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Sunday, November 20, 2011

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DI ANGOLA E SÃO TOMÉ , 29.10.2011


SABATO 29 OTTOBRE 2011


Il Papa ai vescovi dell'Angola: I Cristiani respirano lo spirito del loro tempo e subiscono la pressione dei costumi della società in cui vivono: ma, attraverso la grazia del battesimo, sono chiamati a rinunciare alle tendenze dannose imperanti e a camminare controcorrente, guidati dallo spirito delle Beatitudini

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DI ANGOLA E SÃO TOMÉ ,29.10.2011

Alle ore 11.45 di questa mattina, nella Sala del Concistoro del Palazzo Apostolico Vaticano, il Santo Padre Benedetto XVI incontra gli Ecc.mi Presuli della Conferenza Episcopale di Angola e São Tomé (C.E.A.S.T.), ricevuti in questi giorni, in separate udienze, in occasione della Visita "ad Limina Apostolorum" e rivolge loro il discorso che pubblichiamo di seguito:




DISCORSO DO SANTO PADRE



Senhor Cardeal,

Amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio!

Na alegria da fé, cujo anúncio é o nosso serviço comum de Pastores, dou-vos as boas-vindas a este nosso encontro por ocasião da vossa visita ad limina Apostolorum. Esta tem lugar depois da minha visita a Luanda, em Março de 2009, durante a qual pude encontrar-me convosco e, convosco, celebrar Jesus Cristo no meio dum povo que não se cansa de O procurar, amar e servir com generosidade e alegria. Guardo aquele povo no coração e, de certo modo, esperava a vossa vinda para ter notícias dele. Agradeço a D. Gabriel Mbilingi, Arcebispo de Lubango e Presidente da Conferência Episcopal, a apresentação das vossas comunidades, com seus desafios e esperanças na hora presente e com as forças e favores de que o Céu as dotou. A vossa entreajuda fraterna, a solicitude pelo povo de Deus em Angola e em São Tomé e Príncipe, a união com o Papa e o desejo de permanecerdes fiéis ao Senhor são para mim fonte de profunda alegria e sentida acção de graças.
Vós, amados Irmãos, em virtude da missão apostólica recebida, estais habilitados para introduzir o vosso povo no coração do mistério da fé, encontrando a pessoa viva de Jesus Cristo. Na esperança de «fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo» (Motu proprio Porta fidei, 2), decidi proclamar um Ano da Fé, para que a Igreja inteira possa oferecer a todos um rosto mais belo e credível, transparência mais clara do rosto do Senhor. De facto, «enquanto Igreja – como justamente salientou a Segunda Assembleia para a África do Sínodo dos Bispos, cujos frutos, sob a habitual forma de Exortação Apostólica, espero poder confiar a todo o povo de Deus na minha próxima visita ao Benim –, o nosso primeiro e mais específico contributo para o povo africano é a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, uma vez que o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento. De facto, a dedicação ao serviço do desenvolvimento procede da transformação do coração, e a transformação do coração só pode vir da conversão ao Evangelho» (Mensagem final, 15). Este não oferece «uma palavra anestesiante, mas desinstaladora, que chama à conversão, que torna acessível o encontro com Cristo, através do qual floresce uma humanidade nova» (Exort. Verbum Domini, 93).
Na verdade, os cristãos respiram o espírito do seu tempo e sofrem a pressão dos costumes da sociedade em que vivem; mas, pela graça do Baptismo, são chamados a renunciar às tendências nocivas imperantes e a caminhar contra-corrente guiados pelo espírito das Bem-aventuranças. Nesta linha, queria abordar três escolhos, onde naufraga a vontade de muitos santomenses e angolanos que aderiram a Cristo. O primeiro é o chamado «amigamento», que contradiz o plano de Deus para a geração e a família humana. O reduzido número de matrimónios católicos, em vossas comunidades, indica uma hipoteca que grava sobre a família, cujo valor insubstituível para a estabilidade do edifício social conhecemos. Ciente deste problema, a vossa Conferência Episcopal escolheu o matrimónio e a família como prioridades pastorais do triénio em curso. Que Deus cubra de frutos as iniciativas a bem desta causa! Ajudai os casais a adquirir a maturidade humana e espiritual necessária para assumirem de modo responsável a sua missão de esposos e pais cristãos, recordando-lhes que o seu amor esponsal deve ser único e indissolúvel como a aliança entre Cristo e a sua Igreja. Este tesouro precioso deve ser salvaguardado, custe o que custar.
Um segundo escolho na vossa obra de evangelização é o coração dos baptizados ainda dividido entre o cristianismo e as religiões tradicionais africanas. Aflitos com os problemas da vida, não hesitam em recorrer a práticas incompatíveis com o seguimento de Cristo (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2117). Efeito abominável é a marginalização e mesmo o assassinato de crianças e idosos, a que são condenados por falsos ditames de feitiçaria. Lembrados de que a vida humana é sagrada em todas as suas fases e situações, continuai, queridos bispos, a levantar a vossa voz a favor das suas vítimas. Mas, tratando-se dum problema regional, convinha um esforço conjunto das comunidades eclesiais provadas por esta calamidade, procurando determinar o significado profundo de tais práticas, identificar os riscos pastorais e sociais por elas veiculados e chegar a um método que conduza à sua definitiva erradicação, com a colaboração dos governos e da sociedade civil.
Por último, queria referir os resquícios de tribalismo étnico palpáveis nas atitudes de comunidades que tendem a fechar-se, não aceitando pessoas originárias doutras partes da nação. Expresso o meu apreço àqueles de vós que aceitaram uma missão pastoral fora dos confins do seu grupo regional ou linguístico, e agradeço aos sacerdotes e às pessoas que vos acolheram e ajudaram. Na Igreja, como nova família de todos os que acreditam em Cristo (cf. Mc 3, 31-35), não há lugar para qualquer tipo de divisão. «Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera no milénio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo» (João Paulo II, Carta Novo millennio ineunte, 43). Ao redor do altar, reúnem-se homens e mulheres de tribos, línguas e nações diversas, que, partilhando o mesmo corpo e sangue de Jesus-Eucaristia, se tornam irmãos e irmãs verdadeiramente consanguíneos (cf. Rm 8, 29). Este vínculo de fraternidade é mais forte do que o das nossas famílias terrenas e o das vossas tribos.
Gostava de concluir estas minhas considerações, com algumas palavras que pronunciei ao chegar a Luanda, na referida visita: «Deus concedeu aos seres humanos voar, sobre as suas tendências naturais, com as asas da razão e da fé. Se vos deixardes levar por elas, não será difícil reconhecer no outro um irmão que nasceu com os mesmos direitos humanos fundamentais». Sim, amados Pastores de Angola e de São Tomé e Príncipe, formais um povo de irmãos, que daqui abraço e saúdo. Levai a minha sudação afectuosa a todos os membros das vossas Igrejas particulares: aos bispos eméritos, aos sacerdotes e seminaristas, aos religiosos e religiosas, aos catequistas e animadores dos movimentos e a todos os fiéis leigos. Enquanto os confio à protecção da Virgem Maria, tão amada nas vossas nações nomeadamente no santuário de Mamã Muxima, de coração concedo a todos a Bênção Apostólica.

(magisterobenedettoxvi.blogspot.com)


LE UDIENZE


CITTA' DEL VATICANO, 24 OTT. 2011 (VIS). Questa mattina il Santo Padre ha ricevuto in udienze separate:

- Cinque Presuli della Conferenza Episcopale dell'Angola, in Visita "ad Limina Apostolorum":

L'Arcivescovo José de Queirós Alves, C.SS.R., di Huambo.

L'Arcivescovo Damião António Franklin, di Luanda, con l'Ausiliare Vescovo Anastácio Kahango, O.F.M.Cap., e con l'Arcivescovo emerito Cardinale Alexandre do Nascimento.

L'Arcivescovo Gabriel Mbilingi, C.S.Sp., di Lubango.



Sabato 29 ottobre il Santo Padre Benedetto XVI ha ricevuto in questa mattina udienze separate:

Nove Ecc.mi Presuli della Conferenza Episcopale di Angola e São Tomé, in Visita "ad Limina Apostolorum":

S.E. Mons. Eugenio Dal Corso, P.S.D.P., Vescovo di Benguela
con il Vescovo emerito: S.E. Mons. Oscar Lino Lopes Fernandes Braga;
S.E. Mons. José Nambi, Vescovo di Kwito-Bié;
S.E. Mons. Jesús Tirso Blanco, S.D.B., Vescovo di Lwena;
S.E. Mons. Filomeno do Nascimento Vieira Dias, Vescovo di Cabinda;
S.E. Mons. António Francisco Jaca, S.V.D., Vescovo di Caxito;
Rev.do Colm Reidy, Amministratore diocesano di Dundo;
S.E. Mons. Luis María Pérez de Onraita Aguirre, Vescovo di Malanje;
S.E. Mons. Vicente Carlos Kiaziku. O.F.M.Cap., di Mbanza Congo.
Gruppo degli Ecc.mi Presuli della Conferenza Episcopale di Angola e São Tomé, in Visita "ad Limina Apostolorum".


CITTA' DEL VATICANO, 31 OTT. 2011 (VIS). Il Santo Padre ha ricevuto questa mattina in udienze:



Dieci Presuli della Conferenza Episcopale di Angola, in Visita "ad Limina Apostolorum":

    - Il Vescovo Almeida Kanda, di Ndalatando.

    - L'Arcivescovo José Manuel Imbamba, di Saurimo.

    - Il Vescovo Benedito Roberto, C.S.Sp., di Sumbe.

    - Il Vescovo Emilio Sumbelelo, di Uíje, com l'emerito Vescovo José Francisco Moreira dos Santos, O.F.M.Cap.

    - Il Vescovo Joaquim Ferreira Lopes, O.F.M.Cap., di Viana.

    - Il Vescovo Mário Lukunde, di Menongue.

    - Il Vescovo Dionisio Hisiilenapo, di Namibe.

    - Il Vescovo Fernando Guimarães Kevanu, di Ondjiva.

    - Il Vescovo Manuel António Mendes dos Santos, C.M.F., di São Tomé e Príncipe.


DEPOIS DA VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DOS BISPOS DA CONFERENÇA EPISCOPAL DE ANGOLA E SÃO TOMÉ, OS NOSSOS BISPOS EMITIRAM A SEGUINTE NOTA PASTORAL:


Amados irmãos e irmãs em Cristo.
Nós, vossos Pastores, acabamos de realizar uma peregrinação de renovação espiritual e trabalho aos túmulos de S. Pedro e S. Paulo, em Roma, acto que todas as Conferências Episcopais do mundo, à vez, realizam de cinco em cinco anos para exprimir ao sucessor de Pedro fidelidade, comunhão, confiança e disponibilidade para a propagação do Evangelho do amor revelado por Jesus Cristo.

Firmes na fé, alegres na esperança e fervorosos na caridade regressamos para as nossas Dioceses, trazendo connosco a bênção e a saudação afectuosa do Santo Padre a “todo povo de irmãos” e às pessoas de boa vontade das nossas Igrejas particulares e, de modo especial, “aos Bispos eméritos [ausentes], aos sacerdotes e seminaristas, aos religiosos e religiosas, aos catequistas e animadores dos movimentos e a todos os fiéis leigos”, bem como muitos ensinamentos e preocupações que são para nós autênticos desafios para o nosso crescimento contínuo na fé e na vida social, uma vez que, no dizer do Santo Padre, somos um “povo que não se cansa de procurar, amar e servir com generosidade e alegria” Jesus Cristo.

Uma grande novidade nos foi comunicada: a proclamação do Ano da Fé com início em Outubro do próximo ano, para que a “Igreja inteira possa oferecer a todos um rosto mais belo e credível, transparência mais clara do rosto do Senhor”. Daí o imperativo que sobre nós pende, enquanto pastores, de fazer com que o povo entre “no coração do mistério da fé” que não é outra coisa senão o encontro festivo com a “pessoa viva de Jesus Cristo” que transforma o nosso ser e agir mediante uma conversão autêntica e total da nossa vida, a fim de construirmos a tão almejada “humanidade nova” aberta à dignidade da pessoa humana, ao convívio fraterno e ao Evangelho da vida e do amor, apesar das novas modas culturais proporem o contrário.

Neste sentido também os membros das nossas comunidades não escapam desses males culturais ao assumirem e propagarem certos hábitos e costumes que em nada abonam para a saúde e nobreza da nossa sociedade e para a construção da verdadeira Igreja de Cristo, “una, santa, católica e apostólica”. Desta feita, alguns desses males foram apontados pelo Santo Padre, aos quais, “movidos pelo espírito das bem aventuranças” e pela “graça do Baptismo”, devemos dar uma resposta cristã corajosa e exemplar. Ei-los:

1.    O ‘amigamento’, “que contradiz o plano de Deus para a geração e a família humana”. De facto, em muitas das nossas Dioceses, não obstante, no âmbito do triénio em curso, termos dedicado o presente ano à “Família e Matrimónio”, assiste-se ainda um reduzido número de celebrações de matrimónios católicos, projectando, assim, sombras perigosas sobre a família “cujo valor insubstituível para a estabilidade do edifício social conhecemos”. Se, de facto, pretendemos construir uma sociedade sólida e saudável, temos que incentivar a pastoral matrimonial nas nossas comunidades.

2.    A praga da crença na feitiçaria, que é uma expressão de não conversão total a Cristo, fazendo com que os baptizados, e não só, não consigam encarar com naturalidade e fé os vários problemas que a vida impõe, também mereceu atenção na mensagem que o Santo Padre nos dirigiu. É um mal que infelizmente está a dividir muitas famílias, a marginalizar muitas pessoas idosas, e em algumas das nossas Dioceses, as crianças são as principais vítimas e a provocar muitos assassinatos entre os membros duma mesma família. Sobre este mal dedicar-nos-emos com maior profundidade no último ano do triénio quando reflectirmos sobre a “Família e a Cultura”. Contudo, não podemos baixar a vigilância perante este “cancro cultural” que está a corroer as famílias por dentro, abalando os fundamentos da sua fé em Deus.

3.    Por fim, nos foram referidos os “resquícios de tribalismo étnico palpáveis nas atitudes de comunidades que tendem a fechar-se, não aceitando pessoas originárias doutras partes da nação”. Livre-nos Deus de tamanho e vergonhoso contra-testemunho. Enquanto baptizados temos o sangue da graça que circula em nós, em virtude do qual fazemos comunhão com a pessoa cristã enquanto tal, independentemente da sua origem, raça, cor, sexo, etnia e condição social. Aqui reside a beleza da universalidade da Igreja, a beleza da unidade na diversidade, fazendo das nossas comunidades cristãs lugares de acolhimento, partilha, solidariedade, celebração e de enriquecimento espiritual mútuo para que Deus seja, de facto, “tudo em todos”.

Grandes desafios, amados cristãos, que requerem da nossa parte fé madura, alegre abertura do coração, muita responsabilidade e ardente vontade de conversão contínua e autêntica rumo à construção daquela Igreja-família onde todos nos amamos como irmãos, edificando-nos mutuamente, tendo sempre presente que a melhor “medida do amor é amar sem medida”, a exemplo de Cristo nossa Páscoa.

Que o Coração Imaculado de Maria, nossa Padroeira, nos ajude a viver como filhos e filhas consagrados ao amor de Deus e comprometidos, pelo Baptismo, a fazer brilhar, aqui e agora, a beleza do rosto de seu filho, Jesus Cristo, a Palavra revelada sempre viva e interpelante, sob a acção do Espírito Santo que arde e habita em nós.


                                      Luanda, 18 de Novembro de 2011

                                      OS BISPOS DA CEAST

(O Apostolado)

18 novembre 2011



IL PREFETTO MARC OUELLET

Missione del vescovo: donarsi alla Chiesa

 

Il cardinale Marc Ouellet ha ormai superato la boa del primo anno da prefetto della Congregazione per i vescovi. Un incarico di estrema importanza e delicatezza quello affidatogli da Benedetto XVI. Perché è lui a guidare il dicastero che più da vicino collabora col Papa nella scelta della maggioranza dei vescovi della Chiesa cattolica, in pratica quasi tutti quelli d’Europa e delle Americhe, nonché quelli di Australia e Filippine. Il porporato canadese, teologo raffinato, allievo di Hans Urs von Balthasar, poliglotta, con un passato di attività accademica e pastorale in patria, in Colombia e a Roma (dove ha anche già avuto una breve esperienza curiale), ha accettato di fare con Avvenire un primo bilancio, ovviamente provvisorio, in questo nuovo "mestiere".

Eminenza, come è stato il passaggio da arcivescovo di Quebec a questo incarico?

La transizione è stata difficile, soprattutto nei primi mesi. Mi mancava il rapporto umano e affettivo con la gente che è costitutivo della missione di un vescovo diocesano.


Eppure lei era già stato in Curia come segretario del Pontificio Consiglio per l’unità dei cristiani...

Sì, ma quando sono andato a Quebec per me si trattava di un trasferimento definitivo... Mi sono tuffato in quella realtà. Non pensavo di tornare. Il Santo Padre ha deciso di chiamarmi qui e sono venuto con gioia. Tuttavia la transizione è stata soggettivamente difficile.

È così difficile il "mestiere" di prefetto della Congregazione per i vescovi?

Non è piccola cosa. Bisogna ascoltare molto. Bisogna conoscere bene le tante Chiese locali nei vari continenti. Bisogna studiare molti dossier. E, non avendo avuto esperienze precedenti nel dicastero, a volte potevano affiorare alcune insicurezze sulla prassi da seguire nelle varie situazioni. Grazie a Dio ho potuto consultare e appoggiarmi all’esperienza di chi lavorava qui da tempo. Adesso, comunque, mi sento sicuro nella comprensione dei meccanismi e quindi nel governo della Congregazione.

Immagino che gli incontri regolari, di solito ogni sabato, col Papa l’abbiano aiutata…

Questa possibilità di incontrarlo di frequente è stata la cosa per me più positiva, nel senso di confermarmi, di accogliere ciò che andavo proponendo, dopo tutti i meccanismi di consultazione, e l’ascolto delle opinioni dei diversi membri della Congregazione nel corso delle riunioni del giovedì. Insomma questo primo anno è stata una scuola. Un po’ dura e alquanto esigente.


È difficile trovare un vescovo per la Chiesa cattolica?

La Chiesa ha una prassi consolidata di consultazione per le nomine dei vescovi. Per fare questa scelta si ascoltano i pareri di una lista di persone che possono variare da situazione a situazione, ma che generalmente comprende una griglia abbastanza precisa di figure da sentire, più altre. Questa indagine fornisce abbastanza elementi per scartare alcuni candidati e accettare e proporre altri. In alcuni casi bisogna aspettare e svolgere indagini supplementari. Complessivamente si tratta di un processo serio, normalmente ben fatto. Talvolta però non tutto va in porto.

In che senso?

Può accadere che il candidato prescelto non accetti.


Quante volte è successo quest’anno?

È avvenuto un po’ più di quanto mi potessi aspettare.


Come mai, secondo lei?

In questi ultimi anni il ruolo del vescovo e delle autorità in generale, religiose e politiche, si è rivelato non facile. Anche in conseguenza degli scandali, delle campagne giornalistiche e delle denunce riguardanti la questione degli abusi sessuali su minori perpetrati da sacerdoti e religiosi. Si capisce che non tutti se la sentono di affrontare queste situazioni. Comunque, se qualcuno ha ragioni anche personali per non accettare, questa decisione viene rispettata.

Le è capitato di incrociare casi di carrierismo ecclesiastico?

Capita di vedere sacerdoti che aspirano a essere promossi. Può anche accadere che ci siano movimenti e pressioni per suggerire e insistere per questa promozione. Per questo è molto importante valutare non solo la maturità umana e affettiva, ma anche la maturità spirituale dei candidati all’episcopato. Un vescovo infatti deve sapere per Chi lavora, cioè per il Signore e per la Chiesa. E non per se stesso. Quando questo avviene si percepisce dal modo con cui la personalità si manifesta. In chi è carrierista è l’interesse proprio che domina o che tende a dominare.


Ma tutti possiamo subire la tentazione dell’ambizione…

In effetti piace essere apprezzati o promossi. E questo è legittimo. Ma essere vescovo di una diocesi - piccola, media o grande che sia, questo non importa, in tutte si serve ugualmente il Signore e la Sua Chiesa - è un’altra cosa. Ogni mattina ciascun vescovo deve ricominciare chiedendo a se stesso: per Chi lavoro? A Chi ho donato la mia vita? E deve rimanere autocritico verso le sue motivazioni, desideri e ambizioni personali.


Nella procedura per la scelta dei vescovi c’è qualcosa da perfezionare?

Attualmente, anche sulla scia del Vaticano II che ha sviluppato il senso della collegialità episcopale, per la scelta di nuovi successori degli apostoli vengono consultati coloro che sono già vescovi e altri ecclesiastici e laici dal giudizio sicuro e di riconosciuto <+corsivo>sensus Ecclesiae<+tondo>. Il fine del meccanismo che porta alla scelta di un vescovo è quello di verificare l’idoneità di un ecclesiastico a questa missione. Ma le regole non sono assolute. Può accadere che il Papa, conoscendo molto bene una personalità e una situazione, possa avere chiaro come si debba soddisfare una provvista in una diocesi. In questo caso le consultazioni sono meno necessarie. Ma al di fuori di questo caso specifico, si cerca di rispettare le regole e le procedure vigenti che mi sembrano di per sé valide.


Anni fa un suo predecessore, il compianto cardinale Bernardin Gantin, auspicò, anche come antidoto al carrierismo, il ritorno alla vecchia disciplina della Chiesa che impediva il trasferimento da una diocesi ad un’altra. Cosa pensa a riguardo?

Non sento di avere ancora una esperienza sufficiente per rispondere adesso a questa domanda. Posso aggiungere, però, che quando un vescovo è nominato dovrebbe dire: ecco il mio posto che ricevo dal Signore al servizio della Sua Chiesa, che è Suo Corpo e Sua Sposa, e mi dono totalmente a questa Chiesa particolare. Ogni vescovo non dovrebbe avere personalmente altre preoccupazioni. Quando bisogna provvedere a qualche grande e importante arcidiocesi metropolitana è ragionevole però che si cerchi tra i vescovi che hanno dato già buona prova di sé e potrebbero essere chiamati a una responsabilità maggiore. Certamente questa prassi in sé ragionevole può ingenerare in qualcuno l’attesa di una qualche promozione. Ma in questo caso il problema non è il trasferimento da una sede all’altra ma la maturità spirituale del presule, il quale, se coltiva questo tipo di aspettative è bene che rimanga dove è.


Il Catholic News Service ha fatto notare come ormai le visite ad limina non siano più ogni cinque ma ogni sette anni e che i vescovi che vi partecipano non vengono più tutti ricevuti individualmente. Come mai?

Alla fine del pontificato di Giovanni Paolo II per ovvi motivi non si poteva più rispettare la tempistica di queste visite. Quindi si è creato, di fatto, questo slittamento. Rimane comunque la norma secondo cui le visite si svolgono ogni cinque anni. E stiamo però cercando di recuperare i tempi per ristabilire questa frequenza. Anche se è difficile perché i vescovi sono ormai cinquemila, il doppio di quelli partecipanti al Concilio Vaticano II.

E le udienze individuali?

È una questione che non riguarda la Congregazione ma direttamente il Palazzo Apostolico. Anche in questo caso la regola non è cambiata, ma la prassi sì, per varie cause. Comunque non ho ragione di dubitare che se un vescovo richieda motivatamente di poter essere ricevuto individualmente in udienza si farà di tutto per esaudire questa richiesta.


Fino a pochi anni fa ai vertici della Congregazione sedevano tre italiani, ora non ce ne è neanche uno. È solo un caso?

Non credo ci sia un disegno. Ma la nomina dei vescovi è una cosa che riguarda tutto il mondo. E forse si è cercato di ristabilire un equilibrio. Non era ideale che fossero tutti italiani. L’internazionalizzazione della Curia romana è stato un progresso positivo nella Chiesa. Ma nella Congregazione ci sono ancora molti italiani e questo ha un senso perché la Curia è a Roma e perché la maggioranza delle comunicazioni con i nunzi è in italiano.


Eminenza, ma come deve essere un vescovo cattolico?

Oggi nel contesto soprattutto delle nostre società secolarizzate abbiamo bisogno di vescovi che siano i primi evangelizzatori e non dei semplici amministratori di diocesi. Che siano capaci cioè di proclamare il Vangelo. Che siano non solo teologicamente fedeli al Magistero e al Papa ma che siano anche capaci di esporre e, se è il caso, di difendere la fede pubblicamente. Oltre a tutte le virtù che normalmente vengono richieste ai vescovi, questa capacità oggi è particolarmente necessaria.

Gianni Cardinale (AVVENIRE)

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