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Tuesday, January 11, 2011

Moçambique:Conferência episcopal alerta para perigo do mono-partidarismo Bispos dizem que revisão constitucional é oportunidade para "maturidade" mas avisam que há que saber quem vai participar nessa revisão


Moçambique:Bispos alertam paara perigo de mono-partidarismo


Os bispos católicos de Moçambique emitiram um comunicado no qual alertaram para  a possibilidade do regresso do país o mono partidarismo.
Por isso disseram que a próxima revisão constitucional é um momento e um exercício delicado que poderá no entanto ser um exemplo de maturidade politica e uma oportunidade  para se dar um verdadeiro exemplo de democracia.
D Lúcio Muandula, Presidente da Conferência Episcopal disse à Voz da América que a conferencia a episcopal não tinha expressado uma preocupação mas sim que o dia a dia do país faz intuir uma tendência muito forte em direcção ao mono partidarismo. A este respeito fez notar como exemplo a situação na província de Gaza onde a presença de partidos políticos da oposição é quase que inexistente tornado o mono partidarismo algo que existe na prática.
No que diz respeito á revisão constitucional D. Lúcio disse que embora se fale muito na revisão não se saber ainda o que se pretende modificar.
Para o presidente da conferência constitucional há que mudar para simplificar e aprofundar a democracia. Em qualquer revisão constitucional deve-se também saber quem vai fazer a revisão e quem vai contribuir. 
Ouça as declarações do bispo
Por João Santa Rita


Moçambique: Igreja Católica pede honestidade e maturidade ao Governo

Bispos avisam sobre os perigos do monopartidarismo, realçando que a futura revisão constitucional deverá ser um «verdadeiro exemplo de democracia»


Lisboa, 11 Jan (Ecclesia) – A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) desafiou as autoridades políticas a contribuírem, com maturidade e honestidade, para o progresso do país, à beira de encetar uma revisão constitucional.
“O dia-a-dia faz intuir uma tendência muito forte ao monopartidarismo” avisam os bispos moçambicanos, num comunicado oficial divulgado hoje.
Numa análise à realidade daquela nação lusófona, a CEM recorda a “amarga experiência de monopartidarismo no passado”, esperando que essa memória “persuada todos os políticos a desistirem dos seus maus intentos”.
Recorde-se que o Parlamento moçambicano aprovou em Dezembro de 2010 um projecto de resolução onde criou uma Comissão "Ad Hoc" para efectuar a revisão da Constituição.
“Façam desse exercício uma oportunidade para Moçambique dar um verdadeiro exemplo de democracia” é o repto lançado pela CEM.
A nota da Igreja Católica moçambicana destaca ainda a persistência de casos de tráficos de seres e órgãos humanos no país.
“Quando a Igreja Católica, em 2004 e 2005, denunciou os primeiros casos conhecidos, muito se fez para afirmar que era falso” recordam, sublinhando que “hoje, a imprensa está confirmando, com casos, um fenómeno de dimensão planetária”.
Em termos de desenvolvimento social e económico, os bispos católicos saúdam o Governo pela aposta na expansão da rede escolar, pela melhoria verificada ao nível do saneamento básico, do abastecimento de energia eléctrica e na rede viária.
No entanto, a CEM conclui que o país ainda está “longe do mínimo desejável”, pedindo aos responsáveis políticos que abandonem políticas de implementação de megaprojectos, “sem impacto imediato” ou com resultado negativo para a população local.
JCP



É preciso saber quem vai fazer revisão constitucional - Bispo do Xai-Xai



Moçambique: Bispo do Chiomio entrevistado

Quinta, 13 Janeiro 2011
O presidente da Conferencia Episcopal de Moçambique, D. Francisco Chimoio, disse que é preciso saber quem vai fazer parte do processo de revisão constitucional no país.
Numa entrevista á Voz da América o Bispo disse que há zonas em Moçambique que o único interlocutor é o partido no poder o que levou os bispos a avisarem recentemente para a possibilidade do regresso ao mono partidarismo. 
Nessa entrevista o bispo abordou também a questão do tráfico de seres e órgãos humanos em Moçambique e também a questão do combate à pobreza.
Reconhecendo terem havido progressos pontuais na construção de escolas e na electrificação de algumas aldeias, o Bispo disse no entanto que isso não é só por si um sinal de que o combate à pobreza está a ter sucesso.
Recordou os distúrbios do ano passado no Maputo e Matola afirmando que isso espelha a pobreza no país.
Ouça a longa entrevista com o Bispo Francisco Chimoio transmitida no nosso Temas e Debates
Por Joao Santa Rita | Washington

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