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Friday, December 04, 2009

Mpla pensa no membro honorário do C.C.


O VI Congresso do MPLA pode aprovar a categoria de membro honorário do Comité Central do partido, de forma a manter a proximidade de militantes que no passado tenham desempenhado cargos de responsabilidade junto da sua cúpula dirigente.
Segundo uma fonte de O PAÍS, a ideia foi avançada pelo presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, durante os trabalhos da última reunião extraordinária do Comité Central preparatória do conclave a ter lugar entre os dias sete e dez do corrente, do qual poderá sair a decisão de aprovação ou não da ideia após uma detida discussão. Além da vertente política da questão, há quem associe a ideia ao facto de isto também ter uma dimensão social a considerar, dado que são conhecidos casos de militantes que serviram o partido em determinados momentos e que foram ostracizados em todas as dimensões da vida, pelo que entendidos consideram ter este factor pesado também. Analistas consideram, entretanto, que esta proposta deverá abranger apenas aqueles militantes que desempenharam altos cargos de responsabilidade no aparelho partidário no caso dos antigos secretários gerais que, das luzes da ribalta, foram repassados para uma situação de opacidade, alimentando não só desgostos como também irreverências em relação aos métodos de gestão do partido.

A título de exemplo, o MPLA teve, nos últimos quinze anos, três secretários gerais cessantes e destes apenas João Lourenço ainda frequenta o alto círculo da política no seio do partido, com a manutenção do cargo de membro do Comité Central e primeiro-vice-presidente da Assembleia Nacional. Apesar de estar ainda no Parlamento, o deputado Lopo do Nascimento tem sido uma figura já sem aquele protagonismo político que dele se esperaria. Caso suis generis é o de Marcolino Moco que se tem assumido como a voz que traz para fora os problemas de funcionamento interno das estruturas do MPLA e outros desabafos que beliscam até certo ponto a aura propalada por dirigentes deste partido como sendo o maior partido angolano que não tem lições a aprender de ninguém.
O seu intervencionismo subiu de tom nos últimos tempos desde que se deu início ao processo constituinte, assumindo-se abertamente no espaço académico e público contra a proposta C de matriz presidencialista-parlamentarista. Nela, Moco questiona reiteradamente a sua conformidade com os pressupostos dos limites materiais impostos pelo artigo 159 da actual Lei Constitucional, nomeadamente no que diz respeito à separação de poderes entre os órgãos de soberania e a eleição dos seus titulares por sufrágio universal periódico, directo e secreto. Esta sua postura valeu-lhe mesmo uma reprimenda do actual secretário-geral, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” com a qual discordou em tom vigoroso. Segundo uma fonte de O PAÍS, ainda terá sido convidado a comparecer no congresso a decorrer na próxima semana, algo que terá declinado igualmente.

Esta iniciativa, no entender de analistas, pode ter a finalidade de “domesticar” esta incómoda voz de Marcolino Moco que tem feito muitos estragos na perspectiva dos actuais dirigentes do maior partido angolano. Na verdade, a história regista ideias do género em relação aos cargos de Estado, nomeadamente de presidentes da república que são convidados a integrar um Conselho de Estado em sinal de deferência pelo facto de terem ocupado este cargo de destaque.

A justiça tarda, mas não falha

De Ângela Bragança se pode falar de tudo em relação à sua estreia no comité central do MPLA, partido em que milita há 35 anos.
O adjectivo fiel assenta-lhe com perfeição, por não ter denotado impaciência, antes pelo contrário, por ter dado mostras de robustez psicológica e perseverança.
Mas desta vez, o reconhecimento em si de qualidades que a guindem ao CC parece adequarse mais a um sentido de justiça depois das mostras dadas das suas capacidades e fidelidade política ao seu MPLA onde começou a militar muito cedo, ainda jovem na província de Benguela.
Era injusto para ela e mesmo a sociedade saber da sua passagem pelo comité nacional da JMPLA, onde foi segunda-secretária e ver o chefe, Bornito de Sousa, galgar os degraus da estrada política angolana e ficar a ver navios.

Depois daquela posição, o cargo mais alto que se conhece tenha desempenhado foi o de directora do Instituto Nacional da Criança, no Governo, e de deputada às Assembleias Nacional e do Povo.

A sua vida andou muito pela periferia do MPLA.
Foi candidata a integrar este naipe de políticos do MPLA, em várias ocasiões esteve muito perto de entrar no comité central, mas incrivelmente sempre foi posta de lado. Fonte de O PAÍS revelou que em pelo menos uma ocasião não entrou por um voto só.
A antiga secretária da “Jota” vê assim reconhecidas as suas qualidades de militante que não virou cara à luta e fez por merecer estar dentro do clube dos selectos, podendo-se mesmo entender como um acto de “reconciliação” com este quadro de respeitável percurso político dentro do MPLA.

COMITÉ CENTRAL ALARGADO E NOVIDADES
O MPLA alargou a composição do comité central para 311 membros, representando um aumento de 30 novos membros, uma medida justificada pelo rápido crescimento do partido, segundo deu a conhecer o porta-voz do maior partido angolano, Norberto dos Santos “KwataKanawa”.
Este conclave traz também a novidade de os membros do comité central tomarem conhecimento dos entrantes e cessantes apenas no último dia. Desta vez, segundo fonte de O PAÍS, os militantes confirmados para sair e entrar souberam disso com uma antecedência superior a oito dias. A OMA e a JMPLA foram as duas organizações de massas deste partido que maior número de novos membros terão representados no novo Comité Central, a formalizar nos próximos dias, rondando entre 40 e 45 por cento.

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