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Wednesday, February 16, 2011

Angola e Cuba devem intensificar troca de arquivos históricos


Havana (Do enviado especial) – As Repúblicas de Angola e Cuba têm de cooperar com maior intensidade na troca de documentos históricos e na promoção de eventos internacionais, que visam difundir a verdadeira identidade dos respectivos povos. 

  Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva
A proposta foi lançada nesta segunda-feira pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, no Arquivo Histórico desse país, onde fez uma visita de trabalho, para ver as condições materiais existentes e lançar as bases tendentes a materialização da parceria. 
“Abordei isso com o ministro da Cultura de Cuba e penso que nós vamos ter eventos e acções concertadas, para contribuir no aprofundamento do conhecimento da nossa verdadeira identidade, seja cubana, seja de África”, expressou a governante. 
Rosa Cruz e Silva afirmou ser fundamental impulsionar essa relação dos arquivos, por acreditar haver no arquivo de Cuba dados históricos sobre o Continente Africano mais verídicos e fiáveis em relação aos produzidos pelos pesquisadores europeus.  
Fundamentou a sua afirmação com o facto de muitas informações terem sido passadas pelos próprios escravos levados de África, como moeda de troca, daí reafirmar que os pesquisadores europeus interpretaram mal, em alguns casos, as manifestações culturais locais. 
“Temos aqui dados sobre as nossas etnias, que são mais verdadeiros, porque foram afirmados pelos próprios escravos quando aqui
chegaram. Cremos que há erros nas investigações feitas no passado, porque as leituras não foram as melhores”, reforçou. 
Para a titular do Mincult, os pesquisadores actuais devem ir ao encontro desses documentos produzidos nos séculos XV e XVI, com base nas informações dos escravos, para estarem mais próximos da verdade e mais capazes de confrontar as outras fontes. 
Para tal, disse que Angola e Cuba devem trabalhar de forma muito estreita para dar visibilidade a essas trocas de documentos históricos, na medida em que os pesquisadores europeus privilegiaram informações com um cunho pejorativo, para denegrir esses povos. 
Do seu ponto de vista, há acções que podem ser promovidas pelos dois países para dar corpo a essa iniciativa, como a produção e publicação de livros, realização de conferências e outras. 
“Temos documentação sobre Angola noutros países, como Argentina, México e em quase todos onde houve presença africana, pelo que podíamos organizar, no âmbito do projecto Rota dos Escravos, eventos e conferências, para tirar do sono esses documentos”, concluiu. 
Rosa Cruz e Silva, que termina hoje (terça-feira) a sua visita de trabalho a Cuba, à frente de uma delegação do Ministério da Cultura, visitou ainda segunda-feira a Imprensa Nacional Federico Engels, além de assistir a uma apresentação do Conjunto Folclórico Nacional. 
De igual modo, foi recebida pela vice-ministra das Relações Exteriores, Ana Teresita Gonzales Fraga. 
Países africanos devem primar pela institucionalização da liberdade política 

Luanda– Os países do continente africano devem primar pela institucionalização das liberdades políticas, visando a condução pacífica dos processos eleitorais.
A afirmação é do analista político Luís Neto Kiambata que intervinha durante uma mesa redonda sob o tema “A democracia em África e os processos eleitorais: O caso da Côte d'Ivoire”, promovida pelo Instituto de Relações Internacionais (IRI), nesta terça-feira, em Luanda.
Na sua dissertação, referiu que a democracia é de extrema importância para o desenvolvimento das nações, tendo em conta que uma das principais funções da mesma é proteger os direitos humanos fundamentais, como a liberdade de expressão, oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, económica e cultural de uma sociedade.
Por outro lado, referiu que as democracias conduzem regularmente a eleições livres e justas, abertas a todos os cidadãos.
No seu entender, as eleições não podem constituir "fachadas", atrás das quais, se escondem ditadores ou um partido único, "mas verdadeiras competições com o apoio do povo".
“A democracia não é adstrita apenas ao continente africano, mas sim universal, e está vinculada a outros envolventes que se juntaram a ela, e nela juntaram-se oportunidades, vantagens, benefícios para que o nível de vida dos povos fosse melhorado no plano político, económico, social, ideológico e cultural”, sublinhou.
Neste contexto, Luís Kiambata salientou que as sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso.
A conferência teve como objectivo mobilizar os africanos na defesa do desenvolvimento da democracia no continente, bem como contribuir para que os processos eleitorais sejam conduzidos pacificamente e com a aceitação dos resultados sem reservas.
O tema “A democracia em África e os processos eleitorais: O caso da Côte d'Ivoire” foi analisado na perspectiva política, jurídica, histórica e cultural, de forma a despertar a consciência dos africanos, para a importância da implementação da democracia em África.
Para além do analista político Luís Neto Kiambata, foram oradores os docentes universitários Mbala Langa Langa, Elias Chinguli e Fernando Manuel.
Docente aponta causa do fracasso das eleições em África 
Luanda  – O docente universitário Elias Chinguli referiu hoje, em Luanda, que as eleições em muitos países africanos acabam por ser o ponto de discórdia por serem vistas como o culminar de uma fase de transição.

Elias Chinguli defendeu esta posição quando falava durante uma mesa redonda subordinada ao tema “A democracia em África e os processos eleitorais: o caso da Côte d'Ivoire.
Durante o evento, que teve igualmente como prelectores o embaixador Luís Neto Kiambata e o docente universitário Fernando Manuel, Elias Chinguli referiu que muitas vezes ao realizar-se eleições olha-se para ela como o culminar de um processo de transição, algumas vezes acompanhados também por situações conflituosas.
Porém, argumentou que este é apenas uma das etapas de um processo muito mais longo e diferente, que, em África, não acontece de acordo com as normas definidas.
“Na verdade transformamos as eleições numa semente da auto destruição da própria democracia, o que acontece por não termos esta tal cultura política que vem da sedimentação dos valores, do acautelamento dos interesses”, disse.
Por isso, defendeu a necessidade de se olhar para a democracia como um valor que preserva o bem comum.
Esclareceu que, desde logo, há ideia de que a democracia comporta valores e instituições, não havendo uma instituição global para velar pela aplicação do princípio democrático nas relações internacionais haverá sempre a questão da subjectividade de cada estado ter em conta aquilo que são os resultados a aplicar.

Angola: MPLA diz que Luanda não será o Cairo

O Cairo em Luanda? O MPLA diz não temer, em Angola, o que se passa no Norte de África, mas o Governo tem inviabilizado quaisquer tentativas de realização de manifestações no país.
O Cairo em Luanda? MPLA diz que não.Oiça MPLA a dizer que Angola não é o Egipto

O Cairo em Luanda? O MLA diz não temer, em Angola, o que se passa no Norte de África, mas o Governo tem inviabilizado quaisquer tentativas de realização de manifestações no país.
Depois das fortes contestações contra os governos dos presidentes da Tunísia, Egipto e  Líbia, está a ser convocada através da internet, num email, intitulado “A Nova Revolução do Povo Angolano”, uma manifestação de protesto contra o regime do Presidente da República, a ter lugar a sete de Março, de Cabinda ao Cunene.
Ainda não há um rosto visível a assumir a autoria deste acto, o que faz com que muitos cidadãos se resguardem a iniciativa. No email intitulado “A Nova Revolução do Povo Angolano”, exige-se o abandono do poder pelo Presidente angolano para se promoverem mudanças na constituição de forma a abolir  as leis que restringem  a actividade política em Angola.
O MPLA disse, na voz do seu secretário para Informação, que não acredita que situações semelhantes a dos países do norte de África aconteçam na parte sul do continente, em particular em Angola. Rui Falcão Pinto de Andrade sustenta que José Eduardo dos Santos é um factor de estabilidade para o partido no poder e que, ao contrário do Norte de África, mais a Sul há democracias.
E apesar de essas democracias, angolana incluída, reconhecem o direito constitucional à  manifestaçpoao, o MPLA fezuma advertência à população. Julião Mateus Paulo, “ Dino Matross”, Secretário geral do partido dos camaradas, afirmou que serão tomadas medidas contra quem eventualmente venha a fazer uma manifestação.
As ameaças feitas por Dino Matross, segundo comentários em alguns círculos da sociedade angolana, alimentam especulações de que as autoridades darão luz verde as forças da ordem para contraporem eventuais iniciativas.
Na semana passada a polícia nacional em Cabinda abortou uma manifestação de jovens em Cabinda que queriam saudar a independência do sul do Sudão. Antes, foi interrompida outra manifestação protagonizada por ex-trabalhadores angolanos na antiga RDA. E no Huambo, um forte contingente policial, inviabilizou uma manifestação convocada pela UNITA, na semana passada.
Angola ficou privada do sinal da Internet durante largas horas, desde a tarde da última quarta-feira. A queda do sinal da Internet, afectou sobretudo as páginas sociais. Até ao momento ainda não houve um pronunciamento oficial da parte da Angola TELECOM, empresa angolana de Telecomunicações a esclarecer o sucedido. Algumas fontes avançam que terá sido apenas uma avaria no sistema de fibra óptica para a transmissão dados.
Em Setembro, o presidente angolano atinge 32 ano de poder.
Por Agostinho Gayeta | Luanda Sexta, 18 Fevereiro 2011

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