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Tuesday, November 01, 2011

Solenidade de Todos os Santos


Celebrar e festejar todos os santos, é olhar para aqueles que, já possuem a herança da glória eterna. Aqueles que queriam viver de acordo com a graça de seus filhos adoptivos, que deixaram a misericórdia do Pai, animar cada momento de suas vidas, cada fibra de seus corações. Os santos contemplam o rosto de Deus e alegram-se plenamente dessa visão beatífica. Eles são os nossos irmãos mais velhos, que a Igreja propõe como modelos, porque, pecadores como cada um de nós, todos eles, aceitaram e deixaram-se encontrar com Jesus, através de seus desejos, suas fraquezas, seus sofrimentos, e até mesmo sua tristeza.
Isto dá-lhes a felicidade, de compartilhar, neste momento, a vida da Santíssima Trindade, e é um resultado de redundância, que o sangue de Cristo comprou. Embora as noites, por meio da purificação constante, que o amor precisa, para ser  verdadeiro amor, é às vezes, além de toda esperança humana,  deixaram-se queimar pelo amor e desaparecer gradualmente, para que Jesus, fosse tudo neles.

Somos chamados à santidade! Quando reflectimos sobre isso, pode confundir a santidade com um conjunto de virtudes. Quando faz-se um processo de canonização, na verdade, começa-se a verificar, se a pessoa que é suposta ser canonizada, digna, exerceu as virtudes de um modo eminente, e o primeiro decreto, é sobre as virtudes heróicas. No entanto, é muito inadequado, e impreciso, para confundir-se santidade com a perfeição.
São Paulo em Romanos, nos diz, o que quer dizer, quando fala sobre a santidade, de não ser separada do amor de Deus, para não ser separada de Deus, na verdade, esta é a santidade: a união com Deus, estar em comunhão com Deus santíssimo. Deus é santo, diz a Escritura, e é a melhor definição de Deus, Deus é três vezes santo. Isso significa que ele é diferente de nós, e para  juntar-se a ele, devemos ser transformados à sua imagem, isto é, a tornar-se santos.
Na antiga religião, a santidade, não era confundida com o esforço moral, sabía-se que, era de outra ordem. O esforço do homem, nunca pode levá-lo ao nível de Deus. O homem, para tornar-se santo, Deus deve agir e fazer-lo como ele: a santificação, é principalmente, obra de Deus em nós. É precisamente isto, o que São Paulo diz-nos: Deus fez tudo, para nos trazer perto dele, para colocar-nos em comunhão com ele, porque somos santos. "Ele não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós ... ". Para isso, temos fé, não em nós mesmos, mas no amor de Deus, que nos levanta ao lado dele, que nos santifica.
São Paulo exclama: "Nós somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou", mais que vencedores em cada situação: a santidade é uma grande victória. Em Apocalipse, é dito que, o prêmio é prometido, à aqueles que ganharam a victória, e nós somos mais que vencedores, porque Cristo venceu e comuníca-nos a sua victória. E Deus  dando-nos o seu Filho, superou todos os obstáculos, que nos separava dele, o Deus da misericórdia, que reconciliou o mundo consigo, mesmo na morte e na ressurreição do seu Filho, como dizemos na fórmula da absolvição: O Deus cheio de bondade, que deseja comunicar-se, encontrou os meios para fazê-lo. Este é o caminho da santidade. Trata-se, agora,  de abrir-se a acção santificante de Deus, de abrir-se, a este amor, que é mais forte de todas as coisas.
Assim, recebemos na vitória de Deus e somos mais que vencedores. E temos a certeza, de que, nenhum obstáculo, vai  impedir-nos de estar com Deus, porque Ele mesmo percorreu todo o caminho: "Nem a morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes ... nada pode nos separar ao amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor. " Para progredir na santidade, devemos costantemente, aprofundar a nossa fé neste amor de Deus, o amor que Deus nos dá, que é o amor que ele tem para nós e o amor que ele coloca em nós.
Os Santos acreditaram no amor de Deus, no seu amor por nós, é o amor que ele coloca em nós,  reconheceram em todos os benefícios divinos e em todas as exigências de Deus. Os mandamentos de Deus, não são feitos para oprimir-nos, mas para levar-nos a comunhão com ele, no amor real, na verdade do amor, que é a união de vontades. São as mesmas provas, que fala-nos S. Paulo: "A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada", não são obstáculos, porque Deus transformou-os, através da cruz de Jesus, em manifestações do seu amor por nós, e do nosso amor por ele.
Tudo o que, de outra forma, nos humilha, é aparentemente oposto aos nossos projectos, deve ser olhado de uma forma positiva, sabendo que, muitas das vezes, é um instrumento que Deus usa para aprofundar, a comunhão entre nós e com ele, isto é, para sermos santos. Deus faz tudo, devemos abrirmo-nos ao amor, que ele nos dá, para sermos, mais do que vencedores.

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