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Sunday, December 05, 2010

Costa do Marfim com dois presidentes, após o juramento de Gbagbo e Ouattara

gbagbo_ado_2presiO secretário-geral da Francofonia, Abdou Diouf, pediu neste domingo que "todos os agentes políticos da Costa do Marfim para" reconhecer "victória nas eleições presidenciais de Alassane Ouattara, de acordo com resultados anunciados pela Comissão Eleitoral Independente e certificado pela ONU.
«O ex-Presidente Sul-Africano Thabo Mbeki enviado para uma missão de« emergência » da União Africano, chegou em Abidjan, na manhã de domingo para tentar encontrar uma solução para a crise pós-eleitoral graves na Côte d` Ivoire.
Laurent Gbagbo, actual Presidente da Costa do Marfim, fez onte o juramente para cumprir mais um mandato no cargo, apesar do seu rival, Alassane Ouattara, ter sido reconhecido pela comunidade internacional como vencedor das eleições.
"Juro solenemente cumprir, defender e respeitar fielmente a Constituição, proteger os direitos e a liberdade da cidadania, bem como cumprir escrupulosamente os meus deveres no melhor interesse da Nação", jurou Gbagbo, na declaração feita no Palácio do Governo, em Abidjan.
A cerimónia decorreu perante Paul Yao, presidente do Conselho Constitucional, a instituição máxima judicial, que na sexta-feira reconduziu Gbagbo como vencedor da segunda volta das eleições, com 51,45 por cento dos votos.
A cerimónia de Laurent Gbagbo teve cerca de 200 pessoas, incluindo embaixadores de países aliados, como Angola e Líbano.
“Com o forte apoio da ONU e os principais países ocidentais, M.Ouattara também foi empossado como presidente”, na presença do seu entourage.
No poder desde 2000, Gbagbo assumiu novamente o cargo, apesar de a Comissão Eleitoral Independente ter anunciado na quinta-feira que o vencedor tinha sido Ouattara, com 54 por cento dos votos contra 46 por cento conseguidos pelo actual chefe de Estado.
Realizando o que alguns observadores apelidaram de "golpe palaciano", as forças armadas do país encerraram as fronteiras do país, ao mesmo tempo que Yao declarava nulos os resultados da Comissão Eleitoral Independente.
Dirigindo-se implícitamente à comunidade internacional, Gbagbo disse hoje, no seu discurso de posse, que a Costa do Marfim não aceitará qualquer ingerência nos seus assuntos internos.
O Presidente Jonathan explicou que a CEDEAO e a comunidade internacional esperam de todos os atores envolvidos, nomeadamente do Governo atual, a sabedoria política necessária para respeitar a vontade popular manifestada pela Comissão Eleitoral Independente.
Convidou igualmente os dois candidatos, Alassane Ouattara e Laurent Gbagbo, a pedirem aos seus partidários para se acalmar e abter de qualquer ação que faria recuar os progressos no quadro do processo democrático.


O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, analisou hoje, segunda-feira, em Luanda, com um enviado do seu homólogo ivoirense, Laurent Gbagbo, a situação prevalecente na Côte d'Ivoire, fundamentalmente depois da realização da segunda volta das eleições presidenciais.
“A situação está calma”, disse a jornalistas o conselheiro especial para a Defesa e Segurança do presidente ivoirense, Kadet Bertin, no final do encontro realizado no Palácio Presidêncial, à “Cidade Alta”.
Uma crise pôs-eleitoral instalou-se na Côte d'Ivoire depois da divulgação dos resultados das eleições de 26 de Novembro passado, vencidas pelo Chefe de Estado cessante, Laurent Gbagbo, triunfo, contudo, posta em causa pelo seu opositor, Alassane Dramane Ouattara.
“O Presidente Gbagbo foi eleito democraticamente, reconhecido pela Lei do país, segundo a Constituição”, asseverou o interlucutor de José Eduardo dos Santos.
Disse ainda que “foi confirmado pelo Conselho Constitucional (…) em definitivo, e, ele, o Presidente, nomeou um primeiro-ministro para formar um governo e servir os interesses do país”.
“Vim, a Luanda, para transmitir ao Presidente da República de Angola que o seu homólogo, Laurent Gbagbo, venceu a segunda volta das eleições presidenciais com 55 porcento dos votos válidos, contra 45 do seu adversário, segundo os resultados apurados pelo Conselho Constitucional da Côte d'Ivoire”, acrescentou Kadet Bertin.
Considerou ainda que a atitude do outro candidato “é condenável”, acrescentando que, ao auto-proclamar-se vencedor, Ouattara, não recebeu nenhuma manifestação de apoio.
ANGOP



A crise de liderança no continente Negro



78458A actual situação caótica que a costa do Marfim esta atravessar demonstra a falta de capacidade dos lideres africanos na adaptação no sistema democrático necessário para o desenvolvimento de África.
O pior que os nossos lideres em África especialmente a África sub-sahariana possam fazer e a tentativa por parte destes de caminhar orgulhosamente sos contra o resto do mundo com intuito de travar o vento com as mãos.
Os nossos mais velhos no continente negro simplesmente ignoram que a actual globalização já não tem mais retorno e que todos aqueles que teimarem na manutenção dos métodos de governação do passado comunista se arriscam eles mesmo ao suicídio político sem legado.
A África deveria envergonhar-se por este absurdo Marfinense, onde observamos um pais dois presidentes.
Afinal de quem é a culpa do ocidente ou dos próprios Africanos?
Como compreender que um pais tenha dois presidentes quando o perdedor deveria assumir a derrota se o a maior parte das lideranças mundiais já disseram que o homem perdeu?Que futuro nos reserva o continente negro com este pintar das coisas?
Há tempos o presidente Obama disse em Acra no Gana que as lideranças Africanas têm de aprender eles mesmos a resolver os seus problemas. Teve razão o mais novo presidente dos EUA é o líder do pais mais poderoso do mundo.
O perdedor marfinense no seu falso juramento aos marfinenses dizia que não admitia ingerência nos assuntos internos do seu pais. Porem o Homem se esqueceu que estamos perante esta autentica globalização sem retorno onde a descoberta da internet foi o primeiro passo.
Há 20 anos eu não podia escrever desde Miami Florida USA num portal como este. Hoje em dia apesar de não estar fisicamente em Angola meu pais, mas moro moralmente e eletronicamente em Luanda.
Mas os nossos lideres em África muitos dos quais ainda confundem um lap top como um fictício.
Se a África não apostar seriamente num sistema de educação credível e digno de reconhecimento internacional, então continuaremos a confundir o ocidente com o céu quando o sangue que corre nas veias de quem mora no ocidente e similar do homem que mora em África.
Que nunca se esqueçam os nossos velhos lideres em Africanos que o curso da historia e irreversível e que se Mobutu, Siade Bare e Bokassa etc. passaram a historia o resto que teimarem na manutenção do Status quo não terão destino diferença daqueles.
Que Deus abençoe a África
Orlando Fonseca
Miami Florida/USA






União Africana e Africa do Sul pedem a renúncia de Laurent Gbagbo







laurent gbagbo 85Sucedem-se os apelos para que o presidente da Costa do Marfim respeite os resultados das eleições e abandone o poder. Mas Laurent Gbagbo (na foto)não dá qualquer sinal nesse sentido. Esta terça-feira, fez-se fotografar com o seu gabinete, uma atitude interpretada como uma afirmação de que está para ficar.
O presidente da União Africana, Bingu wa Mutharika e o Governo de África do Sul aconselharam o Laurent Gbagbo a retirar-se e a aceitar o resultado das eleições.
O presidente do Malawi não tem dúvidas, diz que o vencedor foi mesmo Alassane Ouatara.
E o vencedor diz que tem feito tudo, para restabelecer a calma.
“Fiz tudo o que era possível, ao longo dos últimos dias, para acalmar as tensões”.Tensões que pode transformar-se numa guerra civil.Os rebeldes dos norte ameaçam avançar sobre a cidade de Abidjan, se o presidente insistir em manter-se no poder.A eminência de uma guerra civil está a assustar os estrangeiros que procuram abandonar o país.
Mas há outros que mantém a confiança:
“Nós estamos calmos e pensamos que desta vez nada de mal acontecerá aos estrangeiros…”, diz uma mulher francesa. O exército controla as ruas da capital, depois de decretado o recolher obrigatório.A Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano e a Comissão Eleitoral Independente reconhecem Ouatará como vencedor, com 54.1 por cento dos sufrágios.
Mas o Conselho Constitucional, afecto ao presidente, anulou este resultado e atribuiu a vitória de Gbagbo.
Oposição venceu eleições na Costa do Marfim, diz ONU
O principal enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) na Costa do Marfim, Choi Young-jin, disse nesta quarta-feira, 8, que o candidato da oposição Alassane Ouattara venceu a disputa presidencial por uma "margem irrefutável". A comunidade internacional aumenta a pressão sobre o atual presidente, Laurent Gbagbo, para que ele reconheça a derrota.
Até o momento, Gbagbo resiste a renunciar. O chanceler designado por Gbagbo, Alcide Djedje, previu que possa haver um acordo de divisão do poder. O enviado da ONU, porém, disse em Abidjã que Ouattara é o claro vencedor. No início da semana, Djedje ameaçou expulsar Choi do país, caso ele continue a falar que Ouattara era o vencedor.
Antes apontada como um caso de sucesso na África, a Costa do Marfim teve sua economia destruída pela guerra civil de 2002-2003. Gbagbo, que já era presidente quando ocorreu a guerra civil, não convocou eleições em 2005, o que causou um impasse político. As eleições foram remarcadas pelo menos seis vezes.
A comissão eleitoral anunciou inicialmente que Ouattara havia vencido a eleição. No dia seguinte, o conselho constitucional liderado por um partidário de Gbagbo disse que o atual líder foi reeleito. O conselho descartou meio milhão de votos em áreas que apoiam a oposição, dizendo que eleitores do atual presidente haviam sido intimidados. A incerteza levou centenas de pessoas a fugirem do país, temendo uma nova guerra civil. A ONU retirou temporariamente cerca de 500 funcionários da Costa do Marfim.
TC



Gbagbo Exige Retirada de Forças da ONU e da França

Apoiantes de Gbagbo garantem que o seu líder se irá manter no poder
UN armored personnel carriers (APC) park near the Gulf Hotel in Abidjan, 18 Dec 2010
Foto: AFP
Blindados da ONU na capital costa-marfinense



Washington, 19 Dez, 2010 - O governo da Costa do Marfim de Laurent Gbagbo exige quê as tropas francesas e da ONU abandonem o país. Esta decisão foi revelado num comunicado lido na televisão nacional, horas depois  de homens envergando uniformes militares terem aberto fogo contra a base das forças da ONU em Abidjan, na sexta-feira.
Não há notícia de feridos na sequência do ataque. A ONU apelou ao presidente em exercício da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, para abandonar o poder a favor de Alassane Outtara, reconhecido internacionalmente com o vencedor das eleições presidenciais realizadas naquele país.
Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente Nicolas Sarkozy, da França, renovaram os seus apelos para que Gbagbo abandonasse o poder a favor do candidato vencedor. Mas, apoiantes de Gbagbo garantem que o seu líder se irá manter no poder, tendo apelado a todos os costa-marfinenses para que "estejam prontos para combater".

Costa do Marfim: Ban Ki-moon Rejeita Ultimato de Gbagbo

Secretário-geral da ONU diz que a missão da ONU "vai cumprir o seu mandato"
United Nations soldiers from Senegal patrol the streets of Abidjan, Ivory Coast, Dec 9, 2010 (file photo)
Foto: AP
Soldados senegaleses da ONU na Costa do Marfim
Dezembro 19, 2010 - Dezembro 19 2010 - O secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon rejeitou a exigência do presidente Laurent Gbagbo da Costa do Marfim para as forças de paz da ONU abandonarem o país.
Numa declaração Ban disse que a missão da ONU vai cumprir o seu mandato e vai continuar a monitorizar e a documentar as violações de direitos humanos, incitamentos ao ódio e violência ou ataques contra as forças de paz da ONU.
No Sábado Gbagbo deu ordens às forças de paz estrangeiras para abandonarem o país, acusando-as de apoiarem forças rebeldes que apoiam o seu rival Alassane Ouattara.
Ouattara é reconhecido por organizações internacionais com o vencedor das eleições presidenciais do mês passado mas Gbagbo recusa se a abandonar o poder.
As pressões internacionais sobre Gbagbo aumentaram na Sexta-feira quando o presidente francês Nicolas Sarkozy avisou que caso Gbagbo não abandonasse o poder  até ao fim desta semana a União Europeia iria impor sanções.
O primeiro ministro queniano Raila Odinga disse que a União Africana deveria estar pronta a usar da força para remover Gbagbo do poder e para preservar a democracia.
A luta pelo poder fez aumentar os receios do recomeço da guerra civil no país embora ambas as partes tenham afirmado que querem evitar a guerra.
A Costa do Marfim está ainda a tentar recuperar da guerra civil de 2002 que deixou o país dividido entre territórios controlados pelo governo e por forças rebeldes.
A eleição presidencial teve como objectivo restaurar a estabilidade neste país da África ocidental.
Gbagbo governa a Costa do Marfim desde 2000.
O seu mandato terminou em 2005 mas permaneceu no poder até hoje devido ao repetido adiamento das eleições.

Mercenários Angolanos Na Costa Do Marfim
Domingo, 19 Dezembro 2010 08:33
Paris - O canal TV Monde 5, no seu noticiário de sábado,  da conta da presença de mercenários angolanos na Costa do Marfim que estão ajudar o Presidente cessante   Laurent Gbagbo que recusa deixar o poder em função dos resultados das eleições que lhe foram desfavoráveis.

Fonte: Club-k.net/TV Monde 5/
Soldados angolanos controlam palácio de Gbagbo
Aquele canal de televisão, diz que o derrotado presidente  Laurent Gbagbo  partirá  nos próximos dias para a chamada   "Operação Dignidade II"  que tem como   objectivo  controlar o território na sua  totalidade e defender a soberania da Costa do Marfim  sem interferências internacional. Para efeito, Jacqueline Lohoues-Oble, uma porta-voz do  líder desesperado  recomendou a retirada das tropas da ONU e Francêsas que encontram-se no território.

Entretanto, o  Primeiro-Ministro Guilherme Soro confirmou  também a  TV Monde 5  a presença de mercenários angolanos na cidade de   Yamoussoukro. As tropas angolanas controlam neste momento o palácio presidencial onde encontra-se Laurent Gbagbo.

Nos últimos dias, os  mercenários angolanos, descritos como “armados até aos dentes”  impediram a manifestação dos simpatizantes de Allassane Ouattara , que com   receio das tropas angolanas e liberianas recearam  sair as ruas e prosseguir as manifestações. Há previsão de que a situação se torne  tensa nos próximos dia.

De recordar que  no passado dia 6 de Dezembro, Kadet Bertin um familiar e  conselheiro especial do Presidente cessante da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, deslocou-se a Luanda para assegurar  ao Presidente José Eduardo dos Santos  que a situação no seu país “está calma”.

A Costa do Marfim vive uma crise pós-eleitoral depois de no sábado dois candidatos às eleições de 28 de novembro terem tomado posse como chefe de Estado e nomeado os respetivos primeiros-ministros.

A Comissão Eleitoral declarou o candidato da oposição, Alassane Ouattara, como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais, com 54,1 por cento dos votos.

No entanto, o presidente do Conselho Constitucional, Paul Yao N'dré, - familiar e aliado do Presidente e candidato Laurent Gbagbo - não considerou os resultados válidos e declarou mais tarde que Gbagbo era o vencedor, com 45,9 por cento dos votos.

“A situação está calma”, disse aos jornalistas o conselheiro especial para a Defesa e Segurança do Presidente cessante da Costa do Marfim, Kadet Bertin, no final do encontro com o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Segundo Kadet Bertin, Gbagbo 'foi eleito  democraticamente, reconhecido pela Lei do país, segundo a Constituição”.

“Vim a Luanda para transmitir ao Presidente da República de Angola que o seu homólogo, Laurent Gbagbo, venceu a segunda volta das eleições presidenciais com 55 por cento dos votos válidos, contra 45 do seu adversário, segundo os resultados apurados pelo Conselho Constitucional”, disse Kadet Bertin.

O conselheiro disse ainda que Laurent Gbagbo nomeou um primeiro-ministro para formar um Governo e 'servir os interesses do país”.

Bertin considerou que a atitude do outro candidato “é condenável”, acrescentando que, ao auto-proclamar-se vencedor, Ouattara não recebeu nenhuma manifestação de apoio.

A agencia governamental angolana  angop, num texto em referencia a deslocação do enviado de Gbagbo,  noticiou que  as eleições foram, “vencidas pelo Chefe de Estado cessante, Laurent Gbagbo, triunfo, contudo, posta em causa pelo seu opositor, Alassane Dramane Ouattara.” A descrição deste órgão de comunicação revela a  posição e reconhecido do regime angolano ao candidato derrotado, Laurent Gbagbo.

O principal partido da oposição de Angola, a UNITA, felicitou Alassane Outtara pela vitória, que é também reconhecida pela comunidade internacional.

Ban Ki-moon e Sarkozy exigem que Gbagbo abandone a presidência
Por outro lado, o  secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,  segundo o Jornal o Publoco num artido de Jorge Heitor, disse em Nova Iorque que Laurent Gbagbo deve deixar a presidência da Costa do Marfim.

Gbagbo deve entregar o poder ao seu adversário Alassane Ouattara, que ganhou a segunda-volta das presidenciais, afirmou Ban Ki-moon à imprensa.

São intoleráveis as tentativas do candidato derrotado para se manter no poder, sublinhou o secretário-geral, segundo o qual essa permanência seria "uma paródia da democracia e do Estado de Direito".

Horas antes, o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, exigira ao seu homólogo da Costa do Marfim que abandonasse o lugar "antes do fim da semana".

Em Bruxelas, onde participou numa reunião de chefes de Estado e de Governo, Sarkozy declarou que Gbagbo deverá entregar o poder se não desejar ser incluído na lista de sanções a aplicar pela União Europeia (UE) a uma série de personalidades do seu regime.

"Não há outra solução para Gbagbo que não seja deixar um lugar que está a usurpar", afirmou taxativamente o Presidente da República Francesa.

O Presidente e a sua primeira mulher, Simone Ehivet Gbagbo, vice-presidente da Frente Popular Marfinense (FPI) e líder do respectivo grupo parlamentar, "têm o seu destino nas mãos", acrescentou Sarkozy.

“Cabe a Gbagbo decidir a imagem que pretende deixar na História. Quer deixar a imagem de um homem de paz? Ainda há tempo, mas já vai escasseando; e ele deve partir. Ou quer deixar a imagem de alguém que permitiu que se disparasse sobre civis inocentes? ", perguntou o Presidente francês, no fim da cimeira europeia.

"Existem jurisdições internacionais, como o Tribunal Penal Internacional, onde o próprio procurador afirma que está a acompanhar muito atentamente a situação e que os que ordenaram que se disparasse serão chamados a prestar contas", prosseguiu Nicolas Sarkozy, na sua linguagem particularmente dura.

"É preciso manter a pressão, ou até mesmo aumentá-la. A única assinatura bancária válida para o Estado marfinense é agora a de Ouattara", afirmara já a ministra francesa dos Negócios Estrangeiros, Michèle Alliot-Marie.

Fonte norte-americana citada pela Euronews disse que os Estados Unidos e a União Africana (UA) também estão a fazer pressão para que Laurent Gbagbo se demita quanto antes e parta para o estrangeiro. É aquilo a que a AFP chama a estratégia da asfixia da administração cessante.

Uma das personalidades às quais a UE pretende aplicar sanções é o conselheiro presidencial Bertin Gahié Kadet, sobrinho de Gbagbo, que recentemente o enviou a conversações com o seu homólogo de Angola, José Eduardo dos Santos.

Por seu turno, o Conselho Europeu que esteve reunido em Bruxelas pediu aos dirigentes marfinenses, tanto civis como militares, que ainda o não fizeram, "que se coloquem sob a autoridade do Presidente democraticamente eleito Alassane Ouattara,”

O presidente da Comissão da UA, o gabonês Jean Ping, encontra-se desde hoje de manhã em Abidjan, a fim de ainda procurar evitar a guerra civil que cada vez mais se desenha no país que é o maior produtor mundial de cacau.

Depois de ter falhado a mediação do antigo Presidente sul-africano Thabo Mbeki, enviado pela UA no dia 5 de Dezembro, Jean Ping tenta uma hipótese de evitar o mergulho total no caos, num país onde ontem se verificaram largas dezenas de mortos : pelo menos 30 em Abidjan e cerca de 20 nas proximidades da cidade de Tiebissou, no interior.

Ping seguiu directamente do aeroporto da maior cidade do país para um encontro com o Presidente cessante, Laurent Gbagbo, depois do que foi ao hotel onde se encontra o Presidente eleito Alassane Ouattara e se reuniu com representantes da comunidade internacional, evitando fazer declarações à imprensa, por considerar a sua missão "muito sensível".

Ribeiro  tenta criar  embaraços 
 Ivory Coast's Laurent Gbagbo captured
Luanda - O Jornal de Angola é o único jornal do mundo que avança com uma versão diferente quanto a detenção de Laurent Gabgdo, líder da Costa do Marfim que optou pela guerra em resposta  a derrota eleitoral nas urnas. A versão do Jornal de Angola trás entrevistas dos moradores em Abdjan favoráveis a Laurent Gabgdo  pelo que se questiona como e quando o JA enviou jornalistas  naquele país para fazer as entrevistas quando se sabe que Angola  já retirou os seus cidadãos da Costa do Marfim. Das duas uma:  Ou o  Jornal de Angola  não esta por dentro dos acontecimentos ou  José Ribeiro  pertence a uma corrente  conspiradora  que com estas noticias pretende manchar o nome do Presidente José Eduardo dos Santos mostrando ao mundo que o Chefe de Estado angolano  apóia presidentes ditadores que quando perdem eleições pegam em armas. Segue na Integra a versão do Jornal dirigido por José Ribeiro.


Fonte: Jornal de Angola

Segundo o Jornal de Angola "Mais de mil pessoas manifestaram-se , em Paris, em apoio ao Presidente Laurent Gbagbo e denunciaram a interferência da França naquele país da África Ocidental."



A Polícia afirma que cerca de 1.300 pessoas participaram nos protestos de domingo, mas os organizadores dizem que foram mais de três mil. Os manifestantes partiram da Praça da República e marcharam até a Place de la Nation, exibindo uma grande faixa com os dizeres "A comunidade africana na França apoia o Presidente legal e legítimo da Costa do Marfim".



Foram entoados slogans hostis contra a força francesa Licorne, o Presidente Nicolas Sarkozy e contra Alassane Ouattara, reconhecido por alguns países como o presidente eleito da Costa do Marfim.



Os manifestantes gritaram em coro "Sarkozy, assassino", "Gbagbo, Presidente!" e "Viva Gbagbo e a Costa do Marfim livre" e, na Place de la Nation, foi feito um minuto de silêncio em memória das vítimas da guerra. Em seguida, os manifestantes cantaram o hino nacional marfinense e deixaram a praça.



"Vamos lutar até que a Costa do Marfim esteja livre", declarou Brigitte Kouyo, da Galáxia Patriótica Marfinense, uma das organizadoras da manifestação: "Eles estão a atacar o povo marfinense e o Palácio Presidencial".



O líder do Conselho da Resistência Marfinense, Abel Naki, afirmou que "vamos resistir com determinação qualquer que seja a potência de fogo da França e da Missão das Nações Unidas (ONUCI). A nossa determinação nunca vai fraquejar".



O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados afirmou que os combates estão mais violentos em Abidjan. Dados do organismo demonstram que nos últimos dias aproximadamente duas mil pessoas da Costa do Marfim deixaram o país rumo ao Ghana e cerca de 2.300 refugiaram-se no Togo. A crise no país começou há mais de quatro meses, depois das eleições presidenciais de 28 de Novembro último. Entretanto, o Presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, foi ontem detido pelo exército francês e entregue ao líder da oposição rebelde Alassane Ouattara, confirmou, em Paris, um assessor de Gbagbo.



"O Presidente Gbagbo foi detido pelas forças especiais francesas na sua residência e entregue aos líderes rebeldes", disse Toussaint Alain, à Reuters.



A informação foi dada depois dos helicópteros franceses voltarem a atacar a residência oficial do Presidente da Costa do Marfim. Segundo moradores da capital do país, Abidjan, houve explosões e combates no centro da cidade, onde fica o Palácio Presidencial.



O líder dos Jovens Patriotas, Blé Goudé, disse que a residência de Gbagbo ficou "parcialmente destruída" depois dos últimos ataques e criticou as acções das Nações Unidas e da França. "É um intervencionismo o racismo invasor da França. Não há armas pesadas na residência", afirmou.


Terça, 12 Abril 2011 09:55
"Correr fora da pista"



laurent gbagbo 85“ O apoio quase incondicional de Angola a Laurent Gbagbo começa a levantar muitas preocupações” no país e no mundo, segundo o comentarista da Rádio Ecclesia.
Uma posição que dá azo a interpretações de que as autoridades angolanas “ agiriam da mesma maneira, caso em Angola aconteça algo semelhante”.
Mensagem ainda mais preocupante, segundo o académico e comentarista da Ecclesia, Celso Malavoneke.
“Externamente, Angola começa a ficar com a fama de correr fora da pista e de fazê-lo por confiar no seu poderio militar e nos grandes recursos que possui” - revelou.
Angola negou entretanto, por repetidas vezes, ter fornecido apoio militar ao Presidente cessante da Cote D’Ivoire. Uma questão que os próximos tempos esclarecerão, já que Laurent Gbagbo não conseguiu evitar a derrota militar.
Foi detido esta segunda-feira, na sua residência, em Abidjan. A detenção de Laurent Gbagbo ocorreu após uma ofensiva das forças do presidente eleito, Alassane Ouattara, apoiadas por meios aéreos e blindados das forças francesas e da Onuci, a missão das Nações Unidas no país.
O acontecimento interessa a opinião pública angolana, já que o país vinha sendo acusado de estar na linha que defendia Laurent Gbagbo.
Ainda nenhuma fonte segura confirmou a presença de militares angolanos na guarnição de Gbagbo. Apenas rumores que citam um coronel de nome Víctor Manena como suposto comandante do efectivo.
O comentarista da Ecclesia citou estas informações segundo as quais metade das tropas que defendiam Gbagbo seriam elementos da unidade da Guarda Presidencial de Angola.
SEG, 11 DE ABRIL DE 2011 22:34   Apostolado
   

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