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Monday, October 24, 2011

SAVIMBI E KADAFI


Muitos compatriótas, estão a deixar-se levar pela emoção dos factos recentes, do modo como morre o Sr. Kadaff, comparando a do Sr. Savimbe, e tirar mesmo, em certas situações dividendos políticos. Creio que não é salutar, colocar no mesmo patamar os dois infortunados, são histórias díspares., se possível, a não ser, o que tivera vindo a público, seja falso. Rever, como foi morto o Sr. Savimbe. Parece-me que, quando o governo, alcançou o corpo do Sr. Savimbe, já o encontrou sem vida. Ha duas versões que, nunca foram esclarecidas: uma, quando, sentiu-se encurralado, suicidou-se, e outra, fruto dos escontros do tiroteio, entre, as suas tropas e as forças governamentais. Depois de encontrarem o corpo, sem vida, descarregaram mais balas, sobre o homem já sem alma, e fê-se outras mais. O Sr. Kadaff, foi encontrado com vida, segundo a comunicação social cá, e, é unánime, em dizer que, os ferimentos, foram fruto do bombardeamento dos caças franceses e americanos. O que há, talvéz, em comum, entre os dois malogrados, é somente, a exibição pública, como troféus, como se fosse fruto de caça grossa, esta parte, é de condenar, por que devemos respeitar o corpo humano «Non fare agli’altri quello che non ti piace», aqui estamos de acordo, quanto a execução, é salutar rever....!



          Morto o Sr. Gaddafi, tal como é confirmado pelo governo provisório da Líbia, a morte do Rais teria lugar na cidade de Sirte. Versões discordantes sobre a modalidade.
A verdade é: Muammar Gaddafi em Sirte foi morto: a notícia foi confirmada oficialmente há poucos minutos, pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), o governo de transição na Líbia. A CNT refere-se à morte de Kadafi como resultado de ferimentos sofridos durante sua prisão. Al Jazeera, citando fontes, informou que o Rais foi morto durante um tiroteio. De acordo com a Líbia TV, Gaddafi teria sido morto por um golpe na cabeça.
Gaddafi, de 69 anos, ascende ao poder através de um golpe de Estado em 1969. Sucumbiu de uma rebelião começada em fevereiro passado. Revolta que, teve o apoio militar da coalizão da França, Grã-Bretanha, EUA, Canadá e Itália, legitimada pela resolução da ONU de 17 de março.
Segundo o jornalista Luciano Ardesi, da revista Nigrizia, no artigo: “A metamorfose de um beduíno”. Em quase 42 anos no poder, o Sr. Gaddafi construiu, a sua própria auto-imagem, onde o deserto tem um lugar privilegiado. Referindo-se, costantemente, em sua polêmica contra a cidade, mas acima de tudo, simbolizada pela tenda beduína, que serviu como sua casa.

         Nascido no deserto, em uma barraca, Gaddafi, quer testemunhar desta forma, as virtudes de sua beduínidade. O símbolo é tão forte que, em algum momento, o coronel decide de planta-la na capital, onde está em visita de Estado. E é sob a tenda, no quartel de Bab al-Aziziyah, em Tripoli, que ficou famosa por bombardeios americanos em 1986, recebendo seus convidados.
Quando em outubro de 1987, Luciano Ardesi, com alguns jornalistas italianos, participou a entrevista em que Gaddafi, afirmou em virtude de os líbios, terem sido sepultados lá, após a sua deportação. Uma cena bem estudada, mas os espaços livres ao redor da tenda beduína não conservam nada, parecendo assim uma simulação. A suspeita, foi confirmada no temôr dos seus adversários, quando eles assaltam, em anexo, à sua casa famosa: apartamentos de luxo para si e sua família em Bab al-Aziziyah, a fazenda modelo em 25 km a sudoeste de Trípoli, e não ha outras residências semelhantes, em todo o país, para não mencionar a riqueza ostentada pelas crianças por algum tempo, contradizem a Gaddafi "beduínos".
Um antigo estudioso Norte Africano, nos ajuda a entender essa metamorfose. Ibn Khaldun, historiador e diríamos hoje, um sociólogo, que viveu no século 14 e autor de uma monumental História dos Berberes, deu uma visão geral da cultura norte-Africano e sua dinâmica social. Com grande sutileza, contrasta os beduínos para sedentários. Os beduínos, ele escreve, vivem no deserto e estão satisfeitos com o indispensável. Em seguida, acomúla o supérfluo, e vai viver em cidades. Na cidade, as suas qualidades morais, corrompem-se, e o valor da solidariedade antiga, vai-se esfomando. Os beduínos, têm uma estrutura de defesa aceitável, e mantêm intacta a coragem e o espírito do corpo, em virtude de laços de sangue (tribal), enquanto que, os citadinos estão sujeitos à autoridade e são menos corajosos e valentes.
O abandono do deserto, o acúmulo de poder (com a exclusão dos companheiros da primeira hora) e bens, devido ao imenso dinheiro, em torno dos contractos de petróleo, têm transformado o beduíno. Faz referência às tribos, no Livro Verde (1975), apenas seis anos após a "revolução", já esconde sua fragilidade e a intenção de dividir uma nação que se sente ameaçadora. Corrupção, e um punho de ferro, são os instrumentos de seu poder, enquanto a tentação dinástica está ficando mais forte.
Quando ele prometeu caçar e expulsar os "ratos" (os rebeldes) "dar-dar, Zenga-Zenga" (casa por casa, rua por rua), o apelo, é de um homem enraizado na cidade, a sua própria linguagem o trai. As tribos fiéis, são o resultado da solidariedade com petrodólares adquirida.
A fuga para o deserto, é uma última tentativa desesperada de recuperar a força perdida.O perigo para a revolta, é a partir daí. A figura de Gaddafi, vivo ou morto, se uniriam todas as forças contra os "cruzados", a al-Qaeda inclusa, e começar a dar o assalto as "cidades corruptas." A história repete-se.

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