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Friday, January 01, 2010

RAÚL TATY




Um comunicado emitido pela Diocese de Cabinda dá a conhecer que foi aceite o pedido de demissão do padre Raul Taty, após persistente desejo pessoal de abandonar o exercício do ministério sacerdotal.

Uma decisão que o documento lamenta, mas afirma ter pautado pelo respeito à vontade do sacerdote.

“Informamos que aceitamos, com respeito e pesar, o seu pedido, devendo, por conseguinte, o padre Raúl Taty suspender de hora em diante, o exercício do Poder da Ordem Sacerdotal e, livre das obrigações e direitos inerentes ao mesmo, incluindo a obrigação de residência canónica, aguardar pelo curso normal do processo por si solicitado junto da Santa Sé”. – Lê-se no documento, assinado pelo Bispo Dom Filomeno Vieira Dias.

O leitor pode ler na íntegra o comunicado da Diocese de Cabinda na página Ecclesial deste jornal.

Por razões técnicas, não nos foi possível publicar esta notícia com a actualidade requerida, pelo que pedimos desculpas aos nossos estimados leitores.


 Aos
Colegas no Sacerdócio
Fieis católicos da Diocese
Família e amigos
Graça e Paz da parte do Senhor.
No pretérito dia 19 de Dezembro foi exarado um Decreto Episcopal que me suspende do poder da ordem e me retira o direito de habitação canónica. No dia 23 de Dezembro, num comunicado difundido pelos órgãos de comunicação locais e estrangeiros, o Prelado da Diocese deixa claro que eu teria solicitado voluntária e livremente a demissão do estado clerical. Tendo em conta a perplexidade e a confusão que estes dois factos estão a causar, achei em nome da verdade, expor-vos o seguinte:
1.Há cerca de dois anos foi-me levantada a suspensão que me fora imposta juntamente com outros seis colegas do Presbitério. De seguida o Bispo deu-me a afectação pastoral para me ocupar da comunidade de Cristo Mbonde.
2.Tendo ponderado a situação da flagrante e escandalosa divisão em que está mergulhada a igreja diocesana, agravada ainda pela situação doutros colegas ainda suspensos e dos colegas afastados, sugeri ao Bispo algumas iniciativas para o reencontro e a reconciliação da família diocesana. Foi tudo recusado porque o assunto dependia da Santa Sé. Acto contínuo confessei ao Bispo que não tinha condições espirituais e humanas para retomar plenamente o ministério.
3.Durante estes últimos dois anos o Bispo e eu dialogámos várias vezes sobre a minha situação e fui sempre claro em manifestar a minha inconformidade com o arrastar da situação da diocese sem qualquer horizonte de normalização.
4.Foi neste sentido que enderecei uma carta ao Cardeal Prefeito para a Congregação dos Povos, Sua Eminência Ivan Dias. Na mesma manifestei a minha recusa em retomar imediatamente o ministério na Diocese e a minha disposição em largar tudo para não agir contra a minha consciência. Sobre esta carta nunca obtive qualquer resposta da Santa Sé.
5.As coisas precipitaram-se nos últimos tempos quando o Bispo me comunica que o tempo estava expirado e que a Igreja já não podia esperar mais. Fez-me então saber por escrito que tinha decidido começar o processo da minha exoneração das obrigações da ordem. Diante dessa pressão, limitei-me a encorajá-lo a fazer o que tinha para fazer…
6.O actual decreto do Bispo deve ser visto como corolário de todas essas premissas e só pode ser entendido no contexto da crise da igreja de Cabinda. Atesto, por isso, que recebi convites reiterados para trabalhar com o Bispo e eu declinei-os. Se nesta igreja já não tenho espaço para continuar a lutar pelas causas que abracei, então sacrifico o meu sacerdócio para que seja semente do bem que um dia há-de triunfar. Enquanto houver ar para respirar neste mundo e pulmões para fazê-lo, vou continuar a bater-me pela verdade, pela justiça e pelas aspirações mais sagradas deste povo.
Agradeço, para terminar, aos meus colegas Presbíteros por tudo o que partilhámos ao longo dos meus dezoito anos de sacerdócio. Agradeço especialmente aos cristãos leigos, família e amigos que me ampararam sempre com afecto e dedicação.
Cabinda, 24 de Dezembro de 2009. P. Raul Tati





SÁB, 18 DE DEZEMBRO DE 2010 00:52   
Cabinda: Raúl Tati poderá ser Libertado




O Tribunal Constitucional decidiu remeter à instância de Cabinda a soltura dos activistas dos direitos cívicos por considerar haver já uma decisão da Assembleia Nacional enquanto órgão legislador, em expurgar do ordenamento jurídico, a norma do Artigo 26 da lei nº7/78 de 26 de Maio.
No Acórdão que proferiram nº123/2010, os Juízes Conselheiros são unânimes em considerar desconforme à Constituição aquela norma.
Porque razão não são categóricos em declará-lo, com consequências imediatas desta decisão esperadas, ou seja a soltura imediata dos detidos é uma pergunta que fica por ser respondida.
“Decidem em qualificar como inútil a declaração de inconstitucionalidade requerida, sem prejuízo de o Tribunal requerido dever atender ao princípio previsto no nº4 do artigo 65 da Constituição da República de Angola que estabelece a aplicação retroactiva das leis penais de conteúdo mais favorável aos arguidos, doutrina aliás acolhida no nº1 do artigo 6º do Código Penal” lê-se.
Especialistas por nós contactados dão conta que o passo seguinte deve ser a defesa dirigir-se ao Tribunal de Cabinda que aplicou a pena e requerer a soltura, ao que aquela instância judicial deverá acolher nos termos do já citado artigo 65 da Constituição.
A falha de precisão do Tribunal Constitucional suscitou a contestação do Juiz Conselheiro Onofre dos Santos que na declaração de voto que faz diz não entender por que razão se estaria, como que a sindicar os efeitos da revogada lei dos Crimes Contra a Segurança do Estado, dado que pelo Acórdão ora produzido as coisas ficam na mesma.
Onofre dos Santos vai mais longe quando acresce que com esta decisão, “ mau grado a sua generosa expectativa de que os resultados sejam os mesmos, a realidade é que o processo será pura e simplesmente devolvido à exclusiva jurisdição do Juiz Provincial de Cabinda, não impendendo sobre o mesmo qualquer dever de iniciativa de reforma da sua decisão anterior... Com as previsíveis consequências de incerteza sobre a situação carcerária dos arguidos” estivemos a citar a declaração.
VOA



Padre Taty casa-se após abandonar a batina

Lisboa –  Raúl Taty, emblemática figura sacerdotal  subseqüentemente   afastada   do  exercício clerical católico, contraiu  matrimonio, em Janeiro passado, em Cabinda,   com uma médica do hospital provincial do  enclave, Maria Carlota  Víctor, vulgarmente conhecida por “Dra Carlota”.

Fonte: Club-k.net

Até a data do seu afastamento da Igreja  era  vigário-geral da Diocese de Cabinda, tendo cessado o  exercício clerical por intermédio de um decreto papal assinado a 16 de Abril de 2011 que fora  extensivo a outros dois sacerdotes, Jorge  Casimiro Congo,  e Alexandre Pambo cujas  razões nunca   declaradas mas que  presume-se que tem haver com as  ligações dos mesmos na luta pela auto-determinação do  enclave angolano.

O assunto a cerca do casamento do ex-sacerdote   não  é ainda comentado no enclave devido a forma discreta como aconteceu, porem em meios de altas figuras conotadas ao Bispado Católico tem sido objecto de analise no sentido de perceber o surgimento desta relação com  a médica   visto que o mesmo está  apenas oito meses distanciado da vida de Padre.

De  lembrar que não obstante ter sido um ex- comungado padre, a figura ao qual se aborda é também professor universitário e tido como um dos mais prestigiado intelectual em Cabinda.  Em Janeiro de 2010, ainda Padre, o governo angolano prendeu-lhe sob acusação   de ter sido o autor moral dos atentados contra a selecção do Togo. Durante a  prisão foi humilhado pelas autoridades, posto a dormir  no chão com urina e não permitiam que a família fosse visitá-lo inicialmente.  Ficou um ano na cadeia tendo sido posto em liberdade após um recurso em que verificou-se que ele e o grupo que estava encarcerado nada tinham haver com o ataque provocado pela FLEC, ao jogadores.
By: Club-k

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