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Sunday, January 09, 2011

Circuncisão reduz risco de HPV e câncer de colo de útero nas mulheres

Um novo estudo, publicado no The Lancet, mostra que a circuncisão pode reduzir risco de câncer de colo de útero em mulheres. A pesquisa envolveu mais de 1.200 casais heterossexuais HIV-negativos, que vivem em Uganda, na África, onde a circuncisão de homens adultos é cada vez mais incentivada como forma de prevenir a propagação do vírus da Aids. 

A circuncisão também pode diminuir o risco de HIV e de outras doenças sexuais

Por Minha Vida

Para realizar os testes, metade dos homens recebeu o procedimento cirúrgico no ato da inscrição e a outra metade teve a circuncisão agendada para após a participação na pesquisa. Dois anos depois, as parceiras dos homens circuncisados estavam 28% menos propensas a serem infectadas com o vírus do papiloma humano (HPV) do que as parceiras dos homens não circuncisados. O motivo da redução dos riscos está vinculado a redução do transporte de HPV pela região peniana. Isso porque, o prepúcio do pênis, que é removido durante a circuncisão, é rico em células que são particularmente mais suscetíveis para o vírus se instalar e sua remoção, portanto, dificultaria a contaminação. 

O HPV é uma doença sexualmente transmissível (DST), considerada é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero. Em estudos anteriores, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins mostraram que a circuncisão masculina reduz a infecção por HIV, HPV em homens, e herpes genital.  




Prevenção

O câncer de colo de útero é o único tipo de câncer que tem um começo, meio e fim delimitado. "Ele demora em média de 5 a 10 anos para se desenvolver do primeiro estágio ao mais grave", explica o ginecologista Wagner José. Algumas medidas simples poderiam evitar a doença. São elas:

-Fazer o exame de papanicolau. O exame ainda é o mais eficiente método de detecção da doença. "Apenas 19% das brasileiras fazem o exame e boa parte da população desconhece sua importância", alerta o ginecologista da Unifesp.

De acordo com ele, não é necessário fazer o exame todos os anos, afinal, o tempo de manifestação da doença vai de 5 a 10 anos. "Para quem começou sua vida sexual agora, é recomendado fazer uma vez por ano, mas se você fez o exame por três anos consecutivos e não apresentou alterações, não precisa fazer anualmente. Basta fazê-lo uma vez a cada dois anos", continua.  
Para quem já teve o HPV Não há cura para o HPV. "É o sistema imunológico da mulher que se encarrega de expulsar o vírus", explica Wagner. Por isso Wagner recomenda:

- Tenha boas noites de sono. "O sono fortalece o sistema imunológico e faz com que tenhamos mais força para reagir a "agentes intrusos" como o vírus do HPV", explica o ginecologista.

- Evite o fumo. "O cigarro agrava e muito o problema por enfraquecer o sistema imunológico", diz o ginecologista.

- Dispensar a calcinha de vez em quando: para dormir, por exemplo. "Deixar as partes íntimas arejadas ajuda a evitar a propagação do HPV", explica Wagner.
 

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