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Friday, April 09, 2010

Sincretismo


O sincretismo religioso resultante das debilidades e lacunas doutrinais dos fiéis pode ser ultrapassado com uma pastoral catequética mais cuidada.

A tese é da irmã Verónica Tyimuma, Conselheira da Superiora Geral para a África Francófona das Irmãs de São José Cluny.

Autora também de uma gramática nganguela, língua autóctone angolana, a religiosa sustentou-a, ao fazer o balanço da sua recente visita à República do Congo, 

«Precisamos mesmo de uma pastoral catequética aprofundada. Isto vai evitar o secretismo religioso que às vezes ainda se sentem», afirmou a religioso, aos microfones da Rádio Ecclesia.

Salientou a prioridade da missão dos vocacionados e a longínqua mundovivência de cada um, factores que aconselham, no mundo actual, «uma formação muito mais exigente».

Catequese esperada

O outro grande fundamento da sua tese levou-a a enfatizar uma recente conclusão do Sínodo dos Bispos para África,

«O outro desafio que eu vejo é aquele que apontaram os bispos no Sínodo Africano. A África é um continente que precisa de uma reconciliação, de uma paz, e de uma justiça baseada no Evangelho. Então, tudo isto se consegue a partir da catequese, mas de uma catequese esperada», explicou.

Antes do seu actual cargo internacional, a Irmã Verónica foi a Superiora Provincial das Irmãs de São José de Cluny no país.

COMO A IRMÃ VERÓNICA TYIMUMA PRODUZIU A GRAMÁTICA NGANGUELA

Foto: Motivo cultural nganguela (esculturas, mulheres ou mapa da zona de povoação)

Autora de uma gramática nganguela, uma das línguas autóctones angolanas, a Irmã Verónica Tyimuma explicou a sua motivação e os caminhos trilhados até à publicação da obra.

Natural do municpio do Kuvango, Diocese de Menongue, a Irmã Verónica chegou a Superiora Provincial das Irmãs de São José de Cluny e, neste momento, exerce as funções de Conselheira da superiora Geral para a África Francófona.

«É uma curiosidade muito antiga. Comecei quando estava a estudar na escola do magistério. Tinha 17 anos e um dia estava a preparar a aula para dar o pretérito imperfeito», contou a religiosa aos microfones da ‘Rádio Ecclesia’.

Nesta altura, acrescentou, começou a reparar que «o pretérito imperfeito em português não traduz tudo o que é imperfeito na terra, porque em nganguela todos os tempos têm três momentos.»

Primo, padre Manuel

Falou nisso ao seu pai, que era também professor, o qual lhe aconselhou estudar primeiro bem o português e poder fazer um trabalho deste, depois.

«Entretanto, fui escrevendo os verbos, mas, foi sobretudo, na altura da ordenação do meu primo, padre Manuel, que fiz um cântico e no momento que fiz o verso, que traduzia mais ou menos isto, “direi aos doentes que Deus é amor”», lembrou.

Só que, prosseguiu a irmã, «na palavra “doentes” errei no plural e senti-me humilhada, quando os meus tios começaram a rir da palavra mal traduzida.»

Foi a partir daí, então, que passou a estudar um bocadinho mais detidamente em pormenor a sua língua materna.

ARCEBISPOS DE SAURIMO E MALANJE RECEBEM PÁLIO DO PAPA


Os Arcebispos metropolitanos de Malanje e Saurimo receberam já o Pálio das mãos do Sumo Pontífice.
A cerimónia de imposição da insígnia litúrgica ocorreu esta quarta-feira, em Roma, sob a presidência do Papa Bento XVI, juntamente com outros 41 Arcebispos provenientes de todo mundo. 
Na manhã seguinte à entrega do Pálio aos Arcebispos metropolitanos nomeados no último ano, Bento XVI os recebeu em audiência, acompanhados de seus familiares e alguns fiéis das Arquidioceses.
Durante o encontro “simples e familiar” na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa saudou cada um dos 41 arcebispos.
O pálio é uma espécie de estola circular, tecida de lã pura, ornada de cruzes, que o Papa abençoa no dia de Santa Inês (21 de janeiro). Simboliza, por um lado, a união dos arcebispos com o Bispo de Roma e, por outro, representa o cordeiro que o bom pastor leva aos ombros.
Dirigindo-se aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa saudou “com grande afecto os Metropolitas de Angola e do Brasi,l que ontem receberam o pálio, insígnia litúrgica que exprime uma singular união das suas Arquidioceses com a Sé de Pedro”.
Bento XVI saudou Dom Luís Maria Perez de Onraita, de Malanje, Dom José Manuel Imbamba, de Saurimo, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, de São Salvador da Bahia, Dom Pedro Brito Guimarães, de Palmas, Dom Jacinto Bergmann, de Pelotas, Dom Hélio Adelar Rubert, de Santa Maria, Dom Pedro Ercilio Simão, de Passo Fundo, Dom Dimas Lara Barbosa, de Campo Grande, e Dom Sérgio da Rocha, de Brasília.
“O Senhor Jesus, que vos escolheu como Pastores do seu rebanho, vos ampare no vosso ministério quotidiano e vos torne fiéis anunciadores do Evangelho com a força do Espírito Santo”, desejou o Papa.
O Sumo Pontífice deu também as boas-vindas aos familiares, amigos e fiéis das respectivas Igrejas, que acompanharam os Prelados até Roma.
"Asseguro a todos vós e vossas comunidades arquidiocesanas a minha recordação diária na oração e, do íntimo do coração, concedo a Benção Apostólica”, concluíu.
Dom Luís Maria, Arcebispo de Malanje, toma posse no dia 17 de Julho e Dom José Manuel Imbamba Arcebispo de Saurimo a 30 do mesmo mês.


1 comment:

irene said...

LOUVADO SEJA DEUS POR TER DADO ESSE GRANDE DOM A MINHA PRIMA, IRMÃ TYIMUMA.
TENHO-A COMO MODELO, POR SER UMA GRANDE MULHER, MULHER DE ARMAS, MULHER DE MÉRITO, PASSO O PLEONASMO, QUE NESTE MOMENTO SEJA NECESSÁRIO...
MINHA PRIMA, LEMBRAR-TE-EI SEMPRE E SEMPRE, SEI POR QUE DIGO ISSO- FORÇA MUITA FORÇA MESMO.FOSTE E TENS SIDO UMA MÃE P MIM.
SEMPRE MUTANGO YA KTIVA KA LISSONDO