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Saturday, January 29, 2011

Casar faz bem para saúde


Sex, 28 Jan, 09h04
RIO - O casamento faz bem para a saúde física e mental de homens e mulheres, mostra um estudo publicado na edição de fevereiro da publicação 'British Medical Journal'. A edição especial de Valentine's Day, o Dia dos Namorados do Hemisfério Norte, que acontece dia 14 de fevereiro, traz diversos estudos que mostram que casar - e não apenas morar junto - traz melhoras significativas para a vida do casal.
Na pesquisa mais significativa, os pesquisadores John e David Gallacher, da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, descobriram que pessoas casadas vivem mais e têm uma saúde melhor do que os solteiros ou divorciados.

- Tradicionalmente, já existe a ideia de que o casamento faz bem à saúde. Mas como antigamente praticamente todos os adultos eram casados, ficava difícil comprovar a tese cientificamente. Com o aumento de solteiros nos últimos 30 anos, foi possível fazer estas avaliações. O grupo com a maior longevidade, sem dúvida, é o dos casados - afirma Gallacher.
O estudo avaliou a saúde de mais de um milhão de pessoas em sete países europeus. Os casados, segundo os pesquisadores, vivem cerca de 10% a 15% a mais do que aquelas que vivem sozinhas.
A principal hipótese para explicar esta longevidade seria a de que indivíduos bem ajustados gravitam para o casamento, sugerindo que não é o casamento que aumenta a saúde, mas que os indivíduos que escolhem casar já têm uma saúde melhor antes do matrimônio.
Outra teoria é a de que o casamento melhora a qualidade de vida e a convivência em grupo, já que os parceiros passam a ter mais compromissos em família e, por consequência, um maior apoio psicológico. O fortalecimento dos laços afetivos é especialmente benéfico para os homens, que passam a beber menos e evitam comportamentos de risco.
Mas nem todo relacionamento é bom para a saúde, alertam John e David Gallacher. Adolescentes envolvidos em namoros longos costumam ter mais sintomas depressivos do que seus amigos solteiros, enquanto os homens que se casam antes dos 25 anos não parecem se beneficiar tanto do matrimônio. Já as mulheres se beneficiam mais do casamento se ele acontecer entre os 19 e os 25 anos.
Para os autores da pesquisa, morar junto não é tão bom para a saúde quanto casar. Segundo Gallacher, o estresse da coabitação pode aumentar o risco de diversos problemas de saúde e ainda multiplica as chances do casal se separar após o casamento.
E, embora as crianças possam trazer uma satisfação a longo prazo para o casal, elas costumam trazer desequilíbrio para o relacionamento, principalmente se os parceiros não tiverem maturidade emocional. Os pesquisadores também descobriram que mulheres que trocam de parceiros com frequência ou emendam um relacionamento no outro costumam ter mais distúrbios psicológicos, como os transtornos ansiosos e a depressão.

Nova técnica permite operação de próstata por um corte de dois centímetros

São Paulo - Uma nova técnica minimamente invasiva para cirurgia da próstata começou a ser usada no Brasil. A primeira operação desse tipo no país foi feita pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, na capital paulista.

A técnica permite que o paciente tenha a glândula operada por meio de um único furo de dois centímetros feito abaixo do umbigo, por onde entram um aparelho chamado de single port e uma câmera.
De acordo com o médico urologista do Centro de Referência em Saúde do Homem, Fábio Vicentini, a técnica é aplicada especificamente para próstatas grandes, que não podem ser operadas pelo método convencional: com acesso pelo canal da uretra. Normalmente a próstata aumentada é operada por um corte grande ou por laparoscopia com quatro ou cinco cortes menores. A técnica é indicada para homens com a próstata pesando 100 gramas. O peso normal é o de 15 a 20 gramas.
"Essa cirurgia é um avanço porque conseguimos fazer com um corte de dois centímetros uma cirurgia tão eficiente quando a aberta, só que mais rápida, com menor sangramento, menos dor. Outro ponto positivo da utilização dessa técnica é a diminuição dos custos, porque o paciente recebe alta no dia seguinte à operação, por isso o custo com a internação e os medicamentos ficam em torno de R$ 1,2 mil por paciente".
Vicentini disse que fora do país o sigle port foi utilizado pela primeira vez nos Estados Unidos. Segundo ele, o método já está implantado no Centro de Referência em Saúde do Homem. Por mês são realizadas cerca de 40 operações de próstata no hospital. Dessas 10 são de próstata aumentada.
"Essa não é uma doença que mata, mas o desconforto é grande porque dificulta muito na hora de urinar. A qualidade de vida do paciente cai muito e muitas vezes ele tem que usar uma sonda porque a urina não sai. Sem tratamento essa doença pode afetar a bexiga e os rins, podendo se tornar uma doença grave".

Dormir com cachorro ou gato na cama aumenta o risco de doenças


Qui, 27 Jan, 10h36

RIO - Os bichos de estimação são adoráveis, mas nem por isso eles devem dormir na cama. É o que acredita o veterinário Bruno Chomel, da Universidade da Califórnia, que afirma que cães e gatos podem transmitir mais de 100 doenças para os humanos. Segundo ele, cerca de 56% dos donos de cachorros deixam os animais dormir na cama. Entre os donos de gatos, o número sobe para 62%.
- Muitas pessoas estão substituindo filhos por bichos de estimação. Esses cães e gatos acabam sendo tratados como humanos, e isso não é bom para a saúde das pessoas ou dos animais. Apesar de não transmitirem doenças com frequência, quando isso acontece o caso costuma ser sério - avalia.
Para Chomel, os pets não devem ficar em certos cômodos da casa, como os quartos, principalmente os quartos de bebês. Entre as doenças que podem ser transmitidas pelos cães que dividem a cama com seus donos estão a doença de Chagas e as verminoses. Já os gatos podem transmitir uma doença causada pela bactéria Bartonella, que pode danificar o fígado e os rins. Em raros casos, os animais de estimação também podem transmitir a super bactéria MRSA.
A pesquisa de Chomel foi feita em parceria com o veterinário Ben Sun, do Departamento de Saúde da Califórnia. Além de coletar dados nos Estados Unidos, eles também avaliaram pesquisas similares feitas na Inglaterra, na França e na Holanda. De acordo com o levantamento, 53% dos participantes admitiram tratar os animais como membros da família. Quarenta e um porcento dos cachorros que dormem na cama são de raças pequenas, como yorkshire, poodle e shi tzu. Um terço dos donos de cães grandes, como labrador, deixa os bichos dormirem na cama.
O veterinário Larry Kornegay, presidente da Sociedade Americana de Veterinária, acredita que os donos de animais não precisam ficar alarmados, mas devem ter bom senso e manter as vacinas e a vermifugação de cães e gatos sempre em dia.
- Os benefícios de ter um bicho de estimação são muito maiores do que os riscos. Donos de cães e gatos têm a pressão mais baixa, menos depressão e se sentem menos sozinhos. Além disso, os donos de cães costumam ser mais ativos e têm mais amigos graças ao animal - conclui.


Bach, na casa de correcção


Uma caixa grande de violoncelo assemelha-se bastante a um caixão, pelo que, à medida que eu transportava a minha pelo Central Juvenile Hall (Centro de Detenção Juvenil) de Los Angeles, ia atraindo muitas atenções. Dirigia-me à capela após ter sido convencido a tocar para uma audiência de jovens reclusos pela Irmã Janet Harris, que coordenava as actividades de voluntariado. O projecto que mais a entusiasmava era um programa de escrita criativa que ela própria ajudara a criar e no qual eu começara recentemente a colaborar como professor. Os meus alunos eram IARs, ou «infractores de alto risco», que estavam acusados de homicídio ou assalto à mão armada e aguardavam ali o respectivo julgamento.
De alguma forma misteriosa, a Irmã Janet soubera que eu tocava violoncelo nos meus tempos livres e pediu-me para dar ali um pequeno concerto. Tentei recusar, recordando-me ainda da última vez que tocara para um grupo de miúdos: fora numa festa de anos e o aniversariante pontapeara a ponta do meu instrumento, declarando que o violoncelo era estúpido e que só o acordeão conseguia ser mais aborrecido.
— Irmã Janet — disse eu — já alguma vez foi a uma festa de alunos de uma escola em que a música clássica fizesse parte do programa? Pode ser uma péssima ideia...
— Ah — respondeu ela, sorridente — mas isso seria numa escola. Os nossos rapazes jamais se comportariam assim.
Após passar por um labirinto de vedações de arame, cheguei a um edifício com uma cruz no telhado. Sobrepondo a minha voz ao ruído da música que saía de um amplificador lá de dentro, apresentei-me a alguém que trazia a identificação ao peito e um walkie-talkie. Folheando um caderno com o programa, o homem disse-me então: — O próximo é já você!
Levou-me depois para o gabinete do capelão, onde pude retirar o meu violoncelo da caixa e fazer o aquecimento para a minha actuação.
— Quando o chamarmos, vá por aquela porta, que lhe dará acesso directo ao palco — explicou-me o homem.
Quando ele saiu, decidi abrir só uma nesga da porta e espreitar para a sala. Tinha curiosidade de ver qual o tipo de actuação que antecedia a minha. E vi que era um grupo de hip-hop, com a música muito alta a sair dos amplificadores, ao som da qual a audiência de prisioneiros se abanava e batia as mãos. Um dos elementos da banda era uma jovem muito atraente, com calças de ganga justas e uma camisa que lhe deixava o umbigo à mostra. Embora ela não cantasse e a forma como usava a pandeireta denotasse pouco treino, um simples olhar sobre aquele público só de homens confirmou-me que a estrela daquela actuação era ela.
Fechei a porta e afundei-me na cadeira do capelão. «Incomodo?», perguntou uma voz atrás de mim. Era a Irmã Janet.
— Acho que não foi boa ideia pôr-me a tocar — disse-lhe.
— Porque não?
— Ouça o que está a acontecer ali dentro! Estão a bater o pé e a dançar que nem loucos, e isso só por verem  a rapariga de biquini, já  para não falar da música. Consegue imaginar o balde de água fria que vão ter quando eu entrar ali dentro?
— Têm lá uma rapariga de biquini? — perguntou a Irma Janet.
— Não está em biquini mas quase. Isto não vai resultar.
— Tenha um pouco de fé! — instou ela.
Às duas horas em ponto, o som dos amplificadores foi desligado sem cerimónias e o grupo saiu do palco. Ao contrário do que acontece noutros concertos, em que as pessoas aplaudem e gritam bis no final de uma actuação, o público ali teve de permanecer calmo e sentado. Mas ninguém estava com um ar satisfeito.
Um homem com uma peruca mal colocada percorreu o corredor desde lá de trás por entre os bancos, virou-se para o público e leu em voz alta: — E agora o Sr. Salzman, que vai tocar violoncelo. — Depois, voltou por onde viera e saiu da capela.
O silêncio que se instalou na sala enervou-me de tal maneira que não consegui ver a plataforma mais elevada do palco e caminhei direito a ela e tropecei, entrando em cena a cambalear para não cair. Por um triz consegui evitar a queda, utilizando o violoncelo como se fosse uma vara de esqui, ou seja, apoiando firmemente a extremidade do braço do instrumento no chão e saltando para o lado do público. Não fora minha intenção fazer uma entrada à Buster Keaton, mas foi isso que aconteceu, e os reclusos acolheram-me com uma sonora gargalhada e uma salva de palmas.
Demorei um pouco a começar para lhes explicar que quase tudo aquilo que viam no violoncelo (à excepção das cordas de metal e do pino da extremidade do braço) já tinha feito parte de coisas com vida: a parte superior fora retirada de um abeto, a parte posterior, de um carvalho silvestre (com os seus veios escuros semelhantes à pele de um tigre), o descanso para os dedos, de um ébano, o arco, de um pau de quire com pêlos de cauda de um cavalo, e as peças de marfim, de um dente de um mamute conservado na tundra congelada durante dezenas de milhares de
anos. — Quando tocamos este instrumento — concluí — trazemos todas essas peças novamente à vida.
Entretanto, esgotei os factos que pouca gente sabe sobre os violoncelos, e disse aos rapazes que a primeira peça que iria tocar para eles, O Cisne, de Camille Saint-Saëns, me fazia sempre pensar na minha mãe. Comecei então a tocar. Com aquele tecto elevado, paredes nuas e chão duro, a capela fazia o som ressoar como que numa banheira gigantesca. O violoncelo soava divinamente naquela sala, o que me entusiasmou, até que a dada altura ouvi uma espécie de murmúrio entre o público, o que me trouxe de volta para a realidade. Os miúdos estavam aborrecidos, tal como eu previra.
O som aumentou de intensidade. Não era bem o som de inquietação, mas também não eram sussurros. Olhei então para o público e vi uma sala inteira de rapazes com as lágrimas a correrem-lhes dos olhos. Aquilo que eu ouvira não fora mais do que o som de fungar e assoar – que é música para os ouvidos de qualquer músico!
Toquei o resto da peça como nunca até então tocara na minha vida, e quando terminei, a ovação foi ensurdecedora. Era o sonho de um violoncelista medíocre a tornar-se realidade! Para a minha peça seguinte, escolhi uma sarabanda de uma das suites de Bach, pela qual os rapazes me recompensaram com mais aplausos. Nessa altura, alguém gritou:
— Toca a das mães outra vez! — E a ideia foi imediatamente aclamada por todos.
Compreendi então que fora a evocação da figura materna que os comovera daquela maneira.
Toquei novamente O Cisne, um pouco mais de Bach, e O Cisne uma terceira vez. Quando o homem da peruca assinalou o fim do tempo para a minha actuação, os jovens assobiaram-no. E depois deram-me uma ovação final!
Mark Salzman
Selecções do Reader’s Digest
Lisboa, Outubro 2004



QUA, 02 DE MARÇO DE 2011 14:18   
Poligamia: boa para os homens, ruim para as mulheres
Em 1862, a decisão do Congresso Americano em tornar a poligamia ilegal naquele país, transformou a vida dos mórmons. Os mórmons são um grupo que faz parte de uma religião cristã conhecida como a Igreja de Jesus dos Santos dos Últimos Dias.
Eles são uma comunidade bastante fechada que valoriza a família e que geralmente se casam apenas entre outros membros religiosos. Antes da lei, era comum aos homens mórmons terem várias esposas.
Em 1890, no entanto, a Igreja fez uma declaração acabando com a prática, inclusive no estado de Utah, onde vive um número grande de mórmons. Algumas décadas depois, menos de 1% dos mórmons deste estado tinham mais de uma esposa.
Cientistas da Indiana University Bloomington decidiram estudar como a proibição da poligamia mudou a vida dos homens e mulheres desta comunidade. O autor do estudo, Michael Wade, escolheu os Mórmons porque eles seriam “uma população singular que sofreu uma mudança compulsória em seu estilo de união, da poligamia para a monogamia. E melhor ainda, nada mais mudou. O estilo de vida continuou o mesmo, eles não mudaram seus hábitos alimentares ou onde vivem”. Eles decidiram, então, estudar como a mudança afetou o as pressões evolucionárias nos homens e mulheres mórmons na hora da seleção sexual, onde existe competição entre cada gênero para conseguir um companheiro ou companheira.
Para medir a seleção, eles buscaram os registros genealógicos de cerca de 150 mil homens e mulheres que nasceram entre 1830 e 1864 e quase 635 mil descendentes da base de dados populacionais de Utah. Eles utilizaram, também, dados do Censo do Governo dos EUA para completar as estimativas do número de pessoas que não tiveram filhos. Os cientistas consideraram os “monógamos em série”, pessoas que se casaram várias vezes, ou as pessoas que ficaram viúvas e se casaram de novo, mas nunca estiveram envolvidos em um relacionamento poligâmico.
Segundo os pesquisadores, a poligamia exacerbaria a competição para os homens, afinal, para cada homem com cinco esposas, existiriam quatro homens sem esposa nenhuma. Este sistema resultaria em alguns homens com vários filhos e outros sem nenhum. Não foi nenhuma surpresa descobrir que os polígamos tinham mais filhos. A cada nova esposa, o homem poderia ter mais seis herdeiros. Com as mulheres, acontecia o contrário: a cada esposa adicional, elas deixariam de produzir um filho.
Os cientistas descobriram que quando a poligamia ficou ilegal, a diferença entre o número de filhos dos homens que sempre foram polígamos e daqueles que nunca tiveram uma esposa caiu impressionantes 58%.
Em relação a competição entre os homens na hora da seleção da esposa, a variação na diferença entre os homens que conseguem se reproduzir com sucesso não necessariamente significa uma evolução na seleção. De acordo com o professor de antropologia da Universidade de Utah, Henry Harpending, “a pesquisa é impressionante”, mas “os homens que antes tinham três mulheres poderiam tê-las simplesmente porque tinham algo melhor que os outros homens. Se este é o motivo, então ouve uma diferença no banco de genes. Se a escolha for aleatória – meu tio me ajudou a comprar uma fazenda e eu consegui três esposas – então, isto não muda nada”.
As mulheres foram beneficiadas com a monogamia. “Se você só tem um parceiro o número máximo de descendentes para o homem será o mesmo que para as mulheres”, disse Wade. Assim, o relacionamento entre gêneros ficou mais equilibrado. “A variação de parceiros para um homem, com a monogamia, passa a ser quase igual para as mulheres”.
Em relação ao número de filhos, que diminuiria a cada nova esposa que chegasse à família, Harpending explica que o motivo poderia ser a idade das mulheres. As recém-casadas geralmente eram mais novas, já as que se casaram antes seriam mais velhas e menos férteis. Outra explicação seria que algumas viúvas, antes de se casar de novo, teriam perdido um período de sua fertilidade.
Em resumo, a poligamia trazia mais benefícios para os homens, mas só para os que já tinham várias esposas. A monogamia diminuiu as diferenças reprodutivas entre aqueles que, antes, não tinham uma esposa se quer. A competição para arrumar um parceiro ou parceira, que antes era menos acirrada para os homens, acabou se igualando. Os homens tiveram que começar a correr atrás! Para completar, o número médio de filhos que um homem poderia ter era alto quando podia ter múltiplas esposas. Com as mulheres era o oposto. Os cientistas preferiram definir se a poligamia era boa ou ruim, mas ficou claro que, se era boa, era só para os homens casados.
LiveScience


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