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Friday, May 29, 2009

Não te esqueças que

 Próxima segunda-feira  é feriado ....

  ... n ã o vamos trabalhar!!!!!!!!!!!!!!
 
HÁ COISAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?
 

 

Sacerdote Católico

Controvérsia
Arcebispo de Miami espera que Alberto Cutié repense e retorne à Igreja

.- O Arcebispo de Miami, Dom John Favalora, expressou sua profunda decepção pelo anúncio do sacerdote Alberto Cutié, mais conhecido como "Padre Alberto", de deixar a Igreja Católica para unir-se aos episcopalianos.

Dom Favalora assegurou que reza "para que o Padre Cutié repense e retorne à casa" porque "a 
IgrejaCatólica procura a conversão e a salvação dos pecadores, não sua condenação".

O Arcebispo informou que se reuniu por última vez com o Padre Cutié no 5 de maio passado, quando lhe solicitou uma licença do ministério sacerdotal, e advertiu que com sua decisão perdeu seus direitos como clérigo e os católicos não podem solicitar-lhe os 
sacramentos.

"Desde aquela reunião, não voltei a saber do Padre Cutié, e ele tampouco solicitou reunir-se comigo. Ele nunca me disse que estava considerando unir-se à Igreja Episcopal", indicou.

Dom Favalora explicou que de acordo ao direito canônico, ao unir-se aos episcopalianos, "o Padre Cutié se separa a si mesmo da comunhão da Igreja Católica Romana ao professar fé e morais errôneas, e recusar a submissão ao Santo Padre. Também se separa do exercício das ordens sagradas como sacerdote, deixa de ter as faculdades da Arquidiocese de Miami para celebrar os sacramentos, e tampouco pode pregar ou ensinar sobre a fé e a moral católicas. Suas ações podem lhe levar a ser separado do estado clerical".

Isto significa, adicionou, "que o Padre Cutié se destitui a si mesmo da completa comunhão com a Igreja Católica e, portanto, perde seus direitos como clérigo. Os católicos romanos não podem lhe solicitar os sacramentos ao Padre Cutié. Qualquer intento de sua parte para administrar os sacramentos seria ilícito. Qualquer 
missa que celebre seria válida, mas ilícita, pois não reúne os requisitos para que um católico cumpra com sua obrigação. O Padre Cutié não pode oficiar matrimônios válidos de católicos romanos na Arquidiocese de Miami, ou em qualquer outro lugar".

Do mesmo modo, explicou que "o Padre Cutié ainda se encontra obrigado por sua promessa de viver uma 
vida de celibatário, a qual ele assumiu com absoluta liberdade na ordenação. Só o Santo Padre pode dispensar-lhe de dita obrigação".

Dirigindo-se a todos os fiéis católicos de Miami, o Arcebispo insistiu em que "as ações do Padre Cutié não podem ser justificadas apesar de suas boas obras como sacerdote. Isto cobra maior veracidade à luz das declarações de hoje. O Padre Cutié terá abandonado a Igreja Católica, ter-lhes-á abandonado a vocês, mas eu lhes reitero que a Igreja Católica jamais lhes abandonará. A Arquidiocese de Miami está aqui para vocês".

Dom Favalora admitiu que "as ações do Padre Cutié causaram grande escândalo dentro da Igreja Católica, fizeram dano à Arquidiocese de Miami—especialmente aos nossos sacerdotes—e criaram uma divisão dentro da comunidade ecumênica e a comunidade em geral. O anúncio do dia de hoje só intensifica estas feridas".

Tensão com episcopalianos

O Arcebispo também expressou sua decepção "com a maneira em que o bispo Leo Frade", líder episcopaliano do Sudeste da Florida, "tratou esta situação".

Frade nunca tratou o tema com o Arcebispo. "Só escutei dele através dos meios de comunicação locais. Isto representa um sério retrocesso nas relações ecumênicas e na cooperação entre nós", indicou.

Dom Favalora assinalou que "a Arquidiocese de Miami nunca tem feito alarde público quando, por razões doutrinais, os sacerdotes episcopalianos se uniram à Igreja Católica e procuram ser ordenados. De fato, fazê-lo violaria os princípios da Igreja Católica sobre as relações ecumênicas. Lamento que o bispo Frade não me conceda, nem à comunidade católica, a mesma cortesia e respeito".

Finalmente, elogiou "os sacerdotes da Arquidiocese de Miami, e a todos os sacerdotes que vivem e cumprem com fidelidade sua promessa do celibato. Por sua fidelidade à tal promessa, refletem com maior claridade para o mundo a Cristo cuja entrega absoluta de si mesmo ao Pai foi o amor puro e casto por seus irmãos e irmãs".

"Nestes tempos de tanta preocupação pelo sexo, o dom do celibato representa ainda mais um sinal do Reino de Deus onde, como dizem as Escrituras, não há ‘
matrimônio nem se dão em matrimônio’ (Mateus 22, 30). Exorto a todos os católicos a apoiar e orar por nossos empenhados sacerdotes", concluiu.


News Posted By Acidigital

Wednesday, May 27, 2009

Defunto vira a Jóia.....Diamante!!.... Imaginem!

Se a moda pegar vai ser giro vai... 
 
OLHEM SÓ ESSE BABADO!!
 
[] 
Agora a moda é, em vez de ser enterrado  num caixão
ou ser cremadovirar diamante após a morte.

Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação 

química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na 
eternidade sob a forma de um diamante humano. Na Suíça, a empresa Algordanza 
recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. 
Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa.

 
'Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação', explica Rinaldo Willy,
um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção
24 horas por dia. Ou seja, cada defunto pode gerar uns 5 diamantes, ou mais, dá
para distribuir para toda família. 
Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro,
viram carbono, depois grafite. Em seguida são expostos a temperaturas de 1.700
graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro
a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios.
'Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo
da personalidade', comenta Willy. A personalidade pela cor? Que coisa doida!
Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos
familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão.
Já pensou poder levar seu ente querido, depois da morte, em um colar ou anel?
Se perguntarem sobre o falecido você vai poder dizer: 'Ele é uma jóia'.
Se roubarem o diamante é que é o problema, você vai ter que gritar: 'Roubaram 
o defunto, pega ladrão'! O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e
10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo
Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000
euros na Alemanha. 

Está vendo, a moda tem tudo para pegar, é até mais barato transformar o
defunto em jóia!
A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas
instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.
A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que
destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre
provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa.
 
 


 Vai ter gente cremando marido, esposa, sogra, cunhados pra vende os diamantes... rsrsrs


Tuesday, May 26, 2009

Valores

REPúBLICA POPULAR DE ANGOLA

PROCURADORIA GERAL DA REPúBLICA

PROVINCIA E DIOCESE DO NAMIBE

 

 

Estímulo aos valores e atitudes construtivas dos jovens, aproveitamento das suas potencialidades intelectuais e o combate ao consumo desregrado de álcool, erradicação do consumo de drogas e outras praticas anti-sociais.

 

 

1.   Clarificação de termos:  Valores; valor cultural; ética filosófica e ética teológica; ética cristã e ética católica; ética laica e ética cristã.

 

 

1.1             Valores

 

De principio a ciência dos valores e denominada axilogia… Os valores tenhem a ver com a orientação ao sentido da vida. Para Max Scheler, valores não mais do que bens, aspectos pertencentes a esfera do ser, e valores, que são independentes do ser, tem esfera própria. Para Pareja (1989) entende por valores como ideias supramundanas que se tornam reais por meio da acção humana que as incarna.

     Os bens se referem a coisas individuais, em que os valores se realizam e estão presentes. Os valores são as essências ou ideias valorais abstraidas das coisas. O valor, com conteúdo próprio, objectivo, apriorístico, frente ao dever e a obrigação, indica perfeição e atrai o ser humano, que passa a deseja-lo.

      No entender de Frankl, o ser humano, motivado por sua vontade de sentido, posiciona-se para responder as perguntas vitais mediante a descoberta do sentido presente e inerente a cada situação e a realização dos valores.  Este pensador valoriza o sujeito, assina-la a objectividade do mundo, em que o ser humano entra em contacto com os sentidos de suas situações vitais.

     O homem como ser único, vive também de modo único e irrepetível as próprias situações vitais. Essa sua unicidade, sua irrepetibilidade, leva-o a descobrir qual é a sua situação no mundo, seu próprio modo de ser no mundo, sua própria missão e tarefa, a aceitação de sua existência, a responsabilidade pela vida que recebeu.

     Para que se compreenda a relação sujeito – espírito subjectivo- e valores –espirito objectivo-, e necessário observar dois fenómenos contemporâneos:

 

 

1.      O ser humano experimenta finitude e desamparo ante os valores porque não tem força «instintiva» que o faça agir mecanicamente, automaticamente, e o dirija e o pressione para responder as situações vitais. Não há mecanismos automáticos, fórmulas químicas, receitas tecnológicas. Há apenas abertura ao mundo, diálogo interior com consciência.

2.      O homem de hoje experimenta uma mudança muito rápida dos valores tradicionais bem como a derrubada de não poucas tradições consideradas como sólidas e permanentes, que afectou toda a organização social da cultura (ocidental) – família, autoridade paterna, submissão materna, igualdade de funções e de responsabilidade, relações educativas, relações trabalhistas -.

 

     Para Pareja: Os valores para a ciências reducionistas – psicologia, biologia e sociologia -, não são mais do que fabricações que se podem tipificar como sublimações, mecanismos de defesa, padrões de condutas herdados ou formas de pensamento da classe social introjetadas por força da ideologia dominante no momento histórico.

 

     Caso se objective o ser humano no que tem de subjectivo – espiritualidade, liberdade e responsabilidade – obter-se-á nada mais que sua coisificação, despersonalizando-o e negando-lhe sua capacidade de autodeterminação no mundo.

 

     O espírito objectivo – sentido e valores- e considerado pela psicanálise como subjectivado, isto é, não é mais que uma auto-expressão do sujeito mesmo. O sentido e os valores surgem como produções de uma esfera interior do ser humano; assim, perdem sua autonomia.

 

     Não há um sentido universal da vida, somente sentidos únicos e parciais, segundo as situações únicas e parciais. Sentidos compartilhados por vários seres humanos em situações que tem um denominador comum são compreendidos como valores. Representam aqueles significados ou sentidos universais que uma sociedade ou a humanidade inteira encarna, porque se cristializaram em situações especificas ou típicas da historia.

 

     Quando o sentido único de uma situação não foi captado a tempo, se perde irrevogalmente. Principios, regras e mandamentos foram formulados pensando-se na humanidade em geral. Em circunstancias particulares, os indivíduos podem beneficiar-se com eles.

 

     Os valores podem, aparentemente, colidir – quando vistos só pelo plano psicológico -, causando conflitos. Mas, olhados pelo plano da dimensão do espiritual humano, os valores não colidem, pois são classificados hierarquicamente. Cada pessoa deve descobrir a hierarquia dos mandamentos conforme a situação específica em que se encontre.

 

     Os sentidos são relativos? Para Frankl, e mais adequado falar de unicidade do que de relatividade dos significados. Não só de uma situação dada, mas também da vida como um todo ( Pareja, 1989, p. 171 ).

 

      Os sentidos são subjectivos? Há o papel da interpretação, pois diante de uma situação há varias interpretações possíveis e é preciso decidir-se por uma.

 

     Algumas pessoas acham que os sentidos não são mais do que projecções internas, criação do próprio sujeito, auto-expressões e conteúdos profundamente subjectivos. Ao contrário, para Frankl, o subjectivo é a forma, a perspectiva de como o sujeito se aproxima da realidade e sua subjectividade não desdiz a objectividade da realidade em si mesma. Por exemplo, se vários indivíduos olham um mesmo objecto , cada um tem uma única perspectiva (olhar através de). Ao olhar um objecto, a pessoa que está no mundo o vê pela perspectiva pessoal, mas vê além dessa perspectiva pessoal. Vê, através da perspectiva, a objectividade do mundo.

 

     Assim como um equilibrista não pode simplesmente lançar uma corda no vazio sem ter onde fixa-la, também o ser humana precisa dos sentidos e valores que o atraiam para que fixe sua linha de meta. O homem deve descobrir o sentido\valores que estão presentes em uma dada situação. Não os pode inventar, nem fabricar. Como cada pergunta tem sua resposta única, também cada situação tem seu sentido próprio.

 

      Dar a resposta correcta, encontrar o verdadeiro sentido é responsabilidade humana, e não simplesmente buscar o êxito pelo êxito. A consequência do ser humano, por meio da capacidade intuitiva, guia-o para «dês-cobrir» o sentido presente nas situações.

 

1.2  Valor cultural

1.3  Etica filosófica e ética teológica

1.4  Etica cristã e ética católica

1.5  Etica laica e ética cristã

 

 

1.2 Valor cultural

 

     No estudo cientifico que tem como objecto a cultura, aprendemos que coisa é a cultura nos seus distintos modos, as mutações e desenvolvimentos culturais, no conjunto das particularidades materiais, intelectuais, emocionais e espirituais de um grupo, inclusive as artes, a literatura, o estilo de vida, os gostos, as tradições, os ritos e as crenças. A cultura consiste em valores, normas sociais e manufacturadas. Enquadra também os modelos de comportamento do homem, teóricos e históricos, as modalidades segundo a qual o homem pode viver em sociedade. A sociologia distingue as culturas, - dentro o modelo cultural da sociedade moderna- , em primarias e secundarias. Culturas primarias, fazem referimento ao ambiente domestico onde a criança nasce: incluindo a língua, alimento, ábitos, relação com os pais e com outros membros da família incluído também a religião dos membros da família. Nas sociedades tradicionais a cultura primaria se estende a estrada e a aldeia e define um vasto sector da cultura comum, que compreende os cantos, a literatura e os saberes tradicionais. Nas sociedades modernas o modelo é diverso, porque indivíduos das diversas culturas primarias povoam a mesma cidade, e existe uma potente cultura secundária que modela a vida, sonhos e aspirações; torna a enviar as ideias, os valores as praticas promovidas das instituições fundamentais da sociedade moderna, em modo particular do mercado capitalistico, da tecnologia, dos mass- media e das instituições democráticas: a publicidade televisiva produz aspirações a tempo livre intensamente, com maior comodidade e aos prazeres de um consumo mais sustentado. O discurso multicultural esconde o poder de assimilição exercitado na sociedade destas instituições fundamentais; tal influxo é assim potente de invadir o espaço domestico, encontra assim um espaço vazio cultural que vem transmitido aos filhos e impede-os de adquirir valores espirituais não utilitários.

      Em tudo isto, muitas sociedades optam por uma politica de convergência. Esta politica «reconhece que existem forças que tendem a desarticular a sociedade: a incompatibilidade económica crescente, o incremento da desocupação, a pluralidade dos retroterras étnicos, religiosos e culturais, o prejuízo e a descriminação infligidas as minoranças. A mesma politica toma acto, contudo, também das forças de integração social: a língua nacional, o sistema jurídico, as praticas democráticas, os direitos humanos e o respeito pela plurietnicidade e a multiplicação de culturas primárias, a interdependência entre os indivíduos produzidos pelo sistema de mercado». Todavia, o desafio consiste em prosseguir esta politica de convergência até que se torna possível articular valores públicos comuns no pluralismo étnico e cultural.

 

 

1.3  Etica filosófica e ética teológica

 

 

     Quando se fala de ética filosófica estamos a dizer de tudo que diz respeito ou se entende «reflectir» sobre o significado do agir humano, nos vários contextos da vida: afectiva, politica, económica, física… para procurar, sobretudo, os critérios em base de como determinar o que é correcto ou melhor do comportamento e, em consequência individualizar as normas a seguir.

     O ponto de vista, como diz o próprio termo: é aquele filosófico, isto é, um ponto de vista que prescinde de todo tipo de revelação e se impõe num plano da razão comum dos homens de todas as culturas e de todas as religiões.

     E ética teológica, é aquela da revelação de Deus, enquanto que é ali que se encontram os critérios fundamentais para determinar o que é correcto no agir do homem dentro da historia. A indagação ou investigação da ética teológica pressupõe um estado de auscultação do quanto Deus revelou na sagrada escritura e ao longo da vida da Igreja.

     Ordinariamente ética teológica é sinónimo de teologia moral e como sinónimos, posso usa-las livremente. Reflectindo já a nível semântico sobre o binómio «teologia moral», podemos colher um problema de fundo: enquanto «teologia», a teologia moral encontra na revelação a sua fonte inspiradora e portanto só internamente na comunidade dos crentes, se torna plenamente compreensível. Enquanto, também «moral», a teologia moral tem a presunção de poder comunicar a verdade singular mesmo extra comunidade restrita de crentes. De facto, a verdade em questão não é uma verdade que supõe a fé cristã por ser aceite, mas, no que diz respeito ao agir do homem nas suas relações dentro da história, deve ser comunicável no modo em que todos possam compreende-la.

       

 

 

1.4  Etica cristã e ética católica

 

 

     Na base da distinção encontra-se o facto histórico verificável da divisão acontecida dentro da única comunidade dos que crêem em Cristo. Em referimento do único e mesmo mestre produziu confissões religiosas diversas. Assim:  a ética cristã representa, um género dentro da qual encontramos varias espécies de ética, a saber: protestante ou evangélica, ortodoxa, católica… Naturalmente, o referimento ao único e ao mesmo mestre e Senhor, não garante automaticamente a correcta prospectiva de éticas cristãs, também porque, neste nível , existem divergências muito profundas.

     Internamente, a Igreja católica encontra-se, contudo, uma característica que a distingue das outras Igrejas cristãs: A convicção que o carisma do Papa, se põe ao serviço não somente pela unidade da fé, mas também pela unidade da verdade que concerne o recto orientamento do homem em relação ao mundo e a historia.

 

 

 

1.6             Etica laica e ética cristã

 

 

     Esplanando o termo «laico», vamos encontrar duas vertentes: intra-ecclesial e extra-ecclesial. No primeiro caso, a palavra laico, vem assumida dentro do significado da encíclica de João Paulo II «Christofideles laici»:  dentro do único povo de Deus, os ministros ordinários e os leigos, estão unidos na mesma vocação a santidade, na construção do reino de Deus e na singularidade, consuante a chamada de cada qual. N.º 9.

     No segundo caso, é aplicado  quando juízos e acções estão fechados a todo o tipo de transcendência e referimento religioso; ou seja: uma pessoa que organiza a própria existência neste mundo sem algum riferimento a tradição religiosa, nem aquela católica, nem de outras confissões religiosas….

 

 

1.7             Estimulo aos valores e atitudes construtivas dos jovens

 

 

     Neste pequeno capítulo, quero entender que é estimular aquelas acções que visem a criar ao jovem esta pertença, este desejo e responsabilidade;

A questão é a seguinte:

QUEM VAI ESTIMULAR?

 

- O Estado, o governo, as igrejas, os partidos políticos, a sociedade civil, as associações, movimento espontâneo, a educação, o desporto, a cultura (usos e costumes ou padrões culturais, a dança, a música, o teatro, o vestir, o traje ou a postura…)…

 

 

 

1.8             Aproveitamento das suas potencialidades intelectuais

 

 

·         Creio que as oportunidades dadas aos jovens, com mérito, cabe ao estado colocar cada jovem consoante a sua vocação ou especialidade: Como reza o dito: Forçar uma abelha a entrar numa colmeia as vezes não produz mel; isto para dizer que o estado deve projectar cada jovem na área do seu dom, inclinação ou especialidade. Como por exemplo: enginheiro para enginharia, magistrado dentro do seu campo; o mesmo princípo, para a saúde, politica, etc…

·         Dentro do processo de reconstrução nacional (não somente material mas também intelectual, psico-social e espiritual), o estado e todos, as forças vivas da sociedade devem estimular e incentivar a formação integral dos jovens, porque um jovem instruído conhece a virtude/virtudes, é responsável dos seus actos, pratica um acto com conhecimento e consciência moral, sabendo/prevendo já as suas consequências. Um jovem ignorante está exposto há vários perigos sem saber como enfrenta-los…

·         As universidades são necessárias, mas não nos devemos esquecer, de criar com urgência, mas com muita urgência mesmo, centros de formação proficional….

 

 

 

1.9             O combate ao consumo desregrado do álcool e outras práticas anti-sociais

 

 

     A modelo das grandes cidades do nosso País, assim como Luanda, já não se nota jovens a fumar o dito «tabaco pesado» nas diversas artérias da nossa cidade, nem nas grandes aglomerações sociais do nosso País. Não sei quais foram e são os métodos que o Estado utilizou para desencorajar este acto destruidor da nossa juventude, que se vê noutros espaços fora do nosso País. O mesmo esforço, se deveria fazer, a respeito do consumo de álcool e outras práticas anti-sociais, nos espaços sociais de Angola.

     Quanto as outras praticas anti-socias, com maior relevo, que se pode notar discretamente nesta nossa bela terra que Deus nos deu, que se chama Angola; é a corrupção e o suborno, a prostituição, a poluição sonora, a violência domestica, a pedofilia, o feiticismo, o esturpo, a preguiça ou lei do menor esforço, o divorcio, as uniões livres, complexos de inferioridade e superioridade, descriminação social, desemprego, deliquência…

 

 

 

Ø ALCOOLISMO

 

 

     O alcoolismo, é uma doença crónica primária com factores genéticos, psicológicos e ambientais que influenciam o seu desenvolvimento e manifestações. Esta doença é muitas vezes progressiva e fatal. Caracteriza-se pela contínua ou periódica incapacidade de controlar o impulso de beber, o não conseguir deixar de pensar na bebida, utilização do álcool apesar das suas consequências adversas e das distorções que provoca no pensamento, em especial, a negação.

 

     Quando estamos sob a influência do álcool, temos tendência para subestimar os problemas e não avaliar bem as situações, o que faz com que o risco de nos infectarmos e de infectarmos outros com o VIH (e com outras doenças) aumente grandemente.

 

 

MODELO DO Instituto Johnson

 

1.      Consumo experimental

2.      Consumo regular [ homens: 2 bebidas/dia, não mais de 14 bebidas/semana; mulheres: 2 bebidas/dia, não mais de 7 bebidas/semana ]

3.      Consumo patológico (abuso) [inventar desculpas, racionalização da negação, efeitos sobre o lobo frontal do cérebro]

4.      Dependência alcoólica: beber para se sentir «normal»

 

 

Lidar com os Alcoólicos

 

 

§  Não deixar que o alcoólico nos manipule. A verdade é por vezes dolorosa mas quanto mais depressa ele a souber, melhor.

§  Não devemos deixar que o alcoólico nos explore, porque, se o permitirmos, estamos a tornar-nos seus cúmplices na fuga à responsabilidade.

§  Não devemos pregar sermões, moralizar, ralhar, elogiar, culpar, ameaçar ou discutir com alguém que está bêbado.

§  Não devemos perder a cabeça.

§  Não devemos permitir que a nossa ansiedade nos leve a fazer aquilo que o alcoólico precisa de fazer por si próprio.

§  Não devemos encobrir as consequências do consumo do álcool.

§  Não devemos aceitar promessas, mas apenas acções. Se se fazer um acordo com um alcoólico para que ele deixe a bebida, devemos cumpri-lo à risca e exigir dele o seu cumprimento.

 

 

 

 

 

Quais os efeitos do consumo de álcool no organismo?

 


O álcool é um depressor do Sistema Nervoso Central e age directamente em diversos órgãos, tais como o fígado, o coração, vasos e na parede do estômago. Os efeitos do álcool no cérebro podem ser percebidos da seguinte maneira: nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer efeitos estimulantes como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores.

 

 

Drogas


Conceitos

Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas,de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da maconha). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas comumente suscita a idéia de uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das actividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas, são as drogas que tem tropismo e afectam o Sistema Nervoso Central, modificando as actividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injecção, por inalação, via oral, injecção intravenosa ou aplicadas via rectal (supositório).

 

 

 

Intoxicação Aguda

É uma condição transitória seguindo-se a administração de álcool ou outra substância psicoativa, resultando em perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afecto ou comportamento, ou outras funções ou respostas psicofisiológicas.

Uso Nocivo

É um padrão de uso de substância psicoactiva que está causando dano à saúde. O dano pode ser físico (como no caso de hepatite decorrente da administração de drogas injectáveis) ou mental (ex. episódio depressivo secundário a um grande consumo de álcool).

Toxicomania

A toxicomania é um estado de intoxicação periódica ou crônica, nociva ao indivíduo e à sociedade, determinada pelo consumo repetido de uma droga, (natural ou sintética). Suas características são:
1 - irresistível desejo causado pela falta que obriga a continuar a usar droga.
2 - tendência a aumentar a dose.
3 - dependência de ordem psíquica (psicológica), às vezes física acerca dos efeitos das drogas.

Breve história das drogas

A longa trajectória das substâncias psicotrópicas com o passar dos milênios.

Síndrome de Dependência

É um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo, do que outros comportamentos que antes tinham mais valor.
Uma característica central da síndrome da dependência é o desejo (frequentemente forte e algumas vezes irresistível) de consumir drogas psicoactivas as quais podem ou não terem sido prescritas por médicos.

Codependência

Codependência é uma doença emocional que foi "diagnosticada" nos Estados Unidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentes químicos, através do atendimento a seus familiares. Porém, com os avanços dos estudos das causas e dos sintomas, que são vários, chegou-se à conclusão de que esta doença atinge não apenas os familiares dos dependentes químicos, mas um grande número de pessoas, cujos comportamentos e reacções perante a vida são um meio de sobrevivência.
Os codependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(os), fazendo destes a razão de sua felicidade e bem estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa. Vivem tentando "ajudar" outras pessoas, esquecendo, na maior parte do tempo, de viver a própria vida, entre outras atitudes de auto-anulação. O que vai caracterizar o doente é o grau de negligenciamento de sua própria vida em função do outro e de comportamentos insanos.
A codependência também pode ser fatal, causando morte por depressão, suicídio, assassinato, câncer e outros. Embora não haja nas certidões de óbito o termo codependência, muitas vezes ela é o agente desencadeante de doenças muito sérias. Mas pode-se reverter este quadro, adoptando-se comportamentos mais saudáveis. Os profissionais apontam que o primeiro passo em direcção à mudança é tomar consciência e aceitar o problema. 

Abstinência Narcótica

Independente de sexo ou idade, na gravidez ou não, sempre que se suspendem de forma abrupta os narcóticos, poderá eclodir numa pessoa viciada nestas drogas, uma sequência de sintomas que vão caracterizar a síndrome de abstinência narcótica.

As primeiras 4 horas de abstinência
- Ansiedade, comportamento de procura da droga

As primeiras 8 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral

As primeiras 12 horas de abstinência

- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, erecção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares

As primeiras 18-24 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, erecção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal

As primeiras 24-36 horas de abstinência
- Ansiedade, procura da droga, lacrimejamento, coriza intensa, bocejos frequentes, sudorese excessiva, adinamia, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, ondas de frio, ondas de calor, erecção dos pelos cutâneos, dores ósseas, dores musculares, insônia, náusea, vômitos, muita inquietação, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da profundidade da respiração, aumento da pressão arterial, hipertermia (febre), dor abdominal, diarréia, ejaculação espontânea, perda de peso, orgasmo espontâneo, sinais de desidratação clínica, aumento dos leucócitos sanguíneos, aumento da glicose sanguínea, acidose sanguínea, distúrbio do metabolismo ácido-base

Síndrome de abstinência no recém-nascido
Costuma ocorrer após 48 horas do parto de uma gestante viciada em narcóticos com as características:
- Febre, tremor, irritabilidade, vômitos, hipertonicidade muscular, insuficiência respiratória, convulsão, choro agudíssimo, muitas vezes pode ocorrer a morte do recém-nascido
(Fonte: Salvar o Filho Drogado, Dr. Flávio Rotman, 2ª edição, Editora Record)

 

 

 

Gírias utilizadas por usuários de drogas

queimar um - fumar
mocosar - esconder
caretaço - livre de qualquer efeito da maconha
sussu - sossego
rolê - volta
pifão - bebedeira
rolar - preparar um cigarro
cabeça feita - fuma antes de ir a um lugar
chapado - sob o efeito da maconha
bad trip - viagem ruim, com sofrimentos
nóia - preocupação
marofa - fumaça da maconha
tapas - tragadas
palas - sinais característicos das drogas
larica - fome química
matar a lara - matar a fome química
maricas - cachimbos artesanais
pontas - parte final da maconha não fumada
cemitério de pontas - caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas
pilador - socador para pressionar a maconha já enrolada dentro da seda
dichavar o fumo - soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim
sujeira - situação perigosa
dançou - usuário que foi flagrado fumando
mocós - esconderijos de droga
"pipou uma vez, está fisgado"
(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba, 6ª edição, Editora Gente)

Exames toxicológicos e detecção de drogas


Quais tipos de exames toxicológicos existentes? Eles detectam qualquer droga?
A partir de quando eles dão positivo? –

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Como as Drogas Circulam no Corpo

 

As drogas circulam de maneira previsível pelo corpo e ganham maior velocidade e alcance a partir do momento em que entram na corrente sanguínea.
O sangue circula dos tecidos para o coração através das veias. Do coração, ele parte para os pulmões para adquirir oxigênio e liberar o dióxido de carbono. O sangue volta, então, para o coração através das artérias, carregando consigo a droga.

 

As drogas podem ser administradas oralmente, aspiradas pelo nariz ou inaladas até os pulmões. Podem também ser injectadas através da pele, de uma camada de gordura, músculo ou dentro de uma veia (via intravenosa). A injecção intravenosa é a via que produz os efeitos mais rápidos.


(Fonte: Como agem as drogas, Gesina L. Longenecker,PH.D. Quark books. Ilustrações de Nelson W.Hee)

 

 

 

 

 

 

 

Tipos - Resumo

Álcool

Nome: cerveja, destilados e vinhos
Origem:
grão e frutas
Quantidade média ingerida:
350 ml, 45 ml, 90 ml
Forma ingestão:
oral
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
relaxamento, quebra das inibições, euforia, depressão, diminuição da consciência
Duração:
2-4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
estupor, náusea, inconsciência, ressaca, morte
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
moderado
Tolerância:
sim
Efeitos a longo prazo:
obesidade, impotência, psicose, úlceras, subnutrição, danos cerebrais e hepáticos, morte
Utilização médica:
nenhuma

Alucinógenos

Nome: DMT, escopolamina, LSD, mescalina, noz-moscada, psilocybina, STP
Origem:
sintética, mimendro (planta), cactus, moscadeira, cogumelo
Quantidade média ingerida:
variável, 5 mg, 150-200 mg, 350 mg, 400 mg, 25 mg
Forma ingestão:
oral, inalável, injetável, nasal
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
alteração da percepção, especialmente visual, aumento da energia, alucinações, pânico
Duração:
variável
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
ansiedade, alucinações, exaustão, psicose, tremores, vômito, pânico
Risco de dependência psicológica:
baixo
Risco de dependência física:
nenhum
Tolerância:
sim
Efeitos a longo prazo:
aumento de ilusões e de pânico, psicose
Utilização médica:
o LSD e a psilocybina foram testados no tratamento do alcoolismo, drogas, doenças mentais e enxaquecas

Anfetaminas

Nome: benzedrina, dexedrina, methedrina, preludin
Origem:
sintética
Quantidade média ingerida:
2,5-5 mg
Forma ingestão:
oral, injetável
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
aumento da atenção, excitação, euforia, diminuição do apetite
Duração:
1-8 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
inquietação, discurso apressado, irritabilidade, insônia, desarranjos estomacais, convulções
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
nunhum
Tolerância:
sim
Efeitos a longo prazo:
insônia, excitação, problemas dermatológicos, subnutrição, ilusões, alucinações, psicose
Utilização médica:
na obesidade, depressão, fadiga excessiva, distúrbios do comportamento infantil

Antidepressivos

Nome: tofranil, ritalina, tryptanol
Origem:
sintética
Quantidade média ingerida:
10-25 mg
Forma ingestão:
oral, injetável
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
alívio da ansiedade e da depressão, impotência temporária
Duração:
12-14 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
náusea, hipertensão, perda de peso, insônia
Risco de dependência psicológica:
baixo
Risco de dependência física:
nenhum
Tolerância:
sim
Efeitos a longo prazo:
estupor, coma, convulsões, insuficiência cardíaca congestiva, danos ao fígado e aos glóbulos brancos, morte
Utilização médica:
na ansiedade ou supersedação, distúrbios do comportamento infantil

Barbitúricos

Nome: doriden, hidrato de cloral, fenobarbital, nembutal, saconal
Origem:
sintética
Quantidade média ingerida:
400 mg, 500 mg, 50-100 mg
Forma ingestão:
oral
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
relaxamento, euforia, diminuição da consciência, tontura, coordenção prejudicada, sono
Duração:
4-8 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
discurso "borrado", mal articulado, estupor, ressaca, morte
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
alto
Tolerância:
sim
Efeitos a longo prazo:
sonolência excessiva, confusão, irritabilidade, graves enjôos pela privação
Utilização médica:
na insônia, tensão e ataque epilético

Cafeína

Nome: café, chá, refrigerantes
Origem:
grão de café, folhas de chá, castanha
Quantidade média ingerida:
1-2 xícaras, 300 ml    
Forma ingestão:
oral
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
agitação, irritabilidade, insônia, perturbações estomacais
Duração:
2-4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
agitação, insônia, enjôo
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
alto
Tolerância:
não
Efeitos a longo prazo:
agitação, irritabilidade, insônia, perturbações estomacais
Utilização médica:
na supersedação e dor de cabeça

Cocaína

Nome: cocaína
Origem:
folhas de coca
Quantidade média ingerida:
variável
Forma ingestão:
nasal, injectável
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
sensação de auto-confiança, vigor intenso
Duração:
4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
irritabilidade, depressão, psicose
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
alto
Tolerância:
não
Efeitos a longo prazo:
danos ao septo nasal e vasos sanguíneos, psicose
Utilização médica:
anestésico local

Inalantes

Nome: aerossóis (éter), colas, nitrato de amido, óxido nitroso
Origem: sintética
Quantidade média ingerida:
variável
Forma ingestão:
inalável
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
relaxamento, euforia, coordenação prejudicada
Duração:
1-3 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
estupor, morte
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
nenhum
Tolerância:
possível
Efeitos a longo prazo:
alucinações, danos ao cérebro, aos ossos, rins e fígado, morte
Utilização médica:
dilatação dos vasos sanguíneos, anestésico leve

Cannabis Sativa

Nome: haxixe, maconha, thc
Origem:
cannabis, sintética
Quantidade média ingerida: variável
Forma ingestão:
inalável, oral, injetável
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
relaxamento, quebra das inibições, alteração da percepção, euforia, aumento do apetite
Duração:
2-4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
pânico, estupor
Risco de dependência psicológica:
moderado
Risco de dependência física:
moderado
Tolerância:
não
Efeitos a longo prazo:
fadiga, psicose
Utilização médica:
na tensão, depressão, dor de cabeça, falta de apetite

Narcóticos

Nome: codeína, demerol, metadona, morfina, ópio, percodan
Origem:
papoula de ópio, papoula de ópio sintética
Quantidade média ingerida:
15-50 mg, 50-150 mg, 05-15 mg, 10 mg
Forma ingestão:
oral, injetável, nasal
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
relaxamento, alívio da dor e da ansiedade, diminuição da consciência, euforia, alucinações
Duração:
4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
estupor, morte
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
alto
Tolerância:
sim
Efeitos a longo prazo:
latargia, prisão de ventre, perda de peso, esterilidade e impotência temporária, enjôos pela privação
Utilização médica:
na tosse, na diarréia, analgésico, combate à heroína

Nicotina

Nome: cachimbos, charutos, cigarro, rapé
Origem:
folhas de tabaco
Quantidade média ingerida:
variável
Forma ingestão:
inalável, oral
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
relaxamento, contração dos vasos sanguíneos
Duração:
1/2-4 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
dor de cabeça, perda de apetite, náusea
Risco de dependência psicológica:
alto
Risco de dependência física:
alto
Tolerância:
sim
Efeitos a longo prazo:
respiração prejudicada, doença pulmonar e cardiológica, câncer, morte
Utilização médica:
nenhuma (usado em inseticida)

Tranquilizantes

Nome: dienpax, librium, valium
Origem:
sintética
Quantidade média ingerida:
5-30 mg, 5-25 mg, 10-40 mg
Forma ingestão:
oral
Efeitos a curto prazo (quantidade média):
alívio da ansiedade e da tensão. supressão das alucinações e da agressão, sono
Duração:
12-24 horas
Efeitos a curto prazo (grandes quantidades):
sonolência, visão perturbada, discurso "borrado", reação alérgica, estupor
Risco de dependência psicológica:
moderado
Risco de dependência física:
moderado
Tolerância:
não
Efeitos a longo prazo:
destruição de células sanguíneas, icterícia, coma, morte
Utilização médica:
na tensão, ansiedade, psicose, no alcoolismo

 

 

 

 

 

 

Dependência

Dependência Física

Consiste na necessidade sempre presente, a nível fisiológico, o que torna impossível a suspensão brusca das drogas. Essa suspensão acarretaria a chamada crise da "abstinência". A dependência física é o resultado da adaptação do organismo, independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem manifestarem-se isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do "delirium tremens".
Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico. Sob os efeitos físicos da droga, o organismo não tem um bom desenvolvimento.

Dependência Psicológica

Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável, tem que fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. O hábito é um dos aspectos importantes a ser considerado na toxicomania, pois a dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.
Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado de angústia, (estado depressivo). Esse fenômeno não deverá ser atribuído apenas as drogas que causam dependência psicológica. O estado de angústia, por falta ou privação da droga é comum em quase todos os dependentes e viciados.

Requisitos Básicos da Dependência

1 - forte desejo ou compulsão para consumir a substância;
2 - dificuldade no controle de consumir a substância em termos do seu início, término ou níveis de consumo;
3 - estado de abstinência fisiológica quando o uso cessou ou foi reduzido (sintomas de abstinência ou uso da substância para aliviá-los);
4 - evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoactiva são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
5 - abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoactiva, aumento do tempo necessário para obter ou tomar a substância psicoativa ou para se recuperar dos seus efeitos;
6 - persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por excesso de álcool, depressão consequênte a período de consumo excessivo da substância ou comprometimento cognitivo relacionado à droga.

Uso de Droga em Adolescentes

Idade de início

Substância

Tempo para uso problemático

11 anos

álcool

2,5 anos

12 anos

maconha

1 ano

13 anos

cocaína

6 meses

14 anos

crack

1 mês

 

Perfil dos Usuários

81%

são de classe média

46,8%

cursam o nível superior

50%

mencionam apenas os efeitos positivos da droga

84%

já tiveram episódios depressivos após o uso

65,6%

acreditam que o ecstasy é seguro

15,6%

já tiveram problemas financeiros pelo uso do ecstasy

100%

usam a droga em grupo

100%

são usuários de outras drogas como maconha, cocaína e LSD


Dados Epidemiológicos

20% da população usam substâncias psicoactivas no decorrer da vida;
15% no mínimo são portadores da doença da dependência química;
10% a 12% desses usam mais de uma droga concomitante;
A incidência de DQ é de 2 a 6 vezes maior no homem;
DQ evolui do álcool para drogas mais pesadas;
150 mil óbitos/ano por alcoolismo nos USA;
15% dos DQ cometem suicídio (20 vezes maior que na população).

Transtornos Psiquiátricos em Pacientes Dependentes de Álcool

- 218 pacientes alcoolistas x 218 pacientes não alcoolistas - Serviço Ambulatorial Universitário do estado de São Paulo;
- Prevalência em toda vida (LTP) de transtornos psiquiátricos: 70% população alcoolista x 26% população não alcoolista;
- Depressão maior em 50%;
- Personalidade anti-social em 30%;
- Fobias em 20%;
- Abuso/dependência de outras drogas em 19%.

Transtornos de Personalidade na dependência da Cocaína

- prevalência ao longo da vida de transtornos psiquácticos foi de 69%;
- 29% com transtornos afectivos e ansiosos
- 40% com transtornos de personalidade
- 31% sem transtornos

Saiba como Agir nas Emergências

Aprenda a conhecer os sintomas de overdose (intoxicação aguda) e saiba o que fazer quando uma pessoa exagerou no uso de drogas e pode estar precisando da sua ajuda:


Conheça os sintomas:


- Perda da consciência, coma ou sono repentino e/ou profundo
- Respiração lenta ou curta ou parada da respiração
- Sem pulso ou pulso fraco
- Lábios roxos
- Convulsões, movimentos involuntários, desmaios
- Palpitação, taquicardia, dor no peito

Saiba o que fazer:

 
- Chame o resgate ou ajuda médica para emergências, imediatamente.
- Nunca deixe a pessoa sozinha.
- Deite a pessoa de lado, tenha certeza de não haver comida ou vômito na garganta.
- Afaste o queixo do peito.
- Nunca dê outra droga para combater o efeito.
- Nunca ponha nada na boca da pessoa, incluindo água ou medicamentos.
- Se a pessoa estiver tendo uma convulsão segure a sua cabeça com cuidado para não bater no chão ou em algum móvel

Atenção: A mistura de qualquer droga com álcool ou outras drogas aumenta o risco de overdose, ferimentos, violência, abuso sexual e morte.

Vício sem Fim

Por que é possível se tornar dependente de jogos, chocolate, compras
e até mesmo sexo –


Loucos por Pílulas

Remédios para emagrecer, dormir ou combater a impotência geram uma mania pelo consumo exagerado de medicamentos, cada vez mais frequente nos países desenvolvidos

 

 

 

Recuperação

 

Se seu filho está usando drogas

  • Procure informação e, se possível ajuda especializada mesmo, antes de conversar com o seu filho. Ele sempre terá um argumento para justificar o uso, além de minimizar o problema
  • Não permita que seu filho fume maconha dentro de casa, a fim de manter o controle. Essa atitude, além de proibida por lei, não diminui os riscos
  • Se o seu filho está arredio e não quer te escutar, procure alguém que ele respeite, como um parente ou amigo da família
  • Leve - o para um psicólogo ou psiquiatra especializado. Além de mostrar que ele está prejudicando a própria vida, a terapia pode ajudar nas questões que o levaram a buscar a droga. È importante que o profissional tenha experiência na área
  •  Participe de grupos de ajuda mútua dirigidos para pais de dependentes, ainda que seu filho não esteja em tratamento. Mudando seu comportamento, é possível que seu filho decida se tratar
  •  Coloque limites em casa, como delegar tarefas, controlar o dinheiro e impor horários. Enquanto o jovem tem tudo o que precisa, dificilmente sente - se estimulado a largar as drogas
  •   Seja firme e nunca volte atrás. Negar ajuda pode ser melhor ajuda
  •  Lembre - se que, pagando dívidas que seu filho fez com traficantes, você pode estar dando início a um ciclo vicioso. Não deixe de procurar ajuda quando a situação envolver traficantes

 

 

 

Prevenção


Muito se tem feito nos últimos tempos para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Mas também muito se tem feito, legal ou ilegalmente, para que elas sejam usadas. O resultado final é que as pessoas estão consumindo cada vez mais drogas.
Usar drogas, significa em primeira instância, buscar prazer. É muito difícil lutar contra o prazer, porque foi ele que sempre norteou o comportamento dos seres vivos para se autopreservarem e perpetuarem sua espécie. A droga provoca o prazer que engana o organismo, que então passa a querê-lo mais, como se fosse bom. Mas o prazer provocado pela droga não é bom, porque ele mais destrói a vida do que ajuda na sobrevivência. A prevenção tem de mostrar a diferença que há entre o que é gostoso e o que é bom.
Todo usuário e principalmente sua família têm arcado com as consequências decorrentes desse tipo de busca de prazer.
Pela disposição de querer ajudar outras pessoas, parte da sociedade procura caminhos para prevenir o maior mal evitável deste final de milênio.

Caminhos disponíveis

1. Do medo - Os jovens não se aproximarão das drogas se as temerem. Para se criar o medo, basta mostrar somente o lado negativo das drogas. Pode funcionar para crianças enquanto elas acreditarem no adultos.

2. Das informações científicas - Quanto mais alguém souber sobre as drogas, mais condições terá para decidir usá-las ou não. Uma informação pode ser trocada por outra mais convincente e que atenda aos interesses imediatos da pessoa.

3. Da legalidade - Não se deve usar drogas porque elas são ilegais. Mas e as drogas legais? E todas as substâncias adquiridas livremente que podem ser transformadas em drogas?

4. Do princípio moral - A droga fere os princípios éticos e morais. Esses valores entram em crise exactamente na juventude.

5. Do maior controle da vida dos jovens - Mais vigiados pelos pais e professores, os jovens teriam maiores dificuldades em se aproximar das drogas. Só que isso não é totalmente verdadeiro. Não adianta proteger quem não se defende.

6. Do afecto - Quem recebe muito amor não sente necessidade de drogas. Fica aleijado afectivamente que só recebe amor e não o retribui. Droga é usufruir prazer sem ter de devolver nada.

7. Da auto-estima - Quem tem boa auto-estima não engole qualquer "porcaria". Ocorre que algumas drogas não são consideradas "porcarias", mas "aditivos" para curtir melhor a vida.

8. Do desporto - Quem faz desporto não usa drogas. Não é isso o que a sociedade tem presenciado. Reis do desporto perdem sua majestade devido às drogas.

9. Da união dos vários caminhos - É um caminho composto de vários outros, cada qual com sua própria indicação. Cada jovem escolhe o mais adequado para si. Por enquanto, é o que tem dado os resultados mais satisfatórios.

10. Da Integração relacional - Contribuição para enriquecer o caminho 9. Nesse trajecto, o jovem é uma pessoa integrada consigo mesmo (corpo e psique), com as pessoas com as quais se relaciona (integração social) e com o ecossistema (ambiente), valorizando a disciplina, a gratidão, a religiosidade, a ética e a cidadania.
(Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba. Editora Gente, 6ª edição)

 

 

Narcotráfico


O traficante

É o tipo mais perigoso que existe, entre os indivíduos ligados às drogas. Através de sua actuação, o vício difunde-se, deteriorando o organismo e despersonalizando a pessoa.
Tanto o plantio, como a importação, exportação e comércio das substâncias tóxicas, nada mais são facetas do tráfico de entorpecentes.
O ponto básico de toda a degradação moral e social dos toxicômanos, nada mais é do que o próprio traficante.
Enriquecem à custa das vicissitudes alheias, exploram a miséria e vivem sobre a degradação moral daqueles que imploram a manutenção do vício. Vão ao ponto de não permitir uma recuperação de quem quer que seja, indo da perseguição até às últimas consequências.
Seu campo de acção vai desde os portões de colégios, às praças públicas, portas de prisões, etc., sempre à espreita de uma nova vítima.
O traficante é um indivíduo frio, calculista, inteligente, ardiloso e insinuante, capaz de perceber o ambiente propício para sua investida e a predisposição psíquica de sua nova vítima.
Chega, às vezes, introduzir a droga sem fazer referência a ela, simplesmente ministrando-a como tratamento para um mal-estar da vítima, provocando, de conformidade com a natureza do entorpecente, o inicio de uma dependência física e/ou psíquica.
Encontrar um traficante, é uma tarefa árdua. Conseguem um perfeito sistema de protecção, com um serviço de informação, que faz inveja a própria polícia, na maioria das vezes com a participação de menores.
O traficante dificilmente entregará a "muamba" directamente ao dependente. Sempre age indirectamente, daí a dificuldade do flagrante e da prisão.
Geralmente o traficante deixa a droga em local pré-estabelecido, que tanto pode ser uma carrocinha de sorvete, refrigerante, ou doce, como pode ser uma reentrância em um muro de edifício, ou simplesmente um ponto determinado nas areias de uma praia.
Exterminado o traficante, estaremos nos aproximando do ponto final de uma longa e irreparável escala de tóxicos.

O Dependente- Traficante

O traficante dependente age como elemento induzidor e desinibidor perante os novatos. Uma vez efectuada a demonstração do uso (quer fumando, quer ingerindo ), exercita a sua actividade de traficar, vendendo o tóxico aos precipiantes.
Não é comum um traficante descer a dependente, ou seja, passar do comércio ao simples uso, pois a dependência, para os negociantes, é uma fraqueza susceptível de exploração.
É evidente que se um traficante dependente é preso, seu comportamento é totalmente diferente do de um dependente, pois além da actividade de fornecimento, precisa suprir-se também da droga.
Entre os traficantes, de um modo geral, incluindo o traficante dependente, existe como que um código de honra, onde fica proibida, sob pena de execução sumária, a revelação dos outros traficantes.

As Drogas e o Crime

As drogas estão ligadas ao crime em pelo menos quatro maneiras:

1. A posse não-autorizada e o tráfico de drogas são considerados crimes em quase todos os países do mundo. Só nos Estados Unidos, a polícia prende por ano cerca de um milhão de pessoas por envolvimento com drogas. Em alguns países, o sistema judicial está tão lotado de processos criminais ligados às drogas que a polícia e os tribunais simplesmente não conseguem dar vazão.
2. Visto que as drogas são muito caras, muitos usuários recorrem ao crime para financiar o vício. O viciado em cocaína, por exemplo, talvez precise de uns mil dólares semanais para sustentar o vício. Não é para menos que os arrombamentos, os assaltos e a prostituição floresçam quando as drogas fincam raízes numa comunidade.
3. Outros crimes são cometidos para facilitar o narcotráfico, um dos mais lucrativos negócios do mundo. O comércio ilícito das drogas e o crime organizado são mais ou menos interdependentes. Para garantir o fluxo fácil das drogas, os traficantes tentam corromper ou intimidar as autoridades. Alguns têm até mesmo um exército particular. Os enormes lucros dos barões da droga também criam problemas. Sua fabulosa receita poderia facilmente incriminá-los se esse dinheiro não fosse "lavado". Assim, bancos e advogados são usados para despistar a movimentação do dinheiro das drogas.
4. Os efeitos da própria droga podem levar a actividades criminosas. Familiares talvez sofram abusos por parte de usuários de drogas crônicos. Em alguns países africanos afligidos pela guerra civil, crimes horríveis têm sido cometidos por soldados adolescentes drogados.

 

 

A TITUOLO DE CONCLUSÃO QUERO FALArVOS DO FUNDO DO CORAÇÃO DOS EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO NO ESTARTO SOCIAL JUVENIL/E NÃO SÓ DO NOSSO PAÍS

 

     Os cristãos desta nova Diocese do Namibe e de todo o nosso País, não somos uma «microscópica minorança». Mas estes jovens cristãos, iluminados dos ensinamentos de Cristo, tem a força de um fermento de Cristo, tem a natureza e a força de um «fermento divino», capaz de transformar a massa, porque conhece a verdade sobre os valores da vida humana, sobre a dignidade da família e sobre o destino eterno do homem, filho de Deus. Este fermento dos jovens cristãos, da religião cristã é chamado a ser a consciência moral de Angola neste novo milénio.

     Como sabemos há uma vizinhança de significados entre a globalização e o relativismo ou secularismo. A globalização diz que somente a relação internacional da economia do mercado e o sistema da divisão do trabalho capitalístico têm obtido dimensão mundial, dimensões que transcendem os Estados e as Nações. Os mais potentes, economicamente, fazem florir as próprias actividades produtivas, onde lhe convém, baseado num comércio de livre permuta. As multi-nacionais, ganham mais influência e poder que os Estados-Nações.

     O vocábulo globalização ao princípio era usado só do ponto de vista económico ou politicamente. Agora, este vocábulo, è atribuído também a ecologia, aos meios de comunicação social, a guerra, ao terrorismo, a ciência e tecnologia, a saúde… Podemos dizer o aspecto positivo da globalização, por exemplo, levantar a economia dos Países pobres, ninguém vive sozinho, há um intercâmbio global no mal e no bem, o combate contra a  alfabetização, das doenças, ajuda na agricultura, as calamidades, a defesa dos direitos do homem e das mulheres, os movimentos pacifistas, etc….

     Entre os aspectos em negativo, entre a globalização e o relativismo ético/moral têm em comum a apostasia generalizada assim, o homem globalizado e secolarizado não respeita a cultura, a religião, isto é tudo aquilo que transcende o homem, mas somente respeita valores de matéria económica e comerciável, tudo aquilo que é economicamente aproveitável; a religião é desprezada, Deus está longe, a moral cristã é coisa do passado, sim dá muito mais importância aquilo que é consumível. Assim, a Igreja, aconselha a aprofundar a doutrina social da Igreja, que dizem respeito ao homem, ao trabalho e o Estado. O Homem é feito a imagem e semelhança de Deus, com dignidade espiritual e sobrenatural, centro da instituição familiar, económico, social, político,….

       Contudo o homem tem o direito e o dever a vida religiosa, ao trabalho, a família, ao uso de bens materiais, a propriedade, ao justo salário, a liberdade, a participação a vida politica e do Estado, a instrução, a colaboração na produção da riqueza. O trabalho, obra não de escravos, mas do desígnio e vontade de Deus, protegida de leis justas; a desocupação é um mal sócio-moral e económico. O Estado de princípio deve ser uma sociedade organizada que trabalha para o bem comum, sem descriminação de nenhum, com leis iguais para todos, isto é: TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

AAVV, Caritas de Benguela, Pegadas de Jesus, Ocris-Usaid, The Maryknol AIDS Task

           Force, 1996 p. 48.

CATALDO Zuccaro, Etica laica e ética Cristiana, Urbaniana University Press, Ed. Mancini, Roma 2007 pp. 67-71.

FREITAS Christa, Violência e Mdernidade, Paulinas, S. Paulo – Brasil 2002 pp. 58-62.

 

http://www.antidrogas.com.br/oquedrogas.php