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Monday, October 31, 2011

Vaticano: Papa critica uniões conjugais fora do matrimónio, feitiçaria e tribalismo étnico em Angola e São Tomé


Cristãos são «chamados a renunciar às tendências nocivas imperantes e a caminhar contracorrente», sublinha Bento XVI

Cidade do Vaticano, 29 out 2011 (Ecclesia) – O Papa criticou hoje as uniões conjugais fora do sacramento do matrimónio, a feitiçaria e o tribalismo étnico que ocorrem em Angola e São Tomé e Príncipe, durante a audiência que concedeu no Vaticano a bispos daqueles países.
No discurso revelado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Bento XVI afirmou que o primeiro dos “três escolhos” onde “naufraga a vontade de muitos santomenses e angolanos que aderiram a Cristo” é o “chamado ‘amigamento’, que contradiz o plano de Deus para a geração e a família humana”.
“O reduzido número de matrimónios católicos, nas vossas comunidades, indica uma hipoteca que grava sobre a família, cujo valor insubstituível para a estabilidade do edifício social conhecemos”, acentuou o Papa.
Depois de lembrar que a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé “escolheu o matrimónio e a família como prioridades”, Bento XVI vincou que o “amor esponsal” deve ser “único e indissolúvel”, sendo este um “tesouro precioso” que “deve ser salvaguardado, custe o que custar”.
O segundo obstáculo que a Igreja Católica deve resolver é a divisão “entre o cristianismo e as religiões tradicionais africanas” patente nos batizados: “Aflitos com os problemas da vida, não hesitam em recorrer a práticas incompatíveis com o seguimento de Cristo”.
“Efeito abominável é a marginalização e mesmo o assassinato de crianças e idosos, a que são condenados por falsos ditames de feitiçaria”, denunciou o Papa, que pediu aos prelados para chegarem a um método que conduza à “definitiva erradicação” daquelas práticas, “com a colaboração dos governos e da sociedade civil”.
A intervenção de Bento XVI também mencionou os “resquícios de tribalismo étnico palpáveis nas atitudes de comunidades que tendem a fechar-se, não aceitando pessoas originárias doutras partes da nação”.
Na Igreja “não há lugar para qualquer tipo de divisão”, dado que o “vínculo de fraternidade é mais forte” do que o das famílias e das tribos, salientou o Papa.
“Os cristãos respiram o espírito do seu tempo e sofrem a pressão dos costumes da sociedade em que vivem; mas, pela graça do Batismo, são chamados a renunciar às tendências nocivas imperantes e a caminhar contracorrente”, frisou Bento XVI.
A audiência do Papa a membros da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé conclui a série de encontros que os bispos iniciaram na segunda-feira, no contexto da visita “ad limina”, abreviatura de “ad sacra limina Apostolorum (“aos sagrados túmulos dos Apóstolos”).
A expressão é usada para a visita que o bispo diocesano deve fazer a cada cinco anos a Roma para venerar os túmulos de São Pedro e São Paulo, estar com o Papa e apresentar-lhe o relatório do estado da sua diocese.
Bento XVI evocou a deslocação realizada em março de 2009 a Luanda, onde celebrou "Jesus Cristo no meio dum povo que não se cansa de O procurar, amar e servir com generosidade e alegria".
RJM

Thursday, October 27, 2011

Uma guloseima para a Noite das Bruxas


O saco das guloseimas estava pronto e sentia-me ansiosa por ver chegar as crianças marotas. Mas, na manhã da Noite das Bruxas tive um ataque de artrite muito forte e, à tardinha, mal me conseguia mexer. Como sabia que ia ser difícil atender todas as vezes que batessem à porta, decidi deixar o saco pendurado da parte de fora da porta e ver, na sala às escuras, o desfile das crianças mascaradas.
A primeira a chegar foi uma bailarina com três fantasminhas. Cada um pegou numa guloseima, excepto o último, que tirou do saco uma mão cheia. Foi então que ouvi a bailarina ralhar: “Não podes tirar mais do que uma!” Fiquei contente por a criança mais velha agir como se fosse a consciência do pequeno.
Seguiram-se princesas, astronautas, esqueletos e extraterrestres. Apareceram mais crianças do que as de que eu estava à espera. Como as guloseimas estavam a acabar, preparei-me para desligar a luz da entrada. Detive-me ao reparar que tinha mais quatro visitas. Os três mais velhos meteram a mão no saco e retiraram um chocolate cada. Sustive a respiração, esperançada de que ainda restasse um para uma bruxinha. Mas, quando ela retirou a mão, tudo o que segurava era apenas uma simples goma de laranja.
Os outros chamaram:
— Emily, despacha-te! Não há ninguém em casa para te dar mais guloseimas.
Mas Emily deixou-se ficar mais um pouco. Meteu a goma no saco e, imóvel, ficou a olhar para a porta. Depois, disse:
— Obrigada, casa. Gosto muito da goma de laranja.
E correu a juntar-se aos companheiros.
Uma bruxinha querida tinha-me lançado um feitiço.
 
Evelyn M. Gibb
 
 
 
J. Canfield; M. V. Hansen; J. Read Hawthorne; M. Shimoff
Second Chicken Soup for the Woman’s Soul
Florida, HCI, 1998
(Tradução e adaptação)

Monday, October 24, 2011

SAVIMBI E KADAFI


Muitos compatriótas, estão a deixar-se levar pela emoção dos factos recentes, do modo como morre o Sr. Kadaff, comparando a do Sr. Savimbe, e tirar mesmo, em certas situações dividendos políticos. Creio que não é salutar, colocar no mesmo patamar os dois infortunados, são histórias díspares., se possível, a não ser, o que tivera vindo a público, seja falso. Rever, como foi morto o Sr. Savimbe. Parece-me que, quando o governo, alcançou o corpo do Sr. Savimbe, já o encontrou sem vida. Ha duas versões que, nunca foram esclarecidas: uma, quando, sentiu-se encurralado, suicidou-se, e outra, fruto dos escontros do tiroteio, entre, as suas tropas e as forças governamentais. Depois de encontrarem o corpo, sem vida, descarregaram mais balas, sobre o homem já sem alma, e fê-se outras mais. O Sr. Kadaff, foi encontrado com vida, segundo a comunicação social cá, e, é unánime, em dizer que, os ferimentos, foram fruto do bombardeamento dos caças franceses e americanos. O que há, talvéz, em comum, entre os dois malogrados, é somente, a exibição pública, como troféus, como se fosse fruto de caça grossa, esta parte, é de condenar, por que devemos respeitar o corpo humano «Non fare agli’altri quello che non ti piace», aqui estamos de acordo, quanto a execução, é salutar rever....!



          Morto o Sr. Gaddafi, tal como é confirmado pelo governo provisório da Líbia, a morte do Rais teria lugar na cidade de Sirte. Versões discordantes sobre a modalidade.
A verdade é: Muammar Gaddafi em Sirte foi morto: a notícia foi confirmada oficialmente há poucos minutos, pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), o governo de transição na Líbia. A CNT refere-se à morte de Kadafi como resultado de ferimentos sofridos durante sua prisão. Al Jazeera, citando fontes, informou que o Rais foi morto durante um tiroteio. De acordo com a Líbia TV, Gaddafi teria sido morto por um golpe na cabeça.
Gaddafi, de 69 anos, ascende ao poder através de um golpe de Estado em 1969. Sucumbiu de uma rebelião começada em fevereiro passado. Revolta que, teve o apoio militar da coalizão da França, Grã-Bretanha, EUA, Canadá e Itália, legitimada pela resolução da ONU de 17 de março.
Segundo o jornalista Luciano Ardesi, da revista Nigrizia, no artigo: “A metamorfose de um beduíno”. Em quase 42 anos no poder, o Sr. Gaddafi construiu, a sua própria auto-imagem, onde o deserto tem um lugar privilegiado. Referindo-se, costantemente, em sua polêmica contra a cidade, mas acima de tudo, simbolizada pela tenda beduína, que serviu como sua casa.

         Nascido no deserto, em uma barraca, Gaddafi, quer testemunhar desta forma, as virtudes de sua beduínidade. O símbolo é tão forte que, em algum momento, o coronel decide de planta-la na capital, onde está em visita de Estado. E é sob a tenda, no quartel de Bab al-Aziziyah, em Tripoli, que ficou famosa por bombardeios americanos em 1986, recebendo seus convidados.
Quando em outubro de 1987, Luciano Ardesi, com alguns jornalistas italianos, participou a entrevista em que Gaddafi, afirmou em virtude de os líbios, terem sido sepultados lá, após a sua deportação. Uma cena bem estudada, mas os espaços livres ao redor da tenda beduína não conservam nada, parecendo assim uma simulação. A suspeita, foi confirmada no temôr dos seus adversários, quando eles assaltam, em anexo, à sua casa famosa: apartamentos de luxo para si e sua família em Bab al-Aziziyah, a fazenda modelo em 25 km a sudoeste de Trípoli, e não ha outras residências semelhantes, em todo o país, para não mencionar a riqueza ostentada pelas crianças por algum tempo, contradizem a Gaddafi "beduínos".
Um antigo estudioso Norte Africano, nos ajuda a entender essa metamorfose. Ibn Khaldun, historiador e diríamos hoje, um sociólogo, que viveu no século 14 e autor de uma monumental História dos Berberes, deu uma visão geral da cultura norte-Africano e sua dinâmica social. Com grande sutileza, contrasta os beduínos para sedentários. Os beduínos, ele escreve, vivem no deserto e estão satisfeitos com o indispensável. Em seguida, acomúla o supérfluo, e vai viver em cidades. Na cidade, as suas qualidades morais, corrompem-se, e o valor da solidariedade antiga, vai-se esfomando. Os beduínos, têm uma estrutura de defesa aceitável, e mantêm intacta a coragem e o espírito do corpo, em virtude de laços de sangue (tribal), enquanto que, os citadinos estão sujeitos à autoridade e são menos corajosos e valentes.
O abandono do deserto, o acúmulo de poder (com a exclusão dos companheiros da primeira hora) e bens, devido ao imenso dinheiro, em torno dos contractos de petróleo, têm transformado o beduíno. Faz referência às tribos, no Livro Verde (1975), apenas seis anos após a "revolução", já esconde sua fragilidade e a intenção de dividir uma nação que se sente ameaçadora. Corrupção, e um punho de ferro, são os instrumentos de seu poder, enquanto a tentação dinástica está ficando mais forte.
Quando ele prometeu caçar e expulsar os "ratos" (os rebeldes) "dar-dar, Zenga-Zenga" (casa por casa, rua por rua), o apelo, é de um homem enraizado na cidade, a sua própria linguagem o trai. As tribos fiéis, são o resultado da solidariedade com petrodólares adquirida.
A fuga para o deserto, é uma última tentativa desesperada de recuperar a força perdida.O perigo para a revolta, é a partir daí. A figura de Gaddafi, vivo ou morto, se uniriam todas as forças contra os "cruzados", a al-Qaeda inclusa, e começar a dar o assalto as "cidades corruptas." A história repete-se.

Friday, October 21, 2011

DOS ALIÁDOS DEUS PROTÉGE-TE, DA NATO NINGUÉM PROTÉGE-TE.

O Fim dos aliádos do Ocidente, de Bin Laden á Gaddafi (*)
amici_occidente.jpgÉ morto outro aliado do Ocidente. Seu nome era Gaddafi. Suas forças armadas foram treinados na Itália. Ele ajudou a inteligência americana, na caça aos terroristas islâmicos. Fornecia petróleo á Europa. Ele era um ditador amigo do Ocidente. Muitos presidentes do mundo, em especial do Ocidente, apertaram a sua mão há alguns meses e até mesmo Berlusconi beijou-o e a Líbia e a Itália assinaram um tratado de paz. Forneceu á Europa, com o seu dinheiro do petróleo líbio, bancos internacionais que o adoravam. A Líbia foi atacado por aviões da tomahawks francêses e americanos, bombardeada há meses. Sem a intervenção da NATO, que operava fora do mandato da ONU, os rebeldes, não poderiam ter sido qualquer coisa. Quem armou eles? Em um país, sob o controle de uma ditadura há 42 anos, é plausível que as metralhadoras e tanques dos rebeldes nascecem  das couves?
Gaddafi, foi morto, como um porco no matadouro. Não houve nenhum processo, em que ele, tenha desgraçado as nações ocidentais. Ele estava fugindo de Sirte, em um comboio, que foi atacado por aviões franceses, como afirmou Gerard Loguet (Fonte Times Financial), o ministro da Defesa da França. Gaddafi, foi deixado e (entregue?) aos seus carrascos, que, o espancaram, ferido com balas múltiplas, nas pernas, e morto por um golpe na cabeça. Seu corpo foi arrastado, pelas ruas, e exibido como um troféu de caça grande. Mahmoud Jibril, um ex-colaborador de Gaddafi, com o cargo de Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico Nacional, até início de 2011, e, se tornou primeiro-ministro do Governo de Transição, disse: "Nós esperamos, por esse momento, por muito tempo. Muammar Gaddafi foi morto ". A cortina, caiu sobre esta farsa. O petróleo da Líbia, está agora, disponível para o Ocidente. Os cúmplices de Kadafi, substituíram-lhe, os ex-companheiros o sacrificaram. Antes dele, outros aliados ocidentais, têm seguido o seu destino: Bin Laden, em um relacionamento, de anos, com a CIA, ele ajudou os americanos, na guerra do Afeganistão contra os soviéticos. Mubarak, substituído por um regime militar, que teve fortes laços com o Ocidente, durante décadas, agora mais morto do que vivo, é arrastado aos tribunais em uma maca. Saddam Hussein, o secular, o baluarte contra o Khomeinismo, armado pelo Ocidente, durante anos, em uma sangrenta guerra contra o Irão, e mais tarde, enforcado, após a ocupação do Iraque pela NATO, devido à inexistênte presença de armas de destruição em massa. Agora, que os seus amigos se foram, quem será o próximo a cair? Mahmoud Ahmadinejad presidente do Irão? ʿ Abd al-Qadir Bājamāl, o primeiro-ministro do Iêmen? Bashar al-Assad, o chefe de Estado sírio? Mullah Omar, ex-presidente do Afeganistão? 
O Norte da África está em paz, o Golfo Pérsico, ainda não. Dos aliádos Deus protége-te,  da NATO, ninguém protége-te.

(*) fonte Beppegrillo

Sola "fede" ou sola Scrittura?

O problema  teológico das bênçãos de uniões do mesmo sexo
Na Igreja “protestante” ou Evangélica

         Baseando-me e adaptando o artigo de Damiano Bondi  (icn-news) que,ao saber a notícia do para-casamento homosexual celebrado a 27 de junho de 2011, na Igreja Valdeza, em Milão, eu me perguntei se esta decisão tivesse sido pensada teologicamente. O problema é simples: a bênção religiosa de um "casamento gay" (e não o reconhecimento legal da mesma, que é outro problema) não è, talvez, incompatível com o princípio de “Sola Scriptura” da teologia protestante, ou somente a Bíblia, como um lugar único e replecto do Apocalipse de Deus?
Paradoxalmente, se a Igreja Católica consentisse, para aprovar as relações homosexuais ou do mesmo sexo, seria menos incoerente, uma vez que, considera a Tradição, como uma segunda fonte de revelação, não estreitamente sujeita à Palavra. Se o único critério, padrão, para a fé, é a Escritura, então como agir diante dessas etapas, a partir do Levítico  as Epístolas Paulinas, condenam esplicitamente, a prática homossexual?  é licito, como ocorreu no penúltimo Sínodo valdeze, ignorar o problema e permitir que, os casamentos gay, sejam abençoados, «la onde a igreja local, chegou a um consenso maduro e respeitoso»? O consentimento dos homens é, portanto, o primeiro que, o consentimento de Deus? Claro, poderia-se argumentar, ainda é válida, a idéia da justificação pela Sola Fide, somente a fé: o homem não pode salvar-se porque ele faz o bem, mas sim, porque ele acredita em Deus, o Bem Supremo. Deus não olha muito pelas as obras, como na fé, não a lei, como à disposição de aceitar a redenção em Jesus Cristo, não a moralidade, como no reconhecimento, de sua distância, de Deus, cheia de graça de Deus, através da encarnação do Seu Filho. Já Lutero, radicalizava esse conceito, em seu famoso princípio: “Pecca fortiter, sed crede fortius” ou seja, peca mesmo com entusiasmo, porque, como ser humano é inevitável. Mas a tua fé, deve ser mais forte. Mesmo um pecador endurecido – e o pecador mais endurecido, é o que afirma ser livre de pecado - pode ser salvo, se aceitar pela fé, a redenção da Cruz. Mas, enquanto Lutero acreditava que, a existência do pecado, no ser humano, faz parte de sua condição de criatura limitada. Os valdezes hoje, parecem já não acreditar nisso. A prática homossexual, para eles, longe de ser considerada (de acordo com as Escrituras) um pecado mais ou menos "forte" de que a redenção por meio da fé, é "ainda mais forte", torna-se passível, de ser abençoada por Deus. E a fé, em consequência, não é mais invocada como a salvação, só se apega a tempestade de tentações mundanas, mas apenas utilizada, como um selo, para ser afixada a qualquer acto, para ser, decretada arbitrariamente, compatível com a vontade divina: a fé não compromete mais, pelo contrário descompromete. Acredita em Deus, e faz o que quiseres. Deus não quer, outra coisa.
Não se trata aqui, de um critério de Kierkegaard, no qual, o estádo moral, deve ser superado, pela fé: pelo contrário, neste caso, não faz sentido, falar do estádo moral, nem de angústia. Fé, aqui, não é uma conquista heróica, daqueles que ousaram arriscar um salto no vazio, mas uma mera adição do rótulo "cristão" a aparência ou ao estado estético. A mesma justificação pela fé, desta forma, torna-se a desculpa, para justificar a não imoralidade, como poderia-se, ainda, estar na concepção luterana, mas, a uma moralidade, ou a ausência de qualquer preocupação moral. Não tem mais sentido perguntar: Deus quer isso de mim? Se eu, sinceramente cristão, quero isso, seja ele qual for, então eu tenho mesmo o direito de esperar que, Deus abençoe a minha escolha.
Em uma inspeção mais próxima, no entanto, tal posição, vazia de sentido, de qualquer noção de justiça divina, e, portanto, também da justificação pela fé. Para Lutero, de facto, a fé, foi o meio pelo qual, o homem, poderia redimir-se do pecado, ou tornar-se, justo, diante de Deus, após a injustiça cometida "na origem"; mas, se não existe um quadro normativo, contra o qual, podemos ser mais, ou menos justos, diante de Deus, então até mesmo a fé, não pode, mais, ser invocada para compensar a nossa injustiça, porque seria desprovida de qualquer "função". Acaba, sendo reduzida, a inclinação sentimental, uma dimensão do espírito, que não é incorporada, em qualquer prática, ou realmente, não tem efeito directo, soteriológico. Uma "fé" entre aspas. Claro, os valdese, não vão para tanto. Na verdade, tentar justificar as suas acções, teologicamente, nas seguintes duas linhas principais: por um lado, tentando desesperadamente, encontrar apertos escriturasticos, que permitem (ou negar, pelo menos não abertamente) a possibilidade de abençoar cristãmente as uniões homossexuais, por outro lado,  reduzindo  a moral cristã ao único mandamento do amor, entendido de maneira geral. Assim, a pastora valdeza, Gabriella Hall, trata de argumentar que, todas as lesões (mais de vinte), que Paulo lança, para aqueles homens que, "deixando a relação natural com uma mulher, se inflamaram, em sua sensualidade libidinosa, uns para com os outros", na verdade, seria direcionada, para aquile, que cultivam os relacionamentos, que, vão "contra a natural orientação sexual"; então, paradoxalmente, o Apóstolo dos gentios, decidiria, a favor dos relacionamentos homossexuais modernos, la onde eles são, segunda a natureza. Por outro lado, em nome do Conselho das Igrejas de Trapani e Marsala, Pastor Alexander Edwards, afirma categoricamente que, "Deus quer o amor, não o julga". O problema, neste caso, o amor é o que Deus quer, ou melhor, se o que chamamos de "amor" coincida, au menos, com a Agape cristã, que é justamente considerada superior, a qualquer lei. Mas este problema é contornado, mesmo endossando a idéia de que, qualquer relacionamento, seja "amor", pode ser abençoado por Deus: sendo assim, não percebe-se, por que, não deve-se celebrar, cristãmente, relações adúlteras ou incestuosas.
É claro que acabamos por fazer do amor (como da fé) nada mas, um impulso interior, uma afectividade desencarnada, que pode acompanhar qualquer acção, e não um acto, que é o resultado concreto, de uma escolha consciente que, envolve compromisso, responsabilidade pessoal e habilidades interpessoais. Um "amor" entre aspas. Mas o ponto crucial é outro. Tanto a posição hermenêutica (aquela que se compromete a interpretar "correctamente" a Escritura), seja aquela reducionista (que reduz o conteúdo normativo do cristianismo, a regra de ouro do amor), neste caso, acabam por minar a própria substância do Sola Scriptura, isto é, não só visam conter, apenas para diluir a substãncia, e evitar o absolutismo (com razão) o perigo do literalismo extremista, mas, assim, matam o núcleo mais profundo, derrubando a natureza. Visto que, forçar a Escritura, para dizermos aquilo que queremos, é equivalente, a não faze-la falar mais, equivale a substituí-la: é apenas o que, os valdezes, criticam, reprovando a postura da Igreja Católica.
Da mesma forma, exclui-se a maioria dos textos bíblicos, a partir da plenitude da verdade revelada - em nome do espírito crítico, a vontade de considerar o contexto de "histórico" ou de uma hierarquia presumida, entre o conteúdo doutrinário da Palavra de Deus - leva necessariamente a dizer, como argomenta Paulo Ricca, que "a Bíblia é a Palavra de Deus, contém a Palavra de Deus": o que poderia ser, teologicamente, correcto também, desde que, com esta fórmula, serve apenas, para dizer que, Cristo é o Verbo de Deus feito carne (e não do texto), e que, consequentemente, toda a Escritura, contém o testemunho da Palavra de Deus, sem ser-lo directamente. Mas a afirmação è, teologicamente, incorrecta, se, como no nosso caso, endossar práticas, de selecção de pessoas, de algumas partes das Escrituras, que contêm a Palavra de Deus, mais do que outras.

Os nossos defeitos são muito bons em encontrar oportunidades de crescimento: as palavras das Escritura têm sido usadas ao longo dos séculos, a fim de promover ou justificá-las. São Paulo, em Romanos, tenta remover alguma ilusão prejudicial. Ele disse que, a salvação nos é dado pela graça e não pelas nossas obras, mas agora exorta aos cristãos, como na escravidão da carne, foram produzidas maldades e impurezas, agora, libertados do pecado e servos de Deus, devemos dar frutos de santidade para a vida eterna. É a novidade absoluta, das obras da fé, que encontram a sua fonte em Jesus Cristo. Por isso, é evitado, por Paulo, o perigo de que a verdade da salvação pela graça é distorcida para justificar a má conduta.
Infelizmente, esta verdade não foi sempre recebida correctamente, como disse Lutero, pela graça de Cristo, como coberta por um cobertor, ainda em estado de pecado, porque o mérito de Cristo, cobre os nossos pecados diante do Pai. Não é verdade. Os cristãos não podem estar em estado de pecado e ter a graça: há uma escolha a fazer.

Thursday, October 20, 2011

O caçador de borboletas

Vladimir recebeu muitas prendas no Natal, entre livros, discos, legos, jogos de computador, mas gostou sobretudo do equipamento para caçar borboletas. O equipamento incluía uma rede, um frasco de vidro, algodão, éter, uma caixa de madeira com o fundo de cortiça, e alfinetes coloridos. O pai explicou-lhe que a caixa servia para guardar as borboletas. Matam-se as borboletas com o éter, espetam-se na cortiça, de asas estacadas, e dessa forma, mesmo mortas, elas duram muito tempo. É assim que fazem os coleccionadores.
Aquilo deixou-o entusiasmado. Ele gostava de insectos mas não sabia que era possível coleccioná-los, como quem colecciona selos, conchas ou postais, talvez até trocar exemplares repetidos com os amigos.
Nessa mesma tarde saiu para caçar borboletas.
Foi para o matagal junto ao rio, atrás de casa, um lugar onde se juntavam insectos de todo o tipo. Já tinha apanhado cinco borboletas que guardara dentro do frasco de vidro, quando ouviu alguém cantar com uma voz de algodão doce – uma voz tão doce e tão macia que ele julgou que sonhava. Espreitou e viu uma linda borboleta, linda como um arco-íris, mas ainda mais colorida e luminosa.
Sentiu o que deve sentir em momentos assim todo o caçador: sentiu que o ar lhe faltava, sentiu que as mãos lhe tremiam, sentiu uma espécie de alegria muito grande. Lançou a rede e viu a borboleta soltar-se num voo curto e depois debater-se, já presa, nas malhas de nylon. Passou‑a para o frasco e ficou um longo momento a olhar para ela.
— Agora és minha — disse-lhe. — Toda a tua beleza me pertence.
A borboleta agitou as asas muito levemente e ele ouviu a mesma voz que há instantes o encantara:
— Isso não é possível — era a borboleta que falava. — Sabes como surgiram as borboletas? Foi há muito, muito tempo, na Índia. Vivia ali um homem sábio e bom, chamado Buda…
Vladimir esfregou os olhos:
— Meu Deus! Estou a sonhar?
A borboleta riu-se:
— Isso não tem importância. Ouve a minha história. Buda, o tal homem sábio e bom, achou que faltava alegria ao ar. Então colheu uma mão cheia de flores e lançou-as ao vento e disse: “Voem!”. E foi assim que surgiram as primeiras borboletas. A beleza das borboletas é para ser vista no ar, entendes? É uma beleza para ser voada.
— Não! — disse Vladimir abanando a cabeça. — Eu sou um caçador de borboletas. As borboletas nascem, voam e morrem e se não forem coleccionadores como eu, desaparecem para sempre.
A borboleta riu-se de novo (um riso calmo, como um regato correndo, não era um riso de troça):
— Estás enganado. Há certas coisas que não se podem guardar. Por exemplo, não podes guardar a luz do luar, ou a brisa perfumada de um pomar de macieiras. Não podes guardar as estrelas dentro de uma caixa. No entanto podes coleccionar estrelas. Escolhe uma quando a noite chegar. Será tua. Mas deixa-a guardada na noite. É ali o lugar dela.
Vladimir começava a achar que ela tinha razão.
— Se eu te libertar agora — perguntou — tu serás minha?
A borboleta fechou e abriu as asas iluminando o frasco com uma luz de todas as cores.
— Já sou tua — disse — e tu já és meu. Sabes? Eu colecciono caçadores de borboletas.
Vladimir regressou a casa alegre como um pássaro. O pai quis saber se ele tinha feito uma boa caçada. O menino mostrou-lhe com orgulho o frasco vazio:
— Muito boa — disse. — Estás a ver? Deixei fugir a borboleta mais bela do mundo.
 
José Eduardo Agualusa
Era uma vez
Revista Pais e Filhos, s/d

Wednesday, October 19, 2011

SHOW DA LÍNGUA PORTUGUESA!

A importancia do respeito pelos sinais de pontuacao nos textos que produzimos

             'Um homem muito rico estava  mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

             'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a
 conta do padeiro nada dou aos pobres. '

             Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

            
 1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
            Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

             
2) A irmã chegou em seguida.. Pontuou assim o escrito:
             Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

             
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
             Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

             
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta  interpretação:

             Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.


             
Moral da história:
             'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.                                           
               
E isso faz toda a diferença...

Tuesday, October 18, 2011

HOJE É O DIA CONSAGRADO AO EVANGELISTA SÃO LUCAS

O evangelista Lucas pode ser muito caro, porque é o evangelista que fala de Maria, mãe de Jesús Cristo. Apenas Lucas, relata os eventos: da Anunciação, da Visitação, as cenas da Natividade, a Apresentação no Templo de Jesus. E pode-se também dizer que é o evangelista do coração de Jesus, porque è Lucas que, nos revela melhor a sua misericórdia: é o evangelista da parábola do filho pródigo, de encontrar um tesouro que só encontramos no seu Evangelho, o drama de achados e perdidos. È o evangelista da caridade: só ele conta a parábola do Bom Samaritano, e fala de Jesus, acerca do amor pelos pobres, com o giro acento de compaixão pelo outro: o Senhor nos mostra que, é movido pela dor da viúva de Naim; acolhe a pecadora em casa de Simão, o fariseu com tal delicadeza e assegura o perdão de Deus, que tão gentilmente recebe  Zaqueu que, deve procurar superar o seu coração de publicano e mudar para um coração arrependido e generoso.
São Lucas, portanto, é o evangelista de confiança, de paz, da alegria, em uma palavra, podemos dizer que é o evangelista do Espírito Santo. Nos Actos dos Apóstolos, é ele quem encontrou a fórmula tão cara, para às comunidades cristãs: "formando um só coração e uma só alma".
Senhor, nosso Deus, que escolheu São Lucas, no mundo, para revelar-nos o mistério do seu amor pelos pobres: "os cristãos formam um só coração e uma só alma, e todos os povos “soboreiem” a sua salvação". E a comunidade cristã, fundada no amor de Jesus e no amor de pobreza: as pessoas não estão apenas ligadas a bens materiais, por causa do Senhor, podem ser um só coração e uma só alma.
O Evangelho de São Lucas o revela cheio de zelo. Só ele nos relata o envio em missão, os setenta e dois discípulos (os comentaristas pensam que este é um número simbólico que, representa as setenta e duas nações do universo) e alguns detalhes desta missão: "O Senhor designou outros setenta e dois e os enviou dois a dois à frente dele em cada cidade e lugar que ele pretendia visitar. "São Gregório explica: "é necessário que os discípulos sejam  mensageiros do amor de Cristo. Se  não são pelo menos dois, a caridade não é possível, porque não é para si mesmo, mas por amor pelo outro".
Há tantos tesouros na obra de São Lucas e nós podemos aproveitá-los com gratidão, não esquecendo o aspecto que, dá maior ênfase ao evangelista: darmo-nos todos ao Senhor, ser seus discípulos para estarmos prontos para carregar a cruz com ele todos os dias. Então o nosso amor é verdadeiro e realmente traz os frutos do Espírito: paz, alegria, bondade.
Não se esqueça que, o totem de S. Lucas é um boi (toro), assim como de S. Mateus é um Anjo, de S. João é uma Águia e de S. Marcos um Leão.

Monday, October 17, 2011

Oggi è la Giornata mondiale contro la povertà

Oggi è la Giornata mondiale contro la povertà

FOME NO MUNDO

Amigos cibernéticos, como é do vosso conhecimento, a fome é um conceito comumente usado para indicar a ter um apetite forte ou estar pronto para comer. Após um longo período sem poder, a sensação de fome se torna um sentimento cada vez pior, para se tornar muito doloroso. Depois de desnutrição prolongada, o corpo vem à morte por causa de uma falta de ingestão de nutrientes essenciais para o corpo.
Literalmente, refere-se à necessidade de comida, também pode ser aplicado metaforicamente aos desejos dos outros tipos. O termo é usado mais amplamente para se referir a casos de desnutrição e fome generalizada entre a população, geralmente devido à pobreza, conflito, instabilidade política, ou condições adversas agrícolas (fome). Sobre o problema da fome no mundo colidem duas teorias opostas:
A primeira acredita que é devido à falta de produção de alimentos global, e que o problema fundamental seria apenas a distribuição de poder de compra em todo o mundo que é altamente assimétrica (Diz-se que, há estudos da FAO, que a Terra poderia ter recursos para alimentar mais de 12 bilhões de pessoas).
A segunda parte é, após um período de abundância relativa dos meios de produção, cenários cada vez mais apocalíptico.
Acredito que, não são os conceitos da fome que, interessam neste preciso momento, no que diz respeito aos conceitos, definições sobre a fome, deixemos para o mundo académico, e quem quizer aprofundar mais, procure consultar a wikipedia, ou uma enciclopédia.
Neste momento, contentemo-nos com as informações da jornalista Tiziana Guerrisi. Segundo esta jornalista, a Fome no mundo tem "níveis alarmantes de emergência" no documento publicado pelo International Food Policy Research Institute adverte que os seis países nos últimos 12 meses têm visto a sua condição piorar, com exceção da Coréia do Norte, todos são Africanos. Burundi, Eritreia, Chade e na República Democrática do Congo ha o risco de emergenza de falta alimentos, como não deixaria de ser, nos últimos meses tem abalado o Corno de África, poderia ser repetido, em um futuro não muito distante, em outros países da África Subsariana, como a República Democrática do Congo. O alerta vem do relatório de 2011, sobre o índice de fome no mundo publicado pelo International Food Policy Research Institute (IFPRI).

O que preocupa, acima de tudo, o facto de que em mais de 26 países ao redor do mundo ainda níveis recordes de fome chamada de "alarmante". 
Kinshasa, presentemente, se encontra numa situação de um aumento "muito" alarmante o índice de fome subiu para 63%. Para determinar um salto tão profundo, de acordo com o relatório, o aumento da violência e instabilidade política, responsável pelo aumento do número de pessoas que sofrem de fome. Além da fotografia IFPRI também poderia ser o mais optimista da realidade, enquanto que no relatório não foram incluídos os efeitos da crise dos preços dos alimentos de 2010 e 2011, bem como os da fome no Corno de África.

É verdade que algum progresso desde 1990 tem havido, e da fome global no mundo é diminuída. Mas não significativamente, e especialmente entre as diferentes áreas das mais profundas disparidades do mundo permanecem. Que a marcha em direção à estabilidade lutas com alimentos, além disso, evidente pelos atrasos no roteiro de "Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio", desenvolvido em 2000, que entre outros incluem a eliminação da fome e da pobreza extrema até 2015 . Todas as metas parciais foram ignoradas, e em tempos de crise econômica na Europa (que reúne alguns dos mais importantes doadores internacionais), o objetivo final parece cada vez mais longe.
Como aconteceu em 2008, causando uma crise alimentar que ajoelhou-se milhares de comunidades nos países em desenvolvimento, cujos efeitos ainda estão sob os olhos da comunidade internacional, estamos novamente confrontados com o aumento dos preços agrícolas cada vez mais caracterizada por uma alta volatilidade.
Para combater o aumento dos preços e evitar um efeito devastador sobre os países em desenvolvimento mais vulneráveis, o IFPRI oferece uma gama de intervenções.Fortalecer os sistemas de protecção social, melhorar os protocolos de actuação em situações de emergência, criar reservas alimentares globais, reduzir os subsídios para os biocombustíveis, financeiro actividades de regulação nos mercados de alimentos e reduzir a especulação sobre as matérias-primas são apenas alguns dos requisitos mais rigorosos . Sem considerar a necessidade de investir na capacidade adaptativa dos países, mais em risco, para a mudança climática: o Banco Mundial, de facto, somente no ano 2010-2011, o aumento dos custos dos alimentos empurrou cerca de 70 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema.

Acima de tudo, como estão repetindo por anos, muitas organizações internacionais, precisariam concentrar-se em um modelo de pequena escala de alimentos, baseada na agricultura local, o que permitirá que as comunidades pobres para garantir sua subsistência, sem estar à mercê das flutuações do mercado contínuo. 

Não tenhamos dúvidas, que a nossa Angola, com a Etiópia, Moçambique e Níger são as nações que têm mostrado o maior progresso em termos absolutos. Acredito que, esta e outras questões, além disso, fazem parte do trabalho sobre a agenda deste Dia Mundial da Alimentação, neste 16 de outubro.



Table by Nigrizia


Saturday, October 15, 2011

Deus e César, fé e política


Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
 
Muito Bom Dia a todos os participantes deste espaço e a todos os meus amigos e amigas virtuais! Desta vez, a reflexão e meditação que vos trago, para partilharmos, é de âmbito religioso ou político. Do famoso brano do Evangelho de S. Mateus 22, 15-21. Para os amigos cibernéticos que têm Biblia, aconselho a ler o capitolo e versículos citados.“O Evangelho relata outra faceta dessa soberania absoluta de Deus. Dois partidos opostos (fariseus e herodianos) tentam comprometer Jesus na relação entre a fé e a política, apresentando-as como atitudes antagónicas. Jesus explica que uma não exclui a outra: Deus é o Senhor de tudo e só a Ele adoramos, mas não se alheia da actividade cívica e política, e o cristão deve ver aí um meio de ajudar a construir um mundo mais justo. Não afasta Deus do seu coração, mesmo quando dá o seu voto e o contributo dos impostos justos. Faz tudo isso com os olhos em Deus, único juiz e Senhor da história. Mantém, porém um espírito lúcido e autónomo acerca dos actos governativos e, quando sentir que eles se afastam da lei de Deus e da justiça social, aquela fidelidade a Deus levá-lo-á a declarar a sua oposição a tais actos. César nunca é divino, nunca é absoluto, é somente César, actividade humana, e os seus actos estão também sujeitos a Deus. Ao destruir a divinização da política, o cristão fez cair um dos mais poderosos ídolos da antiguidade e tornou humana a actividade política”. Sinceramente, amigos e amigas, no mundo, neste momento, se bem que, a maioria caminha para un modo de governação democrática adaptada ao modus vivendi de cada povo, mas o nosso espaço social, não deixa de esistir monarquias, democracias monopartidárias, teocracias, até mesmo sistemas ditatoriais, em certos momentos, temos dificuldade de dizer se estamos perante uma democracia monárquica ou uma monarquia democrática. Em fim, mas a inquietação è: Nós, respeitando a nossa dignidade e ética humana, podemos e devemos colaborar com governos legítimos, mas injustos? Podemos mesmo pagar tributos a governos injustos? O custo de pagar tributos não se restringe ao tributo em si, mas refere-se a todos os aspectos formais e burocráticos de que os contribuintes têm
de cuidar por determinação legal.

Tentando ajudar-vos: De facto, nao é fácil interpretar a Bíblia, porque podemos cair na interpretaçao libertina e abusiva, como constatamos no nosso dia a dia, para os especialistas, têm regras próprias, para nós, gente não especializada, na nossa semplicidade, podemos mesmo perceber aquilo que Deus quer transmitir-nos. Caso contrário, não temos outra saída se não pedirmos mesmo ajuda.
No caso concreto, o tema è actualíssimo: “Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. È um argumento inigmático, não sabemos com exactidão, o que Jesús Cristo, quer transmitir-nos. Sabemos que, historicamente falando, este argumento, foi e è utilizado segundo os interesses, nas relações entre os estado e a Igreja (vice-versa). Utilizada pela Igreja, para afirmar a sua autonomia, e o próprio direito de esistir perante os governos e estados, utilizado por alguns papas, para decidir o direito de alguns estados e governos. Argomento utilizado, também, por alguns estados e governos, para constratar a ingerência histórica e autoritária da Igreja, e para tentar iliminar mesmo a própria Igreja.

         Pagar imposto, é um argomento pouco simpático. Jesús toca este tema, porque o homem, não vive sozinho, vive e faz parte de uma sociedade civil, onde tem relações de colaboração com os outros, contribuendo para o Bem Comum: OS TRIBUTOS: impostos, vida militar, paramilitar, etc. Por isso mesmo, deve organizar e realizar esta convivência civil, deve determinar deveres e direitos, dando-se as instituições, contribuendo com impostos ao Bem Comum. Agora, estabelecer aquilo que è justo ou injusto, è sempre muito difícil, porque entram em jogo interesses diversos, se prospectam vários objectivos a atingir, pois, a esperiência sempre nos ensina que, esistem aqueles que pautam por favores e previlégios, assim, neste contesto, entrão sempre conflitos, tais conflitos são inevitáveis, porque somos limitados. Colaborar ao Bem Comum, è um dever moral, fugir ao fisco, ao impostos è uma culpa, è uma desonestidade.
         Portanto: Deus e César, fé e política são duas realidades, em que uma não deve prevalecer sobre outra: nem a fé sobre a política, porque se cairia no integralismo religioso, nem a política sobre a fé, porque teríamos o culto de estado (estadolatria), a ditadura. Fé e política devem interagir-se, relacionar-se ao serviço do homem, do verdadeiro bem do homem, porque se é verdade que a moeda traz a imagem gravada de César - o poder político - o homem é a imagem viva do Deus vivo.