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Wednesday, February 16, 2011

Dom ÒSCAR ROMERO

ROMERO VIVE!..

Dom ÒSCAR ROMERO; O ARCEBISPO DO POVO
“ Eu não acredito na morte sem ressureição, disse o arcebispo. “ se eles matarem-me, eu serei ressuscitado no coração do povo Salvadorenho” Dom Óscar Romero (tal como Luther King),nunca teve dúvidas de que era um alvo a abater pela ditadura, e a exemplo do seu predecessor, preferia falar da morte, pois a coragem esta, presumia-se. E dia-após-dia avançou inexorável no cumprimento da sua missão e do seu destino; DENUNCIAR A INJUSTIÇA, jamais lhe passou pela cabeça ‘recuar’ ou ‘juntar-se’ as forças da ditadura assassina de El Salvador.
O AMIGO DOS POBRES E OPRIMIDOS.
Em cada aniversário (um acontecimento nacional) da sua morte, o povo marcha através das ruas carregando e interiorizando a promessa, impresso em centenas de cartazes. Mães fazem centenas de pupusas (espessas tortilhas feitas com feijão) as 5 horas da manhã, embrulha-os, e preparam as crianças para duas horas de caminhada para a cidade para relembrar o paladino da justiça chamado de Monsenhor Dom Romero.
QUEM FOI ESTE DEFENSOR DA JUSTIÇA?
Óscar Arnulfo Romero Galdámez, conhecido como Monsenhor Romero, nasceu na cidade de Barrios, São Miguel aos 15 de Agosto de 1917, foi morto em São Salvador, aos 24 de Março de 1980 á meio de uma homilia (em plena missa), foi um Sacerdote Católico Salvadorenho, quarto arcebispo metropolitano de São Salvador (1977-1980). Nasceu numa familia de origens humildes, entrou para o seminário de São Miguel em 1930.
Os superiores mandaram-no para Roma, para estudar e aperfeiçoar-se na Pontificia Universidade Gregoriana. Foi ordenado padre em 4 de Abril de 1942.
Em 25 de Abril 1970, é nomeado Bispo Auxiliar de São Salvador, e em 15 de Outubro de 1974 bispo de Santiago de Maria.
ARCEBISPO
Em 2 de Fevereiro de 1977, foi nomeado Arcebispo de São Salvador, escolhido arcebispo por seu conservadorismo, uma vez nomeado aderiu a não-violência, posição que o levou a ser comparado ao Mahatma Ghandi e a Martin Luther King, por isso Òscar Romero, passou a denunciar, nas suas homilias dominicais, as numerosas violações de direitos humanos em São Salvador (no principio com bastante timidez e de forma insipida) e manifestar publicamente sua solidariedade com as vitimas da violência politica, a medida que ia tomando conhecimento cada vez mais real da verdadeira índole da ditadura, tornou-se o porta-voz da angustia e gemido das classes mais desfavorecidas (os pobres, camponeses, marginalizados e humildes) no contexto da Guerra civil Salvadorenha.
Dentro da igreja Católica, defendia a “opção preferencial pelos pobres”
A MORTE
Na homilia de 11 de Novembro de 1977, Monsenhor Romero, afirmou; “a missão da igreja é identificar-se com os pobres. Assim a igreja encontra sua salvação.”
Antes de se efectivar a sua morte, recebeu milhares de ameaças de morte, algumas directas e outras indirectas isto é anónimas, mas tais ameaças ao invés de atemorizarem-no e afrouxar a sua temerária actividade, galvanizaram-no para o destino que inevitavelmente estava previamente traçado para ele. Dom Óscar Romero foi assassinado em 24 de Março de 1980 por um atirador de elite do exército Salvadorenho, treinado nas escolas das Américas, enquanto celebrava a missa. Sua morte provocou uma onda de protestos em todo o mundo e pressões internacionais por reformas em El Salvador.
Foi declarado Servo de Deus pelo Papa João Paulo II.
O DEFENSOR DOS OPRIMIDOS
O povo Salvadorenho estava desprotegido, em 1980 morriam por mês durante a guerra civil cerca de 3’000 Salvadorenhos, as ruas e casas encontravam-se apinhadas de cadáveres. Com uma única excepção, todos os bispos Salvadorenhos voltaram as costas ao povo e consequentemente ao Arcebispo Dom Óscar Romero, que travava uma batalha insólita e invulgar contra a ditadura militar, Evocava David e Golias. Os Bispos Salvadorenhos foram tão longe chegando inclusive de mandar secretamente informações para Roma, difamando o arcebispo, acusando-o de “politizado,” marxista e mais preocupado em ‘buscar’ popularidade.
Com o intuito de ser ‘silenciado’, Romero, recusou um importante cargo governamental, condicionando inteligentemente a sua aceitação á interrupção da repressão contra o povo, tal recusa tornou-o inimigo do governo e da junta militar, ganhando por outro lado um tremendo apoio e admiração popular.
Romero, foi uma surpresa na história de El Salvador, o povo nunca esperou que, pelo seu conservadorismo, ‘tomasse’ partido incondicional pelo povo, os bispos da igreja e os líderes politicos no poder, sentiram-se traídos. Ele tivera sido eleito arcebispo justamente por seu conservadorismo, e precisamente pelo apoio de bispos igualmente conservadores, Romero era um ortodoxo, conhecido por suas criticas contra o progressivo da teologia da libertação, assim alinhou-se com os senhores grandes proprietarios de terras, buscando e apoiando reforma agrária contraria aos ideiais da teologia da libertação com influència marxista. Mas um evento teve lugar três semanas depois da sua eleição que iria definitiva e decididamente transformar o ascético e timido Romero (a semelhança do imprevisto incidente protagonizado por Rosa Parks, de Montgomery na noite de 1 de Dezembro de 1955, fez emergir o intrasigente e indómavel Moisés; Luther King).
O primeiro sacerdote do arcebispo, Rutilio Grande, foi emboscado e morto junto dois outros co-sacerdotes. R. Grande era um alvo a abater pelos militares, porque ele defendia abertamente o direito dos camponeses em organizarem-se em cooperativas agricolas. Ele denunciava que os cães dos grandes proprietarios de terras, comiam melhor alimento que os filhos dos camponeses que trabalhavam para os senhores ‘feudais’. Durante a noite, Romero saiu do seu comódo dirigindo-se a casa mortuária, para ver pessoalmente o cadaver do R. Grande (e prestar o último tributo ao seu companheiro) e de outros mortos com ele, entre eles estava uma criança de apenas sete anos de idade, a casa mortuária estava apinhada de camponeses desesperados com o terror estampados nos rostos, silenciosos e angustiados eles interrogavam com os olhos Romero; “vai apoiar-nos como fez R. Grande?” os camponeses dolorosamente desesperançados rogaram ferverosamente por um novo bom pastor que os guiasse ‘para pastos verdejantes’ e que os tratasse com ternura, como R. Grande o fizera em vida, e naquela noite obtiveram milagrosa e silenciosamente um. Naquela noite emergiu realmente o Arcebispo do Povo, o defensor intrasigente da verdade, e o amigo e irmão dos oprimidos.
Romero, entendeu que a igreja é muito mais do que a hierarquia, Roma, teológia ou clérigos – mais do que uma instituição – naquela noite ele viu claramente o povo como a igreja em si mesma. “Deus necessita das proprias pessoas, ‘disse ele’ “para salvar o mundo... o mundo das pessoas pobres ensina-nos que, a Libertação só chegará quando estas deixarem de estender a mão para o governo e para a igreja, mas quando eles próprios serem os protagonistas da sua propria luta de libertação.”
A enorme e inconsolável consternação de Romero, era constatar de que ele por si só não poderia parar a violência.
No proximo ano observou ou registou que cerca de 200 catequistas e camponeses que o acompanharam na sua caminhada no interior do País foram mortos, cerca de 7.500 Salvadorenhos foram assassinados, um milhão de Salvadorenhos ficaram sem tecto e corriam constantemente de um lado para o outro, fugindo das balas dos beligerantes, e tudo isso num País de cinco milhões e meio de habitantes. Tudo que Romero tinha para oferecer ao povo eram as suas ‘francas’ homilias em defesa e apoio do povo, radiodifundido atravês do País, sua voz assegurava a todos os habitantes de El Salvador, que as suas palavras não iriam parar imediatamente as atrocidades praticadas pelos soldados governamentais, mas que tinha transformado a sua igreja na igreja dos pobres, e que esta igreja viveria com eles e que estava incondicionalmente do lado dos pobres, denunciando a opressão e a injustiça.
“se um dia eles confiscarem a estação de rádio de nós... se eles não nos deixarem falar, se eles matarem todos os sacerdotes e o arcebispo também, e deixarem o povo sem sacerdotes, cada um de vocês deve transformarem-se no microfone de Deus no mensageiro de Deus, cada um de vocês deve tornar-se num profeta.” Exortava amiúde o Arcebispo, antevendo o seu inevitável sacrificio, e preparando o rebanho para o ‘dia seguinte’ após a sua eterna viagem para Junto do Senhor.
Em 1980, quando a violência tornou-se virulenta e extrema, Romero escreveu para o Presidente dos EUA, Jimmy Carter, rogando-o para que ele cessasse de mandar ajuda militar, ele escreveu; “esta sendo usado para reprimir o povo” os EUA, enviava cerca de Um milhão e meio de USD por dia, durante doze anos, sua carta não encontrou ‘eco’ no ‘coração’ empedernido dos dirigentes dos EUA que estavam loucamente obsecados num único objectivo; ‘travar a todo custo a ameaça comunista’. Monsenhor, Dom Óscar Romero, foi assassinado dois meses mais tarde de ter escrito a carta para o Presidente Jimmy Carter.
Aos 23 de Março, Romero caminhou destemidamente sobre o fogo expondo-se corajosamente, abertamente desafiou as forças armadas governamentais, compostos maioritariamente por camponeses, cujo alto comando temia e odiava sua reputação. Finalizando uma longa homilia radiodifundido atravês do País, sua voz (dirigindo-se para o efectivo das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana)ecoou; “irmãos, vocês fazem parte do mesmo povo; vocês estão matando seus compatriotas,seus irmãos, camponeses como vocês... nenhum soldado é obrigado a obedecer uma ordem imoral e contraria a vontade de Deus...” uma estrondosa ovação de aplausos interrompeu-o, inquestionavelmente ele estava a convidar os soldados das forças governamentais a desertarem e a amotinarem-se. Depois sua voz serena e segura continuou, “no nome de Deus, no nome do sofrimento do povo eu peço-vos, eu rogo-vos, EU ORDENO-VOS no nome de Deus: PAREM COM A REPREENSÃO.”
O assassinio de Romero, foi um aviso selvagem. Mesmo alguns que ‘atenderam’ o funeral de Romero foram mortos a tiro por franco-atiradores do exército que se postaram no telhado do edificio defronte a catedral. Até os dias de hoje, desconhece-se quem atirou contra Romero (mas suspeita-se de quem partiu a ordem para o efeito), o que realmente perdura e vinga é a sua promessa. Dias antes do seu assassinato tinha dito a um reporter, “podes assegurar as pessoas (a junta militar), que se eles forem bem sucedidos em matar-me, eu perdoarei quem o fazer e o abençoarei. Espero assim que finalmente eles possam compreender de que eles perderam simplesmente o seu tempo. Um bispo morre, mas a igreja de Deus, que é pertença do povo, nunca perecerá.”
A opção preferencial pelos pobres é um convite para a Igreja como um todo e para cada seguidor de Cristo. “O cristão, se não viver este compromisso de solidariedade com o pobre, não é digno de chamar-se cristão”, ele dizia. E continuava: “Por isso, os pobres marcaram o verdadeiro caminho da Igreja. Uma Igreja que não se une aos pobres para denunciar, a partir deles, as injustiças que se cometem contra eles, não é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo”(Homilia, 23 de setembro de 1979). Nisso, ele reconheceu sua missão como arcebispo: “Creio que fazer esta denúncia, na minha condição de pastor do povo que sofre a injustiça, seja meu dever.- concluiu com tranquilidade.
Isto (a denuncia da injustiça) me impõe o Evangelho, pelo qual estou disposto a enfrentar o processo e a prisão” (Homilia, 14 de maio de 1978).
Dom Óscar Romero, em nenhuma ocasião fez ‘ouvidos de mercador’ as angustias, súplicas e gemidos do povo e de todos aqueles que sofriam com a injustiça, em nenhum momento pactuou com os da classe politica, conviveu vez por outra com dignatários do regime, também era procurado por personalidades da oposição politica de todas as ‘cores e matizes’, mas fez dos pobres, humildes e oprimidos seus companheiros permanentes e habitual, defendendo-os intrasigentemente, em nenhum momento ‘procurou’ negociar esta ‘atitude’ e muito menos procurou influenciar as populações de acordo o pedido da ditadura militar, a cooperar e ‘venerar’os perpetradores do mal e da injustiça, aqueles que semeavam a dor e o luto implacávelmente no solo Salvadorenho.
Certo dirigente de uma organização partidária marxista, confessou-o (a Romero) abertamente; “estavamos enganados a igreja demonstrou que NÃO É O ÓPIO do povo, tem sido uma enorme ajuda e comforto para o sofrimento e consciencialização das classes mais exploradas e oprimidas” A religião torna-se inevitavelmente o ópio do povo, quando matêm uma atitude dúbia, “não é peixe nem carne” consola hipocritámente o sofrimento do povo em beneficio do regime, ao mesmo tempo que ‘mama sofregamente das tetas’ do regime, fazendo o papel de mais uma ‘correia de transmissão’ do regime para manter o povo silenciado, humedecido e ‘castrado’, exortam hipocritamente; “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” mas eles próprios (os pastores caudilhistas) deixam de honrar a Deus, para honrar exclusivamente César, prometendo que a hipotética ‘ recompensa’ dos pobres está nos Céus, e que o ‘dever’ do cristão é HONRAR A CÈSAR, ‘castrando’ a mente e o coração, buscando eles próprios a recompensa imediata junto de César.
EPÌTETO
A cada ano que passava, as suas homilias/profecia se tornava mais incisiva. No dia 11 de maio de 1978, fazendo eco às palavras de Dom Helder Câmara: «Se damos uma esmola aos pobres, somos considerados bons cristãos; mas se defendemos seus direitos e sua dignidade, somos taxados de comunistas» -, Dom Oscar retrucava a seus acusadores: «Podem chamar-nos de loucos, subversivos e comunistas, mas nada fazemos senão anunciar o testemunho revolucionário das bem-aventuranças, que proclamam felizes os pobres, os sedentos de justiça e os que sofrem».
GALERIA DOS SANTOS
O século XX foi sem sombras de dúvidas, o mais sangrento da história da humanidade. E o século de gigantes lutadores contra a injustiça; Martin Luther King, Oscar Arnulfu Romero Galdámez, Mahtma Ghandi, Madre Elisabeth da Russia, Madre Teresa de Calcutá, pastor Dietrich Bonhoeffer, Conego Manuel das Neves, Joaquim Pinto de Andrade, Desmond Tutu e tanto outros.
• 1994. – abre-se o processo de canonização de Dom Óscar Romero, em El Salvador.
• 1997. – O processo passa para a Congregação das causas dos Santos em Roma.
• A doutrina central de Jesus Cristo, consiste na aplicação inequivoca da Justiça.
EM ANGOLA
Qual a leitura que podemos fazer da actuação em Angola, das maiores confissões Cristâ? Utilizam o pulpito das respectivas igrejas para Fazerem o papel de JUDAS? Que traiu o mestre com 30 moedas? (carros luxuosos, mansões de luxo, contas bancarias chorudas, bolsas de estudo no exterior para os filhos (muitos deles ‘batizados’ de afilhados) enteados, sobrinhos etc.
Não se espera que as igrejas, conduzam manifestações públicas ou incitem a violência pura e gratuita, mas que TOMEM POSIÇÔES JUNTO DO POVO. Estão ALHEIOS ao que que se passa na sua volta? Será que observam bem e com atenção os rostos dos milhares de pessoas, em especial os jovens e os idosos que a eles recorrem em busca de refrigério espiritual?.. são pessoas felizes? Alegres? E com confiança no Futuro?.. Porque fingem não ‘ver’ o desenfreado enriquecimento ilicito dos caudilhistas de JES, a corrupção endémica? (causa do empobrecimento de milhões de cidadãos), As prisões arbitrárias? Os assassinios de inocentes? Etc etc.
Os pastores das referidas denominações podem usar o metódo do Arcebispo do Povo, e mais podem ser os porta-voz do povo, comecem por visitar os bairros mais miseraveis onde se encontram os verdadeiros FILHOS DE DEUS e oiçam os seus gemidos e súplicas, tentem contabilizar o nr de enterros que diáriamente ocorre em Luanda e nas grandes urbes de Angola, e sintam em primeira mão, na primeira pessoa a atroz miséria, a vida que mais parece o ‘inferno’ aliás pior que no ‘inferno’, a que eles se encontram submetidos, pela vontade de um punhado de individuos que se dizem ser ‘eleitos de Deus’ e proprietários de Angola, os causadores do enorme martirio do povo... com a benção das igrejas e dos seus Pastores.
As igrejas Angolanas hoje, defendem a opção preferêncial da oligárquia, há muito abandonaram inescrupulosamente o povo, (pois estes, na sua execrável, desgraçada e putrida miséria não têm nada a oferecer. A oligarquia têm milhões de toneladas de ouro a oferecer; AGORA).
Os cães dos governantes e caudilhistas do MPLA-JES, alimentam-se melhor que os filhos do povo. Tudo isso sob o olhar silencioso e cumplice das igrejas.
Romero Vive!... no interior de cada alma, vitima da injustiça e opressão.
Tentei amar a humanidade e servi-la. Fui o Tambor da Justiça e da paz. Após a morte ficara a minha vida que entreguei toda a causa”. – Luther King
“Não temeis aqueles que podem matar o corpo, mas não podem matar a alma, temei antes AQUELE que pode destruir o corpo e a alma…” – Mateus 10; 28
Nguituka Salomão

A Desterritorialização Do Municipio Do Cuchi: No Tempo, No Espaço, E Hoje!!! - Cláudio Ramos Fortuna

Luanda - O Município do Cuchi, dista a 95 quilómetros de Menongue, que de resto é o Município sede da lendária capital da província do Kuando Kubango, que foi um dos palcos mais emblemáticos da nossa fratricida guerra, que se arrastou pelo menos três décadas.
Segundo dados avulsos dão conta que a vila do Cuchi, conta hoje com uma população estimada em aproximadamente 61 mil habitantes. Com uma extensão territorial de 2128km2, naquele espaço territorial, ainda são visíveis algumas das marcas do simbolismo arquitectural colonial.
Dizem os entendidos que o Cuchi é um Município rico em minérios de alto quilate no país mas que paradoxalmente, apresenta um digno postal de “desterrititorialização”, na medida em que há ausência gritante de quase tudo, sobretudo de alguns dos principais serviços básicos para sobrevivência humana, que são fundamentais para alavancar qualquer espaço territorial dos nossos dias.
No domínio histórico, consta que o rei Mukuva I º, foi o primeiro rei dos Ngangela, e era oriundo da região dos Grandes Lagos, na época das “migrações” aquele rei travou uma forte batalha contra os Kwanyama e Nyaneka Humbi, que se dedicavam ao roubo de gado bovino, consta igualmente que naquela época, os Cokwe, se dedicavam ao roubo de crianças, para as converterem em mãos de obra barata, servindo posteriormente de meios para comércio, negócio que era praticado principalmente pelo Umbundu, por via da vila da Katumbela com destino a Europa.
De acordo ainda com algumas fontes o rei Mukuva I, teve uma amizade estreita com os colonizadores, cujas consequências daquela relação de amizade, causaram algumas convulsões previsíveis, que passou pela rainha Lusinga e o rei Cihwaku, que se opuseram, as relações entre o rei Mukuva I, e os colonos.
Quanto ao surgimento dos Cokwe, importa realçar que o reino do Mukuta, teve a liderança da caravana do Mwata Citangumuna, na companhia de Mingoci, que eram provenientes de Ntumbole, Norte do Kuci, e posteriormente chegou uma outra caravana, sob direcção do Mwene Cifungu e Lyavuma, vindos de Kasai, acompanhando elefantes (caçadores) até Lyevela, Nkaka ya Ktena, vindo a se instalar na zona, que deu liberdade e fixou-se no Lwasenya, dizem ainda algumas fontes que os Cokwe também travaram grandes combates contra os Kwanyama ao lado do Mukuva
I.No capítulo das delimitações geográficas, pode-se dizer:
Que a Norte, os Lwimby, ficavam pelas nascentes do Kwanza.
A Leste, pela base do Monte Cipepa, a fronteira que se estendia até Vunonge, onde ficavam os Mbwela.
A Sul, era configurada, pelos reinos do Bié e do Ngalange, no planalto.
O reino do Sendye tinha varias Frátrias, que eram equivalentes a províncias actualmente, e eram as seguinte:
Ngondyelo, Frátrias do Este a capital Katota.
Masaka. Frátria do Sul, situava-se nas margens do Kuvangu e Kweve, que é um afluente do Kuvangu.
Katoko – Frátria de Oeste, tinha a capital Cihwaku, actual vila do (Kuvangu) que foi a Fratria que atingiu maior desenvolvimento das forças produtivas porque fazia comércio directamente com os Estados do Planalto e colonialistas de Kakonda.
As frátrias do reino do Sendye, separaram-se umas das outras no fnal do século XIX. O Katoko, foi a primeira, à dar origem ao reino do Cihwako, o Masaka deu origem ao reino de Masaka ou Lusinga, o Cihwaku e o Lusinga tiveram um papel preponderante na Historia do povo Ngangela, estas ocorreram antes da morte do rei Mukuva, ocorrida no final do século XIX.
Quanto as condições sociais actuais dos habitantes do Cuchi, podemos dizer que as mesmas primitivas, na medida em que faltam os elementos essenciais para que um Município do nível B, como é o Cuchi, possa desenvolver, e dotar de uma identidade própria no naipe dos outros Município, que lhe são congéneres do nível B, hoje em pleno século XXI, não se admite que um Município que foi o celeiro do milho em Angola, não tenha electricidade, não tenha água potável canalizada para servir os cerca de 61 mil habitantes, que seria um incentivo para o cultivo, apesar de terem a seu favor a fabulosa dádiva que são os rios, é preciso que haja um bom aproveitamento deste bem natural.
No domínio do culto, existem algumas igrejas implantadas, no Município, há uma marca visível da Igreja Católica que está parcialmente destruída que data de 1956, criada pelos missionários, segundo padre Cassanga, o primeiro Pároco do Cuchi, estão a fazer de tudo para sua restauração.
Bastas vezes, ouvimos os responsáveis da R.N.A, verberarem as suas virtudes de razão de que o sinal da Rádio Nacional, chegava a todos os cantos e recantos deste país, podemos afirmar com toda veemência, que este quadro não se faz sentir é no Município do Cuchi, onde não chega água canalizada, nem mesmo o Grito de Ipiranga, do programa “ ÀGUA PARA TODOS” chega no Cuchi, quando até se trata de um Município marcadamente rural, para os mais de 61 mil habitantes, temos apenas sete chafarizes, que é foi uma invenção do século XIX, mas que ainda faz morada entre nós, a electricidade tem sido graças ao grupo gerador da Administração, que serve para abastecer a via principal do Cuchi.
 Quanto ao sinal da televisão é possível assistir os programas da nossa “Telinha” com auxilio das antenas parabólicas, porque à nossa T.PA, só tem lá, faz algum tempo para efeito de charme um contentor que provavelmente esteja o seu respectivo emissor, mas que em termos de funcionamento “ népia”.
O facto de não haver os serviços bancários, no “desterritorializado” Município do Cuchi, os trabalhadores por altura da recepção dos seus ordenados, têm que se deslocar para Município sede de Menongue, isto implica que por média estes ficam por lá pelo menos uma semana, e no caso dos professores e do pessoal da saúde, já consegue imaginar os prejuízos decorrentes desta inépcia administrativa.
Quanto à assistência social, aquele desterritorializado Município, não conta com apoio industrioso, das ONG´s, quer as nacionais como as estrangeiras, neste domínio à capital dos Ngangela, é ainda “virgem” na medida em que os seus serviços ainda estão inexplorados a nível do saneamento básico, dos direitos humanos, da água por estes e outros motivos podemos convir que Cuchi, é hoje um Município “desterritorializado” no tempo e no espaço. 

Cláudio Ramos Fortuna
Urbanista
Clá udio_fortuna24@yahoo.com.br

SEG, 28 DE FEVEREIRO DE 2011 02:14   
Mahatma Ghandi o Profeta da Não-Violência


Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869 na Índia ocidental. Seu pai era um político local, e a mãe dele era uma Vaishnavite religiosa.

Apesar de Gandhi admirar Jesus Cristo e utilizar seus ensinamentos, especialmente o Sermão do Monte como parâmetros para sua própria vida. A história nos conta que Gandhi se decepcionou com a Igreja de Jesus, pois aqueles que deveriam representar Cristo na terra,demonstrando o amor incondicional ao próximo, foram um fator decisivo para aperdição não somente de Gandhi, mas para todo o povo indiano que o seguiram com sua religião equivocada, assim como as gerações que viriam após ele até os dias de hoje.
"Ele não comandou soldados. Não teve nenhum cargo político. Entretanto, foi um dos líderes mais poderosos do nosso século. Muitos milhões na Índia adoravam Gandhi. Chamavam-no de "Mahatma", que quer dizer "grande alma". Outros o consideraram arruaceiro e hipócrita. Mas numa coisa tanto amigos como inimigos deste apóstolo da paz concordavam: Gandhi era de fato, único. Não houve ninguém mais corajoso, mais auto-disciplinado ou mais controvertido que ele. Qual será o segredo da mística deste homem simples? Podemos aprender alguma coisa dele para nos ajudar hoje?
"Ele se parece com um passarinho", observou Lorde Mountbatten, o último governador britânico na Índia. Lorde Mountbatten, ‘assistiu no camarote de 1a’ como o frágil, cândido e inocente ‘passarinho’ ousou desafiar e vergar o poderosissimo império “onde o sol nunca se punha” o império Britânico, na época Potência mundial de primeirissima classe.
Gandhi era uma figura pequena e arqueada que vestia somente uma tanga e misturava-se sempre de forma muito natural com os pobres. Mas esse humilde hindu conseguiu o respeito e a admiração do mundo. Einstein, o cientista, predisse que "em gerações futuras, talvez mal se acredite que tal insólita pessoa um dia andou sobre esta terra". E o vice-rei Mountbatten declarou: "Mahatma Gandhi entrará na história assim como Buda e Jesus Cristo."
Mas nem todos cantavam louvores a Gandhi. Um outro vice-rei britânico, Lorde Wavell, o chamou de "velho político malévolo, minucioso, obstinado e dominador de duas palavras".
Winston Churchill resmungou a respeito do "nauseante e humilhante espetáculo desse faquir sedicioso. Subindo seminu a escadaria do palácio do vice-rei para negociar em termos de igualdade com o representante do rei, do império Britânico."
Mas Gandhi, com seu programa de desobediência pacífica, conseguiu frustrar a Grã-Bretanha em sua tentativa de controlar a Índia. Um por um, vários vice-reis, primeiros-ministros, e finalmente o rei da Inglaterra em pessoa, cederam às demandas daquele faquir seminu, o frágil ‘passarinho’.
Nascido em 1869 em uma família de classe média, o jovem Gandhi casou-se na idade de 13 anos.
Mandado para Londres para estudar Direito, aquele tímido jovem asiático fez o máximo para se transformar num verdadeiro inglês. Ele foi visto impecavélmente vestido com um terno elegante. Ele fez cultura vocal e chegou a tomar aulas de dança. Após vários anos em Londres, Gandhi passou nas provas de Direito e aceitou um emprego na África do Sul, em uma companhia muçulmana.
Houve um incidente racial no vagão de passageiros de primeira classe de uma ferrovia que mudou a sua vida. Por causa de sua pele escura, ele foi posto para fora do trem, apesar de estar com passagem de primeira classe. Gandhi se lembrou mais tarde: "Minha não-violência ativa começou naquele dia."
Ele denunciou o governo Sul Africano por restrições de viagem aos indianos e por outras ofensas graves contra as minorias. Gandhi organizou um protesto que atraiu 50 mil pessoas com ele na luta pela liberdade, resultando num histórico projeto de reformas. Tendo sido bem sucedido em efetuar algumas mudanças na política da África do Sul, mais tarde Gandhi afastou-se dos holofotes da publicidade para seguir seus anseios espirituais.
Ele organizou uma "Ashram", uma comunidade hindu para orações e auto-disciplina. Em 1915, depois de 22 anos na África do Sul, Gandhi abandonou sua carreira de advogado e retornou à Índia. A esta altura, já era uma celebridade em sua terra natal devido ao seu sucesso na África. Ele agora dedicava-se a melhorar a vida de seus compatriotas. Pelo resto de sua vida ele combateu o preconceito, a violência e a opressão.
Gandhi começou abraçando o que era conhecido como "Os Intocáveis", um grupo infeliz do qual fazia parte uma de cada seis pessoas da Índia. Eles moravam em favelas cheias de ratos no meio dos esgotos abertos. A sociedade inclusive exigia que eles alertassem os outros sobre sua presença quando se aproximavam. Sem nada para lucrar além do ridículo e da rejeição, Gandhi assumiu a causa dos intocáveis, mudando o nome deles para "filhos de Deus". Seus seguidores mais leais ficaram horrorizados. Até mesmo sua obediente esposa demonstrou choque ante o desafio dele ao sistema de castas da Índia.
Gandhi respondeu às críticas cometendo o ato mais humilhante possível para um hindu: esvaziar as latrinas dos intocáveis.
Finalmente ele se identificou de tal maneira com a odiada classe que mudou-se para sua favela.
Gandhi lutou pelos direitos de outros grupos na Índia também, lançando um protesto contra o que considerou uma exploração inglesa. Para desenvolver a economia da Índia, ele pediu que todos os cidadãos dedicassem uma hora por dia tecendo algodão e deu ele mesmo o exemplo, trabalhando num velho tear de madeira.
O desafio seguinte de Gandhi contra a mãe Inglaterra envolveu o sal.
Os ingleses impuseram um imposto sobre esta necessidade básica e proibiram os indianos de processarem seu próprio sal. Gandhi contra- atacou com sua famosa "Marcha do Sal" para o mar.
Assim, após uma duríssima viagem de 24 dias, ele finalmente chegou ao oceano. Todo curvado, pegou um torrão de sal e o ergueu para o alto, diante da multidão que aplaudia. Ele esperava que a polícia fosse prendê-lo, provocando assim um levante nacional. Os escritórios entrariam em greve, os trens parariam de correr e a economia seria paralisada. Mas nenhum policial ousou interferir com a cerimônia de Gandhi junto ao mar. Assim, o destemido líder anunciou um ataque às salinas do governo em Dharasana. Isto a polícia não podia ignorar.
Veja como Webb Miller da United Press descreveu a cena em 21 de maio de 1930: "Em completo silêncio, os homens de Gandhi caminharam e pararam a 100 metros da paliçada. Uma coluna da multidão avançou, atravessou as valas e aproximou-se da cerca de arame farpado. De repente, sob uma ordem de comando, grupos de policiais nativos correram na direção dos manifestantes e deram golpes sobre suas cabeças com chicotes com ferro nas pontas. Nenhum dos manifestantes ergueu sequer um braço para se defender dos golpes. De onde eu estava eu ouvia os golpes dos chicotes nos crânios desprotegidos."
Foi esse o relatório da United Press que levantou o mundo contra o tratamento da Inglaterra com sua colônia. O massacre da Marcha do Sal virou uma página na história da Índia. Dá para ver, porque as ameaças contra Gandhi não foram bem sucedidos. Nenhum meio convencional poderia deter seus protestos não-convencionais. Prisões não o intimidavam. Quando ameaçado de ser preso, e posteriormente em pleno julgamento ele calmamente considerava-se culpado e pedia a pena máxima. Na verdade, dentro da cadeia, Gandhi possuía mais conforto do que quando estava em liberdade, além de proporcionar a ele a oportunidade de leitura e reflexão ininterruptas.
No total, o indomável Gandhi passou mais de seis anos de sua vida na prisão. Ele proclamava:"Cadeia, é cadeia para ladrões; para mim ela é um templo."
O estilo de protesto sem violência de Gandhi, deu ao grande patriota negro americano, Martin Luther king, tanto o método como a inspiração. Quem poderá esquecer a imagem do grupo desarmado de King em Alabama atravessando a ponte do Selma. A polícia os enfrentou com cassetetes, mangueiras e ferozes cães de guarda. Enquanto a televisão registrava o drama, King ordenou que os manifestantes se ajoelhassem na estrada e se submetessem ao ataque. Eventualmente, é claro, Martin Luther King quebrou a espinha dorsal da discriminação na América; graças ao exemplo de Gandhi.
Onde foi que Gandhi aprendeu o princípio da não-violência? A maior parte foi no cristianismo. Cedo na vida, ele leu no Novo Testamento as instruções de Cristo para não revidar o mal, mas dar a outra face. Gandhi declarou anos mais tarde: "Aquelas palavras entraram direto em meu coração."
Embora tenha sido a vida toda um admirador de Jesus, Gandhi nunca se sentiu compelido a se tornar cristão. Ele preferiu ficar examinando as religiões do mundo, guardando as grandes verdades e a esplêndida poesia de todas elas.
Gandhi forçou um rígido legalismo sobre si mesmo. Ele seguiu o programa mais restrito. Levantando-se diariamente às 2 horas da manhã para ler as escrituras hindus e fazer suas orações, ele viveu na pobreza, carregando consigo seus poucos bens num pequeno saco. Usava as mesmas roupas todos os dias: uma tanga e às vezes um xale de algodão; ambos, é claro, de tecido caseiro.
O guarda-roupa primitivo de Gandhi causou uma vez uma confusão durante sua visita ao rei George. Ao chegar à Inglaterra entre fanfarra e publicidade, desceu pela escada do navio usando apenas sua tanga e recusou-se a mudar de roupa mesmo para seu encontro com o monarca. Quando os repórteres horrorizados perguntaram como ele se atrevia a visitar o palácio seminu, Gandhi respondeu com um sorriso: "O rei está usando roupa suficiente para nós dois."
Talvez não queiramos ir ao extremo de Gandhi em sua auto-negação, mas certamente os cristãos podem aprender alguma coisa do exemplo dele. Devemos também abrir mão do luxo, mas somente com o propósito de ajudar os outros; não para engrandecimento próprio.
Gandhi fez o voto do celibato total aos 37 anos de idade e ordenou que seus dois filhos fizessem o mesmo voto para toda a vida. Quando o mais velho deles, Harilal, quis se casar, Gandhi recusou-se a dar sua bênção. O jovem frustrado tornou-se alcoólico e morreu na desonra.
Gandhi insistiu que seus discípulos mais chegados também se unissem a ele no celibato, mesmo aqueles que eram felizes no casamento. Ele declarou que "a realização de Deus é impossível sem a renúncia completa do desejo sexual". Como você vê, amigo, Gandhi na busca da perfeição do caráter, tornou-se obcecado com essas coisas e finalmente com o controle do apetite. Sua autobiografia dedica capítulos inteiros a um processo longo de refinamento de seus hábitos alimentares. Ele fez voto de permitir apenas duas refeições ao dia. Um jantar típico consistia em dois gomos de toranja, coalhada de leite de cabra e sopa de limão. Não sei se eu suportaria sopa de limão, e você?
Vamos dar uma última olhada na notável vida de Mahatma Gandhi. Freqüentemente através dos anos ele jejuava, muitas vezes em nome da sua pátria. De fato, privar-se de alimentação havia se tornado uma tática muito eficaz de Gandhi. Seu último jejum ocorreu durante a crise que se seguiu na festa da independência da Índia. Violenta e convulsionada, a nova nação sofria com a luta dos hindus contra os muçulmanos. Centenas de milhares morreram.
Gandhi, horrorizado, anunciou que faria jejum até a morte se a horrível mortandade não parasse. No segundo dia de jejum, sua pressão arterial caiu perigosamente e seu coração começou a ficar descompassado. No terceiro dia, toda a Índia temia por sua vida. Bem, finalmente, a estratégia de Gandhi deu certo. Líderes das facções (hindus e muçulmanos – hoje inimigos mortais-) em guerra foram juntos ao leito dele prometendo parar a luta. Certo de que a paz viria, Gandhi concordou em quebrar o jejum. Após cinco dias sem comer, o veterano guerreiro pela não-violência tomou alguns goles de suco de laranja. Esse jejum foi o último presente de Gandhi para seu país.
Alguns dias mais tarde ele foi morto quando caminhava para fazer as orações. A multidão que o adorava curvava aos seus pés à medida que ele ia passando. Um dos que se curvaram era um atarracado hindu de 39 anos chamado Nathuram Godse. De repente Godse ergueu-se e sacou um revólver de cor preta. Três tiros atingiram o alvo. Gandhi caiu gritando: "Hai Rama!" "Ó Deus!" e morreu.
Naquela noite, o líder indiano, Nehru, com a voz cheia de dor, disse à nação estarrecida: "A luz se apagou de nossa vida e há trevas por toda a parte. Ah, amado líder, defensor da paz, o pai da nação não mais existe."
QUE LIÇOES PODEMOS TIRAR DE GHANDI e de LUTHER KING?
O primeiro, um indefeso e humilde ‘passarinho’ que se sentia bem com os mais humildes e pobres, deu uma grande lição as igrejas (que se dizem ser herdeiras ou seguidoras das pisadas de Jesus Cristo), convivam com os mais miseraveis (materialmente) da sociedade, visitem os seus locais de residência e mostrem-se, sim serem os seus porta-vozes e pastores, imitem aquele que foi o verdadeiro seguidor de Jesus Cristo, o arcebispo do povo, cognominado de SERVO DE DEUS, por João Paulo II.
No aspecto politico, Ghandi tal como Luther King, mostraram que ‘tamanho não é documento’, a grandeza está sim, reside na alma, e quando está determinada em trilhar a JUSTIÇA, por mais poderosos que sejam os perpetradores da injustiça, acabarão por sucumbir ao PODER DA RAZÃO E DA JUSTIÇA. Não foi assim na Tunisia, Egipto e agora a Líbia e muitos outros ‘baluartes’ da injustiça? Ghandi e King, nunca estiveram filiados em nenhum partido politico, porque eles acharam que o povo estava acima de qualquer partido ou denominação politica, neste desiderato é que residiu toda a sua força e toda a sua razão.
Ghandi e Luther King, demonstraram por acções praticas (repetidamente) que a “não-violência”, significa activismo, acção continua e denúncia permanente dos perpetradores da injustiça. A não violência, não significa, silênciar a injustiça, pois que tal silêncio significa muitas vezes; TRAIÇÃO e cumplicidade com a injustiça.
A UNITA, teve no Huambo uma oportunidade de ouro para imitar Ghandi e sobretudo Luther King, quando este último aos 3 de Abril de 1963 em Birmingham (o baluarte do racismo do Sul dos EUA), Lançou a temivel e célebre palavra de ordem; “LOTEMOS AS PRISÔES”.
Birmingham era das cidades mais racista e brutalmente violenta da época, os racistas locais terrorizavam, perseguiam e mesmo assassinavam impunemente as pessoas negras, o comissário de segurança na época era o temivel “Búfalo” Connor, que destilava um ódio doentio e demonicamente perverso contra os negros, “Búfalo” Connor, maltratava selváticamente e impunemente qualquer negro por qualquer motivo, chegando ao ponto de castrar friamente um negro e abandona-lo pendurado, muitas bombas eram atiradas contra igrejas dos negros e de casas de lideres do movimento pelos direitos civis dos negros, porém, nenhum desses casos foi investigado... naturalmnte que em Birmingham havia também brancos moderados, que não aprovavam a conduta do “Búfalo” Connor, que em conversas privadas repudiavam tal conduta, mas em público guardavam silêncio. Era o silêncio pelo MEDO, medo da repressão de ordem social, politica e económica. O que levou King a citar a célebre frase; “A maior tragédia de Birmingham não era, de modo algum, a brutalidade dos MAUS, porém o SILÊNCIO DOS “BONS” .
A palavra de ordem foi seguida firme e fielmente por milhares de negros apostólos da não-violência, em dez dias a policia prendeu 450 pessoas. Aos 3 de Maio de 1963, perante a imparável ‘apresentação’/marcha no cumprimento da palavra de ordem; “Lotemos as Prisões”, a marcha foi brutalmente atacada, aos 4 de Maio apareceram na imprensa em toda EUA, fotografias do ataque brutal da policia contra pacificos manifestantes, não poupando mulheres, crianças e idosos. A brutalidade selvática e demoniaca de Connor, não parou a vaga de manifestantes, nos dias seguintes milhares de negros voltaram a sair a rua, sabendo de antemão que iriam ‘enfrentar’ os cassetetes, pauladas, coronhadas e os ferozes cães policias. King diria mais tarde“foi a nossa mais bela hora,” a sistematica e brutal repressão não poupando crianças e adolescentes eram lançadas diariamente do Alabama para os écrans de TV, e as páginas de jornais dos EUA e do mundo inteiro. Um total de 2.500 negros foram lançados na prisão, as masmorras e tudo que era sitio ‘inventado’ para prisões, ficaram tão abarrotados e lotados, que a policia parou de fazer detenções em massa.
O Presidente Kennedy viu-se obrigado a intervir, embora de modo moderado e timido, as instâncias judiciais e o horror da opinião pública dos EUA e do mundo fizeram o resto.
Aos 28 de Maio, o supremo tribunal do estado de Alabama, exonerou Eugene Connor, do cargo de comissário para a segurança pública de Birmingham. Neste sentido, a vitória foi incontestável.
A UNITA, no Huambo, poderia fazer uso útil deste estratagema da não-violência, manifestado por Ghandi e King, poderiam lançar a mesma palavra de ordem “lotemos as prisões”, tal acção iria decididamente chamar a atenção de dezenas de organizações internacionais de direitos humanos, incluindo o TPI, que no tempo de Ghandi e King, não existiram. Hoje temos meios sofisticados de comunicações e de ‘alerta’ a comunidade internacional, mesmo quando os Estados fazem esforços para o bloquear, como temos visto a acontecer com os efeitos da Revolução Jasmim em vários países do mundo.
O real problema, é que a UNITA, há muito deixou de ser um partido da oposição e passou a ser um partido da situação, mas é claro, não é só a UNITA, é toda a chamada oposição, que já é classificada de ‘oposição zero’, que não têm nenhum programa de acção ACTIVA E COERENTE face as diatribes politicas do MPLA-JES, a oposição precisa com urgência; UM LÌDER carismático que consiga congregar a sua volta todas(?!) as sensibilidades, que na arena politica nacional reconheça-se é deveras dificil.
Um conjunto politico esta a desenhar-se no horizonte, chama-se BD, herdeiro do ‘apagado’ FpD, mas tal como a sua predecessora parece estar muito nas ‘nuvens’ faz uma politica ‘áerea’ têm que descer a terra, e utilizar ‘terráqueos’ mais visiveis, populares e conhecedores dos ‘becos’ dos musseques tipo o nosso Bonga e o ‘carismático’ Yuri da Cunha. BD tem que seguir as ‘pisadas’ do PADEPA, mas naturalmente evitando os erros que estiveram na base daquela agremiação politica de jovens activos, patriotas e aguerridos. Dos quase 100 jovens que indaguei se já ouviram falar deste partido, obtive respostas mais disparatadas, algumas de fazer doer o coração outras de matar a rir.
Já o tivera dito no artigo “Angola 2011; o grito de socorro” a chamada oposição é conivente do actual estado da situação vigente em Angola. O MPLA-JES a cada dia torna-se mais violento, arrogante, brutal, insano e terrorista, precisamente pela acção da ‘oposição zero’, e pelo silêncio caudilhista e criminosa das igrejas, que nem sequer ‘tugem’ quando um sacerdote é preso pelo regime, como quando aconteceu com o Padre Tati. Não ‘mugem’ quando milhares de criancinhas inocentes morrem diariamente de causas evitáveis, quando centenas de mulheres morrem durante o parto, por causas ‘propositadamente’ elaboradas pela corrupção desenfreada, pelo caudilhismo e clientelismo, as causas produtoras da miséria endémica em Angola, silenciam as centenas senão milhares de prisões politicas que acontecem mesmo no ‘rodapé’ dos seus templos, nunca visitaram as condições INFERNAIS ou melhor piores que o inferno a que o regime chama de prisões, onde lançam ‘apenas’ os húmildes e pobres, porque os GENERAIS roubam 40 milhões de USD e são ‘agraciados’ pelo regime, o pobre rouba um pão e cai por cima do mesmo toneladasde ‘entulho’ que eles chamam de Lei, tudo isso porque?.. há muito deixaram de conviver com as suas ‘ovelhas’, têm apenas nas tais ‘ovelhas’ interesse meramente material e de ‘show-dominical/sabático’, enquanto isso orgulham-se deixarem fotografarem-se com os ícones do regime feudal e corrupto, “o pobre cheira mal, e residem em locais infestados de ratos e imundicie”.
Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinos.” – Mahatma Ghandi.
Nguituka Salomão


CARDEAL DO NASCIMENTO FESTEJA OS 86 ANOS DE VIDA



Esta terça-feira, é dia especial para Dom Alexandre do Nascimento. O cardeal angolano nasceu a 1 de Março de 1925, em Malanje, completando hoje, 86 anos de vida, 59 dos quais dedicados ao sacerdócio.

"Num dia como hoje, gostaria de falar um pouco da minha história. Lembro-me muito bem que, enquanto jovem padre, fui para Roma estudar Filosofia e Teologia na Universidade Gregoriana, uma das melhores instituições de Ensino Superior em Itália. Mas não foi apenas isso. Em 1961, fui forçado a deixar o país. Fui para Portugal como um exilado. Nessa época, o meu grande companheiro foi Joaquim Pinto de Andrade que, na altura, ainda exercia o ministério sacerdotal. Éramos jovens sacerdotes, mas preocupados com o futuro do país e dos angolanos. Em Lisboa, frequentei a Universidade de Lisboa, como estudante de Direito Civil. Tive a oportunidade de ter bons professores. Entre eles destaco o conhecidíssimo Marcelo Caetano. Aproveitei a ocasião para beber da sabedoria dos meus mestres. Acredito que tudo isto contribuiu para aquilo que continuo a ser no e para o meu país. Estou feliz por tudo isto. Pelo que, neste dia, sinto-me obrigado a falar de algumas fases do passado, embora sem grande nostalgia" – recorda com saudade.

"Também me lembro da minha ordenação presbiteral, em 1952, na Cidade Eterna – Roma. Foi uma grande festa celebrada longe da terra e longe dos meus familiares. Mas não me senti isolado nem frustrado. Festejei com os colegas e amigos que estiveram comigo. Não senti qualquer saudade, porque procurei sempre viver cada momento com realismo" - frisou.

“A minha vida tem sido sempre uma bênção. Durante estes anos todos, vejo que de Deus só tenho recebido dons especiais com os quais servi (e ainda sirvo) a Igreja e a sociedade. Para mim, tudo é graça, e a minha própria vida é uma graça. Só tenho de agradecer a Deus" – referiu o Cardeal.


“Se algum mérito tenho é de ter deixado que a divina providência fizesse alguma coisa de bem em mim, não sou nada de especial temos de aceitar os caminhos de Deus”, expressou com a humildade de sempre.

Neste dia de festa, o arcebispo emérito de Luanda sente o calor dos familiares, dos amigos, dos fiéis, dos seus discípulos.


Em suma, sente a simpatia do povo. Por isso, frisou: "Tive e tenho bons familiares, partindo da minha mãe; bons e muitos amigos, e discípulos. Tenho orgulho de ser um angolano nascido em Malange”

E  mais disse “todos sabem que os malanginos têm uma alma de guerra, de luta pela dignidade e pela liberdade. Por isso, somos conhecidos como revolucionários. E este dado ajudou-me a lutar pela libertação do povo angolano. Paguei por isso, porque fui para Portugal como um exilado. Este é um sinal do meu patriotismo. Assim sendo, reconheço que sou um patriota. Não estou arrependido por ter dado o meu contributo nesse sentido”.

Neste mesmo dia de festa, o arcebispo emérito de Luanda sente o calor dos familiares, dos amigos, dos fiéis, dos seus discípulos. Numa palavra, sente a simpatia do povo. Por isso, frisou: "Tive e tenho bons familiares, partindo da minha mãe; bons e muitos amigos, e discípulos. Tenho orgulho de ser um angolano nascido em Malange. Todos sabem que os malanginos têm uma alma de guerra, de luta pela dignidade e pela liberdade. Por isso, somos conhecidos como revolucionários. E este dado ajudou-me a lutar pela libertação do povo angolano. Paguei por isso, porque fui para Portugal como um exilado. Este é um sinal do meu patriotismo. Assim sendo, reconheço que sou um patriota. Não estou arrependido por ter dado o meu contributo nesse sentido.

No entanto, reconhece que “nem tudo foi um "mar de rosas", como o próprio. "Em certos momentos, não fui compreendido por muitos. Mas isso não representa qualquer problema, pois, como já afirmei, a minha vida tem sido marcada por maravilhas, graças a Deus. Mesmo com estas contradições inúteis, sempre continuei a amar o meu bom povo. E estou com Angola no meu coração".

Sobre o país, disse que "Angola está a viver momentos especiais, pois Deus continua a derramar as suas bênçãos sobre este nosso povo e sobre o país. Estamos em paz depois de guerra. Essa realidade é um sinal evidente da actuação e da presença de Deus na História de Angola. Por isso, há razões para termos mais esperanças num futuro melhor".

O arcebispo emérito de Luanda não pôde esquecer a sua produção literária e a sua inclinação para o mundo dos livros. Nesta linha, sublinhou: "Tenho uma grande biblioteca, que é 'a pupila dos meus olhos'. Nela tenho milhares de livros e publiquei sete obras. Entre elas, destaco a que tem como título 'As minhas origens'. Como podem notar, a leitura, para mim, é também uma paixão".


A consagração episcopal do Todavia, nem tudo foi um "mar de rosas", como o próprio reconheceu, afirmando: "Em certos momentos, não fui compreendido por muitos. Mas isso não representa qualquer problema, pois, como já afirmei, a minha vida tem sido marcada por maravilhas, graças a Deus. Mesmo com estas contradições inúteis, sempre continuei a amar o meu bom povo. E estou com Angola no meu coração". Em relação ao país, o Cardeal de Luanda tem o seu ponto de vista: "Angola está a viver momentos especiais, pois Deus continua a derramar as suas bênçãos sobre este nosso povo e sobre o país. Estamos em paz depois de guerra. Essa realidade é um sinal evidente da actuação e da presença de Deus na História de Angola. Por isso, há razões para termos mais esperanças num futuro melhor". 

Voltando a falar da Igreja, pela qual nutre um "amor incomensurável", o prelado salientou: "Muitos papas marcaram e ainda marcam a minha vida: Pio XII, pela sua aposta na formação do clero; João Paulo II, pela sua humanidade e pela sua paixão por Angola; e Bento XVI, actual Papa, é simpático para comigo, como o é para com todos". Ainda nesta altura da comemoração dos seus 86 anos, o arcebispo emérito de Luanda não pôde esquecer a sua produção literária e a sua inclinação para o mundo dos livros. Nesta linha, sublinhou: "Tenho uma grande biblioteca, que é 'a pupila dos meus olhos'. Nela tenho milhares de livros e publiquei sete obras. Entre elas, destaco a que tem como título 'As minhas origens'. Como podem notar, a leitura, para mim, é também uma paixãoCardeal do Nascimento aconteceu em 1975 e onze anos depois tornou-se cardeal. Já foi Presidente da CEAST, em dois mandatos.

 Fontes: JORNAL DE ANGOLA/ ANGOP/ ECCLESIA

CHEIRO DE TENSÃO

A realidade começa a denotar alguma “carga” estranha, quando nos aproximamos da data que líderes anónimos da sociedade civil angolana marcaram para uma suposta manifestação de protesto em Luanda.

Um anúncio na internet ignorado nos últimos dias, parece estar a tomar conta dos círculos mais influentes do país e “sumo” de discursos inflamados.

O MPLA marcou uma contra-manifestação para 5 de Março, sábado, que prevê mobilizar 2 milhões de luandenses

"A direcção central do MPLA e o seu líder, José Eduardo dos Santos, recomendaram ao primeiro secretário do MPLA de Luanda para passar um conjunto de informações estratégicas e verídicas, para que os comités de acção de Luanda às dominem e possam, a nível dos seus bairros, famílias e centros de trabalho, orientar os cidadãos e militantes de como agirmos daqui para frente", revelou o próprio Bento Bento num encontro com responsáveis das estruturas de base do seu partido.

Segundo afirmou, "na sequência do que se está a passar em alguns países árabes, nomeadamente Tunísia, Egipto e Líbia, um grupo de angolanos que se diz mãos limpas, os melhores, mais patriotas, com apoio de centrais de inteligência e de alguns grupos de pressão na França, Portugal, Itália, Bruxelas e sectores da Grã-Bretanha puseram em marcha um verdadeiro plano de conspiração contra Angola".

“Estes grupos alimentados pelo Egipto, Tunísia e Líbia esqueceram que Angola viveu 27 anos de guerra, tendo alcançado a sua Independência em 1975, somente em 2002 teve paz efectiva" - recordou.

"Temos dito e reafirmamos aqui que Angola não é o Egipto, Líbia ou Tunísia. O plano que eles querem meter em marcha no país é de destruição daquilo que temos vindo a construir ao longo destes anos de paz" – acrescentou Bento Bento.

Disse ainda que o plano elaborado tem como alvo principal o Presidente José Eduardo dos Santos, coisa que os verdadeiros angolanos não devem permitir.

"Até ao momento ninguém veio a público dizer que é o mobilizador da campanha", afirmou, apelando "aos cidadãos para agir com tranquilidade, porque o MPLA é de bem, de paz e vai mobilizar todos os angolanos para defender a paz e desmascarar todos quanto estejam envolvidos no intento".

"O plano é tão hipotético que quando falam em levantamento no dia 7 de Março, tencionam fazer o mesmo que na Líbia, Tunísia e Egipto, concretamente atacar esquadras de polícia, comités de acção do MPLA, responsáveis do Estado e do partido, queimar bandeiras, marchar para sítios vitais da administração, ministérios, a Rádio Nacional, ao 1º de Maio e a Presidência da República", afirmou.

"O programa prevê também manifestações violentas em algumas capitais europeias contra Embaixadas da República de Angola, respectivamente em Portugal, Itália, França, Grã-Bretanha, Bruxelas e possivelmente na Alemanha", referiu.

Informou que “o Governo de Angola já pediu reforço da segurança das suas embaixadas no exterior e comprometeu-se em dar maior protecção às representações diplomáticas destes países no território angolano”.

"Muitas pessoas que estão a ser mobilizadas para essa acção não são angolanas e, mesmo assim, alguns responsáveis da oposição já saíram com destino a muitos pontos da Europa para poderem apoiar este plano macabro", afirmou Bento Bento, que pediu aos "políticos de bem para se absterem da acção, porquanto Angola precisa de paz".

Segundo indicou, "eles não tencionam fazer isso com a população, mas sim com pessoas preparadas para implementar um amplo programa de confusão, para que a situação esteja insustentável".

Bento Bento afirmou que internamente "não há dúvidas de que alguns sectores da Unita e do PRS estão com a paz, mas as intervenções feitas pelos responsáveis das bancadas parlamentares fizeram cair a máscara, pois eles apoiam este plano contra Angola, contra o Presidente e o MPLA".

Ministro do Interior garante: polícia não vai tolerar alteração à ordem pública em Angola

O ministro do interior, Sebastião Martins que falava no acto das comemorações do dia da Policia nacional garantiu que forças da ordem não estarão de braços cruzados diante das situações que requeiram a sua pronta intervenção, "mesmo que as vezes sejam mal interpretados quando actuarem para repor a ordem e autoridade do Estado.

Por outro lado o governante disse também que os órgãos policiais não vão tolerar qualquer tentativa de desvirtuação da ordem e segurança públicas no território nacional.

UNITA não conhece e não instruiu participantes a suposta manifestação em Luanda – Isaías Samakuva 

A UNITA, maior Partido da oposição civil em Angola, deu a conhecer Quarta – feira, 02/03, em Luanda, que não tem qualquer envolvimento na preparação e mobilização de participantes a suposta manifestação em Luanda.

A informação foi avançada durante uma conferência de imprensa convocada pelo líder do Partido, para se pronunciar a propósito do estado político actual do país, demarcando-se de qualquer manifestação que esteja a ser convocada.

Isaías Samakuva, sublinhou que, o seu Partido não está a organizar qualquer manifestação para o dia 07 de Março, e que ouviu falar deste acto de maneira informal.

“A UNITA, não conhece os seus organizadores, nem instruiu os seus membros para nela participar”, informou em conferência de imprensa, reportada pela RNA, no seu Jornal da Tarde.

Enquanto isso, o medo começa a apossar-se de alguns cidadãos, sobretudo trabalhadores que pensam ficar em casa no dia da suposta manifestação.

A tensão em Luanda é ainda visivel através do policiamento reforçado em algumas zonas da capital angolana.

Fontes: Angop/RNA/Ecclésia

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