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Tuesday, November 25, 2008

Os burrinhos do Natal

Os burrinhos do Natal

Há dois mil anos, viveram, em Belém, dois burrinhos, um castanho e outro cinzento. Pertenciam a um moleiro e o criado deste nunca lhes dava descanso, fazendo-os trabalhar o dia inteiro. Eram obrigados a carregar sacos cheios de grão e de farinha de um lugar para o outro de manhã até à noite.
Se paravam a ver uma flor ou a olhar para as nuvens no céu, ele batia-lhes com um pau para os fazer andar.
Os dois burrinhos bem gostariam de levar uma vida como o gato, o cão ou as galinhas, que não tinham mais nada que fazer além de caçar ratos, guardar o moinho e pôr ovos.
— Ai, ai — lamentavam-se. — O Grande Criador não gosta lá muito de nós! Destinou-nos a carregar eternamente cargas pesadas e a servir os homens.
Mas, certo dia, pela manhã cedo, passaram por ali uns pastores e contaram o que tinham visto durante a noite. Num estábulo perto de Belém, tinha nascido uma criança numa manjedoira, pobre e despida. Vieram os anjos cantar-lhe e três reis tinham sido guiados até ele por uma estrela, que lhes mostrara o caminho.
— É Cristo, o nosso salvador — disseram os pastores. — Um novo rei que liberta os desamparados dos seus fardos.
Os dois burrinhos ouviam tudo com muita atenção.
"Um rei que liberta os desamparados dos seus fardos, também é nosso rei", pensaram.
E, sem que o criado desse conta, partiram à procura dele. Não foi difícil. Os pastores e os seus rebanhos tinham deixado o caminho marcado. Mas, quando chegaram ao estábulo, ele estava vazio.
Através das frestas soprava um vento frio e, do milagre daquela noite, não tinha ficado mais do que o chão pisado, um pano nas palhas da manjedoira, e um último aroma de incenso e mirra pairava ainda no ar.
Não puderam saber que fora um burro que guiara José, mansamente, mas em passos rápidos, para ele fugir dos soldados de Herodes e salvar Maria e o Menino.
Naquele momento, entrou o moleiro com um pau na mão.
— Ah, até que enfim encontro os dois malandros! Vá, toca a marchar, ao trabalho! — gritou ele.
Assim, os dois burros tiveram de regressar e continuaram a transportar sacos pesados de um lado para outro.
— O que os pastores disseram não passa de uma mentira — disse o burrinho castanho, suspirando por causa do fardo que levava às costas.
— Eu acredito neles — disse o burrinho cinzento, sentindo, de repente, o seu fardo tornar-se mais leve.
— E os sacos às costas? Onde é que está agora o rei que liberta os desamparados do seu fardo? — perguntou o burro castanho.
— Ele não tira o fardo — disse o cinzento — mas dá mais forças para o carregarmos. Vá, dá-me cá o teu saco.
O moleiro e o criado estavam admirados com os burrinhos.
— Mas o que é que se passa com eles? — exclamou o moleiro.
De cada vez que ele pegava no pau para lhes bater, este tornava-se tão pesado que tinha de o deixar cair ao chão. E quando os dois burritos paravam para ver alguma flor ou para olharem para uma nuvem, não lhe restava mais do que deixá-los, ou ralhar-lhes com palavras mansas.
O burrito cinzento fez um aceno de cabeça.
O burrito castanho estava admirado. Agora, ele também acreditava no milagre do estábulo, embora não o tivesse visto com os próprios olhos.


Max Bolliger

Monday, November 17, 2008

Mormon Church

Mormon Church feels the heat over Proposition 8

Salt Lake City
George Frey / Getty Images
SALT LAKE CITY: A Proposition 8 protest outside Mormon headquarters. The church said demonstrators were trying to intimidate not just Mormons but all religious people who voted their conscience by backing the California initiative.
The church, which has long sought to be seen as mainstream, joins other religious organizations to back California's gay-marriage ban. But now it has become a political target.
By Nicholas Riccardi 
November 17, 2008
Reporting from Salt Lake City -- In June, leaders of the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints made a fateful decision. They called on California Mormons to donate their time and money to the campaign for Proposition 8, which would overturn a state Supreme Court ruling that permitted gay marriage.

That push helped the initiative win narrow passage on election day. And it has made the Mormon Church, which for years has striven to be seen as part of the American mainstream, a political target.

 
Protesters have massed outside Mormon temples nationwide. For every donation to a fund to overturn Proposition 8, a postcard is sent to the president of the Mormon Church. Supporters of gay marriage have proposed a boycott of Utah businesses, and someone burned a Book of Mormon outside a temple near Denver.

"It's disconcerting to Latter-day Saints that Mormonism is still the religious tradition that everybody loves to hate," said Melissa Proctor, who teaches at Harvard Divinity School.

As an indication of how seriously the Mormon leadership takes the recent criticism, the council that runs the church -- the First Presidency -- released a statement Friday decrying what it portrayed as a campaign not just against Mormons but all religious people who voted their conscience.

"People of faith have been intimidated for simply exercising their democratic rights," the statement said. "These are not actions that are worthy of the democratic ideals of our nation. The end of a free and fair election should not be the beginning of a hostile response in America."

Jim Key, a spokesman for the L.A. Gay & Lesbian Center, said barbs by gay marriage activists were directed at church leadership, not individual Mormons.

"We're making a statement that no one's religious beliefs should be used to deny fundamental rights to others," he said.

Proposition 8 opponents estimate that members of the Mormon Church gave more than $20 million to the effort to pass the measure, though that is difficult to confirm because records of campaign donations do not include religious affiliation.

For years, church leaders have tried to blunt the assertion that Mormonism is somehow out of the political and cultural mainstream. The backlash over gay marriage carries risks and rewards toward that goal.

To support Proposition 8, the Mormon Church entered into a coalition with other religious organizations, including evangelical groups that have tended to view Mormons warily. It was a Catholic bishop, Mormon officials said, who requested the Mormon Church bring its members into the fight. Now those groups are rallying behind the embattled church.

"Being against gay marriage puts the church right in the mainstream of American religious behavior," said Quin Monson, a political science professor at Brigham Young University.

But the outrage directed toward the church could hurt its efforts to expand.

"The backlash is going on all over the country," said Jan Shipps, a prominent scholar of modern Mormonism who is an emeritus professor at Indiana University-Purdue University Indianapolis. "There are people who had a lot of respect for the Mormons who now say, 'Well, they're just like the Christian right.' "

That's ironic, Shipps said, given that the Mormon Church has a more tolerant stance on homosexuality than some evangelical groups. The church has pointedly declined to state that homosexuality is a choice. And it has cautioned against programs that purport to "cure" same-sex attraction, even though Mormon theology holds that marriage is a divine relationship between men and women that continues into the afterlife.

Also, Shipps said, though the church had been riding high ever since the successful 2002 Winter Olympics in Salt Lake City, the gay marriage fight and other recent setbacks have forced the church to deal with skepticism over its faith and history.

First there was former Massachusetts Gov. Mitt Romney's unsuccessful run for the Republican presidential nomination. Many in the church were shocked that Romney's Mormon faith was a source of discomfort for some voters.

"Latter-day Saints were just amazed to think there was such bigotry in the country," church spokesman Michael Otterson said.

And a raid on a polygamous breakaway sect in Texas last spring was a reminder of the church's practice of multiple marriages in the 19th century, even though the Mormon Church has long renounced polygamy.

"That whole story in Texas was probably much worse for the church's image than Proposition 8," Monson said.

Some have suggested that Mormons might have been eager to cement partnerships with other churches, especially because evangelical voters were particularly distrustful of Romney's faith.

But Otterson dismissed that possibility. "That kind of thinking would never even factor into the thinking of church leadership," he said. "The church couldn't remain silent on a pivotal issue like this."

News posted:

Riccardi is a Times staff writer.

nicholas.riccardi@latimes.com

Sunday, November 16, 2008

O buraco do jardim

Nas traseiras do jardim, havia um grande buraco. Era tão redondo e fundo, que até podia lá tomar banho um elefante pequenino. Isto foi o avô que contou a Oliver, se não, ele não teria sabido. Estava cheio de entulho e garrafas vazias, de latas e de toda a espécie de coisas velhas.

Oliver estava sempre a pensar no buraco onde um elefante pequenino podia tomar banho, e sentava-se muitas vezes no jardim a olhar para o entulho.

— Eu queria ver o buraco — disse um dia Oliver ao avô. — Vamos tornar a abri-lo.

O avô ficou pensativo.

— Foi uma bomba que o fez. Era um buraco horrível — disse ele. — O melhor é deixá-lo tapado.

Mas, no dia em que uma pequena retro-escavadora amarela se encontrava no jardim do vizinho a abrir o buraco para a piscina, o avô dirigiu-se ao vizinho. Em breve, a retro-escavadora amarela estava junto do entulho no fundo do jardim e voltava a abrir o buraco.

— Também vamos ter uma piscina? — perguntou Oliver. Não falou no elefante. Bem sabia que não era fácil arranjar um elefante pequenino.

— Vamos arranjar outra coisa. — disse o avô.

— O quê? — perguntou o Oliver.

— Tens de ter paciência — disse o avô. — Já vais ver.

Durante algum tempo, Oliver divertiu-se a subir e a descer o buraco. Umas vezes, encontrava um pedaço de vidro ou um parafuso, outras, a perna de uma cadeira. Depois, só ficaram pedras e terra, uma raiz aqui e ali.

Então, um dia começou a chover, e o buraco ficou molhado. Choveu durante muito tempo e no fundo do buraco formou-se uma poça.

— Ainda é pouco — disse Oliver. — Para já, ele não pode nadar aqui dentro.

— Quem? — perguntou o avô.

— O elefantezinho.

Ao fim de alguns dias de sol, a poça tinha desaparecido.

— Não podemos enchê-la com a mangueira do jardim? — perguntou Oliver.

— Poder, podemos — disse o avô. — Mas é melhor ter-mos paciência. A paciência faz nascer rosas.

No Outono choveu ainda mais e, no fundo do buraco, voltou a formar-se a pocinha, que se conservou.

— A terra é de lama — explicou o avô. — Por isso, a água não escoa tão facilmente.

O vento atirou folhas para a poça, que cobriram a água. Oliver reparou nisso quando desceu ao buraco e depois subiu com os sapatos cheios de água.

— Não incomodes o nosso lago — disse o avô.

— Isto vai ser o nosso lago?

— Possivelmente...

Nevou e o buraco ficou coberto de neve. No começo da Primavera, já havia mais água no lago. E para que não voltasse a secar tão depressa, o avô dava de vez em quando uma ajuda com a mangueira. O lago agradeceu. Ainda estava pequeno, mas aguentou.

Não era lá muito bonito. Mais parecia uma grande poça suja. A piscina azul cristalina do vizinho sorria, ao lado. O lago de Oliver era escuro e começava a cheirar horrivelmente. No cimo, boiavam folhas meio apodrecidas e pequenas algas escuras.

— Que nojo! — disse Oliver.

— A paciência traz rosas [1]— disse o avô.

Um dia, este  apanhou Oliver a limpar o lago. Oliver remexia na lama e atirava folhas apodrecidas e algas para a margem.

— Estás a estragar o nosso lago! — disse o avô. — Há seres pequeninos que vivem nas algas e eles têm de lá estar, se não, o nosso lago nunca será um lago a sério!

Oliver voltou a deitar a lama lá para dentro.

O lago foi envelhecendo e tornou-se maior. Já não cheirava tão mal. Nas margens nasceram juncos e algumas canas, e toda a espécie de ervas de cheiro e de outras ervas cujas sementes o vento tinha trazido. Também cresceram plantas aquáticas que mantinham a água limpa. Um dia, apareceu uma libelinha e, logo depois, uma segunda. Agora, o lago já estava tão grande que um elefante poderia lá tomar banho. Mas isso era uma coisa que Oliver já não desejava.

— Um elefante ia espantar as libelinhas — disse. — Mas podia aparecer uma rã...

O vizinho olhava por cima da cerca e dizia:

— Isso está a tornar-se um pequeno paraíso. Quem diria! Mas, se queres rãs, tens de apanhar girinos e  deitá-los aí dentro. Os girinos transformam--se em rãs.

Oliver e o avô foram apanhar girinos. Deitaram-nos no lago, e apareceram rãs. Mas, um dia, as rãs foram embora.

— Já tinha pensado nisso — disse o avô. — Quando querem pôr os ovos, as rãs regressam ao local onde nasceram. E até chegarem ao próximo lago, estas ainda vão ter de saltar por algumas estradas de asfalto. Espero que nenhum carro lhes passe por cima.

As rãs não voltaram. Oliver chorou.

— Se calhar ficaram em casa, no seu antigo lago.

— Esperemos que tenha sido isso — disse o avô.

Certo dia, veio um pato bravo pelo ar e descansou no lago do jardim. Já era um lago a sério, com plantas aquáticas e junco, algumas aranhas aquáticas e toda a espécie de bichos. E também havia borboletas. Oliver deu de comer ao pato, mas, passados alguns dias, ele partiu.

— Se estivermos com sorte, ainda vamos ter rãs no nosso lago — disse o avô.

E tiveram sorte! O pato trouxera, de um outro lago, ovos de rã nas penas, e as rãzinhas saíam agora dos ovos, no lago de Oliver, que se tornou o seu lago "natal", uma vez que fora ali que tinham nascido. Nunca mais voltaram a ir embora e coaxavam alegremente.

— A paciência traz rosas — disse o avô.

— A paciência traz rãs — disse Oliver.
 

[1] Provérbio alemão

 

Friedl Hofbauer

Notiziario Strategico N°23

Salve,
EccoVi il sommario del Notiziario Strategico N°23 del Bollettino 
Aurora:

Federazione Russa
- La Russia amplia il pugno nucleare
- La Russia venderà 420 veicoli corazzati alla Grecia 
- La Russia progetta una base navale in Abhasia
- Offerte della Libia per ospitare una base militare russa
- La Russia venderà 420 veicoli corazzati alla Grecia 
- La Russia consegna dei territori alla Cina, fine della disputa di 
confine
- Carri armati russi per il Sudamerica?
- Sudan, Khartoum acquista 12 Mig29 da Mosca
- L'India e la Russia svilupperanno due versioni del caccia di 5.ta 
generazione 
- Il nuovo sottomarino d'attacco nucleare della Russia inizia le 
prove in mare

Repubblica Popolare di Cina
- La Cina e i suoi avversari
- La Cina continua il riarmo militare contro Taiwan 
- L'industria spaziale della Cina decolla 

Unione Indiana
- Previsti ALCM BrahMos
- L'India favorisce le armi della Russia
- L'India pone le basi per un patto nucleare con la Russia
- L'India collauda un missile navale con capacità nucleare

Repubblica Islamica dell'Iran
- L'Iran protesta col capo della politica estera dell'UE 
- L'Iran non crede che Israele e gli Stati Uniti attaccheranno
- I piloti iraniani mostrano abilità di Dogfighting nei giochi di 
guerra
- L'Iran arma gli 'eserciti della libertà'
- L'Iran ha installato una nuova base navale nel golfo
- Iran testa nuovi missili con gittata sino a Israele
- Iran: collaudato con successo missile terra-terra Sejjil

Repubblica Democratica Popolare di Korea
- La Korea di Nord sta per riprendere di nuovo il programma nucleare
- Missili a corta portata lanciati dalla Korea di Nord
- La Korea del Nord svilupperebbe testate atomiche
- Ispettori nucleari esclusi dal sito nordcoreano
- La Korea del Nord prepara lanci in massa di missili
- La Korea di Nord concede l'accesso agli osservatori nucleari IAEA 
dell'ONU a Yongbyon
- La Korea del Nord ha estratto 30,8 chilogrammi di plutonio
- La base NordKoreana può ospitare un missile di maggior portata

Saturday, November 15, 2008

Zimbabwe senza governo


Il leader dell’opposizione Morgan Tsvangirai ha respinto anche le ipotesi di gestione condivisa del potere, avanzate a Johannesburg dalla Comunità di Sviluppo dell’Africa Australe (Sadc). A quasi due mesi dall’intesa tra Mugabe e opposizione, il governo di unità nazionale è sempre più lontano.


Nemmeno il vertice straordinario della Comunità di Sviluppo dell’Africa Australe (Sadc), tenutosi il 9 novembre a Johannesburg, è riuscito a dare nuovo impulso ai negoziatisull’attribuzione dei ministeri del governo di unità nazionale dello Zimbabwe. Un governo che il paese attende da oramai due mesi. Precisamente dal 15 settembre scorso, data in cui il leader del Movimento democratico per il cambiamento (Mdc) Morgan Tsvangirai e il presidente Robert Mugabe hanno firmato un’intesa quadro che prevedeva la condivisione del potere. A nulla sono valsi gli appelli di Kgalema Motlanthe, presidente del Sudafrica affinché si uscisse dall’empasse politica. 
Inconciliabili sarebbero le posizioni dei due leader circa l’attribuzione del ministero dell’Interno. Dopo il rifiuto di gestire insieme (ad esempio con un sistema di rotazione) il controllo dell’Interno, come proponeva la Sadc, gli scenari politici per lo Zimbabwe si fanno ancora più bui. Il partito dell’opposizione Mdc reclama questo ministero chiave, che controlla la polizia nazionale, per rispondere all’atto unilaterale di Mugabe, che aveva attribuito al suo partito (lo Zanu-PF) il ministero della Difesa.

I dirigenti del Mdc si riuniranno il 14 novembre per decidere che ne sarà del governo di unità nazionale, la cui realizzazione sembra improbabile, come sottolineato da Nelson Chamisa, portavoce del partito, che ha denunciato il «finto tentativo di compromesso» da parte della Sadc, che non avrebbe deliberatamente saputo trovare una soluzione accettabile per entrambe le parti. In particolare Tsvangirai ha criticato la «mancanza di coraggio» della Sadc che non osa opporsi allo strapotere di Mugabe, che ha subito la sua prima disfatta alle elezioni legislative dello scorso 29 marzo. Ma il presidente ormai ultra ottantenne annuncia di voler costituire (anche da solo) il nuovo governo il più velocemente possibile. Questo anche per evitare il ricorso presso l’Unione Africana e le Nazioni Unite, evocato pochi giorni fa dall’opposizione. L’ Mdc si dice anche deluso del fatto che la scelta di accettare una gestione condivisa del potere con lo Zanu-PF, abbia finito per stravolgere e ribaltare la storica vittoria elettorale.

Nonostante i grandiosi annunci che avevano preceduto il summit regionale straordinario sullo Zimbabwe, la credibilità di questo tentativo é stata ridotta anche da una scarsa partecipazione. Dei quindici paesi che formano la Sadc, solo cinque erano presenti a Johannesburg. Significativa, in particolare, l’assenza del presidente del Botswana, Ian Seretse Khama, che aveva criticato Mugabe e proposto di indire nuove elezioni, unico modo secondo lui per risolvere la crisi in maniera equa. Infatti dopo il fallimento della mediazione regionale, ci si può attendere non solo la permanenza di Mugabe al potere, ma anche la formazione di un nuovo governo da parte dello Zanu-PF. Un’eventualità destinata a pesare sulle decisioni future dell’Mdc che deve scegliere se e come mantenere in vita l’intesa firmata con Mugabe, oppure se rompere definitivamente con lui e passare ad un’opposizione ancora più radicale.  

(B.P.)

Thursday, November 13, 2008

A ex-Nova TAAG...

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China poisoned milk

China milk poisoning incidents make everyone afraid to look at the daily news report. Everyday, the reports are changing. No one can clearly tell us what to eat and not to eat.

1.What really is poisoned milk?


It is the milk powder mixed with "MELAMINE"


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What is Melamine use for?

It is an industrial chemical use in the production of melawares.

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It is also used in home decoration. "US resistant board"


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Do you understand! Melamine is use in industrial production! It cannot be eaten.


2.Why is Melamine added in milk powder?

The most important nutrient in milk is protein. And Melamine has the same protein that contains "NITROGEN"


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Adding Melamine in milk reduces milk content and it is cheaper then milk so it lowers capitalization. 
It can give the business man more profit! Below is Melamine. Doesn't it look like milk? It doesn't have any smell, so cannot be detected.

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3.When was it discovered?

Year 2007!! US cats and dogs died suddenly, they found that pet food from China contains Melamine.


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Starting 2008, In China , an abnormal increase in infant cases of kidney stones.


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August 2008 China Sanlu Milk Powder tested with Melamine 


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Sept. 2008 - New Zealand gov't ask China to check this problem
Sept. 21, 2008 - Lots of food products in Taiwan tested with Melamine


4.What happens when Melamine is digested?

Melamine remains inside the kidney. It forms into stones blocking the tubes. Pain will be eminent and person cannot urinate. Kidney will then swell.

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Although surgery can remove the stones, but it will cause irreversible kidney damage. It can lead to loss of kidney function and will require kidney dialysis or lead to death because of uremia.

What is dialysis?

In fact, it should be called "blood washing". It is filtering all of the body's blood into a machine and then go back to the body.

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The whole process takes 4 hours and it is necessary to dialysis once for every 3 days for the rest of your life.

Here is a dialysis center

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Large dialysis center


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A small hole is required in the arm to insert the
sub-dialysis catheter.


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Why is it more serious in babies?

Because the kidney is very small and they drink a lot of milk powder. 

Here is a baby undergoing dialysis.


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China currenty has 13,000 infants hospitalized


It does not matter how much a human being took Melamine. The important point is "It cannot be EATEN!"

5.What are the foods to be avoided?


Foods that contain dairy products should be avoided.


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Remember: Foods with creamer or milk should be avoided.

6.Which companies are affected?

Hereunder are the companies affected with Melamine.


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7.What do we do next?


Avoid the above foods for at least six months.

If you have snack bar, restaurant or coffee shops, Stop selling dairy products for the meantime.

If you have infants at home, change to mother's milk or find other substitutes.

Finally, share this information with friends so they will understand the risk of milk poisoning.

Avoid some candies.

Sunday, November 09, 2008

Eu, Ming


Eu poderia ter nascido no Reino de Inglaterra, ter bonitos chapéus, e deixar-me conduzir numa carruagem puxada por dezoito cavalos.

Saudaria a multidão com um pequeno gesto da minha mão e sorriria sem razão, pensando na tarte de maçãs que iriam servir-me para o chá.

Poderia também ter nascido Crocodilo e crescido na margem do Nilfertiti.

Teria devorado todos os turistas barrigudos com os seus calções curtos e chapéus, mais as suas máquinas fotográficas, mal eles pousassem um dedo do pé nas margens da minha estância turística.

Melhor ainda! Poderia ter sido um Emir Rico!

Teria dado a volta ao mundo, em Rolls-Royce num dos sentidos e de bicicleta banhada a ouro no outro.

No resto do tempo, teria contado o meu tesouro na erva do meu magnífico jardim mesmo no meio do deserto.

Poderia ter sido também uma Horrível Velha Feiticeira.

Teria transformado todas as princesinhas em mosquitos com a minha vassoura maléfica. E, troçando delas, metê-las-ia no meu celeiro cheio de aranhas.

Poderia até ter nascido Touro. Belo, forte e absolutamente sedutor.

Teria feito a corte a todas as vacas dos arredores e tê-las-ia levado em viagem de núpcias a uma China fictícia, umas a seguir às outras.

Por fim, poderia ter sido Imperador do Mundo.

Empoleirado no meu trono, com uma coroa tão alta como a Torre de Babel, tomaria conta de toda a Terra, desde os mais reles pulgões aos mais importantes do planeta, Todos os anos, eu convidaria a Rainha de Inglaterra, o Crocodilo, o Emir Rico, a Horrível Velha Feiticeira, o Touro, etc., para uma grande festa dada no meu palácio.

Todos eles aplaudiriam cada palavra do meu discurso.

Mas eu sou Ming. Mais ninguém.

Vivo no centro da China, nas margens do lago Koukonor.

Todos os dias ponho o meu chapéu de bambu entrelaçado e umas calças bem largas. Todos os dias, antes do sol nascer, parto com a minha pequena Nam para a aldeia.

Ela pega com a sua mão pequenina na minha mão e saltita todo o caminho fazendo baloiçar as suas tranças.

Caminhamos os dois sem nos apressarmos muito. Eu deixo Nam na escola e vou vender os meus coscorões de gengibre ao longo da rua comercial da aldeia.

Aqui, toda a gente me conhece. Muitas vezes, vou até casa de Liang, que tem uma loja de chás. Somos velhos amigos.

Todas as tardes, Nam e eu subimos o caminho que nos conduz a casa.

Ela conta-me o seu dia. E canta. E salta ao pé-coxinho.

O seu riso ziguezagueia na noite que cai suavemente.

É assim a nossa vida.

Todos os dias.

Mudam apenas a cor dos arrozais e o perfume das caixas de chá.

Esta manhã, quando íamos a caminho da escola, encontrámos um sapo quase azul!

Eu também poderia ter sido um Sapo quase Azul!

E pensei nas Rainhas de Inglaterra, nos Crocodilos, nos Emires Ricos, nas Feiticeiras, nos Touros, nos Imperadores do Mundo e nos Sapos quase Azuis.

Neste momento devem estar a dizer para si próprios: «Ah! Se eu tivesse podido nascer Ming! Seguraria a mãozinha de Nam bem fechada na minha e seria o avô mais feliz do mundo.»

Enquanto Nam dormia, peguei no seu caderno de escola. Escrevi no fundo da última página, discretamente:

 

P.S. (pequeno segredo): Nam, meu anjo, amo-te muito.

 

E assinei com letras muito pequenas:

eu, Ming.

Clotilde Bernos; Nathalie Novi

Eu, Ming

Porto, Ambar, 2007