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Wednesday, November 24, 2010

Papa espera que novo livro seja «útil» Diálogo com o Islão é uma das matérias abordadas por Bento XVI

Bento XVI espera que o novo livro «Luz do mundo» possa ser “útil para a fé de muitas pessoas”.
A obra resultou de uma conversa entre o Papa e o jornalista alemão Peter Seewald, que decorreu no último Verão, em Castel Gandolfo, arredores de Roma.
O livro-entrevista foi apresentado no Vaticano, a 23 de Novembro, e o Papa concedeu uma audiência privada aos editores internacionais da obra, na qual participou Henrique Mota, editor da Lucerna, marca da Principia, responsável pela versão portuguesa.
A obra estará disponível em Portugal a 29 de Novembro.
Entre os temas abordados pelo Papa está o discurso pronunciado a 12 de Setembro 2006, Na aula magna da Universidade de Ratisbona (Alemanha), em que o Papa citou um diálogo entre imperador bizantino Manuel II Paleólogo (finais do séc. XIV, início do séc. XV) teve com um persa erudito sobre Cristianismo e Islão, afirmando que “não é razoável a difusão da fé mediante a violência”.

Bento XVI admite agora que não teve em consideração que “o discurso de um Papa não é considerado do ponto de vista académico, mas político”.
A passagem sobre Maomé foi “extrapolada” e ganhou “um significado político que, na realidade, não tinha”.
O Papa diz que da polémica que se seguiu a esta intervenção surgiram coisas positivas, como “um diálogo verdadeiramente muito intenso” entre representantes das duas religiões.
Ao contrário do que as manifestações dessa altura evidenciaram, católicos e muçulmanos estão “comprometidos hoje numa luta comum, a defesa dos valores religiosos”.
Ainda a propósito do Islão, Bento XVI considera “importante” desenvolver contactos “com todas as forças muçulmanas abertas ao diálogo, para que se possam produzir mudanças”.
Nesta obra, o Papa afirma que não compreende a interdição do véu integral (burca), considerando que se as mulheres islâmicas “o desejam usar, não vejo porque se deva impedir”.
Bento XVI indica, no entanto, que “não se pode estar de acordo” se as mulheres não usarem o véu de forma voluntária, mas como uma “espécie de violência que lhes é imposta”.
“Os cristãos são tolerantes”, diz o Papa, considerando natural que os muçulmanos se possam “reunir em oração, nas mesquitas” em países de maioria cristã e congratulando-se com a existência de igrejas nos países do Golfo árabe, algo que desejou venha a acontecer “em todos os lugares”.

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