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Thursday, December 09, 2010

Nova Versão Sobre A Morte Do Bispo Mateus Feliciano Tomas Divide Cristaos e nao cristaos

Lisboa -  Uma nova versão quanto a  morte do Bispo do Namibe, Dom Mateus Tomás esta a dividir o  episcopado católico na região sul de Angola. A Versão que circula em meios restritos da província interliga a morte do sacerdote a  uma suposta interferência que o malogrado incitou junto aos  hábitos tradicionais  das comunidades Nhaneca-Humbi  logo após a sua tomada de posse, razão pela qual Sé citado como tendo sido “amaldiçoado”.


Sul do país enfrenta problemas de tradição

De acordo com as ocorrências,  as comunidades  Nhaneca-Humbi  submetem  as jovens em fase de puberdade a um ritual conhecido por “mufico” ao qual o Soba da aldeia deita-se com a sua esposa numa cubata e após a secção faz recolha do  sêmen, que por sua vez é dado as meninas que estão a receber preparação  para serem esposas. 
 
Ocorrente de que o ritual estava a provocar doenças contagiosas junto daquela comunidade, o malogrado Bispo Dom Mateus  insurgiu-se contra  estas praticas e de seguida reuniu-se com o Padre Norberto Bula  e com Vigário-Geral da Diocese do Namibe, Padre Eusébio Tchimbanda, (este tido como  defensor da cultura Nhaneca-Humbi) a fim de transmitir-lhe o seu “contragosto” sobre a pratica do “mufico”. O assunto debatido nesta reunião  estendeu-se aos padres do Lubango.  (Estava inclusive programado um  recurso ao  Mambaly como saída  para intimidar o Bispo a recuar da sua posição, o que não aconteceu.)

Nas  últimas semanas de vida, de  Dom Mateus Tomás  eram conhecidos  desabafos seus  junto aos que lhe eram próximos alegando  que costumava a ter visões estranhas,  paralelas a cenários registrados  ao qual as autoridades tradicionais  atribuem a um suposto amaldiçoado contra “a proibição dos  costumes dos Nhaneca” 
 

Registro das ocorrências estranhas:

- Aparecimento de duas focas  de  madrugada agrimando  até  a manhã do dia seguinte, a porta da paróquia Nossa Senhora do Rosário, a quando  da   primeira  visita do Bispo  ao Município do Tombwa. Os mamíferos foram retirados pelo Soba grande,  Alberto Pedro Ramos, que as levou para parte incerta.

- Surgimento de duas cobras no Bispado. O Bispo confidenciou a um padre local (nome deliberadamente ocultado) que via sempre um boi preto.

-  Uma “kimbala” com fezes, foi encontrada na porta da Diocese local

No dia da tragédia em que a sua viatura se embateu contra um animal provocando a sua morte, o Bispo Católico  segundo depoimento que as autoridades colheram de uma menina de 9 anos que se fazia transportar na viatura,  teria gritado que estava a ver um boi na sua frente que terá  cortado a estrada a correr. Entretanto, a  jovem testemunha quando inquirida revelou não ter visto nenhum animal. As autoridades conhecedoras da área que liga  Huambo-Chongori onde ocorreu o  acidente  alegam que a zona não é habitada por bois.

A rapariga que viajava com o Bispo e mais dois padres, foi  a única sobrevivente do acidente. A viatura capotou, o leptop do sacerdote e o seu telemóvel ficaram embatidos como se tivessem sido esmagados por um elefante.

De referir que durante a partida para Luanda, a viatura do sacerdote  rebentou duas rodas e de regresso de Luanda, um grupo de sacerdotes  aparentemente pressentindo alguma anomalia evitou  viajar com  os três padres que também se encontravam em Luanda, viajando em paralelo.  

O comportamento de individualidades  do clero após a morte do Bispo deu azo a  comentários segundo as quais   a Igreja Católica na região sul teria sido invadida pelo  tribalismo e o regionalismo.

Anotações de  indicadores  dos  comportamentos  paranormais:

- O  Vigário Episcopal  é citado como tendo transmitido  ao  Bispo Dom Mateus Tomas, antes de partir para a Assembléia da CEAST no Huambo,  que a província do  Namibe não necessitava de um Umbundu para  vir  como Bispo.

- Um dos Padres do Lubango, por sinal candidato a Bispo sucessor de Dom Mateus Tomas, quando comunicado pelo padre do Namibe,   a cerca da morte do bispo, este julgando que tratava-se da pessoa de Dom Gabriel Mbilingui, demonstrou sinais que contrariam o sentimento de pesar.   Quando interrogado das razões da sua indiferença,  disse que pensou que fosse o Bispo do Lubango, porque “tem muita mania de viajar  de carro”.

- O  Vigário-Geral da diocese do Namibe, Eusébio Tchimbanda que se incompatibilizou com o malogrado sacerdote  por causa da proibição dos rituais da  comunidade  Nhaneca-Humbi,  abdicou-se  participar no funeral do Bispo Dom Mateus Tomas. Na missa do sétimo dia, presidida pelo Bispo de Cabinda, Dom Filomeno Vieira Dias,  o Vigário, recusou  sentar-se na cadeira reservada junto ao co-celebrante Dom Gabriel  Mbingui tendo em plena missa negado o convite de Dom Filomeno Vieira Dias.

- No Cunene,  o bispo da Diocese de Ondjiva,  Dom Guimarães Kevano, é referenciado como estando a fazer apologia segundo a qual os bispados nas  províncias do  Kuando Kubango e a Lunda-Sul deveriam ser geridos por  bispos oriundos da cultura Kwanhama (Os hábitos tradicionais  destas duas culturas estendem-se  até a estas duas províncias). A  Lunda Sul,  por razões vacante, é  ainda administrada apostolicamente por Dom Manuel  Imbamba.

O problema das  “visões de cobras e bois”  que assombra o clero católico na região sul do país esta a estender-se em sectores políticos sobretudo a  figuras que se incompatibilizam ou que foram entendidas como desrespeitadoras de  certas normas tradicionais. O Governador  provincial do Bié, Boavida Neto, pediu  que fosse transferido para outra província sob alegação de estar a "ver cobras". Deixou de  pernoitar no palácio passando a dormir  no Bispado, num quarto vizinho ao do Bispo  da Diocese do Kuito, Dom José Nambi.




A Igreja Jogou Papel Fundamental na Busca de Saida Pacìfica


A igreja em Angola jogou um papel fundamental na busca de uma saída pacífica para a guerra civil interna.
Mesmo sem ter conseguido levar à mesa das negociações os dois lados contendores, os apelos ao diálogo, ao perdão e a reconciliação foram as suas bandeiras na fase mais violenta do conflito militar.
Contudo, a sua acção interventiva e a luta por um país assente na solidariedade social desapareceu.
Nota-se mesmo um recuo na busca destes valores e na defesa intransigente do respeito a ter pelos direitos humanos, o silêncio a volta da detenção do padre Raul Tati em Cabinda foi um exemplo flagrante.
Por Panguinho de Oliveira


PAPA NOMEIA NOVO BISPO PARA A DIOCESE DO NAMIBE



Sua Santidade, o Papa Bento XVI, nomeou para Bispo do Namibe, o Reverendo Padre Dionísio Hisiilenapo, do Clero secular da Diocese de Ondjiva.


O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira, 8/7, durante a reunião alargada do Conselho Permanente dos Bispos da CEAST, na Arquidiocese do Lubango.

 “A informação foi bem recebida por causa da confiança do Santo Padre para com a minha humilde pessoa, mas com muita dificuldade também. Levou de facto muito tempo para me decidir, para dizer sim” – reagiu o Sacerdote aos microfones da Ecclesia.

“Mas tinha que me colocar ao Espírito e à vontade de Deus para o trabalho que a igreja me chama a fazer. Vamos confiar tudo a Deus, a santíssima trindade, a virgem Maria aos santos e às Santas, para esta missão nova que nos espera na Diocese do Namibe” - acrescentou.

O Padre Dionísio Hisiilinapo nasceu em Pumbo, na comuna de Mongoa, município de kwanhama, Diocese de Odjiva, província do Cunene, a 6 de Outubro de 1966, primogénito de Jonas Ndimolinai e de Regina Kavelioa, catequistas da aldeia de Pumbo.

Fez os estudos propedêuticos e filosóficos no seminário do padre Leonardo Sicofinde, do Lubango, e os teológicos no Seminário Maior do Sagrado Coração de Jesus, em Luanda. Foi ordenado sacerdote na missão católica de Homopanda, na Diocese de Ondjiva, no dia 6 de Dezembro de 1998.

Depois da ordenação, o padre Dionísio trabalhou na sua Diocese durante dois anos como Superior da Missão de Kuamato, onde foi enviado para Roma, a fim de aprofundar os estudos da sagrada escritura na Pontifícia Universidade Gregoriana, tendo obtido com sucesso o grau de licenciado.

De regresso a Angola e para a sua Diocese, foi novamente colocado na missão de Kuamato, desempenhando também o ofício de professor no seminário médio diocesano do Coração Imaculado de Maria, em Homopanda.

Pregador de retiros diocesanos e de várias comunidades religiosas e laicais, é membro da comunidade diocesana da pastoral bíblica, da comissão da pastoral juvenil e das vocações e da comissão da pastoral da família na diocese de Ondjiva.

Também é assistente eclesiástico a nível nacional da Associação Cristã de Gestores e Dirigentes (ACGD). É desde o ano de 2008 Secretário Executivo e Coordenador do Secretariado da Conferencia Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).

É ainda docente da Universidade Católica de Angola, onde lecciona o Grego e o Latim.
A Diocese do Namibe era dirigida pelo Arcebispo Emérito do Lubango, Dom Zacarias Kamuenho, indicado após o falecimento do primeiro Bispo, Dom Mateus Feliciano.

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