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Wednesday, November 30, 2011

PRESIDENTE DA CEAST ESCLARECE ALEGADA POLÉMICA SOBRE RITUAL DE INICIAÇÃO FEMININA NO SUL DE ANGOLA


Um grupo de religiosas das Dioceses do Lubango e Namibe escreveu uma carta à CEAST pedindo que a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé ponha termo ao rito de iniciação de mulheres, o chamado “Efiko”, que envolve também religiosas naturais da Huila, Namibe e Cunene.

A carta está nas mãos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, cujo Presidente Dom Gabriel Mbilingi é, por sinal, também Arcebispo do Lubango, Arquidiocese onde se pratica o “Efiko”.

A propósito, o Prelado foi recentemente entrevistado pela Rádio Vaticano, numa conversa conduzida pela jornalista Dulce Araújo.

 “A carta foi para reagir à interpretação à morte de Dom Mateus, Bispo do Namibe. Não é que alguém da Arquidiocese levantasse a questão do “Efiko” como tal, mas algumas religiosas reagiram àquilo que foi noticia depois da morte de Dom Mateus, uma informação que passou num documento que apareceu no Club K, e fazia questão de umas declarações de um jornalista que escrevia, dizendo que Dom Mateus teria eventualmente sido morto em circunstâncias pouco esclarecidas, no sentido de que estaria por detrás toda uma reacção de feitiçaria, que estaria na origem do recurso a forças ocultas para que tivesse lugar o ocidente que o vitimou”- disse. 

Dom Mateus Feliciano Tomás, Primeiro Bispo Da Diocese do Namibe faleceu a 30 de Outubro de 2010, num acidente de viação, proveniente de Luanda, onde havia participado na Assembleia-Geral da CEAST.

Tinha sido ordenado Bispo há cerca de um ano e meio. O carro conduzido por ele, capotou quando tentou esquivar uma manada de bois que atravessava a estrada, mas conforme um artigo, dias depois pelo jornal angolano Club K, a sua morte teria resultado de acções ocultas, feitiçarias, por se ter oposto a algumas práticas tradicionais do povo Nhaneca Humbi, entre as quais o “Efiko.

 “O modo com foi tratada esta questão tradicional, que é a iniciação feminina na nossa área, concretamente nas províncias da Huila, no Cunene e também no Namibe, onde se pratica o “Efiko”, é isso que levou a reacção das irmãs” – explicou Dom Mbilingi.

“Quer dizer, o modo como era escrito o rito do “Efiko” incluía acções que algumas irmãs acabaram de dizer que isso não é verdade, portanto era necessário reagir a este efeito” - sublinhou.

 “Tudo o que fiz foi pedir, quer às próprias irmãs, sobretudo as originárias do lugar, que deverão trabalhar também com as outras senhoras intelectuais que estão por aí, que percebem, também aos padres, sobretudo os originários do Cunene, como do Lubango e do Namibe, estes pedi-lhes que fizessem um estudo de campo em relação aos ritos, ao significado tradicional que o “Efiko” tem, em ordem a que possamos, como Conferência Episcopal responder e para que no amanhã possamos ter uma proposta mais clara em relação a esse dado, que é cultural, mas que, se é mal entendido efectivamente causa o mal estar que provocou naturalmente aquela situação” – acrescentou o Arcebispo do Luabngo.

Segundo Dom Mbilingi, “ neste momento não é que o assunto esteja a provocar uma continuação de polémica, não foi. Mas aproveitamos a ocasião para de facto tirarmos elementos positivos para apurarmos a verdade sobre os ritos desta iniciação, que é formação feminina para uma vida em sociedade, uma vida em comunidade”.

Agora, o objectivo é de desfazer os males entendidos causados pelo artigo, posto a circular na Internet.

“A essas mesmas irmãs nós pedimos que sejam elas a dizerem qual é a versão verdadeira, porque é importante. Como elas se queixaram na carta que são os homens que tratam de assuntos que não lhes diz respeito, agora vocês digam o que realmente se passa e qual é a verdade daquilo que foi dito, e que efectivamente deve ser considerado como algo que tenha valor e que possa ser assumido pelo evangelho, na linha da inculturação. Portanto, agora tudo depende em parte delas”- concluíu Dom Mbilingi  

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