtù, trasformi automaticamente i sudditi in cittadini.

L'editoriale di Nigrizia di ottobre.

Gli ultimi casi sono quelli di Angola e Rwanda. Due elezioni parlamentari, raccontate con festeggiamenti pubblici di massa. Alta affluenza di votanti. Tanti sorrisi, pochi brogli. Finalmente – è il commento diffuso – la democrazia per via elettorale sta facendo breccia anche in Africa, dove la passione democratica non è mai stata così scontata, come dimostra evidentemente quanto successo in Kenya e in Zimbabwe nella prima metà di quest’anno.


A oltre un decennio dalla terza ondata di democratizzazione africana (1990-93, Sudafrica; 1999, Nigeria), qualche risultato è stato ottenuto, anche se le simpatie per una forma democratica di governo sono state talvolta effimere o poco durature.
Le popolazioni subsahariane devono fare i conti con la dura realtà quotidiana dei problemi post-transizione: vivere o sopravvivere con quel che si ha. C’è perfino chi ritiene che sia un errore distogliere le energie degli africani, dedicandole alla realizzazione della piena democrazia sostenuta dall’Occidente. Prima lo sviluppo, poi i diritti! Del resto, è falsa l’idea corrente che la democrazia produca e diffonda benessere più di ogni altra forma di governo. In realtà, un certo grado di benessere è un presupposto, non un effetto, della democrazia. Lo sperimentiamo anche noi occidentali: siamo disposti a ridurre le nostre libertà e i nostri diritti, se la crisi economica e le paure ci attanagliano. È da ingenui pensare che la democrazia, per intrinseca virtù, trasformi automaticamente i sudditi in cittadini. L’educazione alla cittadinanza è un cammino, non la conquista di un giorno.
Angola e Rwanda costituiscono, comunque, due esempi positivi in Africa. Che nascondono, però, anch’essi degli interrogativi. Rappresentano successi politici al cui interno lavora indisturbato un tarlo che minaccia le loro fragili democrazie. I risultati “bulgari” dei partiti al potere nei due paesi (Mpla in Angola, l’Fpr in Rwanda) rivelano, sostanzialmente, un modello di democrazia monopartitico. Come se il sentimento antiautoritario fosse estremamente superficiale tra la popolazione e ci si affidasse, con il voto, alle mani salvifiche dell’uomo forte o di una élite oligarchica.
Non siamo di fronte a democrazie intese come dialogo aperto e guidate da governi aperti a tutti, in cui chi la pensa diversamente non è solo sopportato (nel migliore dei casi), ma altamente apprezzato. Non sono un sistema dove c’è una preferenza continua prestata all’interesse pubblico più che agli interessi propri. Siamo, invece, in un contesto in cui un po’ di libertà è barattato in cambio di un fragile progresso economico e di pace coatta.
La domanda da farsi, guardando ai casi angolano e rwandese, è: basta diffondere i diritti di partecipazione (quello politico e di voto) perché lo spirito democratico si radichi in quei paesi? È sufficiente recarsi un giorno nel chiuso di una cabina elettorale per sentirsi cittadini di un paese democratico? Insomma: dopo le recenti elezioni, gli angolani e i rwandesi (ma il caso si applica anche ad altre nazioni) sono diventati cittadini o sono rimasti sudditi?
I percorsi che portano al voto in Africa sono molto accidentati. Il controllo dei beni, delle risorse e dell’informazione (strumento indispensabile per costruire cittadinanza) è nelle mani di chi sta al potere. La partecipazione attiva alla vita politica è zoppa. La società civile è in affanno. Sono solo un ricordo sbiadito i fasti, veri o presunti, delle “primavere africane” che, muovendo dal basso, tentarono (siamo negli anni seguiti alla caduta del Muro di Berlino) di portare aria nuova nei parlamenti e nelle istituzioni. E, comunque, la società civile non è ancora un soggetto attivo di cambiamenti radicali. In Africa, tranne poche eccezioni, quello che manca politicamente è una vera alternanza: o governa chi occupa la poltrona da decenni o, se il voto crea caos e violenze, ci si obbliga a una condivisione inagibile del potere.
Sarebbe un errore, tuttavia, puntare il dito contro l’Africa. Cadremmo anche noi nella trappola di non accorgerci che la democrazia e le sue applicazioni assumono significati diversi a seconda dei diversi popoli. Il culto della personalità (Berlusconi, Sarkozy, Putin…), esecutivi sempre più forti con parlamenti esautorati (vedi sopra) e brogli elettorali (Al Gore vincitore, non riconosciuto, su George Bush) non sono patrimonio solo della vita politica africana. Che non sia questa la tendenza politica di oggi?

Thursday, October 09, 2008

THE POWER OF ONE SENTENCE

God is going to shift things around for you today and let things work
In your favor.

If you believe, send it.


If you don't believe, delete it



God closes doors no man can open & God opens doors no man can close. If you need God to open some doors for you...send this to ten people.