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Saturday, May 28, 2011

Angola contra ataques aos Estados africanos

O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, considerou ontem, em Addis Abeba (Etiópia), que o continente africano está a ser marcado pelo intervencionismo armado e pela forte implicação política de potências ocidentais na resolução das suas questões, incluindo de política interna.
Georges Chikoti, que representa o Chefe de Estado, referiu, a título de exemplo, os casos da Costa do Marfim e da Líbia, lembrando que as Nações Unidas autorizaram intervenções militares nesses países com o suposto objectivo de proteger as populações civis.
A constatação do ministro Georges Chikoti foi apresentada aos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, quando discursava na sessão extraordinária da Assembleia da organização, que decorre desde quarta-feira na capital etíope. O chefe da diplomacia angolana sublinhou que, “pela primeira vez, essa formulação foi usada de forma tão clara pela Organização das Nações Unidas (ONU) para justificar a intervenção num conflito, denotando assim uma nova forma de agir na gestão de crises”.
Exprimindo-se perante 13 Chefes de Estado e 24 chefes de Governo africanos, o diplomata adiantou que a nova tendência do Conselho de Segurança, em se empenhar de forma activa e colocando-se a favor de uma das partes em conflito, entra em choque com o conceito tradicional de manutenção de paz concebido como rigorosamente neutro desde a criação da ONU.De acordo com Georges Chikoti, o mundo está a viver “grandes transformações que não podem deixar indiferente qualquer nação, uma vez que, países africanos que já tinham feito enormes progressos são agora objecto de destruição sistemática e programada, com consequências imprevisíveis para o futuro do continente”.
Observou que independentemente das experiências vividas, hoje ninguém sabe de onde virão os próximos conflitos e, por conseguinte, a África não pode cruzar os braços e esperar que emerjam novas crises para encontrar soluções.
O ministro defendeu que os Estados africanos devem assumir as suas responsabilidades perante a organização continental, proporcionando-lhe uma autonomia financeira, evitando-se assim a dependência das contribuições de países doadores, redefinindo as prioridades da organização, criando uma agenda mínima e mais eficaz.  
O ministro angolano das Relações Exteriores defendeu, por outro lado, que os Estados africanos devem assumir as suas responsabilidades perante a União Africana, proporcionando-lhe autonomia financeira para evitar a dependência das contribuições de países doadores. Na quarta-feira, numa palestra sobre o Dia de África, o ministro Georges Chikoti, considerou que a crise política na Costa do Marfim e os conflitos armados no Norte de África põem em causa a própria razão da existência da União Africana.  Ao fazer um historial sobre o percurso da organização, o chefe da diplomacia angolana lamentou o facto de a União Africana não desempenhar o seu papel na solução dos problemas reinantes nestas regiões do continente.

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