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Wednesday, November 30, 2011

Santo André Apóstolo


         Caríssimos leitores do meu singelo Blog, hoje é o último dia do mês de novembro, e trago para vós uma pequena reflexão, subdividida em três partes. Na primeira parte, uma pequena meditação sobre o Apostolo André, visto que, hoje é o dia consagrado a este Apóstolo.
Na segunda parte, uma reflexão roubada do Blog: folha8.blogspot.com, Postado por William Tonet. É um artigo interessante, convido-vos a le-lo comigo. Entre realidade e fantasia, entre luzes e sombras, no que toca a nossa Igreja una, santa, católica e apostólica, ainda continuamos a festejar os dois mil anos de Tradição Apostólica e da Comunhão de Igrejas. Para quem quizer enriquecer mais os seus conhecimentos, pode mesmo, ler neste blog, este artigo: Sola "fede" ou sola Scrittura?
Fui tentado em comentar parágrafo por parágrafo, mas penço que fica tarefa para a terceira parte. Mas ha, um dos parágrafos que, não posso não dizer alguma coisa, porque faz parte mesmo da minha especialidade. É verdade que o Bispo de Roma, é o expoente máximo da espiritualidade no mundo católico e não só, e insubstituível na Igreja universal e na Igrela particolar ou local em comunhão com a Igreja global. Não é responsável pelos nefastos actos de pirataria religiosa que dessa áurea advieram. A Igreja é santa e pecadora, é de direito divino e humana, composta por homens, por isso é também instituição humana susceptível de erros. É verdade que tem muito peso na Igreja que se encontra no continente asiático, para tal, convido aos pacientes leitores a consultarem e lerem a Exortação Apostólica a Ecclesia in Ásia. É também verdade que, é na Ásia onde nascem as grandes religiões do mundo. É no diálogo interreligioso que o Bispo de Roma tem contacto permanente com estas grandes religiões: Induismo, Budismo, Judaismo, Islamismo, Cristianismo…E ha um dicastério romano que responde por este diálogo.
Ainda no que toca a catolicidade, é preciso ler muito bem a história da Igreja. Desde o seu nascimento teve sempre contrastes (internos e externos) e crises com diversos organismos sociais, fondamentalmente com a instituição política (Se possìvel leia, ainda neste blogger: Dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César). Mas falando da nossa Angola, acredito que, muitos de nós não têm memória curta. Na era colonial a Igreja foi acusada de fazer o jogo do império colonial a prejuizo do autóctone, mas ao criticar-se a Igreja esquecem-se que foi graças a Igreja, as Igrejas cristãs que formaram os políticos que baterem-se pela independência de Angola. Ainda recordo-me como se fosse hoje, um dos grandes políticos, após a nossa independência dizia: “a Igreja só tem mais cinquenta anos, depois desaparecerá…” Desapareceu ele primeiro. Vos ricordais no tempo do socialismo científico: “a Religião é ópio do povo…”. No tempo da guerra fratricida, o apoio que a Igreja deu a todas partes desavindas, em pouco tempo de paz, muitos já não se recordam. E muitos mesmo diziam que, a Igreja é dos “Kwachas…”. Veio a dita “PAZ”, agora a Igreja é um grupo de BAJULADORES, de José Eduardo dos Santos e do MPLA. Sinceramente (…). Mas em tudo isso a Igreja continua e vai continuar, nós pereceremos, mas a Igreja de Cristo vai continuar, os políticos e seus partidos perecerão, mas a Igreja vai continuar, que dizer das igrejas do “dízimo” , muitas delas introduzidas, e oficializadas, somente para contrariar a Igreja, o tempo responderá, queria dizer muito mais, mas não me convém, explanarei numa próxima oportunidade. Termino esta reflexão com as palavras de dom Nambi: “O problema das seitas é um grande desafio, porque algumas delas são muito agressivas em relação aos cristãos, de modo particular os católicos, a atitude do cristão deve partir do próprio Cristo, através de um bom testemunho dos seus ensinamentos. Mas como cristãos devemos olhar para o essencial, a nossa identificação com Cristo, com a sua Igreja, dar bom testemunho de vida, porque o amor e a caridade vence sempre”. A terceira parte é consagrada aos cometaristas, não tenham receio de comentar, de fazer mesmo críticas positivas, que nos ajudam a crescer, estamos mesmo abertos ao debate de ideias. Vos espero….

 
I/ 
Hoje celebramos a festa do Apostolo St. Andre, irmão de Simão Pedro e amigo de João e Tiago. O Evangelho diz-nos como Andre ouviu a palavra de Deus que foi dada: "Siga-me, vos farei pescadores de homens." E eles, deixando logo as suas redes o seguiram ". É esse apego, que permitiu aos apóstolos a prontidão de espalhar a palavra, a "boa nova" da salvação. Logo, “a fé vem da pregação e a pregação se faz pela palavra de Cristo. Então, eu pergunto: Será que eles não ouviram? Certamente que ouviram, pois a voz deles se espalhou por toda a terra, e as suas palavras chegaram aos confins do mundo”. Cf. Rm 10, 17-18.
Celebramos a vida de um “escolhido do Senhor para pertencer ao número dos Apóstolos. Santo André nasceu em Betsaida, no tempo de Jesus, e de início foi discípulo de João Batista até que aproximou-se do Cordeiro de Deus e com São João, começou a segui-lo, por isso André é reconhecido pela Liturgia como o "protocleto", ou seja, o primeiro chamado: "Primeiro a escutar o apelo, ao Mestre, Pedro conduzes; possamos ao céu chegar, guiados por tuas luzes!" 
Santo André se expressa no Evangelho como "ponte do Salvador", porque é ele que se colocou entre seu irmão Simão Pedro e Jesus; entre o menino do milagre da multiplicação dos pães e Cristo; e, por fim, entre os gentios (gregos) e Jesus Cristo. Conta-nos a Tradição que depois do Batismo no Espírito Santo em Pentecostes, Santo André teria ido pregar o Evangelho na região dos mares Cáspio e Negro. 
Apóstolo da coragem e alegria, Santo André foi fundador das igrejas na Acaia, onde testemunhou Jesus com o seu próprio sangue, já que foi martirizado numa cruz em forma de X, a qual recebeu do santo este elogio: "Salve Santa Cruz, tão desejada, tão amada. Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou!" Santo André Apóstolo, rogai por nós!” (cançãonova).
Estamos, portanto, encorajados a ouvir a palavra, a dar boas-vindas no coração. É um remédio salutar. É uma palavra exigente, e é por isso, que gostaríamos de facilmente fechar os nossos ouvidos a Deus que nos fala: entendemos que no público vai ter um impacto. Temos que pensar, que a palavra de Deus é realmente um remédio, embora às vezes nos faz sofrer para nosso próprio bem, o preparar-se para receber os dons do Senhor.
Mas a palavra não é apenas um remédio, é um alimento, o alimento necessário para a alma. É dito nos profetas: que Deus vai colocar uma fome no mundo, não uma fome de pão, mas para ouvir sua palavra. É esta fome que precisamos, porque nos faz constantemente buscar e receber a palavra de Deus, sabendo que pode alimentar-nos para uma vida. Nada na vida pode ter consistência, nada pode realmente nos satisfazer, se não for alimentado, penetrado, iluminado, guiado pelas palavras do Senhor.
Ao mesmo tempo, a palavra de Deus é uma exigência. Jesus fala de como a semente que deve crescer e  espalhar-se por toda parte. Desta palavra, vem a fecundidade do apostolado. Se se disser, somente palavras humanas, que, não è o caso, de considerar-se apóstolo, consideramo-nos apóstolos se aceitarmos a palavra de Deus em nós, que nos impele a proclamar, a difundi-la em todos os lugares, para trazer os homens à comunhão com Deus.
De São João, sabemos que, não é fácil de ouvir a palavra de Deus, que não é uma obra humana.
Jesus repreende os fariseus, por não ser capazes de escutarem a sua palavra, por não são obedientes a Deus:
"Qualquer um que já ouviu o Pai e dele aprende, venha a mim" (Jo 6, 45), diz o Senhor: para ouvir a palavra de Deus devemos estar  intimamente obedientes ao Pai.
Finalmente, esta palavra é a nossa felicidade, porque é um meio de comunicação. A palavra é sempre um meio de comunicação, é o meio por excelência da comunicação humana. Sem ela, não poderíamos-nos comunicar entre nós, não conseguiamos entender, não poderíamos trabalhar juntos. Agora a palavra de Deus é o meio de comunicação com Deus, se quisermos estar em comunhão com Deus em nós, devemos aceitar sua palavra.
Além disso, é ele quem, na sua bondade e generosidade nos dá a sua palavra, nos coloca em comunicação, é ele quem fala primeiro, quem abre os ouvidos para que possamos ouvir, como diz o Salmo 18, e nos dá a alegria de falar com ele. A palavra de Deus é também a melhor maneira de estar em comunhão conosco. Não tenhamos ilusões: a verdadeira fraternidade é possível somente na palavra de Deus. Se nós a rejeitamos, os melhores votos, as melhores intenções de estar em comunhão com os outros, estaremos condenados ao fracasso, porque não teremos o verdadeiro fundamento, que é o comunhão com Deus
Pedimos a Sto. Andre para nos ensinar a ouvir, a aceitar a palavra de Deus muito generosamente, muito simples, muito fraternalmente, para estar em comunhão com Deus e uns com os outros.

II/ 

O pico da bajulação religiosa. Os falsos profetas angolanos vivem da fé dos dólares

Expoente máximo da espiritualidade Ocidental, o Papa é uma voz insubstituível nessa parte do mundo, mas praticamente sem nenhum peso na Ásia, para além de ser um dos inspiradores, involuntário, de uma transfiguração tipicamente africana, patente em Angola pela proliferação de mais de 800 religiões pseudo-cristãs. Nem pensar em responsabilizar o papa por tanta prodigalidade, mas mister é confessar, na qualidade de analista neutro, que a ele se deve em parte não só o resplandecer do nome de Cristo e da sua doutrina, mas também os nefastos actos de pirataria religiosa que dessa áurea advieram.

Pirataria!?…Religiosa!?… Abrenúncio! Sim, abrenúncio, não no sentido que algumas almas cândidas lhe possam dar, renegando esta asserção, mas sim na repulsa da enorme capacidade do mal se propagar com tanta facilidade na defesa de ideais pretensamente nobres. Porque é exactamente disso que se trata, uma verdadeira invasão de parasitas a reivindicar para si sós as sublimes ideias de Jesus Cristo, mais que provavelmente utópicas mas sublimes.

Esses arautos da Sua palavra vão a terreiro, instalam-se onde podem a repetir o que está escrito nos “Livros Sagrados” e reclamam para seu uso pessoal o tradicional dízimo. Alguns deles enriquecem desse modo sem fazer a mínima ideia do que significa o que eles pregam, vivendo numa promiscuidade notória, praticando muitas vezes uma pujante poligamia, a propósito da qual nenhum dano ou crime há a assinalar, a não ser os que a religião que eles propagam lhe atribuem.

Em Angola, os problemas causados pela luxuriante proliferação de seitas religiosas (note-se aqui que o cristianismo foi, também, isso mesmo, nos seus primórdios) agrava-se em Angola pela concomitante abastança de ideias políticas que pelo seu xadrez político circulam, no fundo iguaizinhas umas às outras, como as amibas, num irreprimível fraccionismo que afecta as cabeças dos pretendentes a postos de responsabilidade, abundantemente rodeados de parasitas de toda a espécie, entre bajuladores, “carregadores de pianos”, delatores e verdadeiros actores de uma comédia sem guião. As ideias divulgadas por esses “guias” incrustam-se de uma maneira muito confusa nos espíritos dos militantes mais influenciáveis com a característica sui géneris de nessa fragmentação haver não mil e uma variantes de uma ideia central, como o que acontece com a pirataria religiosa, mas sim uma só e inalterável ideia: a busca de dinheiro em nome do nobre ideal democrático.

Dizer que desde tempos imemoriais sempre houve charlatães, que falsos profetas sempre existiram na humanidade não é segredo que se possa guardar, pois basta ler a bíblia para nos darmos conta dessa triste realidade. Esses falsos arautos da palavra do Senhor são aqueles que se colocaram e ainda hoje se colocam ao lado dos regimes dominantes contra os povos que eles se esforçam por subjugar.

Em Angola, dada a desastrosa conjugação estabelecida entre parasitas políticos e religiosos, tudo o que de nocivo pode advir para o povo já ultrapassou os limites do admissível, pois a maioria das igrejas-seitas mais importantes está a ser instrumentalizada pelo regime e os pastores colocam-se nos postos de propagandistas do mesmo, apresentando-se aos seus correligionários como membros do Comité de especialidade dos pastores do MPLA.

Uma das mais eficazes estratégias dessas igrejas-seitas (são mais de mil em Angola) baseia-se numa espécie bajulação superlativa e, nesta feliz data do aniversário de JES, uma delas conseguiu a extraordinária façanha de atingir píncaros jamais atingidos, o cúmulo da heresia, por obra e desgraça de um pastor de uma igreja evangélica, que levou o seu discurso evangelizador aos inquietantes domínios do absurdo psiquiátrico ao comparar Agostinho Neto a Moisés e José Eduardo a Josué.

QUEM FOI MOISÉS E JOSUÉ

De acordo com a tradição judaico-cristã, Josué é o nome do líder de Israel sucessor do profeta Moisés. Filho de Num, da tribo de Efraim, Josué foi ajudante de Moisés durante o êxodo dos israelitas do Egipto e os 40 anos pelo deserto do Sinai. Depois da morte de Moisés, Josué liderou o povo de Israel na conquista das cidades-estados da terra de Canaã. E foi responsável por conduzir os israelitas à Terra Prometida.

Assim sendo, JES é comparado a uma figura legendária cujas façanhas guerreiras são tantas que nem se contam, dentre as quais se podem destacar a tomada da cidade de Jericó e demais feitos relatados na Bíblia que também contaram com a intervenção divina seguidos muitas vezes de prodígios, como no relato dos versos 12 a 15 do capítulo 10 do livro de Josué, em que o sol e a lua chegaram a parar.

Parabéns senhor presidente!

Mas não é tudo.

Outro líder da igreja tocoísta afirmou em toda a simplicidade que JES era um grande messias, nem mais nem menos, o Messias moderno, pois resolveu a crise na sua igreja. Segundo parece JES disse, «Deixem a nossa igreja em paz, eu sei de tudo e vou resolver». E após uma audiência no palácio a crise na igreja tocoísta acabou e reina agora a paz e a bonança no seu seio, disse na sua profética homilia bajulador o pastor Nunes.

Ámen.

Eis aqui relatados factos de indubitável beleza onírica, cujo principal mérito é de servirem como base de apoio a eventuais subsídios. Com pastores assim as igrejas irão infalivelmente longe, muito longe… de Deus. Deixaram de ser a Sua casa e os seus líderes converteram-se em mercenários, não da fé, mas do dinheiro e estão-se completamente marimbando para o sofrimento do povo.

 Quem são os falsos profetas

Como sempre, é de nós de quem se fala na Bíblia, e é a nós que se fala. Essa palavra de Jesus não julga o mundo, mas a Igreja; o mundo não será julgado sobre as palavras inúteis (todas as suas palavras, no sentido antes descrito, são palavras inúteis!), mas será julgado, em todo caso, por não ter acreditado em Jesus (cf. Jo 16, 9). Os «homens que deverão prestar contas de toda palavra inútil» são os homens da Igreja; somos nós, os pregadores da palavra de Deus. Estas são pertinentes observações do Frei Raniero Cantalamessa, pregador do Vaticano.

Os «falsos profetas» não são somente os que de vez em quando espalham heresias; são também os que «falsificam» a palavra de Deus. É Paulo quem usa este termo, tirando-o da linguagem quotidiana; literalmente significa diluir a Palavra, como fazem os hospedeiros fraudulentos, quanto colocam água no vinho (cf. 2 Co 2,17;4,2).

Os falsos profetas são aqueles que não apresentam a palavra de Deus em sua pureza, mas que a diluem e a esgotam em milhares de palavras humanas que saem do seu coração.

O falso profeta também sou eu, Ada vez que não me fio da «fraqueza», pobreza e nudez da Palavra e quero revesti-la, e estimo o revestimento mais que a Palavra, e é maior o tempo que gasto com o revestimento que o que emprego com a Palavra permanecendo diante dela em oração, adorando-a e começando a vivê-la em mim.

Jesus, em Cana da Galiléia, transformou a água em vinho, isto é, a letra morta no Espírito que vivifica (é assim como os Padres interpretam espiritualmente o facto); os falsos profetas são aqueles que fazem todo o contrário, ou seja, que convertem o vinho puro da palavra de Deus em água que não embriaga ninguém, em letra morta, em charlatanaria vã. Eles se envergonham do Evangelho (cf. Rom 1, 16) e das palavras de Jesus, porque são muito «duras» para o mundo ou muito pobres para os grandes, e então tentam «temperá-las» com as que Jeremias chamava de «fantasias do seu coração».

São Paulo escrevia ao seu discípulo Timóteo: «Procura apresentar-te a Deus como homem provado, trabalhador que não tem de se envergonhar, que dispensa com retidão a palavra da verdade. Evita o palavreado vão e ímpio, já que os que o praticam progredirão na impiedade» (2 Tm 2,15-16). As palavras profanas são as que não têm pertinência com o projecto de Deus, que não tem a ver com a missão da Igreja. Muitas palavras humanas, muitas palavras inúteis, muitos discursos, muitos documentos. Na era da comunicação em massa, a Igreja corre o risco de afundar-se também na «palha» das palavras inúteis, ditas somente por dizer, escritas somente porque é preciso preencher jornais e revistas.

Desta forma, oferecemos ao mundo um óptimo pretexto para permanecer tranquilo na sua descrença e no seu pecado. Quando escuta a autêntica palavra de Deus, não seria tão fácil, para o incrédulo, dar um jeito em tudo dizendo (como se faz frequentemente, depois de ter ouvido nossas pregações): «Palavras, palavras, palavras!». São Paulo chama as palavras de Deus de «armas do nosso combate» e diz que só a elas «Deus dá a capacidade de destruir fortalezas, desfazer raciocínios presunçosos e todo poder altivo que se levanta contra o conhecimento de Deus, e torna cativo todo pensamento para levá-lo a obedecer a Cristo» (2 Co 10,3-5).

A humanidade está enferma de barulho, dizia o filósofo Kierkegaard; é necessário «convocar um jejum», mas um jejum de palavras; alguém tem de gritar, como fez um dia Moisés: «Faz silêncio e escuta, ó Israel» (Dt 27, 9). O Santo Padre nos recordou a necessidade desse jejum de palavras no seu encontro quaresmal com os párocos de Roma e acho que, como de costume, seu convite se dirigia à Igreja, antes ainda que ao mundo.

O que se passa hoje em Angola, cujo pico máximo da pouca-vergonha ocorre em datas do aniversário do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, há muito foi alertado pela Bíblia, pois não nos podemos esquecer que entre os acontecimentos significativos que Jesus disse assinalariam a “terminação do sistema de coisas” acham-se os seguintes: “Surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará.” (Mateus 24:11, 12).

Jesus associou o aumento do que é contra a lei e o esfriamento do amor com a influência de falsos profetas — instrutores religiosos que falsamente afirmam falar em nome de Deus. Já se apresentou evidência de que o clero tem apoiado as guerras das nações, rebaixado as normas morais da Bíblia, taxando-as de antiquadas, e classificado de inverídicas certas partes da Bíblia. Com que resultado? Um ‘esfriamento’ do amor a Deus e a suas leis. Este tem sido um dos grandes factores no colapso da boa moral, bem como no desrespeito à autoridade e na falta de interesse no próximo. —Timóteo 3:1-5.23.

Por causa destas condições, disse um internauta, milhões têm abandonado as organizações religiosas. Alguns se voltam para a Bíblia e conformam-se a ela. Outros se retiram desapontados e descontentes. Muitos estão se tornando inimigos da religião. Certo colunista disse: “Não se pode deixar de ficar surpreso de ver quantos dos problemas do mundo estão arraigados na religião. E poucas rivalidades políticas seculares chegam a gerar o fervor sanguinário da guerra religiosa.” Por isso, perguntou: “Por que não acabar com a religião?”

Em Angola não se tem dúvidas que por causa destes pastores e bispos de certas religiões muitos fiéis estão desiludidos e têm abandonado a casa do Senhor, desiludidos com estes pastores, que trocam a palavra de Deus, pela força dos dólares da corrupção e do sangue dos milhões de pobres que vegetam com fome, pelas esquinas e carreiros desta imensa terra que se chama Angola.

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