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Friday, March 23, 2012

" A GUERRA TAMBÉM COMEÇA EM CASA", AFIRMA PRESIDENTE DA CEAST


Presidente da CEAST disse este domingo, 18/3, em Caxito, Bengo, que “a paz deve começar na família”.

Dom Gabriel Mbilingi recordou também a possibilidade do inverso: “Se a paz começa em casa, a guerra também começa em casa”.

Por isso, o também Arcebispo do Lubango renovou o apelo à verdadeira reconciliação das famílias angolanas.

Durante a celebração eucaristia de acção de graças alusiva ao décimo aniversário dos acordos de paz em Angola, o Prelado lembrou que onde não houver família reconciliada, não haverá paz.

Chamou ainda a atenção para a responsabilidade humana, um compromisso que não deve afastar Deus.

Comparou a vida humana a um deserto, onde continuam serpentes que bloqueiam a caminhada dos cristãos.

“A nossa vida é comparada a um deserto, ainda hoje estão lá presente às serpentes que envenenam a existência, apagam a vida, a serpente do orgulho, às serpentes da inveja, dos ressentimentos, são sobretudo às serpentes das paixões desregradas ” – afirmou.
Governador agradece presença dos Bispos 
O governador do Bengo, João Bernardo de Miranda, agradeceu a presença dos bispos da CEAST em Caxito.

“É uma felicidade o facto de todos os Bispos de Angola estarem aqui, para celebrar este domingo que eles consagraram como missa em homenagem à reconciliação nacional”.

João Bernardo de Miranda reconheceu o apoio da Igreja Católica na província do Bengo.

BISPOS ATENTOS ÀS PRÓXIMAS ELEIÇÕES GERAIS


Os Bispos da CEAST estão atentos ao processo que visa organizar as eleições gerais em Angola, previstas para Agosto próximo, disse, esta Quinta-Feira, 15/3, o seu Presidente, Dom Gabriel Mbilingi, na abertura da Iª Assembleia Plenária do ano em curso.
                                          
Durante o certame que encerra os seus trabalhos na próxima, Quarta-Feira, 21/3, os bispos vão trocar impressões sobre a realidade religiosa, social e política em que se encontra a viver cada uma das dioceses em Angola e São Tomé e Príncipe.

Dom Mbilingi fez lembrar que a exortação Apostólica África Monus do Papa Bento XVI ao continente e ao mundo , fruto dos trabalhos do II Sínodo Especial para África, realizado em Outubro de 2009, mereceu o período de Novembro de 2011 a Março de 2012, no intuito de guiar o continente nos próximos decénios, esperando por uma África mais reconciliada, justa e pacifica.

A “Família” que continua no centro das atenções pastorais nas dioceses da CEAST vai merecer uma especial atenção nesta Assembleia Plenária.

Desta feita, a CEAST visa preparar o 3º e último Ano da sua Agenda pastoral trienal, o ano de 2013 dedicado à “Família e Cultura”.

Outros eventos de relevo para a vida dos fiéis são o Congresso Eucarístico Internacional (Dublin, 10 a 17 de Junho próximo e o Encontro Mundial das Famílias com o Santo Padre em Milão (Itália).

A Iª Assembleia Plenária da CEAST 2012 está a ter lugar depois das jornadas de Formação do Episcopado com tema: “Noções de Liderança e Gestão na Igreja” que decorreram na sede da CEAST, em Luanda, de 12 a 14 do mês em curso.



BISPOS APELAM A ELEIÇÕES LIVRES E JUSTAS


A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) publicou uma nota pastoral para as próximas eleições gerais no país, marcadas para este ano, pedindo que as mesmas sejam “livres e justas”.
“A verdade do voto exprime a vontade soberana do povo. Daí a exigência de um processo eleitoral transparente e de eleições verdadeiramente livres e justas”, assinalam os bispos.
O documento está publicado na íntegra na nossa rubrica “ Documentos CEAST.
Para os bispos angolanos, a eleição dos governantes, “feita livremente pelos cidadãos, constitui o verdadeiro pilar da democracia” e este direito cívico é mesmo um “dever” para a população.
“A abstenção constitui uma verdadeira culpa, não somente anticívica mas também antipatriótica”, pode ler-se.
Aos eleitores, acrescenta a nota da CEAST, compete conhecer “o programa político de cada partido” e a “competência dos executores deste programa”.
Os angolanos vão eleger este ano os deputados para a Assembleia Nacional e o presidente da República.
Neste contexto, os Bispos desejam que os programas dos partidos dêem resposta a “graves problemas da sociedade” como a pobreza ou o “aumento do fosso entre ricos e pobres”.
Sobre a campanha eleitoral, o documento deixa votos de que todos os partidos tenham o mesmo “tempo de antena” e que a mesma seja “honrada pelo civismo, evitando toda a espécie de violência”.
“Em democracia, o verdadeiro detentor do poder é o povo o qual, através das eleições, delega esse poder aos governantes eleitos. Daqui se infere que as eleições são um direito do povo, direito este que lhe não pode ser usurpado sob pretexto algum”, alerta a CEAST.
A nota conclui com orientações contra o envolvimento partidário do clero, religiosos, religiosas e catequistas: “Nunca digam aos fiéis em quem devem votar, mas digam-lhes como devem votar”.
No final dos trabalhos da assembleia plenária, a Conferência Episcopal criticou a passividade da polícia angolana face à atuação de civis na repressão de uma tentativa de manifestantes antigovernamentais no último dia 10.
D. Francisco da Mata Mourisca, bispo emérito do Uíje, disse que as manifestações constituem "um direito de todo e qualquer cidadão", e que o Estado “tem o dever de manter a ordem pública”, mas com “a moderação da força, não de forma irracional".



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