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Wednesday, March 21, 2012

BISPO DE MENONGUE DEPLORA CARÊNCIA DE SACERDOTES NA DIOCESE



O Bispo de Menongue disse, recentemente, que alguns seminaristas entram no seminário com a intenção de não serem futuros sacerdotes, mas para se preparem porque é a única escola que encontram com facilidade.

Dom Mário Lukunde falava à Ecclesia no programa “discurso directo”.

 “Alguns vêem para o seminário porque é a única escola que encontram com facilidade, certamente vir para o seminário é fácil, não é como ir para o IMEL, Puniv, aqui está o problema, ás vezes as pessoas vem para o seminário já com a intenção de não serem padres, mas prepararem-se” - disse.

O Bispo falou da necessidade da extensão da universidade, abertura de algumas faculdades, e a falta de estruturas físicas em Menongue.

“Estamos um pouco mal. Seria necessário esticar a universidade, pelo menos algumas faculdades para lá, não temos estruturas físicas, estamos a estudar várias maneiras”.  

A distância entre as comunidades pastorais algumas das quais sem assistência pastoral, como Mavinga e Rivungo bem como os vastos terrenos minados são alguns dos muitos desafios da Diocese de Menongue.

“O primeiro desafio é exactamente àquelas regiões onde a gente não pode ir, esse é o grande desafio, ver aquela gente sem assistência contínua de um sacerdote ou de uma comunidade de religiosas”.

Acrescentou que “até mesmo para Mavinga não se pode ir facilmente, o terreno é todo arenoso e minado, às minas estão à berma da estrada e é perigoso” - deplorou.

“Sinto muito porque não posso fazer nada por elas” – concluiu o Bispo de Menongue. 



MENTALIDADE AFRICANA IMPEDE VOCAÇÕES FEMININAS NO KUANDO KUBANGO


Dom Mário Lukunde culpa impacto da cultura africana pela falta de vocações femininas na Diocese de Menongue, província do Kuando Kubango.

“Eu costumo pensar que seja por causa de um impacto grande que a cultura tem na mulher" - justificou
Esclareceu que "os ritos de iniciação exercem uma certa força na mentalidade da mulher".
"Uma mentalidade africana, segundo a qual a mulher é para fabricar filhos e ficar em casa".
"Não casa com a lógica da vocação, penso que seja isto. Ainda estamos a estudar” – disse o Prelado.

“Há congregações que estão a trinta e tal anos mas tiveram vocações locais, algumas saíram na véspera dos votos perpétuos, outras saíram sem formação, ultimamente decidiram mandá-las para África oriental, para o Quénia, Tanzânia, voltaram de lá, desistiram” – continuou o Bispo de Menongue, em declarações à Ecclésia.

Segundo o líder religioso, “a solução passa por um diálogo com as autoridades locais”.

“Um dos caminhos é o diálogo com os detentores, os operadores da cultura, são sobretudo os sobas” - indicou.

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