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Saturday, October 15, 2011

Deus e César, fé e política


Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
 
Muito Bom Dia a todos os participantes deste espaço e a todos os meus amigos e amigas virtuais! Desta vez, a reflexão e meditação que vos trago, para partilharmos, é de âmbito religioso ou político. Do famoso brano do Evangelho de S. Mateus 22, 15-21. Para os amigos cibernéticos que têm Biblia, aconselho a ler o capitolo e versículos citados.“O Evangelho relata outra faceta dessa soberania absoluta de Deus. Dois partidos opostos (fariseus e herodianos) tentam comprometer Jesus na relação entre a fé e a política, apresentando-as como atitudes antagónicas. Jesus explica que uma não exclui a outra: Deus é o Senhor de tudo e só a Ele adoramos, mas não se alheia da actividade cívica e política, e o cristão deve ver aí um meio de ajudar a construir um mundo mais justo. Não afasta Deus do seu coração, mesmo quando dá o seu voto e o contributo dos impostos justos. Faz tudo isso com os olhos em Deus, único juiz e Senhor da história. Mantém, porém um espírito lúcido e autónomo acerca dos actos governativos e, quando sentir que eles se afastam da lei de Deus e da justiça social, aquela fidelidade a Deus levá-lo-á a declarar a sua oposição a tais actos. César nunca é divino, nunca é absoluto, é somente César, actividade humana, e os seus actos estão também sujeitos a Deus. Ao destruir a divinização da política, o cristão fez cair um dos mais poderosos ídolos da antiguidade e tornou humana a actividade política”. Sinceramente, amigos e amigas, no mundo, neste momento, se bem que, a maioria caminha para un modo de governação democrática adaptada ao modus vivendi de cada povo, mas o nosso espaço social, não deixa de esistir monarquias, democracias monopartidárias, teocracias, até mesmo sistemas ditatoriais, em certos momentos, temos dificuldade de dizer se estamos perante uma democracia monárquica ou uma monarquia democrática. Em fim, mas a inquietação è: Nós, respeitando a nossa dignidade e ética humana, podemos e devemos colaborar com governos legítimos, mas injustos? Podemos mesmo pagar tributos a governos injustos? O custo de pagar tributos não se restringe ao tributo em si, mas refere-se a todos os aspectos formais e burocráticos de que os contribuintes têm
de cuidar por determinação legal.

Tentando ajudar-vos: De facto, nao é fácil interpretar a Bíblia, porque podemos cair na interpretaçao libertina e abusiva, como constatamos no nosso dia a dia, para os especialistas, têm regras próprias, para nós, gente não especializada, na nossa semplicidade, podemos mesmo perceber aquilo que Deus quer transmitir-nos. Caso contrário, não temos outra saída se não pedirmos mesmo ajuda.
No caso concreto, o tema è actualíssimo: “Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. È um argumento inigmático, não sabemos com exactidão, o que Jesús Cristo, quer transmitir-nos. Sabemos que, historicamente falando, este argumento, foi e è utilizado segundo os interesses, nas relações entre os estado e a Igreja (vice-versa). Utilizada pela Igreja, para afirmar a sua autonomia, e o próprio direito de esistir perante os governos e estados, utilizado por alguns papas, para decidir o direito de alguns estados e governos. Argomento utilizado, também, por alguns estados e governos, para constratar a ingerência histórica e autoritária da Igreja, e para tentar iliminar mesmo a própria Igreja.

         Pagar imposto, é um argomento pouco simpático. Jesús toca este tema, porque o homem, não vive sozinho, vive e faz parte de uma sociedade civil, onde tem relações de colaboração com os outros, contribuendo para o Bem Comum: OS TRIBUTOS: impostos, vida militar, paramilitar, etc. Por isso mesmo, deve organizar e realizar esta convivência civil, deve determinar deveres e direitos, dando-se as instituições, contribuendo com impostos ao Bem Comum. Agora, estabelecer aquilo que è justo ou injusto, è sempre muito difícil, porque entram em jogo interesses diversos, se prospectam vários objectivos a atingir, pois, a esperiência sempre nos ensina que, esistem aqueles que pautam por favores e previlégios, assim, neste contesto, entrão sempre conflitos, tais conflitos são inevitáveis, porque somos limitados. Colaborar ao Bem Comum, è um dever moral, fugir ao fisco, ao impostos è uma culpa, è uma desonestidade.
         Portanto: Deus e César, fé e política são duas realidades, em que uma não deve prevalecer sobre outra: nem a fé sobre a política, porque se cairia no integralismo religioso, nem a política sobre a fé, porque teríamos o culto de estado (estadolatria), a ditadura. Fé e política devem interagir-se, relacionar-se ao serviço do homem, do verdadeiro bem do homem, porque se é verdade que a moeda traz a imagem gravada de César - o poder político - o homem é a imagem viva do Deus vivo.

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