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Saturday, January 30, 2010

CEAST desmente notícias sobre razões da detenção de padre


O Conselho Permanente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), reunido na terça-feira, em Luanda, desmentiu que o padre Raul Tati tenha sido preso por razões que tenham a ver com a Igreja ou que tenha sido a hierarquia a afastá-lo.
Num comunicado emitido no final da reunião, a primeira ordinária deste ano, refere-se que "a solicitação do abandono do sacerdócio foi feita pelo próprio sacerdote, primeiro numa carta dirigida ao Cardeal Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, no dia 10 de Março de 2008, a seguir na carta de 8 de Novembro de 2009, dirigida ao Bispo da Diocese de Cabinda".
No comunicado, a CEAST cita palavras textuais do padre, nas referidas cartas, que se pronunciou nos seguintes termos: "aproveitaria (…) o ensejo para encorajar Vossa Excelência Reverendíssima a avançar com os procedimentos da praxe canónica segundo a minha intenção já manifestada anteriormente".
Esta posição, segundo o comunicado, surge depois de a CEAST ter acompanhado com muita atenção e preocupação os acontecimentos que se vivem na Igreja Diocesana de Cabinda e escutado e apurado a veracidade dos factos, pelo que visa repor a verdade.
A Conferência Episcopal esclarece ainda que “depois de um diálogo paciente e ante a persistência do sacerdote Raul Tati na sua decisão, o Bispo da Diocese, para o bem da Igreja a ele confiado, exarou o decreto de suspensão dado a conhecer ao interessado, enquanto se aguarda pelo respectivo rescrito da Santa Sé para a redução ao Estado Laical".
"Não foi posto à rua como se deu a entender, escamoteando a verdade, foi-lhe dado tempo necessário para deixar a residência canónica”, clarifica o comunicado.
O comunicado dos bispos de Angola e São Tomé esclarece ainda que “por outros motivos, esperamos que sejam revelados oportunamente, o Padre Raul Tati foi detido pela Polícia Nacional e não foi a mando do Bispo da Diocese, como muitos meios e círculos estão a propagandear".
"Por solidariedade, o Bispo, assim que recebeu a notícia, foi visitá-lo, manifestando o seu carinho de Pai e Pastor", le-se no documento, no qual o Conselho Permanente "lamenta e deplora a forma distorcida como a imprensa tem tratado este caso".
A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé afirma que "queremos recordar, a todos, e de modo particular os operadores dos meios de Comunicação Social que, na transmissão das notícias, se evite a tentação e o perigo de usar esta grande potencialidade para obstruir a verdade e prejudicar o bem integral das pessoas".
"Acima de tudo comunicar a verdade e sempre a verdade na caridade para se edificar e construir quer o tecido moral humano como aquele social", concluiu o comunicado.
ANGOP

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