Total Pageviews

There was an error in this gadget

Sunday, January 09, 2011

Agente secreto (FGM) Fernando Garcia Miala (Parte I)

Os ingredientes básicos do período mais emblemático do tempo de Fernando Garcia Miala como agente secreto. Eram compostos por missões confidências, disfarces insuspeitáveis, assim como outras artimanhas e licença para matar?
Ele viajava para vários países do continente africano, e outros destinos exóticos, mudando de identidade quando queria e podia. Sem nunca ter tido uma única vez, medo do jogo perigoso que é a vida de qualquer agente secreto, seja em que parte, do mundo for.
Muitos que o conheceram de perto me testemunharam que realmente FGM era um agente secreto muito especial, e arrojado, cuja sua arma perigosa, era a sua própria, inteligência.
Entrava nos Congo e noutros países, em missões muito perigosas, como por exemplo, aconteceu uma vez, na Zâmbia, quando ainda soavam os últimos tiros em Angola. Em companhia de um outro agente secreto, que chegou a ser adido militar no Zimbábue durante vários anos, de nome (Pedro S. Mujimbo).
Conseguiram sabotar uma reunião, naquele país, colocando uma bomba numa das salas que estava prevista para acolher congressistas. Tudo isto, porque a UNITA tinha aquele corredor aberto, e individualidades daquele país, facilitavam, em termos de documentação e não só, a organização de Jonas Savimbi.
Não apenas no tráfico de diamantes para alguns países Europeus (Bélgica, por exemplo) , assim como na entrada de armamento , para os guerrilheiros da UNITA. Alguns militares e não só, diziam que FGM, tinha instintos de assassino, e fala-se em dezenas de mortes de angolanos, em sua conta, e nas mais variadas situações.
Algumas delas tão bizarras que nem passa pela consciência de muita gente, que vê hoje no FGM, uma jóia de pessoa, que se livrou do destino que Kopelipa e outros, lhe tinham traçado.Foi com o projecto Criança Futuro, que FGM, começou a tentar limpar suas mãos, sujas de sangue, e sua prisão veio mobilizar uma grande corrente de solidariedade em seu torno.
Há mesmo quem diga que, o povo angolano mais facilmente perdoará o FGM, do que, por exemplo;
Um Fernando da Piedade (Nando) que matou tanto quanto FGM , quando este era ministro do Interior , segundo algumas fontes, por nós contactadas.Por amor ao seu chefe e respeito ao serviço, que desempenhava com garras e dentes.
FGM passava anos inteiro, sem nunca visitar, até mesmo seus familiares mais próximos.Tinha preferido viver, durante vários anos entregando --se de corpo e alma, com uma vida dupla, equilibrando o mundano e o fantástico.Assim como a crueldade e a bondade, muitas vezes, para provar sua lealdade ao todo poderoso, presidente da Republica de Angola, senhor JES.
Sem nunca também, ter tido medo, de lidar-se diariamente com o perigo de sua duplicidade, vida, parecendo, sempre seguro, do trabalho que faziaHomem que dado o volume e espantosas acções operativas, chegou a ser considerado como o agente secreto, que melhor conhece JES, dado a relação que existia entre ambos.
Como Kopelipa, Zé Maria e outros, não o conseguiram eliminá-lo quando estava detido, dado o perigo que constitui mantê-lo vivo segundo algumas vozes.Agora só resta ao JES, ir tentando de todas as maneiras amansá-lo, fingindo uma espécie de relação contínua do tipo, pai e filho, como era antes.Depois de tanto tempo, que (FGM) parece ter caído no esquecimento, dos angolanos, nada melhor do que relembrar este agente secreto, que hoje parece arrependido, sem nunca ter confessado seus crimes.
E poucos acreditam que, um dia terá a ousadia de o fazer, enquanto este regime, se manter de pedra e cal, como única dona da situação angolana.
Crimes cometidos, muitas vezes, porque queria apenas cumprir ordens superiores, outras vezes por vinganças e até mesmo, por pequenas brigas, entre camaradas, como aconteceu com o (Serra Van Dunen) morte que ainda vai deitar muita tinta, nos próximos capítulos, do Ango-Confidencia.
Ele era mesmo poderoso, levava sempre de vantagem aos outros, e a sua relação de distanciamento com aquilo, que assombrava á todos nós mortais, era outra vantagem para ele.
Para além de estilo, carros e dinheiro, também, tinha mulheres que trabalhavam para ele, que geralmente eram utilizadas, para missões um tanto complicadas, onde o sexo feminino era a melhor carta.
(Exemplo): Transporte de veneno entre as unhas, que parecia um simples bâton:
Para além de outras coisinhas bem sofisticadas que pareciam simples brinquedos, afinal era tecnologia, já moderna de espionagem , que nem sabemos , onde (FGM) ia buscá-las.Pessoas tão simples mais com permissão para matar, como nos filmes de (James Bond) um dos maiores agentes secretos que conheci de filmes.
Nos cinemas de Luanda de outro - ora:(Ngola Cine) (Império) (Avis) (Mira Mar) (Tropical) e outros tantos.As agentes, que trabalhavam para ele, apresentavam as facetas mais perigosas da época , que nem já , no tempo da tenebrosa e famosa Disa.Muitas delas faziam -se passar por prostitutas , doentes mentais , estudantes universitárias , zungueiras , funcionárias da Taag , aeromoças ,etc. .
E para mal dos pecados, até de madres que andavam de hospitais em hospitais, se calhar na procura de algum inimigo, que ainda dava sinais de vida, ou dava o seu último respiro.Há quem diz que foi ele quem trouxe, para os serviços secreto angolano, os equipamentos mais sofisticados de escutas telefônicas, e parece ter sido dai, onde rebentou a maka toda.
Ao captar contactos telefônicos entre JES e Kopelipa, sobre negócios da China, avaliados em largos milhões de dólares, que seriam lavados.
(FGM) teve uma subida derrompante e assustadora
F.G.Miala, soube aproveitar uma altura em que o SIE, vivia um momento não muito bom, porque quem o dirigia na altura, acabava de desertar-se para se juntar, ás fileiras de FLEC.
Dai F.G. M começou a subir, subir parecia não parar mais, até atingir ao ponto de ser considerado, o homem mais temido não apenas em Angola, como até mesmo, em países vizinhos.
Algumas pessoas até com uma certa ironia diziam;
Onde o homem passasse se não deixasse fogo, deixava fumo, e raras vezes não levava o seu trabalho muito á sério.Como operativo, mereceu sempre todo o meu respeito, embora tivesse entre os seus agentes - (bufos), ou seja, informantes.Destacados, principalmente em embaixadas, transformados em verdadeiros comerciantes e traficantes de quase tudo.
Desde passaportes e até ao trafico de crianças para o asilo em países da Europa, utilizando os vistos da embaixada, como tem feito desde vários anos, uma conhecida e famosa senhora de nome (Noema) na capital alemã.
Curiosamente, essa mesma senhora, tem feito até aos dias de hoje, da embaixada de Angola em Berlin, uma autêntica (casa da mãe Joana), perante o olhar cúmplice, de alguns diplomatas de palmo e meio que lá funcionam.
Entre roubos, desvios e troca de passaportes deixando sempre a idéia de que, o negócio parece lucrativo e onde todos ganham.Esse é o comportamento crônico, que caracteriza a maioria dos agentes secretos mobilizados e colocados em quase todas as embaixadas, desde os bons tempos, como lhes consideram, do chefe Miala.É sem exagero, gente a mais, e na sua maioria incompetentes, que pensam ser agente secreto, significava andar a vida inteira a transportar veneno de um lado, para o outro, e depois os colocar na comida ou na bebida, do fulano de tal.
FGM foi o estratega da queda da UNITA, disto ninguém tenha duvidas.
Assim como já impediu várias vezes, que JES fosse contestado dentro do seu próprio MPLA.Utilizando as suas garras de Leão e argumentos de peso, conseguiu cortar todo o apoio que a UNITA de Jonas Savimbi, recebia de muitos países africanos, e devemos reconhecer que fé-lo, com muita competência, se valeu pena ou não, cabe aos outros, julgarem isto.
Outro momento importante na sua carreira foi quando desmantelou um grupo de figuras importante do MPLA incluindo Lopo do Nascimento, que planificavam apresentar um memorando ao JES e contestar a sua legitimidade.Garcia Miala como andava em todas e levava sempre, vantagem sobre os outros, descobriu atempadamente a “trama” contra seu chefe.
Acabando por fazer um trabalho "brilhante” do ponto de vista operativo, desmantelando todos os planos, e dar conhecimento ao chefe.Depois só foi domesticar os presumíveis autores e seus membros, e ainda teve tempo de sobra, para fazer chantagem contra aqueles que queriam enxovalhar o chefe.
Foi dai que JES, reconhecendo à boa acção de FGM, deu-lhe como recompensa, toda liberdade incluindo para matar, e assim começou aquilo que consideramos de extermínio dos discordantes.FGM controlava tudo, mais nunca previu que JES, afinal também estava metido, na lavagem dos milhões de dólares dos negócios da China e outros.
Desde que F.G.Miala foi afastado, já foram registados alguns casos bizarros de morte, entre alguns de seus confidentes, que lhe prestaram solidariedade, quando estava detido.Como se tratasse de uma caça ás bruxas, mesmo os menos cotados, poucos sobreviveram, das acções de limpeza levadas ao cabo, por ordens e instruções de Kopelipa.
Há relatos que circulam em meios restritos, sobre agentes secretos, observando quase todas as movimentações de pessoas que antigamente, eram vistas com o F.G.Miala.Assim como também, familiares dos mesmos, serem ostensivamente, seguidas por pessoas suspeitas de trabalharem para Kopelipa e Zé Maria, ambos apontados como os grandes carrascos de F.G.Miala.
Aqueles que defendem apaixonadamente (FGM), geralmente, alegam que as pessoas que o quiseram tramar.Não passam de simples aderentes do falatório dominante por imbecilidades, ou por interesses patrimoniais e políticos.Pobres diabos, que perderam o rumo e rodam á volta do todo poderoso JES, sonhando com uma Angola só para eles.
Enquanto outros calam-se, sabe-se lá como, e defendem ferozmente suas regalias, como quem diz:
Quem lhe mandou ser assanhado?
Os outros estão na sua, acumulam suas riquezas, sabe-se lá como, e defendem ferozmente suas regalias.Respeitem por favor, a indignação, revolta e a tristeza de quem carrega uma dor no peito, por ter perdido um irmão, primo, marido, sobrinho ou filhos vitimas de (FGM) ou de outro agente secreto, qualquer.
Como homens e cidadãos angolanos, temos ao longo da minha vida que, procurar ajudar a construir o novo mundo que é para nós, um país solidário e justo, onde os bufos também podem ter o seu lugar?
Uma das suas armas perigosa, era a sua própria inteligência.Que o obrigava a pensar que tinha o país em suas mãos.
Ngando. Nzogy
(2°- Parte e 3°-) Histórias arrepiantes e Vitimas da secreta angolana sob questão de Fernando Garcia Miala (FGM)
Ango-Confidência
Agente Secreto (FGM) Fernando Garcia Miala e histórias (II)

Terá sido Fernando Garcia Miala, o agente secreto mais modáfoca, que angola já conheceu?
Há outros que sempre deram pouco nas vistas, mais não deixam de ser tão perigoso quanto FGM. Por obsessão de JES pelo controle das mentes angolanas , Fernando Garcia Miala e sua gente , ia longe de mais nas suas missões operativas.Espionando e destruindo seja como fosse , todos aqueles que , eles achassemcomo intrusos , ou pedras no caminho do chefe.
Morreram angolanos pelas mãos da secreta, de forma tão cruel e seus corpos, muitas famílias nunca viram. Miala nem sempre teve o controle total , dos tantos agentes que ele próprio tinha recrutado , e mandou recrutar , como nos parecia. Sabe-se de assassinatos, que até ao próprio Miala, tinha causado, um certo espanto, pela forma como, foram executados.
Miala controlava os outros mais esqueciam-se de que, também estava a ser controlado, por seus amigos e inimigos. E por vezes até, de forma maldosa por pessoas, que estavam á espera de um erro seu. Como veio a aconteceu , ao espionar as conversas secretas e negócios do chefe.
Também é sabido que Fernando Garcia Miala, sempre teve grande preocupação, em infiltrar agentes seus, em países onde existe grande afluxo de angolanos residentes. Com missões bem específicas , incluindo para controlar hospitais onde geralmente , são assistidos pessoas ligadas á oposição , e até mesmo ao próprio MPLA.
Como na Inglaterra, Portugal, África do Sul e Brasil, onde já morreram uns tantos angolanos. Mortes que deixaram sempre grandes dúvidas entre a comunidade angolana , residente nestes países.Como a maioria dessas mortes nunca são esclarecidas de forma credível , logo , o que se pensa e justamente , é que foram vitimas da secreta.
Pois é longa, a lista de assassinatos, com a assinatura bem patente, dos serviços secretos angolano. Não foram poucos os que foram também mantidos sob detenção , nas mais variadas situações , sem qualquer motivo.
E privados de qualquer acesso ao mundo exterior e do mínimo de contacto com seus familiares e amigos. E alguns mal eram soltos , acabavam por desaparecer misteriosamente , sem nunca deixarem algum rasto.A tortura de detidos durante interrogatórios , aparentemente para dizerem coisas de que , nem sabiam , já fazia parte também , da rotina diária secreta , de FGM e seus homens.
Assim como apuramos, houve detidos que durante interrogatórios foram obrigados a assinar documentos de olhos vendados. E sem a mínima possibilidade de ler o seu conteúdo , pratica essa , que também tinha sido utilizada , com os presos do fraccionismo no ano 1977, segundo alguns depoimentos de ex-presos.
Houve presos que eram postos em liberdade e insinuados, para fazer declarações contra a UNITA e denegrir algumas instituições cívicas, que operam no país. Essa prática contra a UNITA , também foi utilizada por figuras importantes do regime , que insinuavam seus familiares , para fazerem o mesmo contra a UNITA , nos canais da TPA
Exemplo: Pedro Sebastião , quando ministro da defesa , obrigou um dos seus sobrinhos que era simpatizante da UNITA. Para que fosse publicamente , fazer o mesmo que já tivera feito ( Guida Paulo ) que chegou a ser considerada uma das melhores locutoras da Vorgão na famosa Jamba.
Fernando Garcia Miala fez desaparecer, muita gente, algumas delas ainda estavam na semente da juventude, se levar em consideração, os que desapareceram com pouco mais, de 30 anos de idade. Alguns poderiam ainda estar vivos e darem a sua tão desejada contribuição , para a reconstrução do país , por mais suspeitos que fossem , para os seus serviços secretos .
O assassinato seja de quem for não é moralmente justificável.
O assassinato de um líder político como Nfulupinga, que estava em florescente carreira, foi um claro e presente perigo, para a causa da liberdade e democracia em Angola.
Não se mata ninguém apenas porque não concorda connosco, ou com o nosso chefe. E pior ainda , quando se cria todo, um cenário á volta de uma morte que 97% dos angolanos sabem que éobra da secreta , para iludir , os menos atentos.
Assassinatos cruéis e sem compaixão, que raramente são praticados por pessoas com consciência limpa.
Aliás, é ainda hoje decorrente de que, pessoas moralmente melindrosas, não poderem fazer parte, dos esquadrões de extermínio que a secreta angolana, parece ter treinada para matar. Eles matam e escondem o pau , e as instruções dizem que:
(Jamais o acto de assassinato pode ser escrito, ou registrado)
As técnicas da secreta do tempo de Fernando Garcia, e as dos dias de hoje, pouco ou quase nada mudou.
Suas aplicações variam de acordo com:
Se a vítima não tem consciência (do perigo que corre), se ela tem essa consciência, mas está sem protecção, ou se está protegida. Há casos também , em que o assassino também é morto em seguida á vítima , para não deixar qualquer rastos , e possíveis possibilidades ,de investigações , num futuro.
Os assassinatos nos quais a vítima não tinha consciência (do perigo que corria) era denominado pela secreta de Fernando Garcia Miala, por (Simples), segundo apuramos. Aqueles onde as vítimas estavam conscientes , mas sem protecção , seriam denominada de ( Está no papo ).
Aqueles onde as vítimas estavam protegidas eram denominados, simplesmente “protegidos "Enfim, como todas os serviços secretos, cada um tem os seus adjectivos, para suas missões operativas, e não nos acabe agora estarmos aqui, a dar aulas sobre (Contra inteligência militar ou civil).
Quando os assassinos têm que escapar, como no caso dos assassinos de Nfulupinga, Ricardo de Melo e outros, eles observaram para que, nenhum compromisso pudesse existir.
Como quem diz; (O nosso assassino tem que ser protegido atá á última gota e não deve cair vivo nas mãos dos inimigos). Que somos nós , na consciência deles , porque passamos á vida vasculhando seus crimes para os tornar públicos , alertando á nação , ou porque não concordamos com a corrupção. Um adicional, tipo de divisão é causado pela necessidade de esconder o facto, de que o alvo foi vitima de assassinato por motivos políticos, como no caso dos dois assassinatos que reportamos (Nfulupinga & Ricardo Melo).
É desta forma que, se o encobrimento é desejável, a operação é chamada de “secreto” se o encobrimento é secundário. O ato é chamado " aberto " enquanto que , se o assassinato requer publicidade para ser efectivo , ele é geralmente denominado " terrorístico " .
Fernando Garcia Miala e outros magnatas actuais da secreta angolana procuram sempre e cada vez mais recrutar fanáticos (as), para os Serviços Secretos. Uma vez que um fanático é instável psicologicamente, e a secreta sabe como manipulá-los com muito cuidado, tornando-os mais insensíveis, desumanos e brutais. Existem exemplos de sobra e na devida altura, vamos divulgar os nomes de alguns fanáticos que trabalham para secreta.
Que já são considerados, como altamente perigosos, por um estudo que foi feito, sobre o perfil, de cada uma dessas pessoas. Aos fanáticos nunca interessa saber a identidade dos outros, pois apesar da intenção de que ele morra durante o ato, algo que possa sair errado?
O ponto essencial dos assassinos quer do tempo da secreta de Fernando Garcia Miala como dos dias de hoje, é a morte do alvo, ou seja, atingir certeiramente. E eles sabem como podem eliminar um ser humano, e estudam todas as maneiras, mesmo aquelas que nos possam parecer impossíveis.
Para eles , a técnica especifica , depende sempre de um amplo número de variáveis dados, mas constante em um ponto, que é quase sempre, a morte absolutamente certa. Assim trabalham eles todos, Kopelipa, Zé Maria, Garcia Miala, Xavita, Osvaldo Silva, Sebastião Lopes, Barros, Domingas Ceitas e outros tantos, ao serviço de uma secreta que mais se parece como um verdadeiro bando de assassinos.
Eles sabem como matam um homem, com as mãos nuas, mas muito poucos são hábeis o bastante, para fazê-lo tão bem, como os homens treinados por FGM.
Ngando Nzongy & SR
Ango - Confidência

Fernando Garcia Miala; esteve de facto, envolvido numa tentativa de Golpe de Estado?!
FGM; Bicesse, Paz e Conseqüências colaterais


Já passou muito tempo desde aqueles tumultuosos tempos e acontecimentos que deram origem a prisão (justa ou não) de 
FGM e pares, e também já algum tempo passou desde que os mesmos foram restituídos a liberdade (justa ou não), mas é impressionante constatarmos que a poeira ainda não assentou (será que assentará tão cedo?) os efeitos colaterais de tais eventos persistem até os nossos dias, acredito piamente que os estigmas desta ocorrência acompanhará FGM e ‘pares’ para sempre, enquanto durarem as suas vidas, ou até um pouco mais além, provavelmente um dia a historia se encarregará de apurar o que de facto aconteceu.


FGM e a ‘turma’ foram pura e simplesmente escorraçados que nem ‘ratos’ velhacos, estropiados e atirados para o ‘fogo’ onde ainda se encontram a ‘arder incrédulos a contorcerem-se de dores’.
FGM, foi como é sabido, um operativo dos serviços de inteligência, muito competente, muito penetrante e imaginativo, MPLA-JES e JES muito pessoalmente, devem abundantemente a sua idealidade e competente operatividade, a sua permanência no poder e quiçá a vida. Mas, JES aparentemente sem motivos, a-desproposito, implacável e insensível atirou FGM e pares para a ‘geena’ mandando simplesmente para as urtigas a brilhante folha de serviço dos indivíduos, verdade é o ditado; na política não há amigos permanentes, há aliados convenientes.
Por força da sua prisão e posterior julgamento. FGM é hoje o ícone imerecido e involuntário que pôs a nu as tremendas e injustificáveis debilidades do sistema de Justiça em Angola, demonstrando que nunca esteve (não está) independente e que é crassamente político e ‘pessoalisada’ por JES, sem querer FGM, passou a ser a ‘cabeça’ da denúncia contra as debilidades da Justiça Angolana, por isso um importante sector da Sociedade Angolana, não está disposta a ‘atacar’ tal figura, com receios de que a ‘causa’ fique sem um ‘mártir’ vivo ou melhor sem um ‘estandarte’. “Na política não há inimigos permanentes, os adversários de ontem pode ser os parceiros de hoje ou amanhã.”
Mas gostaria evidenciar um outro ângulo relacionado com a personalidade de FGM, arrolado com a questão acima, que bem, como todas as outras acções de FGM afectaram directa ou indirectamente milhares e milhares de outros cidadãos. Com o passar do tempo, acho que agora é a melhor altura de se falar do ‘assunto’ sem que nos deixemos influenciar e inflamar pelo ardor do mesmo.
FGM nunca foi uma pomba, alias tão fulgurante ascensão no seio da mais volátil comunidade de Angola, como é o Futungo/Futunguistas assim o demonstra, (um autêntico ninho de víboras e escorpiões). FGM é uma mescla rara, de víbora e escorpião. Pois claro, uma pomba não convive com víboras e vice-versa, e mais claro ainda, entre as víboras a convivência nunca é pacífica, fraterna e cordial, é uma convivência hipócrita e apócrifa, e naturalmente sobrevive o mais pérfido, só que a sobrevivência por longo tempo, em tão depravada comunidade é sempre um verdadeiro feito, ninguém sabe quando a mordidela fatal lhe é aplicada, vive-se de aparências e para as aparências. E FGM esta aí a provar o próprio veneno, ‘picado’ numa altura (pelo que se consta) que estava lealmente a laborar mais um plano de defesa da imagem do chefe-mor, nunca lhe passou pela cabeça, que a picada traiçoeira e mortal viria precisamente dos tentáculos do idolatrado chefe. Ele próprio (FGM) foi useiro e vezeiro de tal insidiosa artimanha, que vitimou centenas de ingénuos cidadãos alguns deles, familiares e antigos amigos do peito de FGM.
Uma vez mais a questão!
FGM esteve mesmo, envolvido numa tentativa de golpe de Estado?..
Respondendo assim, rapidamente na minha opinião; Não. Porque?.. porque FGM nunca foi chefe militar isto é chefe de tropas, pois que para fazer um golpe de estado, é sabido, ter o clássico envolvimento militar, ou de um importante contingente militar, para o efeito.
Mas, analisemos os factos que antecederam tal acusação…
Por necessidade da implantação e implementação dos acordos de Bicesse, a desmobilização do efectivo das FAPLA no âmbito dos dito acordos, que foi feito de forma um tanto ou quanto atabalhoada, afectou grandemente o importante e enorme efectivo do MINSE (o baluarte-guardião do sistema), este último pelos vistos, parece que foi a verdadeira vítima, que pagou a factura mais cara e dolorosa do processo de reconciliação, entre o MPLA e a UNITA particularmente e os Angolanos de forma geral.
Partes do efectivo do MINSE (alguns dos oficiais) transitaram para o MININT, e cerca de 70% abandonados pura e simplesmente a sua sorte em nome da reconciliação nacional, oficialmente foram considerados excedentários (designação pejorativa que se convencionou chamar tais efectivos), e pediu-se-lhes que aguardassem por nova colocação em outras áreas uns e outros (a grossa maioria) aguardassem pela desmobilização oficial e posteriormente com a promessa de serem incluídos na Reforma social-militar, de forma a garantirem o seu sustento individual, TODOS ELES CHEFES DE FAMILIAS, portanto provedor do sustento das respectivas famílias.
Quando o Estado Angolano viu-se na necessidade de travar a guerra para acabar com a guerra, face ao não reconhecimento dos resultados eleitorais de 1992 por parte da UNITA, todo o efectivo excedentário (?!), por uma questão de sobrevivência lógica alinhou na pronta defesa do MPLA e na sobrevivência do Estado (tinham outra opção?), como garantia da sua própria sobrevivência individual, naquela altura Savimbi e toda a máquina de Propaganda da Unita, destilava um ódio e aversão muito especial ao que se arbitrou chamar na época de MINSE-DISA,estes foram alvos predilectos da caça as bruxas que Savimbi desencadeou um pouco por todo o País, e com razão pois estes ‘bateram’ consistente e impiedosamente na UNITA, no cumprimento das suas várias missões, atribuídas pelo sistema, isto é pela direcção do MPLA e do Estado, constituíam a primeira linha de defesa do MPLA, e consequentemente inimigos viscerais de todos os inimigos do MPLA em geral e da UNITA-Savimbi em particular.
Por força do contexto político que se vivia, reformulou-se o conceito dos serviços de Segurança do Estado, e posteriormente revitalizou-se tais serviços, todo pessoal antes considerado excedentário, dispensado por força dos acordos de Bicesse, esperou obviamente voltar a reintegrar os serviços, e enfim voltar a servir o Estado Angolano (uma vez que os acordos de Bicesse deixaram de vigorar na pratica), deixe-me dizer que este pessoal era composto mui principalmente, por uma gama multifacetada de especialistas em matéria de segurança do Estado, desde operativos de Contra Inteligência Geral (CIG), oficiais da Técnica Operativa (DTO), oficiais interrogadores e de investigação pública (afectos ao Departamento de Operações e Investigação – DOI), etc., etc. Formados em diversos Países tais como; Cuba, ex-URSS, RDA Bulgária etc., indivíduos a quem o Estado Angolano investiu milhares e milhares de USD em formação profissional. Foram deixados propositadamente para trás, muito inconveniente e apressadamente deu-se inicio no País inteiro (por mais incrível que pareça) um recrutamento maciço de jovens INEXPERIENTES muitos deles sem prova de fidelidade ao sistema (como se impunha na época), para integrarem os diversos serviços de segurança e pior, sem terem nenhuma formação militar, deu-se ordens específicas para se evitar os antigos membros da Segurança do Estado (os chamados excedentários), com que intenção? Que planos ocultos estava por detrás de tal intenção?!
FGM naquela altura já era um muito influente operativo na complexa estrutura da Segurança do Estado, e ‘colado’ ao JES, isto é já tinha ganho o estatuto de Futunguista, calcorreando a rota elitista do estrelato. FGM esteve por detrás, da fatídica ordem; “evitem os ex-MINSE, são TRAIDORES e desertores”. FGM desleal e traiçoeiramente, atirou literalmente para as ruas da amargura, milhares e milhares de ex-colegas, estima-se que a nível do País, são mais de 30.000 efectivos, para possibilitar deste modo a inclusão de outros tantos nas estruturas da Segurança do Estado, FOI O INICIO DA JOGADA SUJA E PERVERSA DE FGM, que objectivo esperava alcançar, FGM e os demais que estiveram por detrás desta famigerada decisão?
O recrutamento maciço de novos operacionais, em detrimento dos que há vários anos ou décadas já se encontravam em serviço, naturalmente levantou ‘muita poeira’ era incompreensível, ninguém num combate mortal (como era então o caso, pois o País ainda estava em guerra) substitui ‘veteranos e experimentados Francos atiradores’ (na ala da frente de combate mais vulnerável) por atiradores formado á-socapa ou á três pancadas, pois a experiencia e a ‘veteranice’ é sempre um dado muito importante a se ter em conta.
A nível do País, consequentemente começou-se a esboçar um movimento de descontentamento geral desta tão importante massa de efectivos, abafadas por vãs e ímpias promessas que nunca passaram mais do que isso, o que o efectivo pediu (pede) apenas foi (é) o seguinte;
1. A desmobilização (incompreensivelmente, os efectivos acima mencionado jamais foram desmobilizados, até a presente data).
2. A consequente integração na reforma social das FAA.
Tal nunca foi feito, a maior parte dos indivíduos afectos ao assunto acima mencionado, hoje encontram-se na faixa dos 50-60 anos, serviram o MPLA e o Estado Angolano, muitos deles desde 1974, nem sequer uma certidão de contagem do tempo (de serviço ao Estado) se lhes foi outorgado, para assim, puderem concorrerem em demais estruturas do Estado ou recorrerem a outras formas de pensão/reforma, literalmente estão comendo o pão que o diabo amassou, por um dia terem a veleidade de aceitarem integrarem a primeira linha de defesa do MPLA. Abandonados pelo sistema, e pelo comandante em chefe, malvistos pela maioria da sociedade, andam a deriva no lamaçal de desgraças permanente que se transformou o País.
Mas, parece-me que desviei-me um bocado do desiderato da questão principal, que motiva o presente artigo; “porque o recrutamento de novos efectivos em detrimento do anterior? Que intenção se ocultou por detrás desta?”
• FGM ganhou inquestionavelmente preeminência dentro do novo efectivo dos serviços de segurança (90% noviços). Sabe-se por razões óbvias, que qualquer intenção malévola contra o Estado, não tem êxito, se os serviços de segurança, não estiverem devida e antecipadamente amordaçada, penetrada ou mansa.
• FGM, ganhou entre os poucos (da velha guarda) que ainda se mantinham no activo, o “eterno agradecimento” e subordinação-Lealdade afectiva e efectiva.
• FGM iria ‘guardar’ e manipular o descontentamento óbvio do efectivo chamado excedentário, para jogar na altura conveniente (um autêntico barril de pólvora).
• Alguns dos ex-operativos da comunidade de inteligência, foram reintegrados no MININT e outros nas FAA, com cargos excelentes, como foi o caso do antigo comandante geral da Policia; Ekukui, um ex-membro dos quadros do MINSE, e que de certa forma gravitavam na órbita de influência de FGM.
FGM, naltura certa deu inicio e de forma muito brilhante e magistral a “lavagem” da sua imagem, acoplou a sua já muito activa tutela, a responsabilidade de resgatar a dignidade da criança, um assunto muito sensível e que absorveu de imediato a atenção e emoção de todos os Angolanos de boa fé, como excelente operativo “promulgou” uma magnifica campanha de publicidade apoiada por artistas credenciados e queridos do nosso ‘music hall’ a campanha foi um estrondoso sucesso, como que da noite para o dia; o breu tenebroso da escuridão deu lugar a uma luz resplandecente com um rosto repentino e amplamente simpático. Foi a mais bem sucedida campanha de lavagem de imagem que teve lugar neste País (sem a intervenção estrangeira), JES ficou deveras diminuído e FGM estava a agigantar-se “na maior das calmas e de forma segura” FGM saiu integralmente da obscuridade total para a popularidade total.
Com que intenção FGM se envolveu em tal campanha? Pois que, como se veio a saber posteriormente, não se coibiu em lançar mãos das verbas alocadas as funções meramente operativas, para o referido objectivo, e muito menos de fazer uso da sua eminente posição nas estruturas do Estado, para ampliar e promulgar a sua noviça actividade no ramo: Criança Futuro. Repentinamente o projecto foi adoptado ‘com naturalidade’ como projecto da Nação.
Porque FGM teve necessidade de fazer política? Porque FGM teve necessidade de Limpar a sua imagem ou melhor de fazer resplandecer a sua imagem, ofuscando a de políticos que naltura estavam na ribalta, tais como; Kundy Paihama, Nandó, kwata kanawa, Dino Matross entre outros? O projecto Criança Futuro era a novidade ‘divina’, parecia embaciar e substituir o MPLA-JES.
O QUE SE ESTAVA A DESENHAR NO HORIZONTE?
- Cerca de mais de 30.000 ex-operativos considerados, excedentários e ostracizados, a fermentar propositadamente na cuba do descontentamento e da revolta. Tais indivíduos podiam na devida altura serem moldados e direccionados para alvos e objectivos “apropriados”. Alias ainda se encontram ‘alagados’ na referida ‘cuba’ a mercê de “algum perverso transeunte”.
- Os efectivos de toda a comunidade de inteligência, sob controlo ou sob influência directa de FGM.
- A Policia quase no seu todo e alguns sectores das FAA, sob influência ou a gravitar na orbita do FGM.
- Adicionem o projecto Criança Futuro, que se não, se devesse aos acontecimentos mencionados no génesis deste, iria se transformar de certeza no núcleo de um Partido Politico.
FGM; esteve de facto, envolvido numa tentativa de Golpe de Estado?!
- Claro que não!.. mas tudo leva a crer que, estava em preparação, a estruturar-se um golpe… (os escombros de tais estruturas ainda estão intactos).
Nguituka Salomão
Os Meandros Secretos da Manutenção das Ditaduras


O maior êxito do diabo; fazer crer que não existe!
JES segue-lhe as pisadas, ‘esforça-se’ por fazer crer que é santo e inocente.
Já lá se vai o tempo em que as revoluções (e não só) eram planificadas e materializadas por homens íntegros, consequentes e escravos dos seus ideais. A palavra HONRA e RESPEITABILIDADE era equivalente a própria vida ou mais do que isso, quando alguém ‘sentia’ a honra ameaçada ou estuprada, ‘entregava’ de forma ‘natural’ a sua própria vida ou exigia tal da parte do ofensor.
Época de ouro, a palavra dada era palavra cumprida e de plena confiança, muitos compromissos comerciais (pasmem-se) eram realizados única e exclusivamente na PALAVRA empenhada, e a citação; MINHA PALAVRA È (MINHA) LEI ou SOU ESCRAVO DA MINHA PALAVRA, eram usuais e faziam reputações sólidas por vezes ‘mais sólidas que as rochas’, e valiam muito mais que vários documentos escritos e assinados, pelo próprio punho dos intervenientes.
Grupos clandestinos e actividades clandestinas eram realizados apenas sob este desiderato; HONRA e PALAVRA empenhada. Quando tais grupos estavam em formação ou recrutassem novos membros, bastava apenas os desígnios acima mencionados, e tudo estava dito e assente, com confiança plena. Por outro lado, ‘O mundo’ não era tão materialista e imediatista como nos nossos dias, o respeito fazia parte natural do nosso quotidiano.
Várias revoluções foram executadas ou levadas a cabo, de acordo a linha de conduta acima mencionada. Claro não há regra sem excepção e o mundo não é (nunca foi) perfeito, ‘fuinhas’ e delatores sempre emergiram em todas as épocas e ‘acontecimentos’ Judas Iscariotes, não foi o primeiro ‘infiltrado’ do ‘regime’ em que se encontrava imbuído para delatar e trair Jesus Cristo. Antes de Judas, os regimes ou órgãos controladores do governo ou do estado, cedo descobriram a utilidade de tais delatores, os Filisteus, ‘convenceram’ (leia-se; recrutaram) Dalila, para descobrir o segredo da força de Sansão e o destruir, e assim foi feito. Roma, na época potência mundial chegou a este ‘patamar’ graças a utilização de espias/espiões refinados e bem instruídos tal permitiu a Roma, estender o Império até aos sítios mais longínquos, consta-se que Roma, foi o primeiro País (?!) a organizar ‘assalariados’ com esta ‘profissão’, a saber; espiões. Assim iniciou-se a uma actividade secreta de manutenção dos estados através de serviços secretos organizados, embora a sua organização e refinação ‘levou’ muitos séculos a atingir o estado actual.
Napoleão Bonaparte e posteriormente O império britânico foram o responsável da excelência a que atingiu tais serviços, pois para manter povos e nações inteiras totalmente subjugados, exigiam uma antecipação em matéria de informação, prontidão/exactidão matemática de tais serviços, e um verdadeiro exército sombra. Tal exército composto por homens determinados e ‘valorosos’ fizeram ‘cair’ impérios que pareciam eternos, um bom espião bem instruído e bem colocado, ou no lugar certo vale mais que batalhões de combatentes.
A primeira guerra mundial, (lembram-se de Mata Hari?) fez surgir tais ‘serviços’ como arte indispensável dos beligerantes, a informação era/é PODER, conhecer antecipadamente os planos do inimigo resultou no determinar do desfecho de todas as guerras. A segunda guerra mundial e o posterior da mesma, agigantou e refinou a todos os níveis a necessidade de tais serviços, por todos os regimes do planeta, quer seja democráticos ou ditatoriais. Milhares de cidadãos ‘passaram’ a executar este ‘trabalho’ de forma permanente, alguns deles, com salários chorudos e um poder desmesurado.
Aliás o poderio das potências mundiais e regionais estava/estão nas mãos destes ‘homens da côr do silêncio’ (como os classificou o cubano A. Molina).
É sobejamente conhecido e reconhecido que a segunda guerra mundial foi ganha ‘na sombra’ por um punhado de anónimos heróis, a célebre frase de Winston Churchill assim o diz; “nunca tantos ficaram a dever tanto a tão poucos”, a URSS não foi extinta do mapa político mundial, pela acção do ‘provavelmente’ maior espião da história; Richard Sorge, adido da embaixada alemã em Tóquio, cujas informações cruciais, permitiu a chefia militar soviética, ‘retirar’ milhares de combatentes e meios bélicos importantes do Oriente para o Ocidente e assim travar o ímpeto avassalador da ofensiva germânica, e partir a sua espinha dorsal, na histórica batalha de Estalinegrado. Anos depois quando o ocidente conjecturava invadir e ‘libertar’ a URSS, um outro espião desta feita nos EUA, Klaus Fuch salvou a URSS de tal investida, ao ‘passar’ os segredos da bomba atómica aos cientistas soviéticos (muito recentemente soube-se de um outro russo que jamais foi descoberto e que viveu sempre nos EUA e membro integrante do projecto Manhattan ‘pais’ da bomba atómica).
A GESTAPO, KGB, STASI, MOSSAD, G-2, MI-5 e a CIA, estão decididamente entre os gigantes e inovadores da técnica de acção dos serviços secretos. E obviamente a medida que tais serviços evoluíam, na mesma proporção os valores citados no génesis deste artigo, foram perdendo gradualmente valor, por um motivo muito simples; a necessidade de penetração de agentes ou de recrutamento de agentes ao lado contrário, para terem êxito obviamente tinham que ‘jurar de pés juntos’ serem homens de palavra e que ‘interiorizava’ a causa na qual tinham por missão infiltrar, mostravam ser mais militantes da ‘causa’ do que os fundadores da mesma, ou da agremiação política, tinham que recorrer a mentira, hipocrisia e a fraude, só para lograr o cumprimento da ‘missão’ o assumir de comportamento materialista e partidária fez o resto; HONRA E PALAVRA empenhada perdeu progressiva e inegavelmente o seu valor inicial.
A GESTAPO versus STASI
Para o presente artigo, vamos falar ‘apenas’ destes dois serviços secretos, até porque formei-me na RDA numa das escolas do Ministério da Segurança do Estado, ou simplesmente STASI, e pude ‘apurar’ dados que vou relatar a seguir. Quer uma quer outra pertenceram a Alemanha, a Gestapo na época NAZI cobria a inteira Alemanha, e a STASI após a segunda guerra mundial, cobriu apenas a RDA.
A STASI, foi dos serviços secretos da era contemporânea mais poderosa e tenebrosa, controlava TODA a sociedade da extinta RDA, sem excepção, a STASI era ‘o escudo e a espada’ da cortina de ferro, era a fronteira natural e literal entre dois mundos; Capitalista e Socialista. Inventaram tudo, inclusivamente tudo para controlar integralmente a sociedade da RDA, CUBA ‘aprendeu’ muito dos métodos da STASI e como estes (os Cubanos) eram os ‘nossos’ assessores e formadores, passaram para nós o método da STASI ‘melhorado’ a Cubana, pois que tal como a RDA, Cuba era/é a ponta de Lança do Comunismo no pescoço do ‘dragão’ a saber os EUA, devo mencionar aqui que muitas das propostas/planos de CUBA com relação aos serviços de segurança em Angola, tais como as equivalentes aos CDR-Cubana, em Angola BPV, não se cumpriu na íntegra por imperativos alheios a direcção do MPLA e do MINSE; a pressão da Luta armada protagonizada pela UNITA, ‘deixou cair’ muitos planos/estratégias em relação a criação e utilização das célebres BPV, pois “tivemos” a lucidez suficiente de ‘ver’ que se os materializássemos ‘empurraríamos’ milhares de cidadãos para as ‘mãos’ da UNITA, isto é para as matas engrossando as fileiras da guerrilha.
A STASI era muito pior que a GESTAPO, se considerarmos apenas a opressão do seu próprio povo, de acordo o Simon Wiesenthal de Viena (famoso caçador de criminosos nazis por quase 50 anos) A GESTAPO nazi, tinham um efectivo pago ou assalariado de 40’000 oficiais, para observar e vigiar um País com uma população de 80 milhões de habitantes (a inteira Alemanha), enquanto a STASI empregava 102’000 oficiais, para controlar apenas 17 milhões de habitantes. O terror NAZI durou apenas 12 anos enquanto o terror STASI durou acima de 40 anos, em que aperfeiçoaram até ao impensável; a opressão, os métodos de espionagem, terrorismo internacional e subversão.
Para assegurar que o povo tornar-se-ia e permaneceria submissos, a STASI recrutou e formou um ‘dilúvio’ de agentes (informadores), mais do que qualquer outro estado totalitarista da história moderna. A URSS e a KGB empregavam cerca de 480’000 oficiais da comunidade de inteligência, para ‘observar’ e ‘cuidar’ de um País de 280 milhões de habitantes, o que quer dizer que, a proporção era de um oficial para 5,830 cidadãos soviéticos. De acordo os dados de Wiesenthal a proporção de cada ‘assalariado’ da GESTAPO era de um oficial para cada 2’000 cidadãos. A STASI TINHA UM OFICIAL PARA CADA 166 CIDADÃOS DA RDA.
Observe-se que de acordo a escola da comunidade de inteligência do Leste Europeu (instrutores de; CUBA e ANGOLA), o oficial – designadamente Oficial Operativo - dirige um certo número de agentes secretos (A/S), pois estes últimos é que são os verdadeiros, espiões/espiãs (a espada) que lidavam directamente com o povo porque faziam parte do povo, eram/são pessoas acima de qualquer suspeita; professores, poetas, escritores, jornalistas, porteiros de prédios, musicos, ‘zungueiros’, dançarinos, palhaços, politicos, pescadores, marinheiros, engenheiros, pedreiros, pintores, motoristas, taxistas, mulheres a dias, criados de restaurantes, criadas de mesa, prostitutas etc etc. Se formos ‘juntar’ tais ‘individuos’ (os agentes) obteremos a proporção de um espião para cada 66 cidadãos da RDA, não seria desarrazoado crer que em cada reunião de dez ou doze individuos (de qualquer grupo ou índole; familiar, amigos colegas de escola, trabalho, simples vizinhos, etc) estava presente, sem sombra de dúvidas um ‘espião’ da STASI,
Se adicionarmos ainda mais, os informantes em ‘part-time’ (quer dizer, sem compromissos oficial com os orgãos oficiais da Segurança do Estado) aqueles que na linguagem da Contra-Inteligência Angolana, são chamados de P/C (Pessoas de Confiança) ou ‘expontas’ (informadores expontanêos) como os militantes do Partido no poder, podemos afirmar sem errar que em cada 6,5 habitantes da RDA estavam sob vigia permanente da STASI.
A STASI não conheciam limites no desempenho da sua actividade, nem tinham escrupulos, quando se tratava de “proteger o Partido e o Estado”, catequistas, padres, pastores, incluindo altos responsaveis da igreja catolica e protestantes, como bispos e cardeais, eram recrutados em massa como ‘agentes’ seus escritórios e lugares de confissões (nas igrejas) eram ‘infestados’ de ‘artefactos’ de escuta. (estão lembrados da alta personalidade da igreja já na Alemanha unificada que ocupou um lugar cimeiro na igreja e posteriormente obrigado a resignar, quando se ‘descobriu’ que foi ‘agente da STASI e o mesmo aconteceu á-tempos, com o mais alto mandatário da igreja ortodoxa Russa, quando se divulgou sua ligação com os serviços secretos da ex-URSS e obrigado a resignar).
(será que encontramos aqui a razão do porque que as igrejas em Angola, se distanciaram PROPOSITADAMENTE do POVO, e mantêm uma atitude de submissão a OPRESSÃO e a INJUSTIÇA?)
Após a reunificação Alemã, os arquivos da STASI foram expostos ao público, milhares de cidadãos pacatos, humildes, não filiados a nenhuma estrutura politica, bradaram aos céus, quando verificaram que estavam a ser vigiados, pela STASI que utilizavam em alguns casos pessoas directas de fámila, muitas familias romperam-se literalmente chocados, depois de tomarem conhecimento de tal depravação.
Uma pergunta impõe-se acham realmente que a ‘queda’ do muro de Berlim foi um acto previamente planificado? Com o muro caiu todo o ‘mundo comunista’ pois a RDA era ‘o escudo e a espada’, o que aconteceu é que; um acto aparentemente inofensivo repentinamente tornou-se tão desproporcional apanhando a STASI de surpresa, e mudou o planeta inteiro.
“A STASI” DE ANGOLA.
MINSE, SINFO, SINSE, SIE, SIM são apêndices dos serviços secretos de CUBA e da extinta RDA, por isso CUBA mantem-se aparentemente ‘de pedra e cal’ e ANGOLA, obviamente segue-lhes as pisadas.
Toda a sociedade Angolana, em especial os partidos politicos da oposição, estão ‘polvilhados’ de espiões, chamados na giria de ‘almofadas’ com o objectivo não só de informar a ‘vida’ interna de cada partido, ONG, associação profissional, como a Ordem dos médicos a Ordem dos Advogados, ou associação de qualquer índole (como as agremiações desportivas), tais espiões têm a missão de denunciar e dirrimir com inteligência atitudes aparentemente virulentas de alguns sectores mais radicais destes partidos, associações etc.
Os telefones de todos os dirigentes de partidos politicos estão grampeados (sem excepção), não é á-tôa que o sistema não permite mais nenhuma operadora de telefonia a operar em Angola, porque?... é simples as centrais da UNITEL, MOVICEL e ANGOLA-TELECOM, funcionam como ‘centros’ da comunidade de inteligência, controlam a internet e o conteúdo do trafego na net. A imprensa visual e escrita idêm entre aspas. O próprio MPLA-JES está sobejamente polvilhado de ‘agentes’, para “conhecer-se quem é quem”! não vá o diabo tece-las. Por isso o chefe-mor ‘risca’ antecipadamente membros das listas do CC nas vésperas de cada congresso, pois muitos deles são riscados apenas por não venerarem com suficiente devoção e dedicação o chefe. Lembram-se do provável congresso de contestação do MPLA-JES, que graças a uma bem sucedida manobra operativa coordenada por FGM, os delegados contestátarios entraram calados e sairam mudos, e que certos históricos (todos eles ex-SG) foram ‘sancionados’?
A UNITA,(depois a FLEC) é óbviamente o alvo numero 1 da comunidade de inteligência, e neste caso especifico até rivalizam entre eles, o ex-SINFO agora SINSE, têm agentes dentro da UNITA, o SIE e o SIM idêm, ‘certas granadas de fumo’ são lançados por estes agentes, que as vezes e na ânsia de prestarem melhores serviços, dão informações desencontradas (por vezes até chocam entre eles!), tais ‘granadas’ têm como objectivo lançar a discordia, a confusão e manter a UNITA, justamente como esta, inerte, inoperante e desacreditada perante a sua base de militantes, o objectivo é tornar a UNITA igual a FNLA (que alguns já chamam de; falecida FNLA), que foi impiedosamente minada.
O alvo que agora está a erguer-se e a preocupar os ‘serviços’ é o BD ex-FpD, destinam a este agrupamento politico o mesmo que FGM fez ‘com toda a competência’ ao PADEPA, a convenção realizada em Benguela, foi integralmente videogravada, e seguem com redobrada atenção todos os contactos dos integrantes da mesma, sua ‘rede’ de amizades e familiares estão sob controlo e muitos deles recrutados, outros ‘aliciados’ e ainda outros ostracizados, fundamentalmente aqueles que se encontram na função pública.
Qual é o efectivo hoje de toda a comunidade de inteligência em Angola? Oficialmente e por razões óbvias o regime não divulga, mas é ponto assente que é acima de 50.000 individuos (para uma população de 16 milhões de habitantes) a proporção é de um oficial de inteligência para cada 320 habitantes, acontece que Angola não é RDA, a população de Angola não têm toda o nivel de instrução dos habitantes da ex-RDA, assim parte consideravel da população Angolana (os residentes nas aldeias) não precisam de tais ‘vigias’, onde os sobas e o respectivo staff desempenham este ‘papel’ com agrado, em troca de uma DELOP ou um garrafões de vinho. Assim os oficiais operativos necessitam de vigiar, apenas os residentes nas zonas urbanas, no ínterim a proporção real não é de um oficial para 320, mas sim de um oficial para (provavelmente) 100 habitantes, quantos agentes secretos esta multidão de oficiais operativos controlam? Se bem que, nem todos (50.000) estão ligados directamente ao serviço operativo, pois que, parte deles estão ligados aos serviços de apoio e outros relacionados (mas TODOS têm a missão de vigiar TODOS), estimamos uma multidão de 150’000 agentes secretos ou espiões imbuidos (se conjenturarmos um minimo de 3 A/S para cada oficial operativo), penetrados ou a coabitar ‘sossegadinhos’ no meio do POVO, se adicionamos os ‘expontas’ as tais P/C (ATENÇÃO; todo integrante do movimento expontâneo é ‘exponta’ dos serviços secretos), bem como a maior parte dos militantes do MPLA-JES (porque há alguns honestos e não delatores) chegaremos a conclusão que eles controlam cada 10 cidadãos Angolanos. Quer dizer, onde estiver reunido 10 individuos de ‘certezinha’ esta entre eles um agente do SINSE, SIM ou SIE.
E o mesmo acontece na nossa numerosa FAA e efectivo da policia Nacional Angolana ou melhor efectivos do MININT (Àrea muto sensivel e de especial atenção), calculada em cerca de 320.000 individuos (FAA e MININT), os Serviços de Inteligência Militar (SIM) têm nesta área ‘o trabalho facilitado’, o efectivo foi reforçado substancialmente desde que efectivos da UNITA e FLEC, integraram as FAA, consta-se que cerca de 20’000 efectivos fazem parte da folha de salários do SIM (Oficiais operativos), com a mesma ‘inclinação’ que a sua congênere e rival o SINSE, constam também de A/S (agentes secretos) e P/C, sem mencionar, estes últimos, temos uma proporção de cerca de 1 (um) oficial operativo ‘controlando’ cerca de 16 efectivos. Se ‘contarmos’ com os A/S e P/C, calculamos razoavelmente que onde estiverem reunidos 5 individuos militares ou de qualquer efectivo do MININT, está presente um elemento do SIM/SINSE. Os efectivos do MININT são alvos de muita ‘contradição’ operativa entre os SIM e SINSE, ambos reclamam ser ‘território natural’, a rivalidade entre estes dois ‘aliados’ já atingiu o paradoxo (pasmem-se!) de o SIM recrutar A/S entre os oficiais do ex-SINFO.
Ademais o Angolano (não todos), graças a CORRUPÇÂO institucionalizada, tornaram-se imediatistas, quase que ‘imploram’ prestar um servicinho ao regime, nem que para isto tenha que delatar o pai, a mãe ou irmãos, com o objectivo de “subir na vida” só para ‘ganhar’ uma viatura ‘brand new’, e uma vivenda num dos condominios ‘salva vida’ e 30 moedas de prata. Milhares de individuos que ‘parecem’ pertencer a ‘oposição’ diabolizando JES e seus caudilhos, estão assim orientados superiormente a agir, isto é são agentes do SINSE/SIM, ‘rezando’ para que seja ‘convidado’ a integrar um grupo ‘real’ de opositores, e assim ‘surgir’ como o HEROI do dia, e ‘aumentar’ literalmente o ‘bolo’ isto é a recompensa, muitas vezes quando tal não acontecem INVENTAM, fazem uso inescrupuloso da mentira e da infâmia.
Por outro lado, como prova da ânsia de riqueza ‘instantanêa’ nunca como hoje a ‘visita’ aos chamados feiticeiros ou kimbandas tornou-se tão banal, sacrificando de forma indolente e diabólica os filhos ou a familia mais próxima, tudo na ânsia, de ‘aumentar o salário, ser promovido para um lugar de chefia, ter sorte nos negócios etc’, por isso as igrejas que prometem tais ‘milagres’ são densamente ‘povoadas’ não por amor a Deus, mas sim por amor ao DINHEIRO.
Gabinetes de trabalho, são ‘batizados’ por feiticeiros com densas fumaças e outras maquiavelices feitichistas, para ‘segurar’ o lugar, ‘amarram’ os corpos para garantirem a impunidade dos roubos descarados que cometem, e outras indecências... Angola, transformou-se em Sodoma e Gomorra, á todos os níveis. Escapou-vos a noticia de que o ilustre Governador do Bié, não consegue ‘dormir’ no Palácio?!.. é caso para espantar? Não é o unico caso.
A união entre os governantes, e entre os confrades no interior do MPLA-JES, é uma autêntica HIPÒCRISIA, não há unidade, é um autêntico NINHO DE VÌBORAS e ESCORPIÔES.
Compreendem porque, um PLANO para manifestações como que a semelhança da Tunisia e Egipto, não será bem sucedido? Serão trucidados no berço. Os conhecidos opositores do regime, têm náo só os seus telefones grampeados, como milhares de microfones espalhados, ‘semeados’ nos seus gabinetes de trabalho e inclusive nos WC das suas residèncias. Qual guia, Líder que se vai ‘levantar’ para dirigir, encabeçar tais manifestações popular? Até porque o sistema torna a vida a tais pessoas, o mais dura possivel, e as pessoas que os contacta, inclusive familiares, na sua maior parte (80%) são agentes da comunidade de inteligência Angolana, que vão cumprir agendas bem determinadas e com objectivos claros a alcançar, os restantes 20% são estrictamente vigiados e ‘alertados’ “como que por acaso” da perigosidade de tais contactos.
Tal cenário acima descrito, é proprio das DITADURAS, ‘é igualito como em Cuba’ (porque acham que a ditadura Cubana, está de pedra e cal perante ou nas ‘barbas’ da agência de inteligência mais sofisticada do planeta?) os serviços secretos de CUBA ‘segue igualito’ as pisadas da STASI, aliás requintaram-nas a ‘cubana’, consta-se que em cada 5 cubanos um é agente dos serviços de ‘Seguridad del Estado’.
Tunisia e Egipto se fossem planificadas as manifestações, nenhuma delas chegaria 500 metros da praça Tahrir (no caso do Egipto). Aliás sabe-se que o poderoso serviço secreto Egipcio, logo no primeiro ou segundo dia, prendeu cerca de 1’000 Egipcios que estavam catalogados nos seus arquivos secretos como opositores empedernidos do regime, (consta-se que os serviços secretos do Egipto têm catalogados cerca de 20 milhões de Egipicios), felizmente não eram eles que estavam a ‘controlar’ o dia da fúria. A revolução na Tunisia e Egipto teve êxito porque estavam totalmente sob o controlo popular, foi expontânea, não planificada.
Em Angola e Cuba, será igualito estes regimes não vão cair com a planificação prévia, académica ou matematica, mas sim de reacções imprevisiveis DO POVO. Quamto as eleições ESQUEÇAM!!!
Os serviços secretos de todas as ditaduras, Angola não é excepção, (cuidem para observarem bem) são eles que organizam as eleições e consequentemente a FRAUDE, do principio ao fim, tudo passa pelos serviços secretos, as eleições passadas só não ‘viu’ quem não quiz ‘ver’, e os partidos politicos ‘’tadinhos’ polvilhados de ‘pó talco’ isto é de ‘almofadas’ não tugiram nem mugiram. Todos os presidentes da mesa de voto e de assembleias de voto tinham que ter o aval dos ‘serviços’ quer dizer foram escrutinados pelos ‘serviços’, o transporte e a guarda das urnas estavam totalmente sob o controlo dos mesmos e a FRAUDE aconteceu mesmo nas ‘barbas’ de todo o mundo.
Tudo foi metódicamente planificado; a ‘ausência’ dos cadernos eleitorais, a falta de boletins de votos, geradores, alimentos etc etc, tudo ‘aconteceu como que por acaso’ até a reacção de Samakuva foi prevista e competentemente ‘anulada’, as ‘almofadas’ no interior do seu partido ‘amorteceram’ o impacto... “e tudo o vento levou.” O prôximo cenario já esta em preparação, para 2012? DUVIDO MUITO.
O artigo parece um enredo ‘made-in holliwood’? é isso mesmo que o diabo quer que pense. Que ele, não é real e é mero produto da imaginação dos homens
Alguém quer dar-se ao trabalho de ‘calcular’ quantos milhões de USD que o erário público Angolano tem que desviar de serviços essenciais, para manter tal GIGANTESCA ESTRUTURA SECRETA de manutenção do regime?
ALERTA: Nada neste país acontexe por acaso... ABSOLUTAMENTE nada. Coincidências?!.. Cuidado! Os partidos politicos em Angola, deveriam ‘analisar’ como o Partido Comunista Francês e o Partido Comunista Italiano, conseguiram conter a ‘vaga’ de infiltrações planificadas pelos poderosos serviços secretos de França e Itália, dessemelhante do que aconteceu com o Partido Comunista Americano (EUA) onde em cada 3 militantes do PCA um era membro do FBI/CIA.
Nguituka Salomão


SEG, 07 DE MARÇO DE 2011 23:21   
Bento Bento emita o colono e cria comitê de bufos nos bairros

Mpla apela a bufaria nos bairros violando a constituição
Quem diria que um dia o MPLA iria adoptar a mesma política da PIDE DGS, apelando que se constituíssem grupo de bufos (informadores), nos bairros, para denunciar a polícia a vida dos vizinhos, as suas discussões, as suas leituras, as estações de rádio que escutam e os amigos com quem conversam.
E estes "assimilados" do regime, tal como no tempo da outra senhora, podem, também, contar com o contributo e beneplácito da polícia e das forças armadas, que afinal, não são órgãos republicanos, mas ao serviço do partido/Estado, logo defendendo os bajuladores e prendendo mesmo sem culpa formada todos quanto não sejam do vermelho e preto.
Com esta postura o secretário provincial de Luanda, do MPLA, Bento Bento demonstrou a podridão das políticas do regime, que não vão além da ameaça, prisão, assassinatos e humilhação de todos quantos não aderiram as suas teses.
Ao ordenar no dia 01 à vigilância nos bairros contra os que pretendem participar na manifestação anti-governamental convocada para o próximo dia 07, colocou a nu, a fragilidade deste gigante de pés de barro, que não teve nos assassinatos do 27 de Maio de 1977, um dos maiores crimes contra a humanidade, branqueados apenas pelo petróleo (graças a Deus, são crimes que não prescrevem) um mero acidente, mas afinal faz parte de uma cultura dantesca, sempre refinada, pelos seus responsáveis, que mais cedo do que tarde, poderão vir a sentar-se no Tribunal Internacional de Haia.
Mas o anúncio desta elevada decisão, anti-constitucional não poderia ser feita noutra plateia que não a de cerca de 3 mil caciques, cuja missão como membros dos Comités de Acção do MPLA, compete-lhes meter a mão na lama e no sangue dos seus amigos e familiares, apunhalando-os pelas costas, face a promessa de receberem por cada cabeça entregue a polícia, quantia razoável. "Temos que elevar em primeiro lugar a vigilância, denunciar todos quantos estejam nos bairros, nas ruas, quarteirões a planificar esse tipo de ações", disse Bento Bento, informando que a polícia estará as ordens de todos os militantes do MPLA, para prenderem sem provas os denunciados.
Não importa para este dirigente o que diz o art.º 74.º (direito de acção popular) da Constituição da República de Angola, aprovada e feita a medida do próprio Mpla: "qualquer cidadão, individualmente ou através de associações de interesses específicos, tem direito à acção judicial, nos casos e termos estabelecidos por lei, que vise anular actos lesivos à saúde pública, ao património público, histórico e cultural, ao meio ambiente e à qualidade de vida, à defesa do consumidor, à legalidade dos actos da administração e demais interesses colectivos".
Ora se por este motivo os cidadãos estiverem reunidos, pura e simplesmente vão parar a cadeia, "QUEIXADOS", pelos BUFOS de Bento Bento, nos bairros, por este dirigente, considerar ser este acto ou uma manifestação pacífica uma "destruição, é de encontrar mais vítimas desse povo que já sofreu tanto, um plano de destruir aquilo que temos estado a construir. Esse plano tem como ponto um, o Presidente (José Eduardo dos Santos)”, assegurou.
Mas face a esta orientação, o povo nos bairros já está a redobrar a sua vigilância em relação a determinados dirigentes dos comités de acção do MPLA, evitando-os, por cautela, não vai o diabo tece-las... "Muitos primos já têm medo de se comunicar, com receio de puderem vir a ser queixados na Polícia, por acto não praticado, até mesmo vizinhos estão a aconselhar as mulheres a evitar contactos, pois no 27 de Maio, muitos bufavam (queixavam) os outros para ficar com as suas mulheres", disse ao F8, Matias André.
E o pior desta violação a lei e a Constituição é o MPLA ter mostrado a todos que ele é o único poder, ao distribuir aos seus BUFOS, um pacote documental com seis páginas, contendo números de telefones da Polícia e do SINFO, para que sejam informados, todos os elementos da oposição ou da sociedade civil, que estiverem a conversar, num número superior a três, porque segundo Bento Bento, o pacote é “um conjunto de estratégias políticas de como deverão agir nos próximos tempos”, que “Angola não é o Egito, a Tunísia ou a Líbia, por isso devemos todos redobrar a nossa vigilância, em defesa do partido e do camarada Presidente José Eduardo dos Santos". Mais uma vez o texto constitucional é mandado as urtigas, vide art.º 64.º (privação da liberdade) "1. A privação da liberdade apenas é permitida nos casos e nas condições determinadas por lei. 2. A polícia ou outra entidade apenas podem deter ou prender nos casos previstos na Constituição e na lei, em flagrante delito ou quando munidas de mandado de autoridade competente".
Pelos vistos no caso vertente dos BUFOS do MPLA para accionarem a Polícia e o SINFO, a autoridade competente é o MPLA e Bento Bento e não os órgãos vocacionados para a aplicação da lei e da ordem. É uma autêntica vergonha ver-se a polícia transformada em meninos de recados, que se não cumprirem "vão apanhar", pois sabem que os chefes batem...
E na criação de bodes expiatórios, o dirigente provincial do partido do regime, tapou a corrupção, a má-gestão, a privatização do Estado, o enriquecimento ilícito dos filhos do presidente do seu partido, da sua família e de alguns elementos da corte bajuladora, para apontar culpados da situação noutras paragens, alegando ter informações dos seus BUFOS de o projecto da manifestação que esteve marcada para o dia 07 de Março, visar "ataques às esquadras da polícia, provocação da polícia para a existência de vítimas, ataques aos comités de ação do MPLA, administrações municipais, responsáveis do MPLA e do Estado, marchas para sítios vitais da administração, nomeadamente ministérios, e Presidência da República", na sua alocução, não conseguiu mostrar uma evidência senão a calúnia e invenção populista.
E, não se detendo disse que esta corrente de manifestação levará, igualmente violência, junto das representações diplomáticas de Angola no exterior, nomeadamente em Portugal, Itália, França, Bélgica, Grã-Bretanha e Alemanha, tendo como precaução, o MPLA/Estado solicitado às autoridades desses países o reforço da segurança das embaixadas angolanas.
E no seu populismo e bajulação saloia, Bento Bento, foi quase dizendo: "estes cidadãos são uns ingratos, tão bom é o camarada presidente, que não merece isso, pois se não comem, não têm escola, bons hospitais, casas e emprego a culpa é da crise financeira e do deus deles, que só protege os ricos e bajuladores". Haja ponderação, pois em fases de crise a política não pode ficar nas mãos de pessoas emotivas, bajuladoras e sem tacto, sob pena de incendiarem ainda mais a pradaria, já de si escaldante.
Silvio Van-Dúnem
Folha8


O homem que substituiu Miala

Lisboa  –  Quando em Março de  2006, o Presidente angolano  exonerou Fernando Garcia do  cargo  de  DG do Serviço de Inteligência, as autoridades teriam escolhido,  um outro quadro do aparelho de segurança para o substituir  mas  este  fez  uma exposição ao general Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, justificando a razão que o motivavam a não aceitar a responsabilidade. A segunda  alternativa recairia para  André de Oliveira João Sango que desde 2003 respondia pelo  Centro de Formação Especial da Comunidade de Inteligência do Serviço de Informações.

No aparelho de inteligênci  era reconhecido, nos bastidores por ter sido o “ghostwritter”  do memorando de paz do Luena de 2002 e dos memorando com a FLEC, embora nunca tenha dado a cara como o “autor”. Mantinha-se nos bastidores como a figura que formava os quadros da comunidade de inteligência (SIE e SINFO).


André de  Oliveira Sango  é filho de pais nascidos  no município do Nzeto, Zaire. Teve vivencia em  Cabinda onde estudou numa missão religiosa e mais tarde mudou se para  Luanda como oficial militar.  No seio familiar não é  a única figura que atingiu  a uma  posição de relevo na hierarquia do estado angolano. A sua esposa, Maria Conceição Sango  é uma antiga alta funcionaria  do Conselho de Ministros que desde Dezembro de 2010, exerce  as funções de   adjunta do provedor de Justiça. Outro membro da sua família que esteve  ao serviço do “poder” é um irmão Peirotoyo Sango,  quadro da policia que fora mortalmente baleado. 


Sempre teve preferência para a área de estudos e consultoria razão pela qual  certa  altura já como DG do SIE manifestava retirar-se para dedicar-se a um projecto de  consultoria política e econômica.  Na década de noventa esteve no Brasil a fazer o mestrado e conseqüentemente o grau de doutoramento. Na altura teria se incompatibilizado com o então Cônsul angolano  Ismael Diogo que na sua qualidade de Presidente da FESA, deslocava-se freqüentemente a  Luanda debitando pareceres desfavoráveis contra Oliveira Sango. No regresso a “terra”, centrou-se  na vida acadêmica lecionando  na Universidade Lusíadas  e na UAN. Era dado como um professor “muito” comunicativo com os alunos mas também cauteloso nas aulas.  Quando era para abordar  temas de caris político remetia as aulas para um assistente seu. Os estudantes entendiam que era  para não se comprometer.


Embora tenha sido nomeado como DG do SIE, em 2006, Oliveira Sango terá  levado cerca de dois anos para se firmar no posto. De inicio,  não despachava directamente  com o  PR (mas sim ao general “Kopelipa”), e o facto da lealdade dos quadros terem estado centrada  no  então DG adjunto Gilberto Veríssimo, Oliveira Sango passava mesmo  por um DG “decorativo”.  O ambiente interno no SIE  retomou a normalidade  após uma audiência que  solicitou a  JES em Abril de 2009 e este lhe  garantiu  tomar medidas quanto a conduta da corrente do brigadeiro Gilberto Veríssimo.  Em Agosto do mesmo ano, o PR  afastaria Gilberto Veríssimo e quadros da sua linha com realce para António Pedro Francisco e   José Coimbra Baptista Junior “Coy”, na altura, Chefe de Direcção de Apoio Técnico e director do  Gabinete de Estudos e Planeamento, respectivamente.


Com a  direcção do SIE, refeita, Oliveira Sango passou  a ter um novo DG adjunto, o brigadeiro  Azevedo Xavier “Xavita”. Concervou o  director  da cooperação e intercambio,  Mario Costa Dias  passando a responder  ao novo DG adjunto. A figura mais nova do seu gabinete, era um jovem Alcante Godinho Resende “Kenino”.


Os indicadores da  aceitação de Oliveira Sango no SIE passaram a ser descrito por uma  apreciação habilitada notando por parte do mesmo dedicação  nas estruturas ao qual teria  executado  um novo plano de estruturação administrativa  tal como a formatação e estimulo a quadros jovens. Houve readmissão  de alguns elementos ora identificados como próximos  a Fernando Miala e em  paralelo, isto em Outubro de 2008,  foram registradas promoções de funcionários intermédios, graduação de patentes militares e a criação de cargos equivalentes a coadjutores dos directores da direcção geral.  Tais reajustes valeram, a Oliveira Sango,  pareceres plausíveis por parte do chefe da segurança externa de Cuba, Delgado Rodrigues, a margem de um  passagens por  Angola, na companhia, do  Presidente Raul Castro.


O estimulo que Oliveira Sango  prestou aos quadros se vincou  na preparação dos mesmos em seminários destinados a muni-los com conhecimento de gestão para o  empreendimento pessoal. Conctatou  estruturas bancarias a fim de facilitar ao empréstimo de fundos a quadros  do SIE cujo  a necessidade era considerada.  Procedeu a distribuição de viaturas (Land-cruisers, Lexus e Tubarão) para os  directores ou membros  do  conselho de direcção.


É também identificado como impulsionador de melhores condições de trabalho. Os funcionários do SIE passaram desde 2009, a trabalhar numa nova sede no  bairro Camama (construção orçada em 78 milhões de dólares). O edifício é  composto por quatro blocos e numerosos compartimentos, entre os quais gabinetes de trabalho, ginásio, piscina, área de lazer, refeitório, auditório  e outros.


Os poderes de Oliveira Sango foram também sentidos com a devolução das competências que o SIE passou a ter nas preparações das viagens do Chefe de Estado ao exterior do país.  Em Abril de 2010, foi a ele a quem o PR atribuiu competências para preparar a vinda de Malam Bacai Sanha a Luanda. Notabilizou-se no Congo- Kinshasa por ter ajudado  a abortar  uma tentativa  golpe de Estado contra Joseph Kabila da  Republica do Congo - Democrático. É também a Oliveira Sango a quem   José Eduardo dos Santos usa para comunicar questões sensíveis com Estadistas africanos. A 26 de janeiro do corrente ano foi portador de uma mensagem selada de JES ao  seu homólogo camaronês, Paul Biya. O DG do SIE foi mesmo recebido pelo  Primeiro-Ministro daquele país, Philemon Yang.  Nestas missões, a Presidência da Republica chega a  por a sua disposição uma aeronave para o efeito.  Na pratica, passa também a desempenhar um papel de Ministro Sombra nas relações internacionais.


No decorrer do conflito militar na Costa do Marfim, foi também ele, a pessoa que foi  despachado  para aquele país afim de apurar as vantanges em que se encontrava Laurent Gbagdo. A sua equipa teria detectado que  Gbagdo encontrava-se sem poder militar para resistir mas  aquele Presidente derrotado  rejeitara a proposta de resgate para Angola.

SINSE encomenda aparelhos para intercepção de mensagens na internet
Lisboa -  O Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), conforme apreciação competente, reconhece   dificuldades  no  supervisionamento da actividade de   intercepção e descodificação de mensagens  transmitidas  na internet, uma pratica que não prestavam  atenção até a véspera da  “manifestação do 7 de Março”.

Regime amedrontou-se com o  “7 de Março”

No seguimento das inquietações que as autoridades foram  sentido com a ameaça do “7 de Março”, o SINSE recorreu a  especialistas Israelitas para a compra de aparelhos  de alta tecnologia habilitados ao  rastreamento de mensagens  electrônicas “on-line”.  Porém, Por  falta de quadros com  conhecimento para manejar os novos equipamentos,  o SINSE, mandou vir de emergência um grupo de 50 especialistas Israelitas ligados as comunicações que chegaram a  Luanda,  no dia 5 de Março. A  tarefa  foi confinada  a  identificar a origem do email que ameaçava “derrubar o Presidente José Eduardo dos Santos, do poder, no dia 7 de Março”.

Durante as pesquisas, os especialistas estrangeiros informaram  as autoridades angolanas que para além de terem sido chamados a “última da hora”, era demasiado tarde para detectar  o  “source”  do email   ameaçador.   Na altura, os “experts”  reprovaram  o governo angolano pela realização de uma “contra-manifestação” que serviu para  contrapor a “manifestação do 7 de Março”  e teriam aconselhado  a usarem  um discurso com linguagem “de paz e seus efeitos”, para que o povo esquecesse o  “ 7 de Março” .

Como medida de prevenção,  o SINSE adquiriu e instalou em pontos fulcrais da cidade de Luanda, sistemas de detenção  de vultos  humano  com a capacidade de lançar alerta a cenários parecidos a manifestação ou outras movimentações humana (Como golpe de Estado, por exemplo).  O aparelho vulgarmente  conhecido na língua hebraica por “Keched” tem o tamanho de um telemóvel. Tem a capacidade de  emitir ondas a  um raio  superior  1 Quilometro  de distancia. Isto é: Se  for  instalado no edifício do largo da Independência, o aparelho  pode identificar  movimentação de massas  no Cazenga  que por sua vez lança as coordenadas geográficas  para o operacional vigilante na central.  O  SINSE despacha, em seguida, um operacional no  local, da “confusão” e em caso de gravidade, este  lança o alerta para as forças de segurança (policia de intervenção ou normal) para intervirem.

Foram também comprados/facilitados, em Israel  aparelhos da mesma linha com a habilidade de detectar  por via de um sistema semelhante ao GPS a localização de “divices” idênticos  que  estejam a ser usados, em Luanda,  numa freqüência diferente aos aparelhos em uso oficial pelo SINSE.

O edifício da sede do SINSE, no bairro Maianga em Luanda  é considerado  como  estando numa posição  inadequada  para a  instalação  dos identificadores  dos “Keched”  programados para  detectar  vultos humanos em  áreas do Cazenga e Rangel.  A sede do SINSE  encontra-se  num  ângulo  cujos  raios em caso de montagem  dos aparelhos  seriam  interferidos   pelos edifícios a seu redor.

De acordo com cálculos  avulsos, o SINSE teria gasto perto de 1 milhão de dólares apenas  para a  operação de prevenção, contra a “manifestação  do 7 de Março”.  A estimativa  é baseada  nas despesas diárias dos especialistas estrangeiros (cada 5 mil dólares por dia), no preço de cada “Keched”  instalado  nas ruas (cerca de USD 100 mil por cada) e igualmente o preço de dois volumes de caixas de  aparelhos para  monotorização  de rastejos   na internet.

As autoridades levaram, “muito a serio”   as ameaças da manifestação do 7 de Março. Rui Falcão,  o Porta-voz do MPLA, veio a publico acusar a UNITA como estando  por detrás das ameaças. Na mesma, retórica,   Bento Bento, o primeiro secretario do  partido no poder em Luanda acusou  “centrais de Inteligências de países ocidentais” como estando por detrás do “7 de Março”

O assunto teriam também  abalado José Eduardo dos Santos (JES) a quem  foi   atribuído desabafos segundo aos  quais  trouxera  a paz (aos angolanos)  mas notava ingratidão   em  alguns   que   ambicionavam  a sua retirada  do poder.  No sentido de mostrar apoio popular, orientou as estruturas partidárias  a convocarem os militantes do MPLA a  rua para uma “contra manifestação”  que também  ficou conhecida como a  “marcha da paz”.

A “manifestação do  7 de Março”  partiu  de uma brincadeira de um  jovem angolano na diáspora (nome salvaguardado) que na seqüência da deposição  do ditador Hosni Mubarak  alegrou-se com os dizeres de uma convocatória que leu num site árabe convocando uma manifestação.  O jovem  traduziu o texto da convocatória  para o português e nas  palavras, onde estava “Egipto”  colocou “Angola”. De seguida enviou a mensagem (convocatória) para  uma rede  de remitentes e estes por sua vez disseminaram o e-mail a toda comunidade angolana.  Para a escolha da data ao qual iria convocar a manifestação, o jovem   acabaria por escolher  uma data mais próxima que  foi o  “7 de Março” ,  data do aniversario da sua  namorada.


O que fazem “os nossos” Serviços Secretos? - Nguituka Salomão
Luanda - "A própria Assolação por parte dos iníquos os arrastará, pois NEGARAM-SE a fazer JUSTIÇA". – Provérbios 21:7

SINSE (Serviços de Inteligência e Segurança do Estado), SIE (Serviços de Inteligência Exterior), SIM (Serviços de Inteligência Militar), pelo que se sabe oficialmente estes constituem a front-line da ‘equipa subterrânea’ de defesa do Estado de Angola, cujo trabalho geralmente não é divulgado pela imprensa e muito menos a composição interna de cada um destes tenebrosos orgãos, sombrios justamente por serem ultrassecretos e assim permanecerem, sobretudo por não serem fiscalizados por nenhum órgão de soberania logo não estão ao serviço da sociedade mas sim ao serviço ‘particular’.

SEGURANÇA DO ESTADO?

Apesar da lista acima, todas as estruturas de defesa do estado como as FAA, Policia Nacional etc., ‘trabalham’ para a segurança do estado, e no sentido mais amplo qualquer sector da vida nacional tem a segurança do estado sua primária preocupação e alvo, o cumprimento do objeto de trabalho de qualquer instituição (como o sector da Saúde - exemplo) visando positivamente o bem-estar dos Angolanos e de Angola visa também a real segurança do estado, no sentido mais amplo da palavra. A semelhança das FAA – por exemplo – se esta instituição não for competente na prossecução do objeto pelo qual foi criado, PERIGA A SEGURANÇA DA NAÇÃO e linearmente de todos Angolanos, em suma cada cidadão “é e deve sentir-se necessariamente um ‘soldado’ em benefício da segurança do estado”.

Nos regimes totalitários (a exemplo da antiga RDA da STASI e de CUBA) esta preocupação é muito mais abrangente e doentia. ‘Imprimia-se’ na mente dos cidadãos que o ‘estado’ era alvo permanente das intrigas e ‘patranhas’ do inimigo, este termo era demasiado extensivo elástico e medonhamente presente em todos os recantos do país e da sociedade, qualquer cidadão com um simples ‘estalar de dedos’ (exemplo) por não se fazer presente num ato politico convocado pelo partido da situação, ou qualquer futilidade contrario ao referido partido poderia ser rotulado de ‘inimigo’ ou subtilmente acusado de ‘fazer o jogo do inimigo’ (não sei qual dos dois o pior) e sofrer com base na abstrata e letal acusação a pior das sevicias, desde o ‘cancelar’ da liberdade física por tempo indeterminado, tortura e até mesmo a morte. Um estado latente de vigilância policial era implantado e encorajado, desenvolveu-se uma nítida sociedade policial, “cada cidadão é e deve sentir-se necessariamente…blá-blá-blá”. Assim o foi em Angola na chamada era do ‘mono’ e deu-se gratuitamente continuidade na atual era ‘stereo’ com nefastas consequências para o cidadão.

O CONTEXTO DO CONCEITO

Porem mudaram-se os tempos e obviamente mudam-se as atitudes (ou pelo menos assim devia ser) a RDA desapareceu do mapa político mundial e da sua STASI só ficou a ‘horrenda lembrança’ que para muitos milhares de cidadãos da Alemanha de hoje e não só ainda é motivo de pesadelo. No caso de Cuba, o celebre G-2 e a ‘Seguridad del Estado’ fizeram uma leve mudança, deixaram de manter os serviços de perseguição religiosa ou as igrejas, com a consequente liberdade religiosa, consequência da Perestroika de Gorbatchev, e atenuaram a pressão politica que mantinham pesadamente sobre os dissidentes políticos, estes parecem ser um bocado mais tolerados do que antes da ‘Glassnost’, mas o espirito de “espionite geral” mantem-se aceso, e diga-se de passagem com certa razão, o ‘Yankee’ mantem os seus planos caducos de fazer pressão pela força (em vez pela razão) para a violenta mudança politica de Cuba, mantendo e organizando grupos nitidamente subversivos e violentos com o propósito de provocarem ‘o dano’ material e humano na sociedade Cubana, óbvio este tem que defender-se, e pelo que parece os orgãos da segurança de estado têm sabido cumprir com o seu patriótico papel. – Abro aqui um parêntesis para dar continuidade ao raciocínio anterior.

Portanto todos os ministérios e instituições do estado devem primar por uma colaboração harmoniosa e sinfónica para a segurança do estado. Assim a Segurança do Estado é (devia ser) elaborada patriótica e voluntariamente por toda a sociedade, e coordenada pelo sector que foi implementada para o efeito como o SINSE por exemplo. Angola já não tem a particularidade de CUBA, não é perseguida por ninguém entre aspas, com exceção de Cabinda não há grupos a reclamarem seja o que for utilizando métodos violentos (a ameaça de terrorismo internacional não é um ‘ónus’ exclusivo de Angola). Embora isto não se queira dizer que se deve desarmar ou desativar as estruturas de defesa e inteligência exterior como os Serviços de Inteligência Exterior por exemplo, antes pelo contrario. A recente notícia de que os serviços secretos da Rússia, a FSB sucessora do KGB, prendeu um espião chinês que pretendia recolher informações sobre os novíssimos misseis S3000, em matéria de segurança não há amigos, no passado a KGB mantinha uma rede de agentes em todo o mundo, quer em países amigos como ‘inimigos’. Consta-se a propósito que os serviços secretos chineses são o mais ativo do planeta, ultrapassando de longe os níveis da KGB e da toda-poderosa CIA, até porque a estrondosa ‘segurança’ financeira dá-lhe ímpeto para o efeito.

SEGURANÇA DO ESTADO E A DEMOCRACIA

Cuba não tem um regime político pluralista e democrático como no caso de Angola, logo as estruturas e objetivos dos serviços secretos não podem (NÃO  DEVEM) ser similares. Pelo que parece Angola insiste (será por pressão de CUBA?.. “não me parece”) em considerar os EUA e de certo modo a Europa ocidental como inimigos viscerais. EUA mantem relações diplomáticas com Angola, os EUA não estão apostados a empreender uma guerra secreta ou de qualquer natureza contra os interesses de Angola, como o fazem com Cuba, logo o texto e o contexto são nitidamente diferentes ainda que se possa dizer que tiveram provavelmente um ‘passado’ similar, é extremamente nocivo como nação viver do passado. Jesus Cristo alertou os seus discípulos; “ Ninguém que tiver posto a mão num arado e olhar para as coisas atrás é bem apto para o reino de Deus”. – Lucas 9:62

Tal alerta é útil para os governantes, o discurso de JES no Huambo, o estribilho tribalista na assembleia nacional: SULANOS! O esgrimir da debochada e patética ‘poesia’ de guerra (JES ganhou a guerra e ganhou a paz) por um oficial general e responsável de um dos elos dos serviços secretos – no caso os SIM - são indícios de dificuldade tremenda dos mesmos adaptarem-se e desenvolverem a nascente democracia.

Um oficial que ‘abandona’ voluntariamente a disciplina castrense para fazer impiedosa incursão nos meandros da política, constitui um ataque aos ‘pilares’ da segurança do estado. Tal descarado desafio a disciplina militar, deveria merecer uma comissão militar de inquérito semelhante a que foi submetido o general FG Miala, e provavelmente ser alvo de uma ‘exemplar’ despromoção.

O ALVO DA BÒFIA

Angola, com relação aos serviços secretos (e provavelmente como tudo o resto) ainda mantem os objetivos da época que Angola teve a similaridade antes mencionada com Cuba. A composição humana dos serviços secretos obedece a uma linha estrita de dependência e adulação canina a um único partido – ao invés da constituição – como principal requisito da candidatura e ingresso, no caso o MPLA-JES.

 O SINSE mantêm os objetivos que a DISA,MINSE,SINFO manusearam ao longo e no tempo do conflito armado, tendo a UNITA e (agora) os partidos da oposição como principais alvos ‘a abater’, quer dizer malignamente afunilaram a definição de segurança do estado, ao combate aos partidos da oposição com vista ao seu total aniquilamento ou a sua parcial/total subserviência ao MPLA-JES, como aconteceu na extinta RDA e ROMÈNIA onde apesar do regime comunista vigente toleravam – entre aspas - partidos de oposição fantoches, para darem a impressão de ‘pluralidade’ politica e nada mais.



Pode-se ter uma ideia do acima mencionado se ‘vermos’ até onde está desdobrado o SINSE, até nas comunas e localidades mais recônditas tais como Cambundi Catembo, Vila nova de Seles, Caculama, Ebanga – só para citar estes -, porque o SINSE tem necessidade de tal desdobramento em locais tão recônditos? Se existe nestes locais a polícia nacional?

A resposta é simples, onde existir uma bandeira da UNITA ou de qualquer outro partido da oposição é objeto de trabalho da Segurança do Estado. Por isso o SINSE manter um verdadeiro exército de ‘trabalhadores’ e manusearem milhões de kwanzas por dia do erário público, para ‘comprar’ bufos e informações não de atividades que realmente põem a segurança do país em perigo, mas para cumprir agenda anticonstitucional do MPLA-JES, e isso sim; O verdadeiro perigo a segurança do estado. A PARTIDARIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES não é benéfica a segurança do estado.

Os serviços secretos, ao fazerem o jogo de um único partido colocam sem dúvidas o País em perigo. Os serviços secretos ao manusearem e protegerem a corrupção e os corruptos, põem indubitavelmente a unidade e a existência de Angola como País a um perigo extremo. A extinta URSS e a JUGOSLAVIA soçobraram como estados (que parecia monoliticamente de aço) com práticas similares a praticada pelo MPLA-JES, numa palavra por não primarem por desenvolver um REAL, constante e permanente diálogo, com os diferentes ‘atores’ dos mais diversos extratos da população e da nação, ao invés de cataloga-los como POTENCIAL INIMIGO (P/I) só por pensarem diferente do partido da situação.

FATORES QUE PERIGAM A SEGURANÇA DO ESTADO

A corrupção, desemprego avassalador que se constata hoje em Angola, periga a Segurança do Estado, a fraca qualidade da Educação, o incompetente labor do ‘incipiente’ sector da saúde, constituem na minha opinião o “quarteto fantástico do mal” de todas as vicissitudes que penaliza Angola e os Angolanos, logo o real perigo para a segurança do estado. Os partidos políticos da oposição existem a base e sob proteção da lei magna do País, e existem justamente para expurgarem qualquer ameaça á segurança nacional, nenhum partido pode arvorar-se em defensor único e intransigente da soberania nacional, tal desígnio é maldoso aos interesses de todos nós, assim como o foi no passado durante o desenrolar da chamada luta de libertação colonial.

Os números falam por si; até outubro 2011 morreram cerca de 6’000 cidadãos (de acordo dados oficiais do MINSAU) na sua maioria crianças de um mal evitável: Malária. 40% Da população desempregada, Angola na lista dos 10 mais corruptos do planeta – a corrupção escancara os portões da ‘fortaleza’ e corrói os alicerces da segurança do estado, Angola entre os 22 países com FOME permanente e o país rico mais pobre, o erário público a serviço de apenas 0,5% da população… será que tais ‘indicadores’ foram ‘produzidos’ pelo ‘inimigo’? Será que tais indicadores foram produzidos pela UNITA ou pelos demais partidos da oposição?

Caso BNA, desaparecimento de cerca de 300 milhões de USD, caso Furtado e o furto de mais de 40 milhões de USD, desaparecimento na própria PGR de cerca de 3 milhões de USD, Filhos de JES e ele próprio locupletam o erário público como se da ‘bolsa’ do papai se tratasse (dá a impressão que as finanças do país, estão instalados numa das dependências da residência de JES), compram tudo que gera dinheiro cá & lá – no exterior – ou lá & cá, gastam milhões e milhões de USD para proveito da matilha isto é da família, transformaram o MEU PAÌS o NOSSO AMADO PAÌS numa banal república das bananas e na vergonha geral no contexto das nações, tal foi obra dos partidos da oposição? Qual dos atores do caso BNA é membro de um dos partidos políticos da oposição? Furtado é membro da UNITA? Quim Ribeiro é membro do Bloco Democrático?... Que medidas o SINSE adotou para no futuro evitar a repetição de tais predadores atos que mina perigosamente a segurança da nação?

Fechando o parêntesis e voltando a ‘vaca fria’ Cuba e G-2, asseguro e tudo assim leva a crer que estes serviços de Segurança do Estado têm feito cumprir escrupulosamente a lei em Cuba. Cuba é um exemplo raro no contexto das nações, de (RICA) gestão de um país (POBRE) quase sem recursos com uma prodigalidade de benefícios socioeconómico a favor do cidadão, excetuando obviamente na produção dos elementos mais básicos da democracia; Liberdade de expressão. Em Cuba não há corrupção, o desemprego é quase zero, mantêm um espetacular e bem ordenado sistema de saúde, o sector da educação é igualmente exemplar, competindo com o poderoso sistema de educação do gigante vizinho do norte. Tais fatores mantem o país a leste da violência e delinquência que assola os restantes países do continente americano. Alguma similaridade em Angola com a atuação da bófia na “era mono”?

Porque a bófia de Angola não imita – neste capitulo – a sua congénere de Cuba. Claro, não pode porque no caso de Angola tal significaria o cumprimento literal a vivo e a cores do “foto-drama” exibido pelo F8 que tanto furor levantou entre os corruptos incluindo os servidores dos mais distintos serviços secretos.

Cumprir a lei e fazer cumpri-la é a melhor garantia de manter a Segurança do Estado. Quem não cumpre a lei nem a faz cumprir põe inevitavelmente em risco a Segurança do Estado. “Não devemos ter medo do confronto, porque até os planetas se chocam e do resultado nascem as estrelas”. – C. Chaplin.



Eduardo Bárber Octávio, Chefe adjunto do SINSE


Lisboa –   Eduardo Filomeno Bárber Leiro Octávio  é  na hierarquia do Serviço de  Inteligencia  e Segurança de Estado (SINSE), o numero dois. Descrevem-no como uma figura bastante discreta e competente ao ponto de  exceder-se ao  sacrificar o tempo destinado a  família para  o  trabalho (No passado, isto  já  lhe causou problemas no lar).  O  seu lado  integro  inspira  os que  com ele  trabalham mas é a sua faceta humanista que é realçada por todos sítios por onde já trabalhou.  

Fonte: Club-k.net
JES  deu-lhe o dossiê  eleições
Na era colônia, Eduardo  Octávio  era  actor de fotonovelas. Convivia com uma elite de jovens do seu tom de pele, mestiço e a dada altura   chegou a ser mal interpretado. Mas não era este o caso.  Logo após a independência, largou a actividade de actor  e passou  para a  extinta  DISA- Direção de Informação e Segurança de Angola.  Com a conversão desta estrutura em Ministério da Segurança de Estado (MINSE), o mesmo passaria a ganhar alguma visibilidade e por influencia  do  então  Chefe Nacional do Departamento da CIG do MINSE,  Paulino Domingos  Baptista “Mulele”,  a  quem conheceu por intermédio da  sua irmã, Eduardo  Octávio   seria promovido a chefe do Gabinete do Plano adstrito ao gabinete de Baptista  “Mulele”.

Em 1983   quando a então chefia da  Segurança de Estado na província de Benguela, cai em desgraça,  Octavio Barber seria a figura a ser indicada  como  delegado provincial do MINSE. O novel Octavio Barber acabaria por substituir uma   experimentada equipa  composta por  Major Kambá (Major nome, não posto)  Kyamukambá (chefe do departamento  das operações- DOI) e Jojó (Chefe provincial da CIG).  Semanas antes da sua  nomeação, esteve nesta  província, na qualidade de  responsável do gabinete do plano,  em companhia de Baptista “Mulele”, em missão  de ajuda e controle.

Nesta  época o MINSE, não obstante, ter sido   uma estrutura de inteligência, era ao mesmo tempo  um órgão paramilitar  e  por conseguinte com batalhões estacionados no Kulango e Pundo,  aldeias do município do Lobito. Eduardo Filomeno Bárber  Octávio, o novo chefe, em Benguela,  passou a ser tratado pela alcunha militar  de  “Comandante Jundungo”. Firmou-se como “comandante militar” e passou a ter do  lado quadros da  sua confiança,  como “Ludi”, então chefe da direção política, José Francisco, responsável do plano  e  “Lombo”, responsável da logística. 

Mais tarde,  verificou-se  que a   gestão da sua equipa, teria  precipitado  a  fuga de quase metade dos melhores operativos do MINSE na província de Benguela que optavam por ir noutras províncias onde acabariam  por  ocupar postos de vulto. Entretanto, Luanda viu que algo estava mal, e exonerou-o do cargo e no seu lugar entrou um  outro operativo,  Fernando Manuel.  Eduardo  Bárber  Octávio Octávio, o “comandante Jindungo”, fez uma ligeira   travessia no deserto, até que dois  anos depois  foi  chamado para chefiar a delegação provincial do MINSE,  na província do  Bié, isto em finais da década de 80.

Terminada a missão regressa a Luanda e inscreve-se na Universidade Agostinho Neto onde faz o curso de direito. Em 1997, já como jurista é chamado para desempenhar as funções de Director Geral da DEFA, altura em que esta instituição passa  a  adoptar o nome Serviço de Migração e Estrangeiros (SME). A sua adjunta era Joaquina da Silva “Quina”, uma antiga subordinada sua na delegação do MINSE, em Benguela.

Em 1999, deixa o SME, para ser nomeado   Director Nacional da Investigação Criminal (DNIC). Era novamente  referenciado pela fama de  “muito dedicado” ao trabalho. Mostrou-se sensibilizado com a situação dos quadros e acabaria por ser mal interpretado  ao tentar  proceder algumas reformas e resolver o “velho” problema de  patenteamento (A DNIC enfrenta vários anos problemas de patente que não são ajustadas de acordo com a  carreira dos técnicos).  Sob proposta do então comandante-geral da Polícia, Alfredo José “Ekuike”, o mesmo seria afastado do cargo, após ao alcance da paz  e transferido para o comando geral como chefe do  Gabinete de Inspecção.

No seguimento do afastamento de Fernando Miala do Serviço de Inteligência Externa (SIE) ao qual provocou  a queda da direção do então Serviço de Informações (SINFO),  Filomeno Barber Leiro Octávio, agora já um talhado  Comissário da Policia, seria indicado, em Abril de 2006, para substituir Feliciano Domingos Tânio da Silva do cargo de Chefe- Adjunto do SINFO.  O novo chefe indicado é Sebastião Martins, um quadro da confiança de Fernando Dias dos Santos “Nandó”.

 Por via do Decreto Presidencial Nº 245 /2010, o PR, confirma-lhe no cargo de chefe-adjunto do SINSE, quando  Sebastião Martins é nomeado para acumular a pasta  de  Ministro do Interior. No mesmo decreto é nomeado um segundo “chefe-adjunto”,  o coronel Fernando Eduardo Manuel que passa a responder pelos  órgãos técnico operativo-informativo vulgo “área operacional”.

 Com as competências repartidas a nível do SINSE,  o comissário Eduardo   Bárber  Octávio passa a ter a tutela dos órgãos de apoio instrumental  ou área administrativa conforme costuma-se dizer (gabinete de CIRPP – cooperação, direção de GRH - recursos humanos,  direção de AGO - gestão orçamental, direção SGAS- Apoio Social).  Nesta instituição é notabilizado pelo seu lado integro.  A   gestão do  orçamento do SINSE,  embora esteja sob sua  alçada, o mesmo,  de forma discreta evita proceder a  movimentações de verbas   sem o  consentimento de   Sebastião Martins, o titular da pasta.  No inicio quando o titular do cargo não aparecesse na sede do SINSE por efeito das suas ocupações no cargo de  ministro do interior; o comissário Eduardo   Octávio  preferia  aguardar pela  chegada do seu superior, do que  mexer nas verbas, na ausência daquele. Tal dependência a Sebastião Martins teria a dada altura provocado letargia na  instituição   que por outro lado não tardaram rumores invocando que  o seu  trabalho  estava a ser   involuntariamente sabotado.

Os  rumores (ou especulações ) ficaram mais sólidos, no ver de observadores,  quando o seu nome aparece, numa lista,  como proposta de Sebastião Martins, para se tornar no próximo comandante-geral da polícia Nacional, em substituição de Ambrosio de Lemos.  Corria que o Ministro tinha mais preferência por Fernando Manuel que é um veterano responsável pela sua ascensão ao tempo  em que esteve colocado no secretariado  do extinto MINSE.  As especulações em torno das chefias do SINSE, teriam se atenuado quando em finais de fevereiro  de 2011, Sebastião Martins, chama  Eduardo  Bárber  Octávio  para informá-lo que  o  queria ter,  para lhe acompanhar numa viagem de trabalho a Espanha, a 14 de Março daquele ano.

Eduardo  Bárber  Octávio , o sujeito da historia,  esta presentemente com uma agenda    apertada.  No  período da manha trabalha  no edifício do SINSE e  a  tarde, depois das 12h,  desloca-se  para  a Casa Militar do Presidente da Republica, onde  lhe foi dado a missão de acompanhar   o  dossiê  das  eleições de Setembro de 2012.




Samakuva “reactiva” Brinde




Lisboa -  Constatações habilitadas  notam   que o  Gabinete do Presidente da UNITA, Isaías Samakuva, na sua forma de acção e composição passou a ter características que igualam a um Serviço  privado  de Inteligência. Os  seus  integrantes    são na sua maioria quadros militares  ou   civis oriundos da extinta Brigada Nacional de Defesa do Estado (Brinde), o braço de  inteligência domestica  ao tempo de Jonas Savimbi.

Líder da UNITA ludibria SINSE
 
A figura  com forte “background” em matéria de inteligência do  gabinete de Isaías Samakuva,  é o brigadeiro “Tony” Linhauka,  antigo chefe da secreta da UNITA que fora responsável pela estruturação da Brinde, na Jamba.  Outro  oficial  importante  é  o brigadeiro  João Baptista  Vindes, que ao tempo do conflito fazia parte da rede externa da UNITA, no Oeste Africano. O Brigadeiro Vindes  foi a figura da UNITA que em Outubro de 1997, esteve envolvido na “cover action” desencadeada pelos Serviços  de Inteligência do Togo que culminou com a detenção de um operativo do Serviço de  Inteligência Externa (SIE), Casimiro da Silva,  flagrado a  raptar  um filho  de Jonas Savimbi, Eloy Sakaita, em Lomé.

A Presidência da UNITA, acolhe  também um Gabinete de Estudos, Pesquisa e Analise  (GEPA) cujo chefe é um  coronel  desmobilizado, André  Chinjamba  que ao tempo da guerrilha esteve ligado a área de inteligência do Comando Operacional Estratégico das extintas  FALA. O GEPA, a semelhança de um serviço de inteligência, tem a missão de prever fenômenos políticos no país e dentro do partido.  Foi esta estrutura que em 2008, apresentou um extenso  estudo interno sobre   irregularidades  registradas nas eleições daquele ano.

A nível   de informação,  o líder da UNITA,  é igualmente  assessorado  por um quadro oriundo das FALA, o Coronel  Lourenço Bento, que há 20 anos atrás foi  ferido em combate, em Mulondola.  Para além  de uma rede extensa de informantes por todo país, Samakuva, passou a apostar em  jovens  conselheiros   descritos  como “a nova geração do partido”.  Faz parte desde grupo,  Alcibiades Kopumi, ex- quadro da Brinde e  Adriano Sapiñala,  ex- integrante da infantaria motorizada da brigada “Ben Ben” que nas  véspera da morte de Jonas Savimbi, fazia parte da Inteligência Militar. Em recepções diplomáticas em Luanda é acompanhado por estes jovens.

Internamente, a UNITA descreve  estes    quadros oriundos das suas estruturas de inteligência,  agora ligados ao gabinete presidencial como os “quadros que fazem o partido”, por serem desconhecidos mas que na  pratica operam como “eminências pardas”  do seu presidente.

Há cerca de três anos atrás a UNITA teria notado que estavam a ser alvos de penetrações internas, por parte da Segurança de Estado.  Sempre que Isaías Samakuva,  realizasse reuniões  estratégicas do partido, horas depois o MPLA, tinha acesso aos seus planos. Para contornar a situação, o responsável Maximo  da UNITA fechou-se dando lugar ao chamado “núcleo duro” que circula a sua volta. Foi com o surgimento do “núcleo duro”  que os  seus opositores internos passaram a acusar-lhe de  tomar as decisões   a nível do seu grupo restrito.

Ao mesmo tempo, o Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), admitia nos seus relatórios de finais de    2010 que estariam a ter dificuldades em penetrar neste partido. O  SINSE, descrevia  que “Dentro da UNITA só o grupo de Samakuva sabe e dirige o jogo político” e que “ O nosso pessoal dentro da UNITA continua a ter dificuldades em obter a informação real e decifrar a logica de Samakuva e "inviabilizar" a sua acção”.

“Está confirmado que até as estruturas provinciais da UNITA que são muito vulneráveis, apenas recebem informação e orientações avulsas que são de “diversão”. A informação real, e que faz parte do jogo é recebida por intermediários “da direcção” que a aplicam encima da hora, o que tem dificultado as nossas “acções e contra-medidas”, admitia o SINSE, chefiado por Sebastião Martins.

Estratégia para desactivar fraude eleitoral

Há informações apontando que para  o corrente ano de 2012, o Presidente da UNITA,   Isaías Samakuva e a sua “Brinde” criaram   uma chamada “estratégia nacional” destinada a desmontar   cenários de fraudes que   possam acontecer  nas eleições de Setembro.

Foram criadas a  nível   do  pais, estruturas dentro dos seus secretariados  municipais e comunais também com a valencia de um corpo de inteligência.   Faz parte desta estrutura, para alem de outras, a figura do   administrador eleitoral, o responsável  para o estudo sociológico e análise competitiva,  e um  director  provincial do centro das  telecomunicações.  A ligação  com o Presidente do partido é  feita por meios habilitados  a fim  desviar a interseção  de escutas do SINSE. No Huambo que é a província onde a UNITA tem noção de   que ganha as eleições  num “processo limpo” foram criadas  seis regiões eleitorais constituídas por municípios e respectivas direcções eleitorais de campanha: região centro-Huambo (sede), região centro-oeste (Caála e Ekunha), região oeste (Longonjo, Ukuma e Chinjenje), e etc.

Há 10 de Abril, o  líder da UNITA, recebeu de um operativo de Benguela, com o conhecimento de Alberto  Ngalanela (Secretario Provincial) um relatório  intitulado  “Irregularidades Ligadas ao  Processo Eleitoral”, ao qual davam-lhe conta  da situação sobre o registro  de actualização eleitoral no interior daquela  província com destaque a comuna de Capupa  ao qual notam  ausência de registro nas posições de Londesa, Hengue, Kandionga, Chihondo, Chambanga, Lutira Wemba.

Segundo  informações fiáveis,  é do conhecimento de  Isaías  Samakuva  que as autoridades angolanas treinaram cerca de  300 quadros dos Serviços de inteligência   para acompanhar o processo eleitoral, numa operação que envolve o chefe adjunto do SINSE, Fernando Eduardo Octavio que presentemente despacha com a Casa Militar da Presidência da República.  A  estratégia do Presidente da UNITA em contornar  a fraude eleitoral , por parte do regime  é baseada em  planos concebidos  por consultores internacionais que ajudaram a neutralizar  presságios de fraude em dois países da África do Oeste.

No comments: