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Tuesday, December 08, 2009

Hitler na 1a Guerra Mundial

Um site britânico de genealogia publicou os registros do serviço militar prestado por Adolf Hitler durante a 1a Guerra Mundial, ao lado dos de mais de meio milhão de outros soldados que combateram pela Alemanha.

O Ancestry.co.uk, que se descreve como o maior site britânico de história familiar, começou a postar online as atividades militares de 1,5 milhão de soldados que combateram no Regimento Bávaro na "guerra para pôr fim a todas as guerras".
Os documentos falam sobre o então cabo voluntário de 25 anos Adolf Hitler, descrito nos registros como "católico", "artista" e "mensageiro (ciclista) do Regimento", cujo papel era carregar despachos que iam e vinham entre o comando militar e as unidades próximas do campo de batalha.
Seus registros médicos incluem "ferimentos leves na coxa, sofridos em outubro de 1916 em Le Barque por uma granada de artilharia", e a passagem por um hospital em outubro de 1918, quando foi "atingido por gases em La Montagne.
Os documentos mostram que Hitler recebeu cinco medalhas, incluindo a Cruz de Ferro duas vezes, 1a e 2a classe.
Os registros originais, em papel, pertencem ao Arquivo Estadual da Bavária, que formou uma parceria com a Ancestry.co.uk para colocar a coleção de documentos online, anunciou a Ancestry em comunicado em seu site.
Os registros individuais incluem o nome, posto militar, data e local de nascimento, informações sobre serviço militar ativo, religião, profissão ou ocupação, estado civil, nome dos pais e endereço de cada soldado.
"À medida em que a Alemanha se abre para a ideia de explorar seu passado militar - em especial a 1a Guerra Mundial - é importante que, não importa o lado da guerra em que nossos ancestrais tenham combatido, todos nós tenhamos a oportunidade de recordá-los", disse no comunicado o diretor de conteúdo internacional do Ancestry.co.uk, Dan Jones.
"Nos últimos cem anos, alemães migraram para todas as partes do mundo; por isso prevemos que esses registros interessem a muitas pessoas em muitos países".
LONDRES (Reuters Life!)
(Reportagem de Paul Casciato)

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