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Monday, August 31, 2009

Lembranças do nosso corpo


Esqueleto, músculos, articulações, coração e vasos sanguíneos, pulmões, rins, estômago. Olhos, olfato, ouvido, paladar. Pele e dentes. Nervos e cérebro. Glândulas e sistema linfático. Esses são alguns dos principais elementos de nosso organismo.
Mas nosso corpo não é formado apenas por tecidos e órgãos. De acordo com alguns especialistas em remédios alternativos, também tem sua própria memória, que pode ser tanto ou mais reveladora e poderosa que a de nosso cérebro, embora suas lembranças se manifestem de forma mais sutil. .
"O corpo é o lugar onde se 'carrega' tudo, e onde se mantém uma 'memória celular' de tudo o que a pessoa vivenciou e experimentou ao longo de sua existência", disse a especialista Mila Comín, psicoterapeuta transpessoal e especialista em dinâmicas
corporais. .
"Por exemplo, alguém que sofreu um estupro ou agressão processa e registra essa experiência tanto em sua mente quanto em seu corpo. Em consequência, toda vez que percebe algo que lhe evoque esse episódio traumático ou o agressor (um tipo de roupa, um traço facial, um lugar, um barulho, um cheiro, uma comida) seu corpo fica tenso ou contrai", afirma a especialista. .
"Se em algum momento alguém detecta que recua diante de determinada situação, lugar, atividade ou pessoa, ou que os evita porque os teme, causam mal-estar ou sente o impulso de fugir, é preciso parar um momento, tornar-se consciente do problema e colocar algumas dúvidas", acrescenta Mila. .
É saudável manter esta memória corporal? É possível ser uma pessoa verdadeiramente livre para escolher o parceiro, trabalho ou forma de vida se alguém se encontra condicionado por uma memória corporal traumática? Essas são algumas perguntas-chave, segundo a especialista. .
"Outra dúvida reveladora pode ser: sou livre para escolher se me assusto ao ver algo que me lembra um velho trauma 'memorizado' em meu corpo, se evito certos lugares ou situações ou deixo de fazer determinadas coisas que evocam tal fato? Obviamente, a resposta é não. O passo seguinte é se libertar dessa amarra através de algum tipo de tratamento", afirma Mila. .
Segundo a psicóloga clínica e terapeuta Alicia López Blanco, autora do livro "El Cuerpo Tiene la Palabra" (O Corpo Tem a Palavra, em tradução livre), o corpo não só tem memória, mas também inteligência e capacidade de se comunicar em sua própria linguagem. .
"Fala de nós mesmos, reflete nossa personalidade, emoções e estado de saúde, e qualquer alteração de nosso equilíbrio interno aparece em nossa imagem exterior", diz.Contraturas no pescoço, costas e cintura, problemas digestivos, desordens hormonais, problemas respiratórios. Segundo a especialista, estes são alguns dos transtornos mais frequentes que nos dizem que algo não vai bem em nosso mundo psicoemocional. "Mensagens que podemos aprender a ler e entender, para corrigir o problema sobre que avisam", acrescenta. .
"Se aprendermos a ler e interpretar as mensagens que nosso organismo nos envia continuamente, servirá de ajuda para ter uma vida mais saudável e satisfatória, e facilitar nosso desenvolvimento pessoal", explica Alicia. .
Segundo a psicóloga, podemos utilizar essas mensagens para nos conhecer mais e como guia para a realização de determinadas ações. Diante da mensagem clara de um transtorno, é preciso tentar entendê-lo e realizar as mudanças necessárias para recuperar a saúde. .
Como exemplo, a especialista diz que "uma contratura na zona do pescoço é um sintoma que reivindica, entre outros, mudanças na quantidade e qualidade de controle que a pessoa exerce sobre si mesma e aos outros". .
O primeiro passo para resolver isso seria tomar consciência do problema e identificar as formas nas quais exerce esse excesso de controle. Em segundo termo, é possível desenvolver estratégias para mudar essa conduta e, por último, colocá-las em prática, porque, assim, "a mensagem perde sentido e o corpo não precisa mais emiti-lo", segundo a especialista. .
Outro caso frequente registrado na memória corporal, segundo Mila, é o daquelas pessoas que sofreram um acidente de trânsito e ficam tensas ao passar por um lugar parecido de carro, o que, paradoxalmente, pode levá-las a protagonizar outro acidente, devido ao descontrole. .
"Também há os que deixam de comer algo porque o pai se irritava quando comiam, quando crianças, e agora sentem essa sensação de tensão perante o produto", diz Mila.Segundo as especialistas, todas essas são pessoas que sofrem limitações em sua liberdade de escolha e nas possibilidades de levar uma vida plena.

Da pele ao núcleo do ser.
"Nosso corpo tem sua própria memória e registra vivências que, às vezes, nossa mente consciente não capta. Lembra, revive, fala, sente", diz Mila. .
Segundo a especialista, "nosso corpo sabe, às vezes, melhor do que nossa cabeça o que de verdade nos mobiliza ou nos freia, de que precisamos ou o que nos sobra, o que nos expande ou recua, aquilo que nos captura ou nos liberta. Leva-nos à verdade, com uma sabedoria livre dos artifícios, miragens, tergiversações, autoenganos ou manipulações da mente", acrescenta. .
Para estas especialistas, o corpo conecta com o mais verdadeiro, profundo e sagrado que há em nós, nos conduz ao núcleo de nosso ser e, se nos deixarmos levar pelo que nos diz, pode levar a uma dimensão de revelações insuspeitadas. .
Mas, segundo Mila, é preciso aprender a atendê-lo e entendê-lo, porque "sua linguagem é diferente à das emoções (alegria, tristeza, amor) e também difere à das ideias e pensamentos". .
Segundo a psicoterapeuta, "sua mensagem nos chega em forma de sensações: frio, calor, rigidez, comodidade, incômodo, inquietação, movimento, opressão, alívio, tensão, relaxamento, estremecimentos, calafrios. Também através de ondas de sentimentos, revelações intuitivas, compreensões instantâneas, lembranças cheias de significado, experiências de atração ou rejeição, sossego ou intranqüilidade". .
"A cabeça, pescoço, ombros, assim como as regiões do peito e do abdômen, são especialmente sensíveis a suas expressões", diz a especialista em dinâmicas corporais. .
Para "falar" com nosso corpo, Mila indica que "temos diferentes caminhos para se comunicar com ele e entender o que expressa. Para explorá-los, é preciso se sentar em um lugar confortável, fechar os olhos e manter uma respiração lenta e profunda, sentir o ar entrando e saindo dos pulmões, e peito e estômago se expandem e contraem". .
"Se permanecermos relaxados e atentos durante alguns minutos, enquanto respiramos lenta e profundamente, seremos capazes de captar o que nos pede o corpo, assim como suas queixas e necessidades. Intuitivamente, saberemos interpretar suas mensagens, que afloram de forma espontânea", garante a especialista.


Por María Jesús Ribas.
EFE-REPORTAGENS.

JES está mesmo de saída


Notícias - angola24horas
zedu17“A pensar na sucessão”
A preferência que JES manifestou publicamente pelo modelo sul - africano de eleição presidencial,a chamada via indirecta, deixa muitas perguntas no ar,pois levanta dúvidas sobre as relações entre ele e a cúpula do MPLA,mas ao mesmo tempo parece,finalmente, dar resposta a conjecturas feitas durante anos a propósito do seu papel após deixar o palácio da Cidade Alta.
Com esse coelho que tirou da sua cartola JES fez‹‹ressuscitar››uma outra afirmação da sua autoria,feita há quase 10 anos,segundo a qual o ‹‹próximo candidato do MPLA às eleições presidenciais não se chamará José Eduardo dos Santos››.
Tudo sugere que quando surpreendeu os seus colegas com este anúncio voluntario,JES estava muito seguro do que queria fazer,ou seja, deixar a Presidência da República.Porém, volvidos todos estes anos é legítimo supor que,por altura do anúncio, ele não soubesse ainda como se deveria processar a sua sucessão.
Aparentemente foi nisso que se ocupou nos últimos anos. Apesar de longo tempo em que fez da sua sucessão um assunto tabu,JES não pode dizer que já tenha encontrado a solução perfeita.
De outra maneira nunca iria forçar o seu partido a fazer inversão de marcha –como previsivelmente irá acontecer. Mesmo porque forçar o MPLA a essa manobra terá custos na imagem de quem já disse em voz alta que queria sair de cena.
Apesar da unanimidade e da incondicional fidelidade ao líder que costumam alardear ruidosamente, não é crível que todos os militantes do MPLA lá no seu íntimo aplaudam o volte-face que o partido será forçado a fazer. Essa situação irá deixar cicatrizes.
A proposta que JES agora advoga choca de frente com aquilo que o ‹‹Kremlin››enviou à Comissão Constitucional. A primeira leitura dessa situação sugere que JES aparentemente estará sozinho nesta cruzada.
Mas conhecendo como se conhece este país não tarda é o MPLA que estará a correr em contra-mão.Provavelmente vai ter de rasgar a proposta que enviou à CC para se ajustar à vontade do chefe.
Diante do formato que ele sugere para eleição do presidente da República é legítimo perguntar se o seu compromisso de não concorrer permanece valido. Tudo indica que foi pelo esgoto abaixo.
Com o MPLA muito provavelmente forçado a fazer um apertado e perigoso marcha-ré pode dizer- se que são totais as probabilidades de o presidente da República passar a ser eleito pelo parlamento.
Num tal quadro constitucional JES – neste pais ninguém tem mais possibilidades de ser eleito do que ele - escolherá o seu vice-presidente e presumível sucessor sem dar cavaco a ninguém, nem mesmo ao próprio partido.
A maioria das constituições que sustentam este formato prevêem que em caso de renúncia ou impedimento do presidente o vice assume o controlo do país até ao fim do mandato. E quando e se concorrer o seu mandato começa a contar do zero.
É esta a fórmula que, há vários anos,segura, em parte,o Partido Democrático do Khama (na Botswana), ganhou as eleições que se seguiram,renunciando um ano antes do termo dosegundo mandato, com o que abriu caminho para que Festus Mogae, vice-presidente,fosse presidente durante 9 meses,e depois se preparasse para eleições que iriam fazer dele presidente eleito.
Eleito sucessivamente em 1998 e 2008,Mogae abandonou o poder 9 meses antes do termo do mandato, permitindo que o seu vice presidente,Ian Khama, subisse ao poder, e fosse preparando a sua campanha a partir do palácio presidencial.
Mas,está visto, o problema de JES não é tanto garantir a permanência do MPLA no poder vitaliciamente, como acontece no Botswana. Não é também,como se sugeriu mais do que uma vez entre nós,ter medo de concorrer e perder, o que parece pouco provável.
O busílis está na sucessão, no prolongamento da influência, mesmo depois de abandonar o poder.O problema dele é manter o controlo remoto do país mesmo depois de deixar o palácio da Cidade Alta.A escolha do modelo sul-africano permite-lhe sair ficando.
Neste momento JES não equaciona a sua saída da presidência do MPLA. Está concentrado em encontrar alguém que,uma vez feito vice-presidente e, depois,presidente,respeite a sua sombra tutelar.
Esta figura, seja Manuel Vicente ou outro qualquer que não tenha ‹‹constituintes›› dentro do partido, precisará sempre dele para se entender com os homens do aparelho.
À beira de completar 30 anos de poder, JES está a cuidar da sucessão com parcimónia.A situação em que ele e o MPLA se encontram provou uma coisa: ninguém consegue prever e controlar tudo e todos.
Mas para JES já seria muito bom que o próximo candidato do MPLA fosse um dos homens que ele hoje controla.O actual presidente da República nunca se colocará no papel subalterno de Vladimir Putin.
Graça Campos

De volta às práticas tribais?


Notícias - angola24horas
450020Diz a imprensa que o grupo Média Nova substituiu o director do Jornal O País por suspeitar que ele sendo Mukongo faria parte de uma cabala étnica favorável a Fernando Miala contra o Procurador-geral da República.
Se tivesse sido apenas um jornal a admitir essa possibilidade,optaríamos por não dar importância nenhuma a este elemento.
Mas não foi assim.Esta versão circula no meio jornalístico e político e não houve nem uma versão contrária do grupo nem um desmentido.Assim o Luís Fernando terá sido eventualmente avaliado não pela sua competência ou falta dela;pela sua ideologia ou por ir contra ela ou ainda pelo seu desempenho jornalístico,que teria atentado ou não contra a verdade.
A presunção de culpa advém do facto de pertencer ao mesmo grupo étnico com um homem que tem diferendos políticos ou de outra natureza com os líderes do grupo ou com o PGR.
Temos , até mesmo para a nossa estabilidade mental, de acreditar que o argumento motivador não é esse. É no mínimo inquietante que esse grupo econômico que,do nada, lidera a comunicação social do país tenha tão ‹‹nobres visões tribalistas››sobre o desempenho de cargos.A concentração de órgãos representa em si um perigo.
caminho para a liderança que está a ser feito pelo grupo Média Nova vem sendo (e não sabemos se ingenuamente)facilitado por outro de enfraquecimento dos órgãos públicos,tanto tecnicamente como em conteúdos.Se os próprios órgãos públicos sempre tiveram um grande défce em assegurar uma representação equilibrada do outro,em assumirem-se como um pleno veículo da angolanidade, imaginemo-nos com uma comunicação social do minado pelas idéias da presunção de culpa por razões étnicas.
Uma das conquistadas do nosso processo de reconciliação nacional é exactamente o facto de já não ser necessário mostrar a origem e o nome de família para ocupar cargos funcionais, ao contrário dos cargos de confança onde prevalece ainda a lógica familiar (contabilizem-se laços familiares directos e por afinidade entre membros da cúpula).
A ser verdadeira a posição do grupo Média Nova é um claro e oficial retorno ao tribalismo, assente na idéia de a origem étnica é determinante para as opções de vida de cada cidadão e,como tal, genericamente os bakongo são todos iguais, tal como os ovimbundu e os kimbundu.
É um grave retrocesso que não deveria fcar sem resposta. Ou aquele grupo vem a público desmentir a demissão de Luís Fernando por razões étnicas ou a sociedade tem de tomar uma posição crítica,pública e reitera –da para não permitirmos um tão grande retrocesso de uma liberdade conquistada. É pura e simplesmente inaceitável e inconcebível a possibilidade de existência de um local de trabalho,seja privado ou público,onde prevaleça a idéia de que diz-me de onde és e dir-te-ei com quem andas.
Antigamente as pessoas eram classificadas em bailundos,malajinos,catetistas e‹‹zairenses››.Sempre com uma carga pejorativa.Hoje o ser angolano é mais importante que isso tudo e ao mesmo tempo cada um se orgulha de pertencer às suas raízes.
O preconceito de ser africano,de se vestir a africano,de ser do ‹‹interior›› ou do mussuque felizmente está a ser ultrapassado e não é razoável sermos todos cúmplices de uma decisão que pode ter sido exactamente inspirada nesse preconceito.
O argumento de que se trata da vida interna de um órgão privado não é suficiente para que não possamos intervir e solicitar ao grupo Média Nova que esclareça essa relação que se diz existir entre a etnia de Luís Fernando e a sua demissão.
Seja como for, este é mais um aviso em relação à gestão dos meios de comunicação social. Os dirigentes do MPLA não querem teimosamente ver o que se está a passar. Temos dito que quem cria um órgão de comunicação fá-lo para influenciar.
Cabe ao Estado assegurar um serviço público que garanta aos cidadão mínimos de informação e diversidade,mas também cabe ao Estado oferecer igualdade de oportunidades a diversas sensibilidades da sociedade,sob pena de,por força do grande poder persuasor da midia,uns passarem a ter direito a subjugar outros.
Se nos cai como prenda uma ‹‹limpeza étnica››nos conteúdos e nas pessoas muitos dos alicerces desta nossa nação vão simplesmente ser fortemente abalados e os prejuízos serão incalculáveis.A triste história do Ruanda provou que os meios de comunicação social têm força bastante para isso.
Não há em termos de conteúdos tanto na rádio, na TV ou no jornal do grupo qualquer sinal de uma orientação desse género.Porém, a ser verdade,a motivação da demissão do nosso confrade Luifer há uma luz amarela que se acende. É melhor pormos as barbas de molho que até mesmo as rosas têm espinhos.
2.Sobre essa maka toda das imoralidades continuamos a advogar que a solução não é a caça às bruxas de um ou de outro lado.Chegamos todos nós, sociedade, a um nível de degradação moral que não há pessoas que não tenham telhados de vidro. Há quem pense em cabalas ou emperseguições.
Há quem queiram fazer comissões da verdade, inquéritos de dimensão mundial e voltar uns contra outros na cruzada para detectar imoralidades. A solução por essa via será a de sacrificarmos apenas a raia miúda. Vão aparecer uma dezena de agentes policiais,outros tantos funcionários públicos, um ou outro director.
Nada ficará realmente resolvido. É preciso encontrar uma solução de corte. Algo mais sério, assente em valores, novas práticas e até novos protagonistas.
Ismael Mateus

Saturday, August 29, 2009

José Eduardo dos Santos, 67


Um caminho preenchido por todos os ingredientes próprios de uma vida repartida entre o dever de servir
O cidadão José Eduardo dos Santos vê hoje o calendário cruzar pelo seu aniversário sessenta e sete, dia em que muito provavelmente os sentimentos pessoais se dividirão entre os limites da celebração em família e a inevitável projecção para lá de tais limites.
Sendo certo que a data de nascimento é um compromisso de natureza pessoal e, por arrasto, do círculo familiar, não é menos verdade que em tratando-se de personalidades cuja vida e acção acabam por determinar o rumo de nações e de grandes grupos humanos, essa matiz privativa tende a ficar diluída pelo peso das manifestações que se unem ao aniversário.
No caso, há anos que tem sido assim, com os campos de análise e de decisão em confronto cerrado: de um lado, os que julgam que um dia de anos é para ser mantido nos estritos marcos da alegria familiar, e os que – como também é nossa opinião – entendem que a data de nascimento do Presidente da República pode perfeitamente escapar da simples celebração no lar. Para aceitá-lo, basta que se aja sem condicionamentos políticos nem visões complexadas. O que tem de determinar é o peso social do aniversariante, no fundo, o somatório dos seus feitos, a carreira, o que o distingue do homem comum. De resto, se se olhar para o mundo à volta, e percebermos que um aniversário de Barack Obama (por sinal celebrado este mês, dia 4) não é um momento exclusivo para a mulher Michelle e as filhas Natasha e Malia; que um aniversário de Michael Jackson é de todos (há um animado almoço este sábado em Luanda, para marcar o dia em que o astro da música pop completaria 51 anos) e que os cem anos do lendário arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer (15 de Dezembro de 2007) mobilizaram o mundo inteiro quase, aceitar-se-á, sem labirínticas leituras, que o aniversário de José Eduardo dos Santos é de comemoração ampla e muito mais para lá das fronteiras familiares. Precisa-se apenas de observar a equidade recomendável e o bom senso que acompanha os actos naturais, para que a comemoração aconteça livre das bajulações patéticas e dos obscuros investimentos que perseguem recompensas episódicas futuras.
A inevitável reflexão
O aniversário do cidadão que exerce as funções de Presidente da República, em condições normais, é sempre uma oportunidade que se oferece para o debate em torno da sua personalidade. Debate que pode ser feito a sós, em surdina, em conversas informais ou em eventos mais estruturados, como vai ser esta sexta-feira, no Jardim da Cidade Alta. A vida e obra de um Chefe de Estado, esteja-se onde se estiver, não escapa ao crivo dos seus concidadãos. E o certo é que, repousa também aqui, um momento soberano que permite aferir o estado de consolidação de uma democracia. No geral,
um grande número de discussões livres de tabus e multifacetadas em volta do tema pressupõe um estágio adequado da democracia, ao contrário das alusões quase a medo, entre dentes, semi-clandestinas, como se o aniversariante – no caso o Presidente da República – não fosse também ele um homem, logo sujeito a tudo o que tal condição impõe. Nem todos os seus actos são de pleno acerto, nem todas as suas opções serão de consenso garantido. Entre nós, a ideia que sobressai numa apreciação serena da trajectória de José Eduardo dos Santos, começa naquele Setembro de lágrimas e luto pesado, de 1979, quando a nação perdeu repentinamente o seu Fundador, António Agostinho Neto, com escassos quatro anos de vida independente. A marca forte e que a História recolhe dessa transição, foi a humildade e espírito de missão com que o jovem político de carreira auspiciosa no MPLA (tinha 37 anos de idade, pertencia ao seu Bureau Político) abordou o dever espinhoso de tomar o leme do país. Chamou ao desafio “uma substituição necessária”. Eram tempos brutalmente cruciais, onde se jogava o prosseguimento do projecto de novo país ou a sua anulação pura e simples. Ou seja, todo o esforço de luta com mais de década e meia de percurso, sacrifícios infindos, sangue, suor, mortes, cruel repressão colonial, corria o risco de desabar, por conta da sanha violenta do regime mais odioso então à face da Terra, o apartheid da África do Sul.
Foram os anos de Cunene da nossa resistência, dos combates sangrentos sem dia nem noite e da coragem e determinação de todo um povo disposto a sofrer mas nunca a capitular. O Presidente liderou todo esse delicado capítulo da História, enriquecido pela mostra de invulgar altruísmo e solidariedade dos angolanos para com os povos em luta da região, a Namíbia, o Zimbabwe e a África do Sul.
Leituras da História
Quando nos finais da década de oitenta o Socialismo Científico como opção de sociedade provou que não resistiria a um tombo inexorável, Angola deu ao seu Chefe de Estado a hipótese de fazer caminho ao andar, antecipando-se à violenta onda de choque que estava ao dobrar da esquina. Michail Gorbatchov esboçava apenas as suas célebres políticas de reformas (perestroika) e abertura (glasnost) , quando deste lado do Mundo, José Eduardo dos Santos, o “seu” MPLA e o país, se adiantavam na reorientação de caminhos, enterrando o monolitismo de pensamento partidário e a rigidez da economia centralizada. Numa guinada corajosa e chocante para muitos da sua própria tribo política e geração, o Presidente Dos Santos abriu Angola ao multipartidarismo e à economia liberal, caucionando uma ruptura decisiva com o passado e o velho ideal da governação sem alternância. Em poucos anos, aliás, submeteu-se ao rigor e ao risco da disputa pública, nas eleições de 1992, obtendo a aceitação popular que irritou profundamente Savimbi e despoletou a mais sangrenta das guerras em solo pátrio. Armou-se de uma paciência invulgar para gerir o novo capítulo de convulsões, depois dos traumas de Gbadolite e outras tentativas de aproximação defraudadas, e o tempo convenceu-o da certeza de que a paz intensamente desejada só seria conseguida em resultado de um enorme esforço de guerra. Nem o interregno de Lusaka, em 1994, quando um Acordo de Paz negociado numa maratona de catorze meses foi mandado às urtigas, distraiu José Eduardo dos Santos do essencial. Savimbi não era confiável e a História deu razão ao Estadista, aos negociadores, aos soldados, ao povo. Foi só mesmo a metralha, e nas condições que todos recordam, a retirar de Angola o desassossego que tudo impedia.
No ano em que o Presidente chegava à curva dos 60, em 2002, teve finalmente o privilégio de poder dispor de um tempo de decisões e escolhas tomadas sem a pressão da guerra. Um ano, diga-se, em que provavelmente terá selado a sua mais aplaudida demonstração de magnanimidade, quando impediu o extermínio do que restava das hordas da rebelião, recuperando homens em absoluto declínio, destroçados pela fome e esfrangalhados pela desilusão, nos cenários hostis de um Leste em chamas.
Desde então, entregou-se à governação em tempo de paz, gerindo conflitos aceleradamente instaurados, porque ausência de guerra significa, no nosso caso, destravada apetência para o enriquecimento e a afirmação de poderes por parte dos inevitáveis grupos de interesses. Faz dos dias da política em Angola, dias de um caminhar cauteloso, alinhando o seu MPLA e a sua própria pessoa para as vitórias que julga ainda necessárias. Quando quer, surpreende a paisagem política com os seus rasgos de político avisado, como foi a entrada decisiva na campanha pelo seu partido para as legislativas em 2008 (em que se anunciou “camisola 10”) ou a opção anunciada há uma semana, por eleições presidenciais directas mas com formalização no Parlamento, um coelho sacado da cartola num timing que poucos esperavam.
Luís Fernando
O Pais

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Depois da guerra civil, fi m do regime revolucionário e consolidação da democracia pluralista com as eleições de 5 de Setembro de 2008, parece oportuno saber se existe uma corrente ideológica moldada pela liderança de JES, entendase adiante como José Eduardo dos Santos.
Saber se depois de Neto, revolucionário, carismático e fundador da Pátria, a herança do seu pensamento tem sido seguida ortodoxamente, ou se existe particularidade resultante do seu perfi l histórico, psicológico e político. Saber se a análise é isenta ou não! Saber se há virtudes ou defeitos, são juízos de valores de suma importância para a Ciência Política e a Sociologia Política, mas, pouco relevante para o Direito.
JES é um respeitador, compreendedorda diferença, dá oportunidade a todos
A política é uma arte de persuasão, gerir interesses humanos para o bem dos constituintes do grupo humano. No exercício activo da política, o subjectivismo faz parte do jogo, pois a queda da chuva faz mudar o discurso, a sua ética é especial e infl uenciada pela conjuntura, seja económica, natural, social ou política.O discurso político é dinâmico e não estático. Há nesta refl exão um objectivo teorético, mas também subjectivo, emocional por tratar-se de um líder ímpar e vivo, pelos seus feitos ao longo do nosso percurso pós-independência.
A História do nosso Continente é impressionante na forma como os homens heróis passam a vilões, os vilões a heróis, os bons a maus e estes a bons!
Não nos parece justo ignorar qualidades e exaltar defeitos, parece-me «mesquinho»; devemos elevar, reconhecer, agradecer os vivos e não apenas quando os homens morrem. A cultura Bantu é rica em valorar os mortos (kalunga, okufa, imbi), mas parece-me que o respeito e exaltação das lideranças é o respeito pela História de um povo, cada um tem o seu papel no percurso histórico, há quinhão para todos.Acho mesmo apropriado que se reconheçam os verdadeiros heróis vivos notórios com seus feitos, defeitos ou efeitos, sem prejuízo dos anteriores ou mortos. É injusto não reconhecer as virtudes, a nobreza, sentido pátrio dos heróis, é um «crime» de lesa-pátria, atentado à cultura angolana, e à nossa identidade. É isto que vamos aqui abordar, analisar o percurso político de JES.
Falar da fi gura do Engº José Eduardo dos Santos, Presidente da República e do MPLA, é complexo, por ser uma fi gura em vida, não tendo ainda concluído a sua trajectória política (Biografi a) e haver questões de segurança que não nos é permitido revelar. Bem como é difícil falar da importância de um líder vivo, segundo Hart: «Avaliar a importância de um político da actualidade é muito mais difícil. Não importa quão poderoso o líder pareça ser nos dias de hoje e não importa quão inovador, mesmo assim fi ca muito difícil prever por quanto tempo a sua influência será exercida (1).»
É apropriada a citação, sabendo do contexto actual da projecção regional e global da economia angolana e da fi gura em análise, aquilo que Kajibanga considera de liderança global, carismática e transcultural (2).A periodização do ilustre Professor Doutor Kajibanga vai de 1942 a 1959, a fase da infância e adolescência. De 1959 até 7 de Novembro de 1961, fase da militância clandestina em Luanda.De Novembro de 1961 a Novembro de 1963 dá-se a sua integração na luta armada. De 1963 até 1970 é o período de formação superior universitária (Baku, Azerbaijão) e técnica militar (Telecomunicações) na URSS. De 1970 a 1975 é o engajamento total na actividade político-administra tiva e militar.De Setembro de 1975 a 20 de Setembro de 1979 desempenha vários cargos governamentais, sendo a sua classe e diplomacia, determinação, discrição, jovialidade e dedicação laboral, temor reverencial aos mais velhos; vai ocupar cargos políticos de Ministro das Relações Exteriores, Ministro do Plano, Primeiro-Vice-P rimeiro-Ministr o até que com a morte do Dr. António Agostinho Neto, assumiu a «substituição necessária », como Presidente de Angola e do MPLA. Foi o eleito por representar muitas sensibilidades, por ser o elo de equilíbrio, acima das querelas regionais, étnicas, raciais e religiosas, sendo por isso, a escolha que hoje, volvidos quase 30 anos, pode ser considerada pela maioria do nosso povo como a melhor escolha.Diferentemente da sistematização do ilustríssimo mestre Kajibanga, parece-me que o período de 1979 a 1985, é o período de afi rmação interna dentro do Partido, atendendo as correntes políticas e ideológicas subsequentes à tentativa do Golpe de Estado de 27 de Maio, onde o líder também soube gerir as sensibilidades e interesses da época. Coincidentement e, foi o período mais intenso na actividade políticodiplomática e militar, onde as suas maiores qualidades foram duramente testadas e conseguidas.Como disse, algumas coisas por questões de segurança nacional um dia hão-de ser reveladas e farão parte dos anais da história quer do partido como da Nação. Os senhores são intelectuais e adultos de muitas valências e melhor do que eu dominam estas matérias, pois, pertenço à geração do «Dudu come matete...». Porém, não é demais recordar que nesta altura vivíamos apenas da importação e compra de material bélico, cujas consequências ainda estamos a pagar. No período posterior às crises do Leste Europeu, das reformas da Perestroika, JES (3) soube gerir os planos, programas económicos de transição que ia ensaiando até 1987/91, como o SEF; dando origem ao fi m do período revolucionário e de observação das tendências políticas e económicas de então; dando origem à política de reconciliação ou de amnistia e reconciliação nacional, fazendo aproximação com correntes desavindas da FNLA e as negociações com a UNITA em Gbadolite, Nova York e Bicesse; fazendo os acordos que deram origem à saída de cubanos, abrindo caminho à independência da Namíbia e à libertação de Nelson Mandela e o consequente fi m do Apartheid, inimigo implacável da nossa soberania, recursos e identidade africana.Tudo isto foi combatido com discrição, intransigência e transigência de uma liderança nacional, regional e global (4). Este período é recheado de crises económica, política e geoestratégica, obrigando o realinhamento dos interesses internacionais, criando novas alianças com Ocidente, o bombardeamento intenso no Kwando Kuvangu (Mavinga e Kuito Kuanavale), onde os Sul-africanos e a UNITA procuravam posições para pressionar e obrigar o Governo dirigido pelo Presidente José Eduardo dos Santos a ceder as suas posições nas negociações (5).Este período deve também ser relembrado como o da transição para o multipartidaris mo, mormente de 1989/92, culminando com as eleições de 29 e 30 de Setembro de 1992, de má lembrança e a guerra subsequente que não importa lembrar. JES teve sempre o condão, de 1992 a 2002, de estar aberto às negociações para a pacifi cação ou reconciliação que, em 1997, deram origem ao GURN (Governo de Unidade e Reconciliação Nacional), cuja constitucionali dade alguns autores questionavam (Poulson 2008), embora entendesse como uma questão de princípio (maioria parlamentar e reconciliação nacional, Pinto 2008), prevalecendo a reconciliação nacional que também tem consagração constitucional material.Com o GURN, JES «sacrifi cou» a maioria parlamentar do MPLApara garantir a Paz e reconciliação como valor supremo que se evoca no Hino Nacional e na Lei Constitucional. Mas a guerra continuou até 2002. JES viveu a serenidade, elevação de sempre, a conjuntura mudou, nacional e internacionalme nte, mas JES, como líder, não recebeu a solidariedade internacional Ocidental para a realização da Conferência de doadores. JES recorreu à China, obtendo apoio para reconstruir e construir o País dilacerado pela dor, fome e destruído de forma arrepiante com a ajuda de muitos países que o acusavam de ser líder de um Estado rico que não necessitava de apoio…

Com o início da reconstrução nacional, os angolanos começaram a sentir um respeito sobre as suas instituições desde 2005, com a aprovação do pacote legislativo eleitoral, quando todos clamavam pela realização das eleições gerais ou legislativas e depois presidenciais.Uns discursavam mostrando a cabeça de JES a prémio, para depois responsabilizá-lo pelos resultados eleitorais, uns queriam ou pretendem o seu afastamento atendendo a sua longevidade política, sem nunca verem os feitos de JES. É compreensível, mas não deixa de ser injusto.Com a marcação das eleições legislativas e a retumbante vitória do MPLA e, consequentement e, do seu Presidente e seus colaboradores directos e militantes, amigos e simpatizantes, a questão colocada supra é oportuna: saber se existirá uma corrente ideológica ou grupo político ideológico que procuram exaltar a imagem de liderança do Presidente José Eduardo dos Santos.Acho que os dados acima descritos mostram-nos que estamos diante de uma liderança sui generis.O exposto vem mostrar um novo tipo de liderança, pois o tipo carismático e extravagante, teorizado por Webber, não lhe caracteriza. O tipo histórico, revolucionário, lunático, tirano, irascível não o caracteriza. É um governante equilibrado, aberto aos tempos ou gerações e valores sem fundamentalismo s, e isto mostra bem que tipo de liderança temos, extravasa a qualificação clássica platónica ou até maquiavélica. JES é uma fi gura enigmática, entre as personalidades raras da História da Humanidade, pois o mundo vive de extremos que aqui não se vêem.É também complexo qualifi car alguém que governa um Estado onde as correntes ideológicas, regionais ou étnicas, económicas e políticas eram tão acirradas na altura da morte do Kilamba ou Presidente Neto, Fundador da Pátria Angolana.JES pode ter correntes que o defendem, veneram-no, admiram-no, respeitam-no pelos seus feitos e efeitos e não pelos defeitos, que este ou aquele quer catalogar por pretender isto ou aquilo, muito menos bajulá-lo; pois, também aconselham-no, criticam-no, mas com elevação, elegância e nos locais específi cos. É respeito, próprio das sociedades pós-confl ito ou revolução; é reconhecimento pelos feitos, agradecimento. Motiva o ego.
É comum pensar-se que ser intelectual é criticar gratuitamente JES ou o seu regime. Compreende- se que quem nunca nada fez ou sempre fez mal ataque tudo e todos, mas o objectivo não é mais senão a cobiça do poder de JES ou a sua capacidade e visão estratégica. É inveja.O processo constituinte mostra bem as tendências, mas os líderes devem ser obedecidos, seja quem for! Sob pena de se instalar a anarquia que muitos desejariam…É comum também ouvir-se por aí: «os que defendem JES são bajuladores ou que é um culto de personalidade». Normalmente esquece-se que na Europa, Ásia, América, os seus fundadores ou fi guras determinantes da sua História são venerados como heróis pelo Estado ou canonizados pela Igreja (Santos). Mas quando acontece com os africanos, respeitando os seus líderes ou agraciandoos, acarinhando-os, são achincalhados…Homens como Churchill, Adenaur, De Gaulle, Staline na Europa pós-conflito; os americanos tanto falam de Washington, Kennedy e Roosevelt; os Chineses com Mao Tse Tung e Deng; os Indianos com Ghandi e Indira, os Israelitas com Moisés, Salomão e David, etc.Todos povos devem venerar os seus melhores fi lhos ou amigos, estes infl uenciam suas vidas por servirem de exemplos para todos agentes sociais.
Por isso, é razoável que haja uma certa «veneração», reconhecimento que se agudiza quando os seus feitos ultrapassam os seus defeitos. Os grandes homens são normalmente cognominados, resultante das suas características intelectuais, psicológicas ou políticas; qualifi cando-os de restauradores, revolucionários, bondosos, reconciliadores, diplomatas, estadistas, poetas, democratas. Mas os feitos dos homens podem hipnotizar as sociedades ou grupos. Eis a razão de existirem correntes de opinião que podem ser positivas ou negativas, prós ou contras, para o bem ou para o mal…
Não são correctas as análises que são dirigidas a JES, pois são injuriosas e falsas, pelas seguintes razões:1. Não há excessiva presença de JES; há é um temor e respeito como resultado de gratidão pelos seus feitos e efeitos.
2. Há até, em alguns cidadãos, ingratidão indirecta quando se ataca JES ou se utiliza sua imagem ou de seus familiares para atingirem objectivos invisíveis e que se passassem por ele, teria proibido, por ser uma pessoa justa, discreta e serena consigo e com outros. Quem erra deve ser responsabilizad o pelos seus actos…
3. JES é um respeitador, compreendedor da diferença, dá oportunidade a todos; alguns respeitam-no e veneram-no, na sua presença ou ausência, ou bajulam...
Por isso, parece-me que a corrente – se existe – é razoável, mas se devia ser consequente em defendê-lo quando atacado na sua honra e reputação. São caluniosas e infundadas as opiniões veiculadas sobre a figura de JES, por se pretender dar a imagem de «totalitarismo», o que não corresponde à verdade. Se existe uma corrente, deve ser Santoísta/ Santoísmo. Assim como se diz de Marx que os seus seguidores são marxistas e a doutrina é marxismo; Kant/kantismo; Hegel/hegeliano; Gaulle/gaulismo; Agostinho/agostianismo ou agostiniano; Aquino/aquinismo; Staline/stalinismo; Cavaco/cavaquismo; Soares/soarismo. Relevam sempre os dois nomes ou um nome, utilizando-se sempre o último apelido ou dois nomes pessoais ou pseudónimo ou antropónimo.
Para evocar a espiritualidade ou liderança, doutrina. É próprio dos líderes. Quem não é, deve saber respeitar para poder sê-lo um dia. OS MELHORES DEVEM SERVIR DE EXEMPLO. Quem não respeita nunca será respeitado, quem não obedece, nunca será obedecido…
JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – o Reconciliador, Diplomata hábil, Sereno e Líder transcultural, regional e global… Deixem mazé Man Dú… Opoya ongadji, omalako osoma. O sábio argumenta, a decisão é do governante ou líder. Filosofi a Bantu – Umbundu

*Jurista e professor de Ciência Política e Direito Público./ Deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA.