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Wednesday, March 21, 2012

REPRESSÃO VIOLENTA À MANIFESTAÇÃO DE 10 DE MARÇO PROXIMAMENTE NO PARLAMENTO


Repressão violenta à manifestação de 10 de Março em Luanda chega ao parlamento angolano nos próximos dias.

A proposta da  UNITA foi anunciada este fim de semana por Abílio Kamalata “ Numa”, deputado e membro da comissão política permanente do maior Partido da oposição.

O político angolano citou num comício no Cubal, em Benguela, o nome do ministro do Interior, Sebastião Martins, como o principal alvo da interpelação parlamentar.

Kamalata “ Numa” condenou a agressão a manifestantes e considerou o acto como a “ destruição das últimas pontes da reconciliação”.

“ Temos alertado que estão a ser derrubadas as últimas pontes que ainda nos permitem fazer a reconciliação” – apontou.

“O doutor Filomeno merece respeito por aquilo que tem feito por este país. Não é criminoso; não é ladrão. É um patriota que luta para o povo angolano e não pode ser partido o braço dele por um tipo qualquer” – disse Numa

Interpelado sobre se a decisão real qualquer efeito prático, Numa sugeriu não colocar a questão desta maneira.

“Vamos exigir e haverá algum dia em que eles não vão ter tempo para dar resposta”- afirmou.

A carga policial subsidiada por alegadas milícias teve saldo de vários feridos, entre os quais o Secretário Geral do Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes.
Dispersão de manifestantes e um número não contabilizado de detidos, tudo isto teve lugar no dia da manifestação.
”Tivemos de dispersar, porque logo que começámos a concentrar-nos, a polícia e civis que consideramos serem agentes à paisana começaram a bater e a prender”, narrou um dos activistas, Adolfo Campos, adiantando que a carga policial causou vários feridos, entre os quais Luaty Beirão (conhecido rapper), que foi agredido na cabeça, além de um número indeterminado de detidos.Testemunharam que agentes da polícia à paisana com armas brancas controlaram todos os acessos à Praça da Independência, local do protesto.
 O governo angolano “foi longe demais”, considerou Filomeno Vieira Lopes, “sobretudo os mentores, aqueles que estão por detrás dos desgraçados que são mandados (agredir)“.
Da agressão resultou a fractura do braço esquerdo em três sítios, um golpe profundo na cabeça, que levou dois pontos e equimoses em todo o corpo.
 “Em Angola ainda não temos, em termos factuais, conquistado o direito de manifestação. Este direito, estou convencido, vai ser conquistado”, concluiu.
O Bloco Democrático foi o único partido da oposição a fazer-se representar na frustrada manifestação de Luanda, tendo a UNITA, FNLA e Partidos da Oposição Civil, uma coligação de formações partidárias sem representação parlamentar, optado por não corresponder às promessas de que estariam presentes feitas pelos organizadores do protesto.

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