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Tuesday, December 06, 2011

Porque algumas pessoas veem o rosto de Jesus em sanduíches


Acredite se quiser, mas um sanduíche de queijo de 10 anos de idade foi vendido em leilão por 28 mil dólares (cerca de 50 mil reais) simplesmente porque as pessoas achavam que viam o rosto da Virgem Maria nas dobras da comida estragada.
E não é a primeira vez que as pessoas encontram um significado profundo em objetos mundanos. A diferença é que agora os cientistas dizem saber por que isso acontece – e como funciona.
Segundo os especialistas, nosso cérebro é “ligado” para prestar atenção quando vemos objetos que lembram algo que já sabemos.
Ele automaticamente identifica objetos semelhantes e, em seguida, os organiza de acordo com o tipo. É por isso que podemos olhar para um boné e um chapéu country e saber de imediato que ambos são chapéus, por exemplo.
Os pesquisadores começaram a se perguntar que partes do cérebro são ativadas quando pessoas veem significado em objetos mundanos.
Assim, eles reuniram 10 voluntários que estavam dispostos a “mentir” em um scanner cerebral enquanto olhavam para um monte de rabiscos. Os voluntários do estudo foram solicitados a classificar os rabiscos em uma escala de 1 a 5 como sendo significativos ou não, conforme as imagens passavam (significativos seriam os rabiscos que lembrassem aos voluntários algo real, como um animal ou um rosto).
Cada vez que um rabisco passava, várias partes do córtex visual do cérebro brilhavam, incluindo uma região na parte frontal conhecida por estar envolvida na análise do significado e importância dos dados que os olhos estão transmitindo para o cérebro.
Em seguida, os voluntários foram convidados a olhar para uma série maior de rabiscos – que também continham os que já haviam sido vistos. As instruções para os voluntários desta vez eram escolher os que tinham passado na primeira parte do experimento.
Mais uma vez, várias regiões do córtex visual se ativaram conforme os voluntários assistiram os rabiscos. Mas, curiosamente, a região frontal ficou quieta quando rabiscos “significativos” passaram na tela.
O que isto significa, segundo os pesquisadores, é que os cérebros dos voluntários catalogaram esses rabiscos na visão anterior como rostos ou animais ou algo mais significativo para eles. Desta vez, não houve necessidade de analisar as formas novamente.
O objetivo de tudo isso é mais provavelmente promover nossa sobrevivência. Quando estávamos evoluindo, na savana, era importante reconhecer qualquer coisa que parecesse um predador.
Assim, se você estivesse vagando à noite, precisava reconhecer que as sombras poderiam ser ameaçadoras. Se você não conseguisse identificar a sombra que se parecesse vagamente com um animal, você poderia ser comido.
No mundo moderno, ainda estamos à procura de padrões importantes. Então, agora, quando você ver uma batata frita que se parece com Roberto Carlos, seu cérebro vai achar que você está vendo uma outra manifestação do Rei.
Por  em 4.12.2011 as 12:30

Comer peixe regularmente pode prevenir Alzheimer

Idosos que comem peixe pelo menos uma vez por semana são entre três e cinco vezes menos propensos a desenvolverem Alzheimer, de acordo com um novo estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Mas é essencial que o peixe seja grelhado ou assado para que os ácidos graxos ômega-3 sejam preservados.
O ômega-3 ajuda a proteger o cérebro, aumentando o fluxo sanguíneo da região, reduzindo inflamações e limitando o acúmulo de placas prejudiciais que favorecem o desenvolvimento de mal de Alzheimer.
Quando o peixe é frito, ele fica com quantidades muito baixas de ômega-3, e consequentemente não oferece proteção alguma contra demência e perda de memória relacionada com a idade, conhecida como deterioração cognitiva.
No estudo, pesquisadores questionaram 260 voluntários saudáveis com idade média de 76 anos sobre a frequência com que eles comiam peixe. Dez anos depois, aqueles que não comiam peixes regularmente tinham mostrado muitos mais problemas nas áreas cerebrais ligadas a memória.
Cinco anos após essa primeira análise, pesquisadores descobriram que 31% dos idosos que não ingeriam peixes com frequência tinham desenvolvido Alzheimer ou deterioração cognitiva. Os índices dessas doenças entre os idosos que comiam peixe pelo menos uma vez na semana foram entre 3% e 8%.
Ciro Raji, que liderou o estudo, disse que futuras pesquisas podem ajudar a descobrir se suplementos de ômega-3 produzem efeitos semelhantes, e se alguns tipos de peixe oferecem mais proteção do que outros.
No entanto, a pesquisa não levou em consideração fatores como o estilo de vida dos voluntários. A melhor maneira de prevenir o Alzheimer, além de uma dieta saudável, incluindo frutas e legumes, é também fazer exercício físico regularmente e se livrar do tabagismo.
Por  em 4.12.2011 as 16:00

Astrônomos investigam a “Idade das Trevas” do universo

O universo, segundo a teoria do Big Bang, nasceu há cerca de 13,7 bilhões de anos. Cerca de 400 mil anos depois da explosão, as condições do cosmo permitiram que houvesse luz no espaço pela primeira vez. Logo após esse ponto, no entanto, os astrônomos não têm evidências do que aconteceu até o momento em que as galáxias realmente começaram a se formar. É a chamada “Idade das Trevas” do universo.
Em busca de respostas mais claras sobre esse período obscuro, cientistas da Universidade Harvard (Cambridge, Massachussets, EUA) dedicaram um estudo sobre o tema. O que mais causa dúvidas nos cientistas está relacionado ao tempo de cada processo universal, e quais os mecanismos físicos envolvidos.
Estimativas consolidadas até hoje afirmam que a luz demorou muito tempo para poder brilhar no espaço. Logo após o Big Bang, a temperatura dos compostos era alta a ponto de formar íons de carga negativa, que bloqueavam a passagem da luz. Apenas quando o universo esfriou o suficiente para que os íons livres se combinassem em átomos houve luz.
Mas a existência de raios luminosos não formava um universo complexo como o atual, com incontáveis galáxias. Se o Big Bang aconteceu há 13,7 bilhões de anos, e a luz demorou apenas 400 mil para surgir, porque as primeiras galáxias (conforme estimativas) só se formariam 100 milhões de anos depois? O que aconteceu nesse período que foi batizado de “Idade das Trevas”?
O segredo para descobrir mais, segundo os astrônomos de Harvard, é inverter o “caminho” das descobertas. A Idade das Trevas está entre a fase “iluminada” após o Big Bang e o surgimento das primeiras galáxias, e a maioria dos estudos concentra os esforços em saber o que aconteceu logo após o “antes” da Idade das Trevas. Os pesquisadores americanos preferiram investigar as origens do “depois”, ou seja, a gênese das primeiras galáxias.
Haverá, até 2020, um aparelho exclusivamente dedicado a essa tarefa. É o telescópio espacial James Webb, que vem sendo planejado desde 1996. A função desse telescópio será rastrear luz (ou os rastros da ausência dela) das estrelas mais antigas do universo, que foram extintas na primeira fase pós Idade das Trevas.
Segundo os cientistas, esse rastreamento de luz é a chave para entender a pré-história de nossas galáxias. Os buracos negros mais antigos, além da presença da misteriosa matéria escura (composta de partículas sem carga que não interagem com a luz, mas atuam de maneira gravitacional), que compõe 85% da massa do universo, podem dar pistas indiretas sobre a formação das primeiras galáxias.
O mapeamento desses primórdios de luz servirá para combinar os conhecimentos já existentes sobre buraco negro e matéria escura. Com essa medida, os astrônomos pretendem traçar uma linha cronológica da Idade das Trevas, construída no caminho inverso: dos tempos mais recentes para os mais antigos.
Por  em 4.12.2011 as 15:00

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