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Saturday, February 05, 2011

Padre André Lukamba

Segundo fontes históricas, Ekwikwi II, foi um dos heróis da resistência, que reinou no Bailundo, no Planalto Central de Angola, há cerca de 100 anos, com influência notável em toda a região.
Resistência aos portugueses no planalto central de Angola começou há 100 anos 

04 FEV 2011 - Segundo fontes históricas, Ekwikwi II, foi um dos heróis da resistência, que reinou no Bailundo, no Planalto Central de Angola, há cerca de 100 anos, com influência notável em toda a região.
O pesquisador Valêncio Manoel, descreveu que, quando Ekwikwi II chegou ao poder, os portugueses já dominavam todo o norte de Angola e preparavam-se para a penetração no interior do Planalto Central em busca de cera, borracha e outros produtos. Nessas circunstâncias, Ekwikwi II resolveu preparar o seu povo, militar e economicamente, para enfrentar a guerra prevista.
A comunidade do Bailundo viveu intensamente os modelos para a defesa dos direitos e soberania dos estados do Planalto baseados nos princípios de Ekwikwi II que, além de fortalecer o seu exército, estabeleceu uma aliança sólida com Ndunaduma I, rei do Bié, para fortalecer sua posição na região.
Ele foi sucedido por Numa II, que, corajosamente, enfrentou a guerra contra a pesada artilharia portuguesa no ataque à capital do Bailundo. Aos poucos as forças militares portuguesas foram ocupando pontos estratégicos.
Padre André Lukamba, disse à Voz da América que a região do planalto central foi a última a ser integrada no sistema colonial.
“ Mesmo a agressão do regime colonial foi mais forte aqui, porque Numa mais dava certo.”
Angola é um país multiétnico, existindo cerca de 100 etnias e sub-etnias, cada uma delas com a sua própria língua, constituídas,na sua maioria, por indivíduos de origem Bantu.
Criada em Março de 1966, a UNITA, foi um dos três movimentos de libertação nacional de Angola que, viria a iniciar a sua actividade no interior de Angola, no distrito de Moxico, os primeiros passos da UNITA vão sobretudo procurar apoiar-se na etnia maioritária a qual Jonas Savimbi pertencia: os Umbundus.
Segundo o jornalista português, Orlando de Castro, a 4 de Dezembro de 1966, Jonas Malheiro Savimbi recebe o baptismo de fogo no ataque ao posto colonial de Kassamba, comandado directamente por ele. Mas foi a 25 de Dezembro do mesmo ano no ataque a Teixeira de Sousa que oficialmente aquela organização sob liderança do seu presidente, inicia a luta de Libertação Nacional. Este ataque deu ao Galo Negro a sua personalidade política e seu reconhecimento nacional e internacional.
De 01 a 06 de Julho de 1967, Savimbi é detido na Zâmbia, quando fazia uma digressão no exterior do país para angariar meios para continuação da luta, devido aos ataques que levava a cabo ao longo do Caminho de Ferro de Benguela.
Por Antonio Capalandanda | Huambo

André Lukamba
APRESENTAÇÃO DE JERÓNIMO CAHINGA

Abyssus abyssum invocat
("abismo chama abismo")
Sl 42,8a .
Sem querer elaborar aqui a exegese deste versículo (mesmo se valeria a pena fazê-lo), quero apenas evocar a contemplação interiorizada do autor deste Salmo. Posto no ponto mais alto da margem do Jordão, aí onde este rio entra no Mar Morto, o sítio mais baixo da superfície terrestre (400m abaixo do nível do mar), o salmista contempla o abismo profundíssimo que se abre diante de si. Na mente de qualquer pessoa que faça essa experiência a esperança de ver outra coisa diferente do abismo reduz-se a zero. Fica-se com a sensação de se ter perdido definitivamente a terra firme e se ter penetrado numa obscuridade irreversível.
A guerra em Angola é um abismo que chama outro abismo para cujo vazio de densa escuridão se está a empurrar os angolanos há 40 anos. Evocou-se a guerra como única forma possível para se acabar com o absorvente e insaciável colonialismo português. Mal se tinha assomado aos alvores da independência de Angola, que todos almejavam havia séculos, logo se começou a falar de uma nova guerra contra o que se chamava de "imperialismo internacional" e com esta surge uma guerra de guerrilha feroz destinada (assim se dizia) a pôr fora de Angola o exército cubano apoiado por numerosos especialistas soviéticos e demais países comunistas da Europa do Leste. Quando tudo parecia finalmente terminado, com as eleições de 1992, abrindo o coração de todos para a esperança de um futuro pacífico e próspero, surgiu a pior de todas as guerras que Angola jamais conheceu. Razões: perplexidade e relutância em aceitar os resultados de umas eleições confusas e sofisticamente reconhecidas como válidas pela comunidade internacional. Tratativas subsequentes levaram a outros acordos: os de Lusaka. O ambiente bélico em que se estabeleceram, porém, pode-se dizer paradoxalmente que tais acordos só serviram para cavar mais a fundo o abismo sobre o qual todos nós já estávamos pendentes. O renascer da pouca réstea de esperança que sobrava foi adiado sine die e com ela a reconstrução de um país belo e rico no seu solo e subsolo mas desfigurado, arruinado pela guerra e com um futuro sombrio. "Abismo chama abismo"!
A guerra em Angola é uma "verdadeira 'excrescência'", diz o autor desta pequena obra, no seu tamanho, mas ingente no seu conteúdo e valor. É uma excrescência porque no contexto da globalização ela facilita o seu programa de marginalização, exclusão e eliminação dos países e povos considerados inúteis para a evolução técnica e económica da humanidade.
André Lukamba, sacerdote angolano, natural do Huambo, já bem conhecido pelas suas obras principais, para além de numerosos artigos, saídos em diversas revistas, particularmente a DIDÁSKW, da qual é fundador, está sensível e justamente preocupado com o atraso do seu país em relação ao desenvolvimento técnico-científico do mundo actual, atraso radicado sobretudo na interminável guerra civil de Angola. Simples na linguagem, mas muito profundo na expressão dos conceitos que desenvolve. Estas, aliás, são as características que distinguem este autor em todos os seus escritos e intervenções públicas.
De maneira clara e sucinta o autor introduz o leitor no emaranhado mundo da globalização ou mundialização, destacando as suas principais linhas de princípio e actuação e denunciando as suas sofisticadas intenções de governo do mundo, no qual correriam perigo a democracia, a independência política e nacional bem como a riqueza cultural dos países pobres, principalmente os da África. De facto, de uma forma irónica mas prejudicial e perigosa, os países ricos que tudo consomem, inclusive o oxigénio do cosmos, ávida e egoisticamente e sem olharem a meios, estão dispostos a eliminar ou ao menos a reduzir drasticamente a população dos países pobres, acusando-os de serem eles o perigo para as reservas alimentares do universo. Essencialmernte, a globalização institucionaliza a injustiça. Inverte as prioridades: os critérios comerciais e económicos têm prioridade sobre os critérios de valores humanos e culturais. Dá-se privilégio aos benefícios imediatos mais do que a uma ordem social justa e duradoura.
O autor, porém, não se limita a descrever a figura pouco simpática e mal intencionada da globalização. Ele cria-nos água na boca quando nos descreve os benefícios da tecnologia contemporânea sobretudo a da electrónica usada como comunicação. Fica-se, depois de uma leitura atenta ao mesmo tempo agradável deste livro, com a alegria de se ter adquirido um conhecimento mais aprofundado sobre o significado de 'globalização' com os complicados e subtis meandros do seu percurso. Ao mesmo tempo, fica-se aterrorizado ao apercebermo-nos das funestas intenções já postas em marcha contra a África e, portanto contra Angola, para levá-la, paulatinamente, a uma morte certa.
O autor tem o seu ponto de vista sobre a guerra em Angola (e em África, em geral) muito claro: " a guerra fratricida de proporções que só se justificariam contra uma agressão externa é um desgaste inútil, porque no fim ter-se-á apenas atrasado ainda mais o País que se encontrará completamente inerme contra a guerra mais forte e generalizada da globalização. No fim do nosso conflito não haverá senão vencidos que concorreram para a pobreza global".
Por tudo isso as guerras fratricidas em África, prossegue o autor, devem terminar o mais rapidamente possível para, unidos, nos defendermos das "destrutivas armas tecnocientíficas (de ciência e tecnologia) e de mercado já activadas contra nós".
Jerónimo CAHINGA, CSSp

PADRE APRESENTA OBRA SOBRE DESAFIOS DA CLONAGEM

 

O padre André Lukamba apresenta hoje, quinta-feira, no Seminário Maior de Luanda, a sua mais recente obra cientifica “Desafios Éticos colocados pela clonagem: Temores para África”, que aborda as vantagens e desvantagens na visão do autor.
 
Em declarações à Angop, o prelado André Lukamba referiu que, na linha da globalização, a sua obra fala sobre o crescimento da população mundial, seus problemas e de algumas doenças que estão a vitimar milhares de seres humanos, com destaque para o Vih/Sida.

“A ideia do livro é que não se deve acabar com a espécie humana, principalmente quando existem pessoas úteis nas suas actividades profissionais. Existem teóricos que defendem que a clonagem seria uma excelente solução, eliminando alguns e clonado os mais úteis. Estas teorias não são favoráveis a raça humana”, defendeu. 

“Desafios Éticos colocados pela clonagem. Temores para África”, disse, é um convite que visa mostrar as transformações que têm acontecido na actualidade. Para ele, a clonagem tem aspectos positivos, com muitas vantagens e desvantagens.

A obra com mil exemplares disponíveis, foi prefaciada por Pedro Morais Vieira, sob chancela da Mayamba Editora.

André Lukamba tem já publicados os livros “A Globalização e os conflitos no Sul. O caso angolano” (2001), “O que não estão a dizer sobre a Sida” (2003) e “Desafios Éticos colocados pela clonagem. Temores para África” (2011).

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